sexta-feira, 29 de junho de 2018

Após visita de Ciro, PSB de Pernambuco declara apoio a Lula



Movimento pode barrar aproximação do partido com presidenciável do PDT

POR SÉRGIO ROXO E LUÍS LIMA

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) e o governador Paulo Câmara (PSB) REPRODUÇÃO DO FACEBOOK

SÃO PAULO — Dois dias depois de o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, visitar o estado e se encontrar com o governador Paulo Câmara e com a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, o PSB de Pernambuco defendeu, pela primeira vez, que o partido feche aliança com Lula para a disputa pelo Palácio do Planalto este ano.

Pernambuco é o estado com o maior número de representeantes no diretório nacional do PSB. O estado também tem importância histórica para a legenda por causa de Campos e de seu avô, Miguel Arraes (1916-2005).

Nos últimos dias, políticos da legenda tem afirmado que um acordo com Ciro está próximo. Mas o movimento do diretório pernambucano pode reverter esse quadro. Os pessebistas de São Paulo, o segundo estado com o maior número de representantes no diretório nacional, também são contra a aliança com o pedetista.

O presidenciável do PDT se encontrou, na tarde de terça-feira, com Câmara e com o prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB), no Palácio Campo das Princesas, sede do governo pernambucano. Ciro postou uma foto do encontro em suas redes sociais com a frase: “Sigo na luta por uma aliança com o PSB.” Em seguida, fez uma visita a Renata Campos e ao seu filho João, que será candidato a deputado federal na eleição deste ano.

Na quinta-feira, ao divulgar uma nota para desmentir que o acordo com Ciro estivesse fechado, o diretório de Pernambuco do PSB afirmou: "O partido em Pernambuco, seguindo a orientação do governador Paulo Câmara, permanece no diálogo com lideranças nacionais e locais de diversos partidos do campo democrático. Continuaremos a defender, dentro e fora do PSB, uma aliança com o Partido dos Trabalhadores, priorizando a candidatura do ex-presidente Lula.”

No mesmo dia em que a nota foi divulgada, Câmara havia se reunido com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e com a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos.

A nota é um gesto do PSB de Pernambuco em favor do PT. O pessebistas querem que o comando nacional petista force a vereadora Marília Arraes, neta de Miguel Arraes e prima de Campos, a deixar a disputa pelo governo do estado. Impulsionada pela memória do avô e pela popularidade do ex-presidente Lula em Pernambuco, a petista Marília se transformou em ameaçada ao plano de reeleição de Câmara no estado. Uma eventual derrota do atual governador seria um duro golpe no legado de Campos, que era o seu padrinho político.

No PT, a posição majoritária entre dirigentes nacionais é que Marília só deve deixar a disputa se o PSB formalmente apoiar a candidatura de Lula ou de seu substituto. O ex-presidente reúne os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ter a candidatura impugnada porque foi condenado em segunda instância no âmbito da Lava-Jato no caso do tríplex do Guarujá.

No começo de junho, os petistas aprovaram uma resolução em que determinam que as candidaturas estaduais devem estar alinhadas com o projeto nacional do partido. No documento, citaram formalmente a intenção de buscar acordo com o PSB e o PCdoB.

Dirigentes do PSB de outros estados se opõem a uma aliança com o PT. Diante do impasse, um dos caminhos para o partido seria liberar os diretórios estaduais para apoiarem o presidenciável que fosse mais conveniente para os interesses locais. A solução agradaria também o PSB de São Paulo. O governador Márcio França (PSB), que herdou o cargo de Geraldo Alckmin (PSDB), já anunciou que fará campanha para o tucano.

Nesse cenário, o PSB de Pernambuco declararia adesão a Lula, mas esse movimento dificilmente seria suficiente para que o objetivo principal, a retirada de Marília da eleição pernambucana, seja alcançado.

- A candidatura da Marília só deixa de existir se o PSB, a nível nacional, apoiar formalmente o presidente Lula - afirmou o secretário-geral do PT, Romênio Pereira.

