segunda-feira, 10 de junho de 2019

OAB recomenda afastamento de Moro

OAB RECOMENDA AFASTAMENTO DE MORO

Colegiado foi unânime

Ministro Sergio Moro teria tido o aplicativo Telegram hackeado Foto Guito Moreto / Agência O Globo Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

A OAB acaba de recomendar o afastamento de Sergio Moro.


Leia a íntegra da nota:

"O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Colégio de Presidentes de Seccionais, por deliberação unânime, manifesta perplexidade e preocupação com os fatos recentemente noticiados pela mídia, envolvendo procuradores da república e um ex-magistrado, tanto pelo fato de autoridades públicas supostamente terem sido “hackeadas”, com grave risco à segurança institucional, quanto pelo conteúdo das conversas veiculadas, que ameaçam caros alicerces do Estado Democrático de Direito.

É preciso, antes de tudo, prudência! A íntegra dos documentos deve ser analisada para que, somente após o devido processo legal – com todo o plexo de direitos fundamentais que lhe é inerente –, seja formado juízo definitivo de valor.

Não se pode desconsiderar, contudo, a gravidade dos fatos, o que demanda investigação plena, imparcial e isenta, na medida em que estes envolvem membros do Ministério Público Federal, ex-membro do Poder Judiciário e a possível relação de promiscuidade na condução de ações penais no âmbito da operação lava-jato. Este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam, especialmente para que as investigações corram sem qualquer suspeita.

A independência e imparcialidade do Poder Judiciário sempre foram valores defendidos e perseguidos por esta instituição, que, de igual modo, zela pela liberdade de imprensa e sua prerrogativa Constitucional de sigilo da fonte, tudo como forma de garantir a solidez dos pilares democráticos da República.

A Ordem dos Advogados do Brasil, que tem em seu histórico a defesa da Constituição, da ordem jurídica do Estado Democrático e do regular funcionamento das instituições, não se furtará em tomar todas as medidas cabíveis para o regular esclarecimento dos fatos, especialmente junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reafirmando, por fim, sua confiança nas instituições públicas."

Trio de roubo a apartamento de chinês agia em todo Nordeste

Um deles, Sandro José da Silva Júnior, é irmão de um dos cinco membros de uma quadrilha que também atacava casas de chineses, presa em fevereiro no Recife

Por: Redação OP9

O trio foi presos em Sete Lagoas, Minas Gerais. Foto: PCPE/Divulgação

Os três suspeitos de arrombarem e furtarem o apartamento de um comerciante chinês em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, agiam em todo Nordeste. João Luiz da Silva Neto (conhecido como Netinho), Beatriz Santos Silva e Sandro José da Silva Junior (conhecido como Juninho) foram presos em Sete Lagoas, Minas Gerais. O trio foi localizado durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na BR-040 na sexta (7).

A ação criminosa em Boa Viagem aconteceu na última terça (4) e as câmeras de segurança do prédio flagraram Sandro entrando no edifício. “Fomos até Tracunhaém. A gente recebeu a informação de que a pessoa exibida nas imagens teria chegado na cidade junto com a namorada e com outro homem. Quando chegamos lá, eles já haviam saído da cidade. Descobrimos a placa do veículo, informamos à PRF e eles conseguiram prendê-los em Sete Lagoas”, explica o delegado Alfredo Jorge.

A polícia ainda acredita que o acesso ao local pode ter sido facilitado por algum funcionário do edifício. “O porteiro e o zelador estão sendo ouvidos para descobrir a dinâmica. Acreditamos que alguém de dentro informou uma forma de burlar a vigilância e entrar no prédio. Vamos procurar saber se havia mais alguém no carro além dos três. O carro está no nome de uma mulher, mas ainda não sabemos qual o vínculo dela com o trio”, afirma o delegado.

Sandro, Beatriz e João estavam em um Jeep Compass com placa de São Paulo/SP com relógios, notebook, câmera fotográfica, joias, notas de dólar, euro e moedas da China, Vietnã e Malásia. O material pertenceria não apenas ao dono do apartamento em Boa Viagem, mas também a outras vítimas. A PRF verificou ainda que a CNH do motorista do veículo apresentava indícios de falsificação.

