sábado, 21 de outubro de 2017

Garanhuns onde o Nordeste Garoa

GARANHUNS, CLIMA FRIO E AR EUROPEU EM PLENO AGRESTE



Localizada à 230 quilômetros do Recife, capital de Pernambuco, é o principal município do Agreste Meridional. Essa localização privilegiada é, sem dúvida, o que lhe dá um charme todo especial.

São as sete colinas – Monte Sinai, Triunfo, Columinho, Ipiranga, Antas, Magano e Quilombo – que proporcionam o clima de montanha. A paisagem, permanentemente verde, e a exuberância das flores espalhadas por suas praças também foram as responsáveis pelos carinhosos títulos de “Suíça Pernambucana”, “Cidade das Flores” e “Cidade do Clima Maravilhoso”.

Garanhuns é bem mais do que a terra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesses 128 anos de elevação a categoria de Cidade, a “Cidade das Flores”, como ficou conhecida nacionalmente, tem muito mais a mostrar aos turistas de todo o Estado e do País.


Suas belezas, resultado de uma natureza impecável, a colocam como uma das mais bonitas cidade do Interior, sem contar o clima de temperatura sempre agradável.  Andar pelas suas ruas, sempre limpas e bem arborizadas, com os canteiros centrais e as praças impecáveis, é descobrir a cada instante uma paisagem que merece ser registrada.

Garanhuns é uma cidade anfitriã, de braços abertos para receber cada visitante, que dificilmente deixará de ser seduzido por sua rara beleza

É por isso que os visitantes se encantam: clima frio e ar europeu em pleno Agreste de Pernambuco. Quem poderia imaginar? Diariamente e em todas as estações, Garanhuns abre suas portas, calorosamente, para receber pessoas de toda parte. Conhecer Garanhuns é descobrir que o paraíso existe, entre sete colinas.

TRIBUNA

Nanismo: o tamanho do preconceito



Após dois anos em trâmite no Legislativo federal, foi sancionada há cerca de dois meses a lei que institui o 25 de outubro como o Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo

Por: Renata Coutinho


Roberto Pino e os filhos Lara e OtávioFoto: Andréa Leal/Cortesia


“Só perto dos 13 anos de idade é que eu decidi encarar a vida. Antes disso, me guardava muito em casa, preferia não sair. O preconceito na minha época de criança era muito grande. E a má educação das pessoas em fazer brincadeiras também. Hoje a situação está melhor, mas ainda existe. E é por isso que ainda me protejo e protejo meus filhos dos olhares e dos constrangimentos”. A história de vida de Roberto Pino, 40 anos, é bem semelhante à de Petreson Eloy, 38 anos, e Douglas Figueira, 24. Roteiros de uma vivência da infância e adolescência às escondidas e de uma fase adulta de autoafirmação e desafios em um mundo feito pelos “altos” e para os “altos”.

Os três são portadores de displasia esquelética, mais conhecida como nanismo. Vulgarmente são chamados de anões. Homens com menos de 1,45 e mulheres com altura inferior a 1,40 metro. A condição de baixa estatura corporal e encurtamento dos membros os coloca no rol dos deficientes físicos há apenas 13 anos, graças ao decreto 5.296/2004. Só com essa normativa é que as pessoas com nanismo tiveram o direito por lei de receber o mesmo tratamento concedido às pessoas com necessidades especiais, a exemplo de cegos ou cadeirantes. A “garantia” legal, no entanto, está longe de ser real. 

A batalha pela visibilidade das necessidades dessa população e por sua inclusão teve um novo capítulo em 2017. Após dois anos em trâmite no Legislativo federal, foi sancionada há cerca de dois meses a lei que institui o 25 de outubro como o Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo. A data simboliza um passo importante na conscientização das diferenças, mas o caminho da aceitação social e desmistificação do nanismo ainda é longo.

Autoestima como recurso
A vergonha juvenil acompanhou Douglas Figueira, 24 anos. O jovem teve o diagnóstico de displasia esquelética tardiamente. Só perto de 1 ano de idade é que a mãe suspeitou que algo estava fora do comum e teve a confirmação do quadro. A indicação à época foi praticar natação para ajudar no desenvolvimento e mobilidade. Se dentro de casa a criação era a de um menino típico e alegre, na escola ele descobriu a segregação e o bullying. 

