sábado, 21 de outubro de 2017

Lula diz que vai doar sítio e tríplex aos sem-teto

Magno Martins


Folha de S.Paulo – Renan Marra


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (21) que irá doar ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) imóveis alvos de investigação na Lava Jato, caso seja provado que pertencem a ele. Lula se referia ao tríplex em Guarujá, o apartamento vizinho ao dele em São Bernardo do Campo e o sítio em Atibaia —todos no Estado de São Paulo.


Ao lado do coordenador do movimento, Guilherme Boulos, Lula discursou na invasão Povo Sem Medo, em São Bernardo. O local abriga aproximadamente 8.000 famílias e é a segunda maior ocupação do Brasil, segundo a organização.


"Queria fazer uma proposta para vocês. Se os imóveis forem meus, estejam preparados para ganharem dois apartamentos e uma chácara", disse Lula.


O petista foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção no caso do tríplex. Ele é réu na ação que investiga a reforma no sítio, que era frequentado por Lula e seus familiares, pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, e na que apura a compra de um terreno para o Instituto Lula pela Odebrecht. Esse último caso inclui a investigação sobre o aluguel de um apartamento em São Bernardo.


Segundo Lula, ele foi vítima de abusos das autoridades.


"Entraram na minha casa, não encontraram nada e nem pediram desculpas", disse.


Para Lula, o Brasil passa pela pior crise econômica da história por causa do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Quantas pessoas aqui perderam os seus empregos neste ano?", perguntou.


Ele afirmou que, assim como aconteceu com Dilma, os golpes na história do Brasil foram realizados em um momento de ascensão social. "Foi assim com Getúlio, Jango e com Dilma", disse.


Durante o tempo em que esteve no acampamento, o ex-presidente foi ovacionado pelos militantes, que pediram a volta de Lula à Presidência, e gritou palavras de ordem contra o presidente Michel Temer.


Em um dos momentos em que o público gritava "Volta, Lula", a reportagem viu organizadores do MTST pedindo para que as pessoas falassem cantos do movimento


Enem 2017: curso preparatório e matérias online são as melhores opções nos estudos



 


 




 


 

Enem – Exame Nacional do Ensino Médio acontecerá nos dias 05 e 12 de novembro e com as datas se aproximando, os estudantes se encontram em reta final da preparação para as provas. Na hora dos estudos a melhor opção sempre é a que se adequa à rotina e flexibilidade nos horários.

 

Os alunos que estão em busca de vídeoaulas, matérias específicas ou até mesmo um curso rápido, mas não querem ter um custo por causa do orçamento, podem contar com as bolsas de estudo do Educa Mais Brasil para o Pré-Enem que chegam até 70% nas mensalidades.

 

A diretora de Expansão e Relacionamento do Educa Mais Brasil, Andréia Torres, pontua: “A preparação para a prova é o momento crucial para a decisão do futuro dos alunos, por isso, o programa busca inserir o estudante no cenário da educação e oferece bolsas parciais, para esta modalidade em cursos online, EAD e presenciais”.

 

Os interessados podem acessar o site www.educamaisbrasil.com.br, optar pelo Pré-Enem, conferir as opções de vagas, modalidade e duração do curso. O programa tem parceria com mais de 18 mil instituições no País, entre elas: Pré-Vestibular Aprovados, Aprovar Ensino Particular, Curso Atitude, RC Concursos, Cursinho da Federal e Curso FMB.

 

O Educa Mais Brasil ainda dispõe de um canal no YouTube que traz “Dicas do ENEM” https://www.youtube.com/user/educamaisbrasil, onde professores de cursinhos parceiros do programa dão informações importantes para a redação e alguns dos temas mais abordados nas provas.

 

As bolsas de estudo do programa também são estendidas para a Graduação, Pós-Graduação, Educação Básica, Cursos Técnicos, Idiomas, Preparatório para Concursos, Cursos Profissionalizantes e EJA – Educação para Jovens e Adultos. Mais informações podem ser obtidas por meio da central de atendimento, pelos telefones 4007-2020 para Capitais e Regiões Metropolitanas ou 0800 724 7202 para demais localidades.