Sandro e João já teriam passagens pela polícia. O primeiro, inclusive, é irmão de um dos cinco membros de uma quadrilha que também atacava casas de chineses. O grupo foi preso em fevereiro deste ano. A organização era formada por cinco homens presos após roubarem um cofre de um apartamento das Torres Gêmeas do bairro de São José, no Recife.

Segundo a Polícia Civil, o grupo também invadiu pelo menos outros cinco imóveis de vítimas orientais em bairros de classe média alta do Recife em outubro e novembro de 2018. O grupo também cometeu outros furtos semelhantes em Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Rodovia bloqueada por Protesto em Barreiros

PROTESTO BLOQUEIA PE-60 EM BARREIROS
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Interdição ocorreu na altura do quilômetro 80, após Trevo de Palmares. Ato foi feito por trabalhadores rurais que desejam políticas públicas em assentamentos.

Por G1 PE

Um protesto bloqueiou a rodovia PE-60, na altura de Barreiros, na Zona da Mata de Pernambuco, na manhã desta segunda-feira (10). O protesto foi realizado pela Federação Dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape) desde as 4h30, segundo a organização. O ato foi encerrado às 9h30. “Estamos protestando contra a falta de políticas públicas para os trabalhadores assentados. São vários assentamentos em que as crianças não podem ir à escola, os doentes não podem ir ao médico e a produção não pode ser escoada”, afirma Amaro Biá, filiado à Fetape.
Segundo o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), o grupo também pediu à Prefeitura de Barreiros obras de acesso a um assentamento que eles têm naquele município.

Testemunhas relataram que o trânsito ficou complicado no trecho. Equipes do BPRv foram ao local acompanhar o ato, que aconteceu depois do Trevo de Palmares, próximo ao quilômetro 80.

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário e com a Prefeitura de Barreiros e aguarda retorno a respeito das reivindicações dos manifestantes.

Ministro Marco Aurélio Mello, do STF, dia que Moro e Dallagnol atingiram a imagem da Justiça



Por Redação SRzd


Marco Aurélio Mello. Foto: Reprodução


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse neste domingo(9), em reportagem da Folha de S.Paulo, que a colaboração entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal, “coloca em dúvida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistância do órgão julgador, que tem ser absoluta. Agora, as consequências, eu não sei. Temos que aguardar”


O ministro realçou a ilegalidade do comportamento de Moro e Dallagnol ao dizer que a relação entre o juiz e o procurador “tem que ser tratada no processo, com ampla publicidade. De forma pública, com absoluta transparência”.


De acordo com as informações divulgadas pelo site The Intercept, Moro propôs que Dallagnol trocasse a ordem das fases da Operação Lava Jato e cobrou a realização de novas operações. O ex-juiz influiu diretamente nas investigações do Ministério Público Federal, o que é vedado aos magistrados.


Juristas exigem investigação imediata e afastamento de envolvidos


Leia o manifesto na íntegra:


Estarrecedora a reportagem do site The Intercept: “Exclusivo: chats privados revelam colaboração proibida de Sergio Moro com Deltan Dallagnol na Lava Jato”, em que desnuda as relações da Operação Lava Jato, o conluio espúrio e ilegal entre o juiz Sergio Fernando Moro, atual ministro da justiça e os procuradores da república, especialmente Deltan Dalagnol.


As informações divulgadas nos documentos obtidos pelo jornalista Glenn Greenwald e sua equipe dão razão ao que era voz comum e denúncias por parte dos investigados e de seus advogados, como também em boa parte do meio jurídico, que apontavam os métodos e ações midiáticas, em particular o atropelo ao devido processo legal, a restrição ao direito de defesa, o desrespeito às leis e à Constituição Federal.


A “República de Curitiba”, conforme comprova agora The Intercept, não passou de uma conspiração política, usando o judiciário apenas como pano de fundo, quando, na verdade, sempre foi uma ação política coordenada, sem escrúpulos e sem nenhum compromisso com o país e suas instituições republicanas. Nesse sentido, trata-se de um dos maiores escândalos nas Instituições Poder Judiciário e Ministério Público na era pós-1988, exsurgindo, da leitura dos documentos, o crime de lesa-pátria que levou o Brasil à enorme caos econômico, desorganizando empresas e setores da Economia.