A violência sofrida o fez entender de forma cruel que era diferente dos colegas. Uma cicatriz que se traduziu em desconfiança e que o acompanhou por muito tempo. “Até hoje existe preconceito. Sempre que chego em alguns lugares as pessoas percebem e ficam com ar de riso. Olham, fuxicam. apontam. Antigamente, quando eu era mais novo tinha vergonha, mas hoje eu não ligo”, disse. 

A mudança começou quando ele passou a trabalhar com eventos. Sua baixa estatura era um “plus” para trabalhos artísticos. Com a autoestima renovada, conseguiu o primeiro emprego formal. Com 1,18 metro, carisma e sagacidade, Douglas tornou-se hostess (espécie de recepcionista) numa rede de restaurantes. Com a vida profissional encaminhada, formalizou há dois meses uma união que começou há três anos com Renata Sthepany, 22, que tem estatura mediana e para quem a diferença de estatura nunca foi problema para amar. “A gente se conheceu pelo facebook e ficou conversando. Eu já sabia quem era ele, mas ele nunca tinha me visto pessoalmente. Depois de alguns meses a gente começou a namorar. Nunca foi impedimento para mim a altura”, disse Renata.

Casamento de Douglas e Renata - Foto: Acervo Pessoal

Superação em família
O caçula de uma família de quatro filhos era extremamente esperado pela mãe, dona Tereza. Com dois bebês homens e uma mulher, a expectativa era por mais uma menina para completar a dupla de casais. Na Palmares dos anos 70, ultrassom era raridade, seja para descobri o sexo ou diagnosticar alguma doença no feto. Nesse contexto, o nascimento de Roberto Pino foi da alegria à preocupação em instantes. Nasceu um menino, e um menino diferente. “O médico logo estranhou e examinou. Conversou com minha mãe e disse que não tinha como explicar o que havia acontecido”, contou Pino. 

Na família dele, não havia qualquer outro registro de nanismo, o que tornava o caso ainda mais raro. A literatura médica aponta mais de 200 tipos diferentes de nanismo. Um dos mais comuns é a acondroplasia, que pode acometer um bebê a cada 16 mil a 25 mil nascidos vivos.

Foi nessa espécie de roleta russa da genética que no DNA dele prevaleceram os genes paternos com a alteração de crescimento. Em casa, Roberto Pino sempre levou uma vida comum, mas fora dela os olhares curiosos e invasivos sobre seu tamanho geravam um desconforto. O medo do preconceito foi confrontado na adolescência, mas ainda hoje é combatido. A superação pessoal veio com o surfe, onde é referência nacional para pessoas com deficiência. Ele sonha se tornar o primeiro paratleta olímpico com displasia nesse esporte. Mas o temor do preconceito volta a assombrá-lo quando o assunto é filhos. 

Quando a esposa Maria Eriane, 29 anos, que tem estatura mediana e com quem é casado há 12 anos, engravidou do primeiro filho, Pino chegou a desejar que o bebê nascesse sem a deficiência, porque temia pelo sofrimento social. Otávio, hoje com 10 anos, nasceu com a mesma condição do pai. E na sequência, Lara, de 8, também. Desde cedo, o diálogo sobre o entendimento das suas diferenças é tema na casa para driblar qualquer saia justa. “Hoje vejo mais respeito, mas, mesmo assim, tento proteger meus filhos para que não sofram o que eu passei. Evito levá-los para lugares muito aglomerados e os mantenho na mesma escola, porque já há uma adaptação deles e dos colegas”, contou.

Cuidadoso, mas não super protetor. A palavra de ordem na famíla é incentivar os filhos a superar limites. Tanto é assim que Lara e Otávio seguem os passos do pai e dividem com ele a paixão pelo mar e pelo surfe. 

Educação fora da bolha
O ator Petreson Eloy teve um começo de vida diferente de Douglas e Roberto. Nele, o nanismo foi descoberto ainda na barriga da mãe. Preparada desde a gravidez para a novidade, a família criou o garoto para ter o máximo de independência no dia a dia. “Há muitas mães que colocam os filhos que têm nanismo em uma bolha, que tratam como se eles tivessem também autismo ou deficiência mental, e não é assim. Alguns pais nem deixam a gente viver as experiências”, esclareceu. 