Dede a morte de Campos, em 2014, o PSB sofre com divisões internas e tem dificuldade de encontrar uma unidade. A decisão sobre o rumo do partido na disputa pelo Palácio do Planalto só deve ser anunciada no final de julho.

A posição do PSB pode influenciar também o PCdoB. A expectativa é que, se Ciro conseguir o apoio dos pessebistas, pode também atrair os comunistas na formação de um bloco de centro-esquerda e isolando o PT

Prefeito de Garanhuns tenta impedir peça com Jesus travesti no FIG



Espetáculo 'O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu' faz releitura da história de Cristo, como se ele vivesse entre os marginalizados dos dias atuais. Prefeito Izaías Régis alega questões religiosas

Por: Mariana Mesquita, da Folha de Pernambuco 


Atriz transexual Renata Carvalho interpreta Jesus em peça censuradaFoto: André Penner / Divulgação


Um dia após a divulgação da programação do Festival de Inverno de Garanhuns (que nesta 28ª edição tem como tema a liberdade), o prefeito da cidade, Izaías Régis, procurou o secretário de estadual de Cultura, Marcelino Granja, para pedir que retirasse da programação a peça teatral "O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu"

Diante da afirmação de que não haveria modificações, Régis declarou que não irá ceder o Centro Cultural de Garanhuns para a apresentação do espetáculo. Em seguida, foi à imprensa para defender sua posição, alegando que Garanhuns "é uma cidade cristã" e que a peça seria ofensiva a grupos religiosos. A confusão alcançou as redes sociais, dividindo opiniões. 

A peça é estrelada pela atriz transexual Renata Carvalho, que faz uma releitura de Jesus como se ele vivesse nos dias atuais como uma travesti. "A ideia é mostrar que Jesus pode estar presente entre os marginalizados. O texto é respeitoso e em nenhum momento vilipendia a liturgia cristã. Partir para a censura prévia é um ato de misoginia e transfobia", critica Rodrigo Dourado, que é professor de Teatro na UFPE e diretor do grupo Teatro de Fronteira (que também vai levar "Luzir é Negro", um espetáculo sobre racismo, para o FIG). Rodrigo organizou um abaixo-assinado virtual no site Avaaz, em defesa da peça de Renata Carvalho. 

O espetáculo estreou em 2016 e vem enfrentando oposição em várias cidades por onde passou. Em Porto Alegre e em Salvador, por exemplo, foi alvo de ações na Justiça pedindo (sem sucesso) o seu cancelamento. Em Jundiaí (SP), a apresentação foi suspensa por ordem judicial. Já no Rio de Janeiro, o prefeito e pastor Marcelo Crivella cancelou uma apresentação, mandando fechar o espaço teatral onde iria acontecer.

"Antes do advento de Crivella, a gente podia citar o Rio como um farol para o restante do Brasil. Não podemos deixar que Pernambuco passe por uma vergonha semelhante, esquecendo nossa tradição libertária", acrescentou Dourado. No último dia 03 de junho, a peça esteve em cartaz no festival de teatro Trema!, no Recife. Não enfrentou problema algum, e foi um sucesso de público e crítica.

"O FIG é um espaço de liberdade e esperamos que essa polêmica não seja um estopim para aintolerância", disse Marcelino Granja, enfatizando que a programação será mantida. Ele explicou à Folha de Pernambuco que a curadoria do festival é feita de forma pública e que é preciso respeitar a Constituição Federal,que preconiza a liberdade de pensamento e de expressão artística.

"Somos contra qualquer censura, ainda mais quando ficou muito claro que o prefeito não viu a peça e sequer prestou atenção ao fato de que a apresentação se daria num espaço restrito, com poucos lugares e às 23h, para um público adulto", criticou.

O tiro do prefeito de Garanhuns pode ter saído pela culatra: vários espaços da cidade agora disputam entre si para receber a peça. A polêmica parece ter fortalecido a curiosidade do público e a visibilidade da causa trans. 