A tática usada de intimidar acusados, suas famílias, seus advogados, construiu-se via mídia, que invariavelmente ouvia apenas a voz dos “justiceiros contra a corrupção”. Com esse poder ilimitado todos os poderes da república sofreram forte pressão, com seus representantes temerosos de reagir e serem sugados pela “lava jato”, que passou a ser sinônimo de condenação prévia, especialmente pelo uso das prisões preventivas, convertidas em cumprimento de pena antecipado, provada ou não a culpa do réu.


Enquanto o então juiz Sérgio Moro pedia “desculpas” ao Supremo Tribunal Federal por ter vazado, ilicitamente, as gravações de um diálogo entre a então Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Lula, ao mesmo tempo trocava mensagens com integrante do Ministério Público Federal, dizendo: “não me arrependo do levantamento do sigilo. Era melhor decisão. Mas a reação está ruim” (sic).


Tampouco se pode esquecer da indústria das delações premiadas, tomadas como provas condenatórias em inúmeros processos tramitados na Lava Jato.
Os conluios entre o juiz e os procuradores não podem ficar impunes, especialmente porque revelam a promiscuidade que caracterizou a relação entre esses representantes do sistema de justiça. À toda evidência, o CNJ, o CNMP e o Congresso Nacional têm a obrigação de instaurar imediato procedimento administrativo em face dos envolvidos, para investigar os supostos crimes cometidos.


Trata-se de questão republicana. Em nome do combate à corrupção não se pode destruir o Estado Democrático de Direito e suas instituições.


É o que se espera, em nome dos mais altos interesses da República Federativa do Brasil.


1. Lenio Streck 
2.Pedro Serrano
3.Gisele Cittadino 
4.Arnóbio Rocha
5.Carol Proner
6.Geraldo Prado
7.Marco Aurélio de Carvalho
8.Gabriela Araújo
9.Fabiano Silva
10.Laio Morais
11.Vitor Marques
12. Carmen da Costa Barros
13. Angelita da Rosa
14. Pedro Carrielo
15. Marcelo Cattoni
16. Reinaldo Santos de Almeida
17. Marcus Edson de Lima
18. Roberto Tardelli
19. Luís Guilherme Vieira
20. Juliana Souza Pereira
21. Magda Barros Biavaschi
22. carlos Eduardo Fernandez da Silveira
23. Anderson Bezerra Lopes
24. Gisele Ricobom
25. Luzia Paula Cantal
26. Estela Aranha
27. José Augusto Rodrigues Jr.
28. Marcio Sotelo Felippe.
29. Tiago Botelho
30. Evelyn Melo Silva
31. César Caputo Guimarães
32. Aury Lopes Jr
33. Alvaro de Azevedo Gonzaga
34. Antônio Carlos de Almeida Castro – Kakay
35. Márcio Tenenbaum
36.Pietro Alarcon
37. Simone Haidamus
38. Márcia Semer
39. Fernando Neisser
40. Eder Bomfim Rodrigues
41. Fabiana Marques
42. João Ricardo Dornelles
43. Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco
44. Isabela Corby
45. Fábio Gaspar
46. Anna Candida Serrano
47. Antonio Pedro Melchior
48. Daniella Meggiolaro
49. Luciana Boiteux
50. Conrado Gontijo
51. Margarete Pedroso
52. Caio Favaretto
53. Heitor Cornacchioni
54. Samara Castro
55. César Pimentel
56. Jessica Ailanda
57 Adriana Ancona
58 Luiz José Bueno de Aguiar
59 Aline Cristina Braghini
60. Mauricio Vasconcelos
61. Bruno César de Caires
62. Pedro Henrique Mazzaro Lopes
63. Jéssica Louize dos Santos Buiar
64. Ione S. Gonçalves
65. Maria Augusta Gonçalves. 66. Camila Alves Hessel Reimberg
67. Luciano Rollo Duarte
68. Renan Quinalha
69. Marthius Sávio Cavalcante Lobato
70. Ernesto Tzirulnik
71. Gabriela Gastal
72. José Geraldo de Sousa Júnior
73. Walfrido j warde Junior
74. Magnus Henrique de Medeiros Farkatt
75. Fernando Hideo Lacerda
76. Maria Goretti Nagime
77. Daniela Muradas Antunes
78. Luis Carlos Moro
79. Prudente José Silveira Mello
80. Kenarik Boujikian
81. Sergio Graziano
82. Ana Amélia Camargos
83. Fernando Augusto Fernandes
84. Guilherme Lobo Marchioni
85 Juliana Neuenschwander
86. Ney Strozake
87. João Gabriel Volasco Rodrigues
88. Adriana Rittes Garcia Rodrigues
89. Mauro de Azevedo Menezes
90.Priscila Pamela C Santos
91.Clarissa Maçaneiro Viana
92. Ericsson Crivelli
93. Margarida Lacombe. 94. Maria José Giannella Cataldi
95.Carmen Regina Knapp Cerdeira
96. Maria das Graças Perera de Mello
97. Pedro Viana Martinez
98. Maurides de Melo Ribeiro
99. Ricardo Lima P. de Souza
100. Michel Saliba
101. André Karam Trindade
102. Leonardo Isaac Yarochewsky
103. Caio Rioei Yamaguchi Ferreira
104. Roberto Parahyba De Arruda Pinto
105. Pedro Pulzatto Peruzzo
106 Fernando Augusto Fernandes