Nesse enredo de sentir na pele e reagir ao preconceito, Petreson não se cala diante de comentários pejorativos, explicações mentirosas e desrespeitosas. “Sabe uma coisa que eu odeio? Quando os pais apontam para mim e dizem aos filhos que eu sou pequeno porque não comi isso ou aquilo, ou fiz algo errado. Interrompo e digo a verdade para as crianças”. Para ele, outro desrespeito está na maioria dos espaços das cidades e no transporte público. Falta acessibilidade. “Subir nos ônibus já é difícil. Alcançar o leitor do cartão do VEM é impossível sozinho, porque é muito alto. E agora que estão tirando os cobradores vai ficar pior”, lamentou.

Petreson enfrenta dificuldades para usar transporte público - Crédito: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco


Espaços excludentes
Estar numa terra de gigantes ou enfiados em roupas muitos números maiores. É assim que algumas pessoas com displasia esquelética afirmam se sentir em ambientes públicos ou privados. Para a designer de interiores e biomédica Lorena Albuquerque, as comparações refletem o desconhecimento geral sobre as necessidades e direitos que as pessoas de baixa estatura têm. “Na norma 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que trata da acessibilidade, não há garantia específica do espaço para este tipo de usuário. A regra não fala sobre o portador de nanismo. Então, o que acontece na maioria das vezes é que os designers, engenheiros e arquitetos tendem a adaptar o espaço para o portador de nanismo como se ele fosse uma criança. Só que, o invés de facilitar, isso dificulta o acesso, porque as características físicas e fisiológicas são diferentes”, disse a biomédica.

A pesquisadora ressalta que as pessoas com nanismo têm especificidades não só com relação à altura dos equipamentos, mas também no diâmetro devido à limitação de amplitude dos movimentos dos braços, pernas, tronco e mãos. “A ABNT quer permitir a inclusão de todos usuários em todos os espaços públicos e privados, mas esquece de um grupo relevante da população brasileira. Esquece ainda que esse grupo passa por fases etárias, porque ele não só é portador de nanismo na idade adulta, ele é desde que nasce”, ressaltou. Ainda sem atualização, segundo a pesquisadora, as atuais regras de acessibilidade para os espaços reforçam exclusões. “Não é só o preconceito por não poder usar um local, mas é o sentimento de ser segregado. Eles querem poder usar o que existe, sem ter que ficar pedindo ajuda.”

Espectros da doença
O médico Juan Llerena, do Instituto Nacional Fernandes Figueira (Fiocruz), explicou que cada um dos 200 tipos de nanismo tem particularidades especificas. O especialista diz que qualquer casal pode ter um filho com nanismo, mas se um dos pais já tem a displasia o risco de transmissão desta característica aos filhos aumenta e, por isso, é indicado um aconselhamento genético. Há dois tipos mais comuns. O primeiro é o nanismo pituitário que acontece por uma deficiência da glândula da hipófise e pode ser corrigido com tratamento hormonal. E outro é o acondroplásico que é o adoecimento próprio dos ossos e não tem tratamento formal estabelecido. “O que se faz em alguns casos de acondroplasia é o alongamento dos ossos. Só que é caso a caso. Aqui no Brasil não temos muitos profissionais que sejam habilitados nessa alternativa terapêutica”, pontuou Llerena.

Segundo o especialista, o nanismo pode ser identificado pelo ultrassom durante a gestação e até mesmo por testes de extração de DNA intrauterino, mas o diagnóstico final só acontece após o nascimento. O raio-x da criança é o exame mais importante para a definição do caso e é responsável por 80% dos diagnósticos. A doença genética não significa diretamente redução de qualidade ou expectativa de vida. Cada pessoa com nanismo é diferente e pode ou não apresentar complicações de saúde associadas. O médico também desmistifica qualquer relação entre o nanismo e infertilidade ou deficiência intelectual. “Os acondroplásicos são férteis como a população em geral. E são tão inteligentes quanto você”, frisou.

 


Roberto Pino e os filhos Lara e 

Evento no Grande Recife celebra centenário da Assembleia de Deus em PE


A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE) completa 100 anos de existência da instituição, no estado, no sábado (21). Para celebrar a data, a igreja promove uma cerimônia na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife. A chegada dos primeiros ônibus começa a partir das 9h e as celebrações religiosas têm início às 15h. 