 

 

 

 

Assessoria de Imprensa




CSA empata com Fortaleza e conquista o título mais importante de sua história

Azulão segura o Tricolor num Rei Pelé lotado e leva para o Mutange a taça da Série C do Brasileiro. Nas finais, venceu fora e empatou em casa



RESUMÃO

O JOGO

CSA CONQUISTA A SÉRIE C

O CSA bordou uma estrela especial na camisa. A maior de toda a sua história. Chegou em quatro decisões de Brasileiro, guardou o grito, mas agora não teve jeito. Na quinta chance, venceu o primeiro jogo contra o Fortaleza, no Castelão, por 2 a 1, e empatou neste sábado num Rei Pelé lotado, por 0 a 0. Este é, sem dúvida, o título mais importante do Azulão e do futebol alagoano. O acesso para a Série B com a taça da Terceirona fecha um ano marcante para o CSA, dono de uma história de 104 anos e de uma das mais apaixonadas torcidas do Nordeste.
 


DESTAQUE1º TEMPO

O primeiro tempo teve, a rigor, duas chances para cada lado. O CSA quase abriu o placar aos oito minutos. Daniel Costa bateu falta pela direita, Michel cabeceou com força e Boeck fez a defesa parcial. No rebote, Jorge Felipe furou na pequena área e a defesa do Fortaleza fez o corte.

O Leão teve mais posse de bola, incomodou o adversário, mas não criou tanto. A primeira chance foi ao 14, num chute à queima-roupa de Leandro Cearense. Mota fez uma grande defesa. Ronny também levou perigo aos 17, mas o goleiro do CSA pegou mais uma.

O Azulão teve uma baixa pesada no primeiro tempo. Edinho sentiu uma lesão muscular, e Didira entrou. No finalzinho, Daniel Costa rolou a bola numa cobrança de falta e Raul Diogo assustou o Fortaleza.

 

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DESTAQUE2º TEMPO

O Fortaleza precisava de gols e foi para o ataque. Fechado, o CSA ganhava a maioria das disputas no campo defensivo, mas quase foi vazado aos 26 minutos. Ronny cobrou escanteio pela esquerda e Adalberto, sozinho, cabeceou sem sair do chão. Passou muito perto.

O Azulão só subia na boa, sem afobação. E quase marcou. Aos 30 minutos, Jorge Fellipe cabeceou, e Boeck fez uma defesa incrível. A bola bateu no poste e, na volta, Samurai chutou pra fora. Foi a melhor oportunidade do segundo tempo. Depois, o Fortaleza não teve mais forças para criar e, com o empate, o Azulão garantiu o cobiçado título da Série C.
 



Paulo Câmara 2018: tudo pela reeleição




Ricardo Boechat – ISTOÉ


Paulo Câmara (PSB) quer se reeleger governador de Pernambuco. Assim que o Ministério do Trabalho divulgou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de setembro, na semana passada, marqueteiros a serviço do Palácio das Princesas espalhavam, dentro e fora do Estado, que Pernambuco ficou com o primeiro lugar, na geração de empregos (13.992 novos postos de trabalho). Câmara é o herdeiro político de Eduardo Campos.


Enquanto isso, não é fácil a vida de Geraldo Alckmin. Além de enfrentar as peraltices de João Dória no desejo de virar presidente e ver o encrencado Aécio Neves rachar o PSDB, o novo suspensório do governador é José Serra começando o movimento para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes pela legenda.


No ninho tucano já chocava o ovo da candidatura do cientista político Luiz d´Avila, genro de Abílio Diniz, sem esquecer o vice-governador Mário França (PSB), a quem Alckmin teria prometido apoio quando concorreu à reeleição. E a lista pode ainda crescer, já que estamos a nove meses e meio para a indicação oficial do partido.