Sergio Moro começa a sofrer degastes também no estados


Leia reportagem abaixo publicado no site Agenda do Poder:


A polêmica sobre o papel heterodoxo do ex-juiz e atual Ministro Sérgio Moro na condução da operação Lava Jato, explicitada pelo site Intercept, deve ocupar o debate na Alerj na próxima quarta-feira. É que estará em votação um decreto de resolução da deputada Alana Passos (PSL) concedendo a Moro a medalha Tiradentes – maior honraria da Casa.


Deputados de partidos de esquerda preparam forte contestação à honraria, dada as suspeições que pairam sobre Moro a partir das revelações de suas conversas com integrantes do Ministério Público, especialmente Deltan Dallagnol.


A inclusão do tema na pauta da Alerj precedeu às explosivas publicações do Intercept e teria aprovação tranquila sem maiores contestações. A partir da revelação do caso, o sentimento é de que a votação nesta semana vai transformar o parlamento fluminense num caldeirão de confrontos ideológicos entre parlamentares afinados com o presidente Bolsonaro e os demais.


Semana passada, a rejeição por 31 a 17 da proposta de criação de uma CPI para investigar a gestão das universidades estaduais, especialmente a Uerj, fez acirrar as divergências de fundo ideológico, isolando a bancada do PSL. Foi a primeira derrota explícita da bancada do partido.


Ministros do STF dizem que vazamento de conversa pode anular processo de Lula

Foto: Nelson Jr./SCO/S

De acordo com eles, o princípio da inviolabilidade da intimidade não pode ser usado pelo servidor público para esconder atos ilícitos


Por Redação

De acordo com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pelo jornalista Tales Faria, as mensagens vazadas na noite deste domingo (9), pelo The Intercept Brasil, podem até não servir para condenar seus protagonistas em um suposto processo, mas as suas revelações podem, sim, servir para anular alguns outros ali tratados. Como o caso do tríplex do Guarujá do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo.

O jornalista afirma que, nas primeiras conversas durante o dia de hoje, alguns dos ministros acharam que já está claro que não se aplica um dos argumentos usados pela força-tarefa da Lava Jato em sua defesa.

Os procuradores afirmam que as mensagens foram obtidas de forma criminosa e, por isso, invocam a teoria da “Árvore dos frutos envenenados”: uma prova ilícita não pode ser usada para condenação.

No caso das mensagens divulgadas pelo “The Intercept Brasil”, provavelmente elas foram mesmo obtidas por algum hacker, portanto de maneira ilícita.

Veja também:  Protestos contra Bolsonaro na Argentina reúnem milhares de pessoas

Nas conversas entre os membros do STF, no entanto, tem sido citado o livro “Direito constitucional”, obra de referência escrita pelo ministro Alexandre de Moraes.

Sobretudo o trecho que trata de casos de corrupção passiva de servidores:

“As condutas dos agentes públicos devem pautar-se pela transparência e publicidade, não podendo a invocação de inviolabilidade constitucional constituir instrumento de salvaguardas de práticas ilícitas, que permitam a utilização de seus cargos e funções ou empregos públicos como verdadeira cláusula de irresponsabilidade por seus atos ilícitos(…).”