O culto principal, celebrado pelo presidente da instituição, pastor Ailton Alves, está previsto para começar às 18h30. O campo será coberto para dar espaço ao público.


Cerca de 7.800 pessoas ocuparão a área interna, somando-se aos 45.536 fiéis que ficarão nas arquibancadas. No estacionamento também serão colocadas mais de 15 mil cadeiras, para acomodar os que não conseguirem espaço interno, totalizando um público de 68.336 pessoas.

Para facilitar a chegada dos fiéis à arena, o Grande Recife Consórcio de Transportes montou um esquema especial com dois pontos de partida/retorno: um no TI Cosme e Damião e outro na Praça do Derby. A operação tem início às 9h e vai até as 22h30.

A partir das 9h, dois coletivos levam o público do TI Cosme e Damião até o Estádio. Às 13h, outros 13 veículos entram em operação.

Para utilizar o transporte, pulseiras serão vendidas antecipadamente no valor de R$3,20, facilitando o retorno para casa. Elas podem ser adquiridas tanto em dinheiro quanto por meio do cartão VEM Trabalhador ou Comum, no TI Cosme e Damião, e em um quiosque na Arena de Pernambuco.

Também às 13h começam as atividades da linha 058 – BRT/Arena saindo da Praça do Derby. O Grande Recife destaca que o ônibus não sai da estação de BRT do Derby e, sim, da calçada da Praça. A tarifa para este serviço é R$ 15 (ida/volta).

Fonte: G1.COM


Homem é suspeito de embriagar e estuprar menina de 12 anos no Agreste



O homem de 41 anos foi autuado na quinta-feira (19) ao ser encontrado pela polícia na PE-218


JC Online




   O caso será investigado pela Delegacia de Garanhuns

Um homem suspeito de embriagar e estuprar uma criança de 12 anos foi preso nessa sexta-feira (20) no município de Bom Conselho, Agreste de Pernambuco. De acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito, identificado como Ivanildo Severino da Silva, de 41 anos, foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável.


Ivanildo foi localizado na noite da quinta-feira (19) parado às margens da PE-218, dentro de um veículo modelo Celta. No interior do carro também estava a menina vítima do estupro sem a parte de baixo da roupa e com sinais de embriaguez. Ela deverá passar por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Caruaru.


De acordo com o 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM), a mãe da criança estava perto do automóvel e também apresentava sintomas de embriaguez. Não há informações se Ivanildo era conhecido das duas ou se a mãe também foi vítima de estupro.


Inquérito

O caso foi registrado na Delegacia de Garanhuns, também no Agreste do estado e as investigações serão coordenadas pelo delegado João Lins. O marceneiro foi encaminhado para audiência de custódia na tarde da sexta


Compras de caixões e pneus são investigadas em São Lourenço da Mata



Possíveis fraudes em programas assistenciais também estão sob investigação no município


RENATA MONTEIRO


rmonteiro@jc.com.br


   Segundo Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, conselheiro do TCE, foram gastos com a compra de pneus cerca de R$ 500 mil

A apuração de outras irregularidades podem complicar ainda mais a vida dos investigados nos esquemas de corrupção do município de São Lourenço da Mata. Segundo Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, conselheiro do TCE, a corte tem auditorias especiais em andamento para averiguar problemas nos contratos da prefeitura relacionados à compra de pneus e ataúdes, além de possíveis fraudes em programas assistenciais.


“Verificando o Portal da Transparência da prefeitura, que é bastante deficitário, identificamos que, desde o início da gestão do prefeito afastado, foram gastos com a compra de pneus cerca de R$ 500 mil. O problema é que a frota do Executivo municipal não chega nem a 20 veículos”, revelou Dirceu Rodolfo.


De acordo com o conselheiro, também foram encontrados indícios de superfaturamento em um pregão realizado pela prefeitura de São Lourenço para a compra de caixões.


“A prefeitura gastou R$ 289 mil com ataúdes, mas o que chama a atenção é que ela fez cotações através do ComprasNet, do governo federal, então são caixões que aparecem com preços de todas as partes do País, até de Roraima. O resultado é que há cerimônias de enterro que custaram até R$ 6 mil. É um enterro que dá para ser feito no Morada da Paz”, cravou, citando um cemitério de alto padrão localizado no Grande Recife.