Procurado pela reportagem através de sua assessoria de imprensa, Izaías Régis se pronunciou por meio de nota oficial: "Não temos nenhum preconceito relacionado à opção sexual (sic) de quem quer que seja. Mas, não podemos comungar com manifestações que ferem símbolos sagrados da fé cristã. Chegou a nosso conhecimento que o espetáculo deve ser apresentado no Sesc Garanhuns. Neste caso, não nos compete. Mas no Centro Cultural do município não haverá a disponibilidade", diz o texto.

Itaquitinga promove Arraial dos Programas Sociais

Pra dançar um forrozinho não é questão de idade. Convidamos o Grupo da Melhor Idade do SCFV, junto com toda a cidade para o II Arraiá dos Programas Sociais de Itaquitinga. Começa amanhã (29), às 16h, na Rua da União, 148, em frente ao novo prédio do SCFV. Nossa programação conta com: Sanfoneiro Santo Amaro, Xote com as crianças e adolescentes do SCFV de Itaquitinga, Forró com as crianças e Adolescentes do SCFV de Chã de Sapé, Dança de Saia com os alunos e funcionários da Escola Municipal José Vidal de Negreiros, Tradicional Quadrilha da melhor idade do SCFV e Ciranda em homenagem ao saudoso Cirandeiro Itaquitinguense Biu Passinho. Forró, é a gente que faz!

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Em PE, limite de gastos da campanha para governador é de R$ 9 milhões

Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil


Agência Brasil – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o limite de gastos das campanhas eleitorais deste ano, bem como o limite quantitativo para contratação de pessoal. Para o cargo de presidente da República o teto será de R$ 70 milhões para o primeiro turno, valor que pode ser acrescido em R$ 35 milhões caso haja segundo turno.

O limite fixado às campanhas para deputado federal ficou em R$ 2,5 milhões. Para os cargos de deputados estadual ou distrital, o teto ficou fixado em R$ 1 milhão. No caso das campanhas para governadores e senadores, o limite de gastos variam de acordo com o eleitorado de cada unidade da Federação.

São Paulo, por exemplo, é a unidade federativa com maior teto de gastos para a campanha a governador (R$ 21 milhões, no primeiro turno e outros R$ 10,5 milhões em caso de segundo turno), seguido do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e da Bahia (14 milhões mais R$ 7 milhões em caso de segundo turno); Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (R$9,1 milhões mais R$ 4,55 milhões para o segundo turno).

Estados com população de até 1 milhão de eleitores terão seus gastos limitados a um teto de R$ 2,8 milhões, para a campanha ao governo estadual. Em caso de segundo turno, essas campanhas terão seu teto acrescido em R$ 1,4 milhão. Informações sobre o limite de gastos para o governo das demais unidades podem ser obtidas no site do TSE.

O TSE também disponibilizou em seu portal o limite de contratações diretas ou terceirizadas de pessoal, para serviços de militância e de mobilização nas ruas, tanto para a campanha presidencial como para as de senador, deputados e governadores.

Com uma população de 9 milhões de eleitores, São Paulo é o estado que terá direito a fazer o maior número de contratações: 9.324 para as campanhas à presidência e ao Senado; 18.648 para a campanha ao governo do estado; e 6.527 para a campanha à Câmara dos Deputados

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Dupla apreendida com drogas e veículo roubado em Angelim

DUPLA FLAGRADA COM DROGA E MOTO ROUBADA NA ZONA RURAL DE ANGELIM





Em cumprimento ao Plano de Ação do 9º BPM o efetivo policial de Angelim, às 16h00 de ontem (26.06.18), realizava rondas com abordagens na PE-187, quando visualizou no Sitio Boa Vista, 02 indivíduos em uma moto sem placa e em atitude suspeita.

Os militares deram ordem de parada, a qual não foi obedecida tendo os suspeitos empreendido fuga,  foi realizado o acompanhamento tático, porém em  dado momento o piloto perdeu o controle da moto e caíram, foram abordados e em poder de  JOSÉ IVANDSON SILVA BORGES, 20 anos e do adolescente de 16 anos, que estava em sua companhia, a policia apreendeu 145 Gramas de Crack e a moto utilizada uma  Honda POP 110, de cor vermelha, ano 2018, placa QLG-1363-AL, que apresentava restrição de roubo/furto.