Ou seja, o princípio da inviolabilidade da intimidade não pode ser usado pelo servidor público para esconder atos ilícitos.

Para o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, a troca de mensagens revelando a colaboração entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol para incriminar o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato colocam em xeque a “equidistância” da Justiça.

“Apenas coloca em dúvida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistância do órgão julgador, que tem de ser absoluta. Agora, as consequências, eu não sei. Temos que aguardar”, afirmou Mello, segundo reportagem da Folha de S.Paulo

Site revela toda a farsa da Lava a Jato e escândalo tem potencial para levar Moro e Dallagnol à cadeia





Na noite deste domingo (9), o site "Intercept" divulgou trechos de mensagens atribuídas a procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e ao então juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, extraídas do aplicativo Telegram.

Os alvos dessas conversas denunciaram recentemente que tiveram seus celulares hackeados ilegalmente, o que é crime.

O "Intercept", no entanto, disse que obteve os diálogos antes dessa invasão. Segundo o site, as informações foram obtidas de uma fonte anônima. O site diz que procuradores, entre eles Deltan Dallagnol, trocaram mensagens com Moro sobre alguns assuntos investigados.

Segundo o "Intercept", Moro orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores. Em um dos diálogos, Moro pergunta a Dallagnol, segundo o site: "Não é muito tempo sem operação?". O chefe da força-tarefa concorda: "É, sim".

Numa outra conversa, o site diz que é Dallagnol que pede a Moro para decidir rapidamente sobre um pedido de prisão: "Seria possível apreciar hoje?", e Moro responde: "Não creio que conseguiria ver hoje. Mas pensem bem se é uma boa ideia".

O site também diz que os procuradores da Lava Jato, em conversas num grupo de mensagens do Telegram, trocaram mensagens expressando indignação quando o ex-presidente Lula foi autorizado pelo ministro Ricardo Lewandowski a dar uma entrevista à "Folha de São Paulo".

Mensagens atribuídas aos procuradores mostram que eles traçaram estratégias para cassar a autorização por temerem que a entrevista ajudasse a eleger o então candidato do PT, Fernando Haddad.

Os procuradores, sempre segundo o "Intercept", comemoraram quando a autorização para a entrevista foi cassada. O "Intercept" diz que isso mostra um viés partidário nas ações contra o ex-presidente Lula.

Ainda segundo o "Intercept", mensagens atribuídas a Deltan Dallagnol, chefe dos procuradores da Lava Jato, sugeririam dúvidas sobre a solidez da denúncia contra o ex-presidente Lula no caso do triplex de Guarujá poucos dias antes de ela ser oferecida ao então juiz Moro.

O procurador diz a seus companheiros que a ligação entre pagamentos de propina da Petrobras e o apartamento seria questionada. E diz que esses pontos têm de estar bem amarrados e que eles devem ter respostas na ponta da língua.

Em outro trecho de conversa, pelo Telegram, segundo o "Intercept", Moro passou para Dallagnol pistas de suposta transferência de propriedade para um dos filhos de Lula.

"Aparentemente a pessoa estaria disposta a prestar a informação", diz Moro.

"Obrigado. Faremos contato", responde o procurador.

Mas a pessoa não quis falar com os procuradores, o que levou Dallagnol a dizer para Moro que argumentaria ter recebido notícia apócrifa, para intimá-lo a depor.

"Melhor formalizar então", aconselha Moro.

O site "Intercept" diz que na Constituição brasileira um juiz não pode aconselhar o Ministério Público, nem direcionar seu trabalho. Deve apenas se manifestar nos autos dos processos, para resguardar a sua imparcialidade.

Especialistas ouvidos pelo Fantástico disseram que não viram prática de ilegalidades nos diálogos, mas sim desvios éticos, por considerarem que um juiz não deve orientar acusadores.

O ministro Sérgio Moro lamentou que a reportagem não indicasse a fonte das informações e o fato de não ter sido ouvido. Segundo ele, no conteúdo das mensagens que citam seu nome, "não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato".

A força-tarefa da Lava Jato divulgou uma nota declarando que seus integrantes foram vítimas de ação criminosa de um hacker. E que esse hacker praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes.