Com base em informações repassadas ao TCE pelo atual prefeito de São Lourenço, Gabriel Neto, o tribunal iniciou um trabalho para investigar outrosproblemas da gestão do prefeito afastado Bruno Pereira, como um programa de assistência social que fornecia R$ 200 para pessoas carentes da cidade e que, segundo o TCE, não tem embasamento legal para existir.


O atual prefeito nos trouxe vários cheques em branco assinados pelo secretário de Finanças da cidade, mas não há nenhuma lei que regulamente o serviço nem comprovação de que as pessoas que recebiam os valores eram hipossuficientes”, ressaltou o conselheiro.


Sobre as acusações feitas pelo TCE, Bruno Pereira diz que São Lourenço possui 46 veículos próprios e que iniciou processo licitatório para contratação de empresas fornecedoras de pneus, mas “até o momento não foi efetuado nenhum pagamento à empresa vencedora”.


À respeito da concessão de auxílios-moradia, o prefeito afastado disse que há uma Lei Municipal que regulamenta o serviço, de Nº 2.156/2006.


A assessoria de Pereira não enviou justificativa para os valores gastos com a compra de caixões na prefeitura durante a gestão do petebista.


LABANCA

Com a suspeita de que houve desvio de finalidade da emenda parlamentar do deputado estadual Vinícius Labanca (PSB) durante a campanha de 2016, o MPPE vai investigar repasses do parlamentar para a Prefeitura de São Lourenço na gestão anterior a de Bruno Pereira. O antigo prefeito da cidade é Ettore Labanca (PSB), pai de Vinícius.


Os recursos envolvidos no suposto desvio são do Fundo Estadual de Saúde e teriam sido usados para reformar o Mercado Público de Tiúma e revitalizar o calçadão da PE-05, por exemplo.


Procurado pela reportagem para comentar o caso, o deputado não retornou as ligações nem respondeu as mensagens.


Confusão encerra debate sobre Pacto pela Vida na Assembleia Legislativa de Pernambuco


A audiência pública o Pacto pela Vida, na Assembleia Legislativa do Estado, foi encerrada, antes da hora, sob forte confusão e briga entre os parlamentares. A sessão foi encerrada porque o deputado Joel da Harpa, da Oposição, não queria encerrar o discurso dele.

O alongamento do discursos do deputado da PM pode ter sido uma resposta aos mais de 100 slides apresentados pelo secretario de Planejamento e coordenador do Pacto pela Vida, Márcio Steffani, que consumiu mais de 50 minutos. No meio da confusão, o deputado Joel da Harpa quase bate no deputado Zé Maurício, de situação.

O aliado de Bolsonaro colocou a mão na cara do colega Zé Maurício, com o dedo em riste, iniciando a falta de ordem geral, antes da suspensão.

Muita gente apartou, antes que virasse agressão.

A agenda havia sido realizada a pedido da Bancada de Oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e foi realizada na Comissão de Administração Pública da Casa, no auditório Sérgio Guerra.

Pelo governo, confirmaram participação os secretários Márcio Stefani (Planejamento), Cícero Rodrigues (Ressocialização), Pedro Eurico (Justiça), Antônio de Pádua (Defesa Social), Roberto Franca (Desenvolvimento Social), além dos comandos das polícias Civil e Militar e de representantes dos agentes de segurança e da sociedade civil.

Oficialmente, o objetivo do encontro era debater, com representantes do governo de Pernambuco, o aumento da criminalidade no Estado.

Segundo dados da própria Secretaria de Defesa Social, 2017 já é o ano mais violento desde a criação do programa. Até o fim de setembro, foram contabilizados 4.145 assassinatos. Em relação ao ano anterior, quando foram registrados 3.149 homicídios, o crescimento no período chega à marca de 32%.

Antes da confusão, o líder da Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Silvio Costa Filho (PRB), havia dito que o alto número da criminalidade era a marca do governo Paulo Câmara.