A droga e a moto apreendidas foram encaminhadas com os envolvidos a 18ª DESEC, onde o acusado foi autuado em flagrante e contra o infrator foi lavrado um B.O.C.

Carro e Moto roubados em São João

BANDIDOS ARMADOS TOMAM DE ASSALTO CARRO E MOTO NA ZONA RURAL DE SÃO JOÃO





Às 21h30 de ontem (26.06.18) a Guarnição Tática de São João,  foi acionada pela Central de Operações do 9º BPM, para verificar um roubo de veículo que teria ocorrido nas proximidades do Sitio Volta do Ria, Zona Rural do município.

A guarnição seguiu ao local, onde localizou as vitimas, os agricultoresJONATAS DOS SANTOS MELO, 24 anos, residente na localidade e  JOSÉ MARCOS DE LIMA FERREIRA, 35 anos, residente no  Sítio Lagoa Grande, Zona Rural de São João, os quais informaram que estavam ajudando a consertar um caminhão quebrado no local,  quando chegaram 03 (três) elementos a pé, armados  os quais anunciaram o assalto, levando das vitimas: 03 (três) telefones celulares, 02 (dois) relógios, a quantia de R$ 1.350,00 (mil trezentos e cinquenta reais), uma moto Honda CG titan, de cor vermelha, ano 2007, placa KKQ-5851 e um Fiat Palio, cor prata ( que vítima não soube informar a placa).

O policiamento realizou diversas rondas no intuito de localizar os suspeitos, porém não obteve êxito.  As vitimas foram orientadas a procurar a Delegacia de Policia e prestar  queixa

Dois projetos, dois discursos: Aécio desaparece após acusações de Joesley

POR FÁBIO GÓIS

Pedro França / Agência Senado

Alvejado por denúncias de corrupção, ex-presidenciável tucano se diz “vítima de ardilosa armação”

Em todo o primeiro semestre deste ano, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) só fez dois pronunciamentos na tribuna do plenário. No primeiro, em 6 de fevereiro, apoiou realização de sessão temática para discutir a violência e a segurança pública no Brasil. No segundo, exatos quatro meses depois, em 6 de junho, solicitou ao governo Michel Temer (MDB) apoio das forças de segurança para combater o crime em Minas Gerais (MG). Parece um mero registro de participação em plenário, mas é mais do que isso. No caso do tucano, é uma das demonstrações de que o ex-presidenciável, antes protagonista da política nacional, passou a ocupar um patamar secundário no Congresso desde a revelação das gravações de conversas com Joesley Batista, dono da JBS, que transformaram o senador em réu no Supremo Tribunal Federal (STF). De lá para cá, Aécio só apresentou dois projetos (leia mais abaixo), outro sinal de enfraquecimento.

Para efeito de comparação, só em 2014, ano em que travou a disputa contra a reeleição de Dilma Rousseff (PT), o senador mineiro fez 14 pronunciamentos na tribuna – situações que geralmente consomem minutos, mas que, a depender da natureza do discurso, podem chegar a uma, duas ou mais horas de fala. Naquele ano, fez todo tipo de discurso pela moralidade, defendeu a criação da CPI da Petrobras, exaltou os 20 anos do Plano Real e respondeu a provocações de adversários, principalmente petistas, com desenvoltura. Mas, nos últimos meses, o púlpito do Senado lhe tem servido mais como palco de defesa contra denúncias.

Foram oito pronunciamentos de Aécio em 2017, quando veio a público a gravação em que pede R$ 2 milhões a Joesley – propina, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), que o denunciou por corrupção e obstrução de Justiça ao STF. Empréstimo, de acordo com a versão dele. Em 4 de abril do ano passado, uma sinalização de que uma tempestade estava a caminho: o discurso serviu para rebater reportagem de capa da revista Vejasegundo a qual o tucano recebeu propina da Odebrecht, empreiteira-pivô do esquema de corrupção desvendado na Operação Lava Jato. Naquele dia, como o Congresso em Foco mostrou, Aécio ainda via manifestado em plenário, em 13 apartes, o apoio de que gozava nos tempos de presidenciável.