Segundo a nota, o hacker invadiu telefones e aplicativos dos procuradores da Lava Jato - e teve acesso à identidade de alguns deles. Ainda segundo a força-tarefa, o autor do ataque obteve cópias de mensagens e arquivos trocados em relações privadas e de trabalho.

Dentre as informações ilegalmente copiadas, possivelmente estão documentos e dados sobre estratégias e investigações em andamento e sobre rotinas pessoais e de segurança dos integrantes da força-tarefa e de suas famílias.

A força-tarefa afirma que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial.

Segundo a nota, na medida em que expõe rotinas e detalhes da vida pessoal, a ação ilegal do hacker cria enormes riscos à intimidade e à segurança dos integrantes da força-tarefa, de seus familiares e amigos.

A nota afirma ainda que os procuradores mantiveram, ao longo dos últimos cinco anos, discussões em grupos de mensagens, sobre diversos temas, alguns complexos, em paralelo a reuniões pessoais. E que vários dos integrantes da força-tarefa de procuradores são amigos próximos e, nesse ambiente, são comuns desabafos e brincadeiras.

A nota afirma que muitas conversas, sem o devido contexto, podem dar margem para interpretações equivocadas.

A força-tarefa afirma que estará à disposição para prestar esclarecimentos sobre fatos e procedimentos de sua responsabilidade, com o objetivo de manter a confiança pública na plena licitude e legitimidade de sua atuação, assim como de prestar contas de seu trabalho à sociedade.

Leia a íntegra da reportagem do "Intercept" AQUIAQUI, AQUI e AQUI.

Fonte: G1

Série D tem os confrontos do mata-mata definidos; saiba quais os duelos da segunda fase

Últimas 15 vagas da segunda fase do torneio são preenchidas após 32 jogos no domingo. Clubes classificados ficam mais perto do tão sonhado acesso à Série C

Por GloboEsporte.com — Teresina

Foram definidos os confrontos da segunda fase da edição 2019 da Série D do Campeonato Brasileiro. Depois de 32 jogos na noite deste domingo, a Quarta Divisão conheceu os duelos do mata-mata. A partir de agora, serão duelos eliminatórios até a decisão e a definição do acesso à Série C. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reservou os dois próximos finais de semana (16 e 23 de junho como as datas da segunda fase).

Duas partidas atrasaram e fizeram com que a formação dos duelos da segunda fase atrasassem um pouco, e o torcedor teve que esperar. Rio Branco-AC e Barcelona-RO, teve bola rolando com 30 minutos de atraso por falta de ambulância, e Sobradinho x Vitória-ES só começou 45 minutos além do horário previsto por não ter equipe médica. A equipe capixaba virou e garantiu a classificação.

RESUMÃO: Bragantino-PA foi o pior líder, vai fazer o jogo da volta fora de casa. Sinop e Fast foram os piores segundos colocados e estão fora da próxima fase. No caso do Fast, o clube caiu fora por ter feito menos gols que o Floresta. Os times empataram em número de pontos (9 pts), vitórias (2) e saldo de gols (4). O clube cearense fez 11 gols, e o clube amazonense apenas 9.

Veja como ficaram os jogos da segunda fase:

São Raimundo-RR x São Raimundo-PA


Manaus x Real Ariquemes


Moto Club x Floresta


Atlético-CE x Bragantino-PA


América-RN x Bahia de Feira


Jacuipense x Central-PE


Flu de Feira x Salgueiro


Itabaiana x ASA


Iporá x União Rondonópolis


Patrocinense x Juazeirense


Caldense x Ituano


Brasiliense x Vitória-ES


Novorizontino x Boavista


Brusque x Hercílio Luz


Cianorte x Ferroviária


Avenida x Caxias


Taça Série D: agora começa o mata-mata do torneio — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Classificados em primeiro lugar