Garanhuns onde o Nordeste Garoa

GARANHUNS, CLIMA FRIO E AR EUROPEU EM PLENO AGRESTE



Localizada à 230 quilômetros do Recife, capital de Pernambuco, é o principal município do Agreste Meridional. Essa localização privilegiada é, sem dúvida, o que lhe dá um charme todo especial.

São as sete colinas – Monte Sinai, Triunfo, Columinho, Ipiranga, Antas, Magano e Quilombo – que proporcionam o clima de montanha. A paisagem, permanentemente verde, e a exuberância das flores espalhadas por suas praças também foram as responsáveis pelos carinhosos títulos de “Suíça Pernambucana”, “Cidade das Flores” e “Cidade do Clima Maravilhoso”.

Garanhuns é bem mais do que a terra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesses 128 anos de elevação a categoria de Cidade, a “Cidade das Flores”, como ficou conhecida nacionalmente, tem muito mais a mostrar aos turistas de todo o Estado e do País.


Suas belezas, resultado de uma natureza impecável, a colocam como uma das mais bonitas cidade do Interior, sem contar o clima de temperatura sempre agradável.  Andar pelas suas ruas, sempre limpas e bem arborizadas, com os canteiros centrais e as praças impecáveis, é descobrir a cada instante uma paisagem que merece ser registrada.

Garanhuns é uma cidade anfitriã, de braços abertos para receber cada visitante, que dificilmente deixará de ser seduzido por sua rara beleza

É por isso que os visitantes se encantam: clima frio e ar europeu em pleno Agreste de Pernambuco. Quem poderia imaginar? Diariamente e em todas as estações, Garanhuns abre suas portas, calorosamente, para receber pessoas de toda parte. Conhecer Garanhuns é descobrir que o paraíso existe, entre sete colinas.

TRIBUNA

Nanismo: o tamanho do preconceito



Após dois anos em trâmite no Legislativo federal, foi sancionada há cerca de dois meses a lei que institui o 25 de outubro como o Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo

Por: Renata Coutinho


Roberto Pino e os filhos Lara e OtávioFoto: Andréa Leal/Cortesia


“Só perto dos 13 anos de idade é que eu decidi encarar a vida. Antes disso, me guardava muito em casa, preferia não sair. O preconceito na minha época de criança era muito grande. E a má educação das pessoas em fazer brincadeiras também. Hoje a situação está melhor, mas ainda existe. E é por isso que ainda me protejo e protejo meus filhos dos olhares e dos constrangimentos”. A história de vida de Roberto Pino, 40 anos, é bem semelhante à de Petreson Eloy, 38 anos, e Douglas Figueira, 24. Roteiros de uma vivência da infância e adolescência às escondidas e de uma fase adulta de autoafirmação e desafios em um mundo feito pelos “altos” e para os “altos”.

Os três são portadores de displasia esquelética, mais conhecida como nanismo. Vulgarmente são chamados de anões. Homens com menos de 1,45 e mulheres com altura inferior a 1,40 metro. A condição de baixa estatura corporal e encurtamento dos membros os coloca no rol dos deficientes físicos há apenas 13 anos, graças ao decreto 5.296/2004. Só com essa normativa é que as pessoas com nanismo tiveram o direito por lei de receber o mesmo tratamento concedido às pessoas com necessidades especiais, a exemplo de cegos ou cadeirantes. A “garantia” legal, no entanto, está longe de ser real. 

A batalha pela visibilidade das necessidades dessa população e por sua inclusão teve um novo capítulo em 2017. Após dois anos em trâmite no Legislativo federal, foi sancionada há cerca de dois meses a lei que institui o 25 de outubro como o Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo. A data simboliza um passo importante na conscientização das diferenças, mas o caminho da aceitação social e desmistificação do nanismo ainda é longo.