Em 2015 e em 2016, sempre conforme registros oficiais do Senado, Aécio fez 25 e 26 pronunciamentos, respectivamente. Em 2016, ano que antecedeu a explosiva delação premiada de Joesley Batista – também denunciado por corrupção –, foram constantes as manifestações do tucano na tribuna para defender o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Naquele ano, o senador personificava em plenário o grupo que, derrotado nas urnas dois anos antes, ganhou força política diante da fragilidade da petista.

Dois projetos

Mas não foi só o poder de fala de Aécio que perdeu vigor desde a avalanche de denúncias que passaram a alvejar Aécio nos últimos anos. Primeiro integrante do PSDB réu na Lava Jato no STF, o tucano é alvo de nove inquéritos na Corte. Desde a mais contundente delas, a relativa à delação de Joesley, a produção legislativa do senador apresentou uma queda significativa: da participação nas principais discussões em plenário até a apresentação de proposições diversas – projetos de lei (PL), propostas de emenda à Constituição (PEC) etc.

Desde fevereiro de 2011, quando deu início ao mandato no Senado, Aécio apresentou 216 proposições, requerimentos e outros instrumentos legislativos, mas apenas 52 delas são PLs, PECs ou projetos de resolução. Dessas 52, apenas duas foram apresentadas pelo senador depois das revelações de Joesley Batista: o PL 223/2017, que altera o instituto da adoção; e o PL 56/2018, que dispõe sobre o direito de convivência da criança ou do adolescente com pais privados de liberdade ou sob medida socioeducativa.


Nos primeiros anos de mandato, quando o tucano desempenhava seu papel de oposição a Dilma, a maioria das proposições apresentadas era de requerimentos para que ministros da petista, entre outras autoridades, dessem explicações por questões diversas ao Senado. Foram 163 os requerimentos de informação e esclarecimento, além de uns poucos que solicitavam, por exemplo, apenas a retirada de pauta de projetos ou emendas.

Aécio também era escolhido para relatar mais matérias antes do furacão Joesley. De 2011 até hoje, foram 57 relatorias de projeto, das quais apenas duas designadas depois da veiculação das gravações da JBS: uma para o PL 148/2007, que inclui municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene); e outra para o Ofício 62/2017, que formalizou a indicação de Sérgio Santos Rodrigues para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Duas visões

Nada de errado com a atual performance do senador, disse à reportagem o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC). “Não tenho nenhuma queixa ou observação a fazer desse assunto, porque ele tem comparecido ao plenário, tem votado todas as matérias, participado de todas as reuniões de bancada. Tem mantido comigo diálogo frequente sobre assuntos dos projetos e demais matérias”, defendeu o tucano, acrescentando que não fará “julgamento” sobre a atual conduta do colega. “É uma questão de foro íntimo dele.”

George Gianni / PSDB

Entre amigos: parlamentares como Paulo Bauer (de óculos), líder do PSDB no Senado, mantêm cordão de apoio a Aécio

Paulo Bauer afirmou ainda que o fato de Aécio ter deixado a presidência do PSDB e se afastado, ao menos por enquanto, da corrida eleitoral de fato o tiram do foco. Quanto às denúncias, o senador catarinense disse que isso é coisa do passado. “Isso é um assunto tão antigo, que já rendeu tanto. Acho que já nem tem mais relação com qualquer procedimento, qualquer forma de conduta dele. Aliás, o Joesley Batista já está sendo questionado na própria Justiça”, arrematou Bauer.

Líder da Minoria no Senado, Humberto Costa (PE) diz discordar e vê Aécio, de fato, fragilizado no cotidiano legislativo. “O mandato dele ficou muito tumultuado. Depois daquela história toda, de a maioria do Senado ter se colocado contra a prisão domiciliar, isso termina interferindo diretamente no mandato. Acho que ele ficou meio abalado”, ponderou o petista, para quem o próprio processo de defesa de Aécio também o tem consumido.