“Os números falam por si e revelam o aumento constante da criminalidade desde 2014. São mais de 12,5 mil assassinatos de 2015 até agora. Nós da Oposição estamos à disposição do Governo para ajudar a construir uma saída para o atual quadro, mas esperamos que o Governo mostre disposição para a realização de um debate franco sobre a atual situação”, afirmou o parlamentar.(Via: Blog do Jamildo)

Ministério Público investiga prática de nepotismo envolvendo prédio onde funciona prefeitura de Jupi






O Ministério Público de Pernambuco recomendou ao prefeito de Jupi, Antonio Patriota, que entregue à Promotoria de Justiça local cópias de toda documentação referente ao processo de dispensa de licitação do prédio onde funciona atualmente a Prefeitura. No Inquérito Civil n.º 001/2017, que apura a prática de nepotismo na cidade, se constatou que o prédio, localizado na rua Miguel Calado Borba, é objeto de contrato de locação, mediante dispensa de licitação, entre o prefeito e sua irmã, Giselda Patriota. O prefeito também deve efetuar a rescisão do contrato de locação do prédio celebrado com sua irmã, assim como todos os eventuais contratos realizados. Antonio Patriota ainda tem que entregar à Promotoria, em um prazo de 10 dias (iniciando quando tomar ciência desta recomendação), os comprovantes de pagamento dos valores acordados e a cópia do ato de rescisão dos contratos. Na hipótese de necessidade de locação de imóvel, a administração pública deverá proceder com o devido processo licitatório, pautado pela ampla publicidade, definindo previamente as características desejadas, sem restrições injustificadas, bem como o preço máximo, consagrando-se vencedor aquele que ofertar o menor preço.

Tucanos de Pernambuco defendem renúncia de Aécio Neves



Daniel Coelho, Betinho Gomes e Antônio Moraes acham que saída de Aécio pode ser boa para o PSDB


Paulo Veras


   Líder dos 'cabeças pretas', Daniel Coelho diz que renúncia de Aécio Neves seria o ideal para o PSDB

Para tucanos pernambucanos, a renúncia do senador Aécio Neves à presidência nacional do PSDB pode preservar o partido de um desgaste político perante a opinião pública no momento em que a legenda já passa por divisões, inclusive quanto ao melhor nome para disputar o Planalto no próximo ano. No início da semana, o Senado livrou Aécio das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como afastamento do mandato e recolhimento noturno. O mineiro é investigado por ter pedido R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS.


“Ele renunciar por conta própria e deixar o partido tocar sua agenda seria o ideal”, afirma o deputado federal Daniel Coelho, líder dos “cabeças pretas”, a ala jovem do partido. “A gente viu os parlamentares pedindo para que ele possa se dedicar a sua defesa. Não vejo ganho nenhum em se esperar o Congresso (do PSDB, em dezembro). O partido fica preso a uma pauta que não é do partido. Se ele sair, a gente tira esse assunto da pauta”.


Presidente do PSDB em Pernambuco, o deputado estadual Antônio Moraes diz que a renúncia de Aécio seria excelente para o partido, até por conta do momento de confusão vivido dentro da legenda. “Por outro lado, eu acho que essa questão deveria ser tratada internamente. Não da forma como o presidente Tasso colocou. A gente tem um organograma já traçado, com um congresso nacional daqui a dois meses para resolver essa questão da presidência de forma definitiva. Talvez fosse muito menos traumático para o partido”, explica. Moraes também defende que se evite aumentar a divisão interna no partido. “Era importante que as pessoas entendessem que o partido é maior que Alckmin, que Aécio, que Dória, que todos eles individualmente”, ressalta.


Melhor para Aécio

Para o deputado federal Betinho Gomes, não seria apenas bom para o partido que o senador se afastasse definitivamente da presidência, mas para o próprio Aécio, que poderia focar melhor na sua defesa. “A pressão é no sentido de preservar o senador e o próprio partido. A gente não pode ser individualista. O partido está sob desgaste, sendo pressionado pela opinião pública. Seria de bom senso que houvesse esse movimento. Agora, ele é unilateral. Se não vier, nos resta aguardar a convenção nacional. O próprio Aécio poderá sair menor desse processo se esperar a convenção. Ele poderia fazer um gesto de grandeza para se afastar agora”, argumenta.


JC procurou o ministro das Cidades, Bruno Araújo, através de sua assessoria, mas não conseguiu localiza-lo para comentar a questão. O ministro estava em uma agenda oficial no interior do Maranhão