Autoestima como recurso
A vergonha juvenil acompanhou Douglas Figueira, 24 anos. O jovem teve o diagnóstico de displasia esquelética tardiamente. Só perto de 1 ano de idade é que a mãe suspeitou que algo estava fora do comum e teve a confirmação do quadro. A indicação à época foi praticar natação para ajudar no desenvolvimento e mobilidade. Se dentro de casa a criação era a de um menino típico e alegre, na escola ele descobriu a segregação e o bullying. 

A violência sofrida o fez entender de forma cruel que era diferente dos colegas. Uma cicatriz que se traduziu em desconfiança e que o acompanhou por muito tempo. “Até hoje existe preconceito. Sempre que chego em alguns lugares as pessoas percebem e ficam com ar de riso. Olham, fuxicam. apontam. Antigamente, quando eu era mais novo tinha vergonha, mas hoje eu não ligo”, disse. 

A mudança começou quando ele passou a trabalhar com eventos. Sua baixa estatura era um “plus” para trabalhos artísticos. Com a autoestima renovada, conseguiu o primeiro emprego formal. Com 1,18 metro, carisma e sagacidade, Douglas tornou-se hostess (espécie de recepcionista) numa rede de restaurantes. Com a vida profissional encaminhada, formalizou há dois meses uma união que começou há três anos com Renata Sthepany, 22, que tem estatura mediana e para quem a diferença de estatura nunca foi problema para amar. “A gente se conheceu pelo facebook e ficou conversando. Eu já sabia quem era ele, mas ele nunca tinha me visto pessoalmente. Depois de alguns meses a gente começou a namorar. Nunca foi impedimento para mim a altura”, disse Renata.

Casamento de Douglas e Renata - Foto: Acervo Pessoal

Superação em família
O caçula de uma família de quatro filhos era extremamente esperado pela mãe, dona Tereza. Com dois bebês homens e uma mulher, a expectativa era por mais uma menina para completar a dupla de casais. Na Palmares dos anos 70, ultrassom era raridade, seja para descobri o sexo ou diagnosticar alguma doença no feto. Nesse contexto, o nascimento de Roberto Pino foi da alegria à preocupação em instantes. Nasceu um menino, e um menino diferente. “O médico logo estranhou e examinou. Conversou com minha mãe e disse que não tinha como explicar o que havia acontecido”, contou Pino. 

Na família dele, não havia qualquer outro registro de nanismo, o que tornava o caso ainda mais raro. A literatura médica aponta mais de 200 tipos diferentes de nanismo. Um dos mais comuns é a acondroplasia, que pode acometer um bebê a cada 16 mil a 25 mil nascidos vivos.

Foi nessa espécie de roleta russa da genética que no DNA dele prevaleceram os genes paternos com a alteração de crescimento. Em casa, Roberto Pino sempre levou uma vida comum, mas fora dela os olhares curiosos e invasivos sobre seu tamanho geravam um desconforto. O medo do preconceito foi confrontado na adolescência, mas ainda hoje é combatido. A superação pessoal veio com o surfe, onde é referência nacional para pessoas com deficiência. Ele sonha se tornar o primeiro paratleta olímpico com displasia nesse esporte. Mas o temor do preconceito volta a assombrá-lo quando o assunto é filhos. 

Quando a esposa Maria Eriane, 29 anos, que tem estatura mediana e com quem é casado há 12 anos, engravidou do primeiro filho, Pino chegou a desejar que o bebê nascesse sem a deficiência, porque temia pelo sofrimento social. Otávio, hoje com 10 anos, nasceu com a mesma condição do pai. E na sequência, Lara, de 8, também. Desde cedo, o diálogo sobre o entendimento das suas diferenças é tema na casa para driblar qualquer saia justa. “Hoje vejo mais respeito, mas, mesmo assim, tento proteger meus filhos para que não sofram o que eu passei. Evito levá-los para lugares muito aglomerados e os mantenho na mesma escola, porque já há uma adaptação deles e dos colegas”, contou.