Grupo A1: São Raimundo-RR


Grupo A2: Manaus


Grupo A3: Moto Club


Grupo A4: Bragantino-PA


Grupo A5: Atlético-CE


Grupo A6: América-RN


Grupo A7: Jacuipense


Grupo A8: Flu de Feira


Grupo A9: Itabaiana


Grupo A10: Iporá


Grupo A11: Patrocinense


Grupo A12: Caldense


Grupo A13: Brasiliense


Grupo A14: Novorizontino


Grupo A15: Brusque


Grupo A16: Cianorte


Grupo A17: Avenida


Classificados como segundos colocados

Grupo A1não teve time classificado


Grupo A2: Real Ariquemes


Grupo A3: São Raimundo-PA


Grupo A4: Floresta


Grupo A5: Central


Grupo A6: Bahia de Feira


Grupo A7: ASA


Grupo A8: Salgueiro


Grupo A9: Juazeirense


Grupo A10não teve time classificado


Grupo A11: União Rondonopólis


Grupo A12: Vitória-ES


Grupo A13: Ituano


Grupo A14: Hercílio Luz


Grupo A15: Boavista


Grupo A16: Caxias


Grupo A17: Ferroviária


Agenda da Série D

Segunda fase: 16 e 23 de junho


Oitavas de final: 30 de junho e 7 de julho


Quartas de final: 14 de julho e 21 de julho


Semifinal: 28 de julho e 4 de agosto


Final: 11 de agosto e 18 de agosto


Documentos inéditos revelam o papel político da Lava Jato contra Lula e o PT

Moro colaborou de forma secreta e antiética com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT . / Reprodução

O portal de notícias Intercept Brasil publicou no final da tarde deste domingo (9) três reportagens explosivas sobre a operação Lava Jato e o papel político que o atual ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol exerceram por meio das investigações da força tarefa. As reportagens, produzidas a partir de arquivos inéditos obtidos por uma fonte anônima, mostram discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da Lava Jato.


Um dos elementos mostra que os procuradores da Lava Jato falavam abertamente sobre seu desejo de impedir a vitória eleitoral do PT e tomaram atitudes para atingir esse objetivo; e que o juiz Sergio Moro colaborou de forma secreta e antiética com os procuradores da operação para ajudar a montar a acusação contra Lula.

Vale lembrar que as investigações da operação levaram à prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último ano, e o impediu de ser candidato à presidência da República no momento em que todas as pesquisas mostravam que Lula liderava a corrida eleitoral de 2018, com chances, inclusive, de ganhar no primeiro turno. Sua exclusão da eleição, baseada na decisão de Moro, foi uma peça-chave para abrir uma caminho para a vitória de Bolsonaro.

Uma parte dos arquivos secretos revela que os procuradores da Lava Jato tramaram para impedir que o PT ganhasse a eleição presidencial de 2018, bloqueando ou enfraquecendo uma entrevista pré-eleitoral com Lula com o objetivo explícito de afetar o resultado da eleição.

Liderado por Deltan Dallagnol, os procuradores da força-tarefa em Curitiba discutiram formas de inviabilizar uma entrevista do ex-presidente Lula à colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski porque, em suas palavras, ela “pode eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT” ao poder.

Outro ponto levantado pelas reportagens revela a insegurança do próprio Dallagnol em relação a acusação que levou Lula à prisão em abril do ano passado. “Ele [Dallagnol] estava inseguro justamente sobre o ponto central da acusação que seria assinada por ele e seus colegas: que Lula havia recebido de presente um apartamento triplex na praia do Guarujá após favorecer a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras”, mostra a reportagem.

Em outro momento, a matéria aponta que Moro e Dallagnol foram muito além do papel que lhes cabiam enquanto juiz e procurador. Em diversas conversas privadas, Moro sugeriu ao procurador que trocasse a ordem de fases da Lava Jato, cobrou agilidade em novas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, antecipou ao menos uma decisão, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público e deu broncas em Dallagnol como se ele fosse um superior hierárquico dos procuradores e da Polícia Federal.

As reportagens vêm à tona em meio a uma profunda crise política, econômica e social pelo qual passa o Brasil. Há anos, diversos setores da sociedade denunciam os desvios, abusos e ações inconstitucionais cometidos pela operação Lava Jato. Em seu twitter, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) comentou que as reportagens do Intercept Brasil provam “de uma vez por todas, que a Lava Jato foi uma grande armação contra Lula e o PT. Tudo aquilo que denunciamos está cabalmente comprovado por 2 anos de conversas entre principais protagonistas do esquema: Moro e Dallagnol".

Edição: Luiz Felipe Albuquerque