“Há muitas questões envolvendo a defesa dele. Isso realmente deve tomar um tempo grande. Agora, se você olhar direitinho, ele também não tinha lá essas grandes atuações, porque era o presidente nacional do PSDB. Tinha mais compromissos com o partido do que aqui”, arrematou Humberto, ironizando ao ser informado sobre os dois discursos de Aécio em 2018. “Acredito que um deles tenha sido para se defender.”

Afastado da presidência do PSDB e, na primeira vez, do próprio mandato em 18 de maio de 2017, Aécio passou um longo período ausente das discussões do Senado e sequer tinha autorização para entrar no Congresso até 17 de outubro, quando seus pares definitivamente lhe devolveram o exercício do mandato. Nesse período de cinco meses, quando chegou a estar sob regime de recolhimento domiciliar noturno, o senador pôde usar a questão judicial para justificar faltas de 16 sessões de votação, deixando apenas uma delas sem explicação (cinco ausências totais e 44 presenças). Com a possibilidade regimental, o tucano ficou longe de figurar entre os mais faltosos de 2017, lista encabeçada por Jader Barbalho (MDB-PA).

Minas no retrovisor

Antes confortável nas dependências do Congresso, Aécio era visto como o herdeiro político do ex-governador de Minas e presidente eleito Tancredo Neves (1910-1985), seu avô. Por outro lado, mesmo na condição de uma das figuras máximas do PSDB e cortejado por partidos do mesmo espectro ideológico, como o DEM, o senador convivia com críticas de que não dava a atenção necessária, como parlamentar, a Minas Gerais, seu reduto eleitoral, e preferia estar no Rio de Janeiro, onde tem casa.

“O que pesa sobre Aécio é que ele abandonou Minas Gerais”, disse ao Congresso em Foco uma fonte de interlocução privilegiada no ninho tucano e do entorno de Aécio no Senado. Para essa fonte, o senador ainda está “tímido” em relação ao papel de protagonismo que chegou a exercer, mas ainda opera nos bastidores e mantém certa influência em setores do tucanato.

A fonte diz que os próceres do PSDB mineiro tendem a se afastar de Aécio na campanha eleitoral deste ano, em razão do eventual poder de contaminação das denúncias que pesam sobre ele. Como este site mostrou em 28 de maio, o senador não deverá disputar a reeleição e sequer deve participar do pleito deste ano, justamente em função de sua alta rejeição popular. A decisão tem duplo objetivo: evitar a constrangedora falta de apoio interno à sua candidatura e, externamente, não atrapalhar o desempenho dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República e ao governo de Minas, Geraldo Alckmin e Antonio Anastasia.

Ontem (terça, 26), o PSDB celebrou 30 anos de fundação com o constrangimento de ter que camuflar Aécio em ano eleitoral. Em reunião da executiva nacional em Brasília, a militância sentiu a falta não só do senador, mas também de nomes como Fernando Henrique Cardoso, um dos fundadores e presidente de honra do partido. Aécio não discursa em vídeo comemorativo (veja abaixo) lançado para a ocasião, e só em uma sequência acelerada de fotos pôde se fazer presente.

A reportagem tentou contato com Aécio, por telefone e e-mail, mas não obteve retorno até a conclusão desta matéria.

Policia pede ajuda da população na procura por foragido

EM JUCATI: POLICIA PEDE AJUDA DA POPULAÇÃO PARA PRENDER FORAGIDO DA JUSTIÇA





A policia pede a população de Jucati e região  que ajude a colocar por trás das grades, o foragido da justiça JOSÉ ZILDO CARLOS DA SILVA, (Nena), residente no Sitio Entupido, Zona Rural de Jucati.

Após representação do delegado Dr. Cláudio Neto, a justiça  expediu um Mandado de Prisão Preventiva em desfavor do envolvido, o qual está foragido. Nena, é  suspeito da  prática de vários delitos e  é considerado um elemento nocivo  sociedade.

Pede-se a quem souber alguma informação que leve ao paradeiro do foragido, que entre em contato com a equipe da Delegacia de Policia de Jucati, telefone   (87) 3779-8902. O informante terá a garantia do sigilo absoluto