Cuidadoso, mas não super protetor. A palavra de ordem na famíla é incentivar os filhos a superar limites. Tanto é assim que Lara e Otávio seguem os passos do pai e dividem com ele a paixão pelo mar e pelo surfe. 

Educação fora da bolha
O ator Petreson Eloy teve um começo de vida diferente de Douglas e Roberto. Nele, o nanismo foi descoberto ainda na barriga da mãe. Preparada desde a gravidez para a novidade, a família criou o garoto para ter o máximo de independência no dia a dia. “Há muitas mães que colocam os filhos que têm nanismo em uma bolha, que tratam como se eles tivessem também autismo ou deficiência mental, e não é assim. Alguns pais nem deixam a gente viver as experiências”, esclareceu. 

Nesse enredo de sentir na pele e reagir ao preconceito, Petreson não se cala diante de comentários pejorativos, explicações mentirosas e desrespeitosas. “Sabe uma coisa que eu odeio? Quando os pais apontam para mim e dizem aos filhos que eu sou pequeno porque não comi isso ou aquilo, ou fiz algo errado. Interrompo e digo a verdade para as crianças”. Para ele, outro desrespeito está na maioria dos espaços das cidades e no transporte público. Falta acessibilidade. “Subir nos ônibus já é difícil. Alcançar o leitor do cartão do VEM é impossível sozinho, porque é muito alto. E agora que estão tirando os cobradores vai ficar pior”, lamentou.

Petreson enfrenta dificuldades para usar transporte público - Crédito: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco


Espaços excludentes
Estar numa terra de gigantes ou enfiados em roupas muitos números maiores. É assim que algumas pessoas com displasia esquelética afirmam se sentir em ambientes públicos ou privados. Para a designer de interiores e biomédica Lorena Albuquerque, as comparações refletem o desconhecimento geral sobre as necessidades e direitos que as pessoas de baixa estatura têm. “Na norma 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que trata da acessibilidade, não há garantia específica do espaço para este tipo de usuário. A regra não fala sobre o portador de nanismo. Então, o que acontece na maioria das vezes é que os designers, engenheiros e arquitetos tendem a adaptar o espaço para o portador de nanismo como se ele fosse uma criança. Só que, o invés de facilitar, isso dificulta o acesso, porque as características físicas e fisiológicas são diferentes”, disse a biomédica.

A pesquisadora ressalta que as pessoas com nanismo têm especificidades não só com relação à altura dos equipamentos, mas também no diâmetro devido à limitação de amplitude dos movimentos dos braços, pernas, tronco e mãos. “A ABNT quer permitir a inclusão de todos usuários em todos os espaços públicos e privados, mas esquece de um grupo relevante da população brasileira. Esquece ainda que esse grupo passa por fases etárias, porque ele não só é portador de nanismo na idade adulta, ele é desde que nasce”, ressaltou. Ainda sem atualização, segundo a pesquisadora, as atuais regras de acessibilidade para os espaços reforçam exclusões. “Não é só o preconceito por não poder usar um local, mas é o sentimento de ser segregado. Eles querem poder usar o que existe, sem ter que ficar pedindo ajuda.”

Espectros da doença
O médico Juan Llerena, do Instituto Nacional Fernandes Figueira (Fiocruz), explicou que cada um dos 200 tipos de nanismo tem particularidades especificas. O especialista diz que qualquer casal pode ter um filho com nanismo, mas se um dos pais já tem a displasia o risco de transmissão desta característica aos filhos aumenta e, por isso, é indicado um aconselhamento genético. Há dois tipos mais comuns. O primeiro é o nanismo pituitário que acontece por uma deficiência da glândula da hipófise e pode ser corrigido com tratamento hormonal. E outro é o acondroplásico que é o adoecimento próprio dos ossos e não tem tratamento formal estabelecido. “O que se faz em alguns casos de acondroplasia é o alongamento dos ossos. Só que é caso a caso. Aqui no Brasil não temos muitos profissionais que sejam habilitados nessa alternativa terapêutica”, pontuou Llerena.

Segundo o especialista, o nanismo pode ser identificado pelo ultrassom durante a gestação e até mesmo por testes de extração de DNA intrauterino, mas o diagnóstico final só acontece após o nascimento. O raio-x da criança é o exame mais importante para a definição do caso e é responsável por 80% dos diagnósticos. A doença genética não significa diretamente redução de qualidade ou expectativa de vida. Cada pessoa com nanismo é diferente e pode ou não apresentar complicações de saúde associadas. O médico também desmistifica qualquer relação entre o nanismo e infertilidade ou deficiência intelectual. “Os acondroplásicos são férteis como a população em geral. E são tão inteligentes quanto você”, frisou.

 


Roberto Pino e os filhos Lara e 

Evento no Grande Recife celebra centenário da Assembleia de Deus em PE


A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE) completa 100 anos de existência da instituição, no estado, no sábado (21). Para celebrar a data, a igreja promove uma cerimônia na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife. A chegada dos primeiros ônibus começa a partir das 9h e as celebrações religiosas têm início às 15h. 

O culto principal, celebrado pelo presidente da instituição, pastor Ailton Alves, está previsto para começar às 18h30. O campo será coberto para dar espaço ao público.


Cerca de 7.800 pessoas ocuparão a área interna, somando-se aos 45.536 fiéis que ficarão nas arquibancadas. No estacionamento também serão colocadas mais de 15 mil cadeiras, para acomodar os que não conseguirem espaço interno, totalizando um público de 68.336 pessoas.

Para facilitar a chegada dos fiéis à arena, o Grande Recife Consórcio de Transportes montou um esquema especial com dois pontos de partida/retorno: um no TI Cosme e Damião e outro na Praça do Derby. A operação tem início às 9h e vai até as 22h30.

A partir das 9h, dois coletivos levam o público do TI Cosme e Damião até o Estádio. Às 13h, outros 13 veículos entram em operação.

Para utilizar o transporte, pulseiras serão vendidas antecipadamente no valor de R$3,20, facilitando o retorno para casa. Elas podem ser adquiridas tanto em dinheiro quanto por meio do cartão VEM Trabalhador ou Comum, no TI Cosme e Damião, e em um quiosque na Arena de Pernambuco.

Também às 13h começam as atividades da linha 058 – BRT/Arena saindo da Praça do Derby. O Grande Recife destaca que o ônibus não sai da estação de BRT do Derby e, sim, da calçada da Praça. A tarifa para este serviço é R$ 15 (ida/volta).

Fonte: G1.COM


Homem é suspeito de embriagar e estuprar menina de 12 anos no Agreste



O homem de 41 anos foi autuado na quinta-feira (19) ao ser encontrado pela polícia na PE-218


JC Online




   O caso será investigado pela Delegacia de Garanhuns

Um homem suspeito de embriagar e estuprar uma criança de 12 anos foi preso nessa sexta-feira (20) no município de Bom Conselho, Agreste de Pernambuco. De acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito, identificado como Ivanildo Severino da Silva, de 41 anos, foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável.


Ivanildo foi localizado na noite da quinta-feira (19) parado às margens da PE-218, dentro de um veículo modelo Celta. No interior do carro também estava a menina vítima do estupro sem a parte de baixo da roupa e com sinais de embriaguez. Ela deverá passar por exames no Instituto Médico Legal (IML) de Caruaru.


De acordo com o 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM), a mãe da criança estava perto do automóvel e também apresentava sintomas de embriaguez. Não há informações se Ivanildo era conhecido das duas ou se a mãe também foi vítima de estupro.


Inquérito

O caso foi registrado na Delegacia de Garanhuns, também no Agreste do estado e as investigações serão coordenadas pelo delegado João Lins. O marceneiro foi encaminhado para audiência de custódia na tarde da sexta