segunda-feira, 17 de junho de 2019

Pela chuva, partida do Náutico é novamente adiada

Leonardo Vasconcelos/JC


Arbitragem avalia o gramado dos Aflitos e suspende jogo Náutico x Botafogo-PB

Filipe Farias

A partida entre Náutico x Botafogo-PB foi adiada novamente. No início da noite desta segunda-feira (17), o trio de arbitragem do Mato Grosso: Rodrigo da Fonseca Silva (árbitro), e os seus auxiliares Renan Antonio Angelim Rodrigues e Gislan Antonio Garcia da Silva fizeram uma vistoria no estado do gramado e resolveram não autorizar a realização do jogo. De acordo com a comissão de arbitragem, por conta das fortes chuvas que caíram na Região Metropolitana do Recife, não era possível a prática do futebol com o gramado do estádio dos Aflitos com várias poças d’água.

“O árbitro caminhou por todo o gramado e, principalmente nas laterais, estão bem encharcadas. Não se consegue rolar a bola. Por conta da segurança dos atletas, de não perder ninguém no restante da competição, achei por bem suspender a partida”, comentou Edno Melo, presidente do Náutico. “Agora a CBF vai marcar outra data. Acredito que só depois do clássico contra o Santa Cruz”.

 

Jornal do Commercio@jc_pe

Momento do anúncio do cancelamento do jogo entre @nauticope x @BotafogoPB pela Série C

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18:46 - 17 de jun de 2019


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Com relação aos torcedores que compraram ingressos e foram ao estádio dos Aflitos, o presidente alvirrubro explicou que nenhum deles terá prejuízo. “O torcedor do Náutico não vai ter prejuízo quanto a isso (adiamento). Vamos dar acesso a quem comprou o ingresso seja em qual dia e horário que acontecer (o jogo com o Botafogo-PB). Eles precisam entender que não foi culpa do Náutico. Quem cancelou foi a arbitragem e a CBF. O que achei de maneira acertada”, concluiu.

SEGUNDO ADIAMENTO

O confronto, que seria válido pela 8ª rodada da Série C, era pra ter ocorrido no último domingo (16), mas, por conta das fortes chuvas que caíram na Região Metropolitana do Recife, o jogo foi adiado para esta segunda-feira (17), às 18h30, no estádio dos Aflitos. Entretanto, como as chuvas continuaram e o gramado do estádio dos Aflitos permaneceu encharcado, a arbitragem do duelo apontou que não tinha condições de jogo.

 

Rádio Jornal@radiojornalpe

 · 29m

ATENÇÃO! A partida entre @nauticope e @BotafogoPB está suspensa! A confirmação é do presidente alvirrubro, Edno Melo.


Rádio Jornal@radiojornalpe

#EscretedeOuro - Torcedor do @nauticope, presente nos Aflitos, comenta sobre o cancelamento da partida, minutos antes da bola começar a rolar. pic.twitter.com/RfHgaQ4hub

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18:40 - 17 de jun de 2019

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Faz 4 dias que chove no Agreste

Chove a 4 dias sem parar no Agreste de Pernambuco


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                                                          Foto: Caruaru l PE

Além do Recife e Zona da Mata do Estado de Pernambuco, o Agreste também está em chuva. Algumas das cidades mais afetadas na região Agreste Setentrional foram Limoeiro, João Alfredo e Cumaru.

Em João Alfredo, a 100 Km do Recife, desde a quinta-feira as chuvas começaram, mas foi desde ontem que a chuva veio sem ir embora até a noite desta segunda-feira.

Pela redação PE INFORMADO

Bolsonaro veta gratuidade das bagagens em voos nacionais

Foto; Marcos Corrêa/Presidência da República


Amanda Miranda

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu nesta segunda-feira (17) sancionar a medida provisória que permite que o capital das empresas aéreasseja completamente estrangeiro. Apesar disso, vetou o trecho que retomava a gratuidade de uma franquia de bagagens em voos nacionais.

“O veto se deu por razões de interesse público e violação ao devido processo legislativo”, explicou o Palácio do Planalto a Romoaldo de Souza, correspondente da Rádio Jornal em Brasília.

O Congresso Nacional havia aprovado a retomada da franquia de bagagens gratuita na análise da medida provisória do setor aéreo.

O prazo para Bolsonaro sancionar ou vetar era nesta segunda-feira (17).

Bolsonaro já havia sinalizado que deveria vetar a gratuidade das bagagens. O presidente rebateu o argumento dos parlamentares de que a cobrança, iniciada há cerca de três anos, não levou à diminuição no preço das passagens aéreas. “Mas, naquela época, por coincidência, aumentou o preço do petróleo lá fora, o dólar variou também”, disse em uma transmissão ao vivo no seu Facebook. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), havia afirmado que o Congresso poderia derrubar o veto.

A questão dos preços foi a alegação do relator da medida provisória, Roberto Rocha (PSDB-AM). Inicialmente, a gratuidade das bagagens não estava no texto da MP, que trata sobre o aumento do limite de participação de capital estrangeiro em companhias aéreas de 20% para 100%.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgou um estudo técnico afirmando que a decisão poderia impactar a entrada de companhias aéreas low cost no País, enfatizando que a chegada delas “acirraria a concorrência com possíveis impactos favoráveis ao consumidor sobre o preço do transporte aéreo”.

O Ministério Público Federal (MPF), por outro lado, emitiu uma nota técnica pedindo que Bolsonaro não vetasse a gratuidade das bagagens. Para o MPF, “a cobrança da bagagem, na prática, tem submetido o passageiro a onerosidade excessiva, desequilibrando a relação entre o consumidor e o prestador do serviço de transporte aéreo”.

Audiência pública proposta por Sivaldo discute duplicação da BR 423


por Arthur Cunha

 



A duplicação da BR 423, no trecho entre os municípios de São Caetano e Garanhuns, no Agreste do Estado, foi tema de audiência pública proposta pelo deputado estadual Sivaldo Albino. A reunião aconteceu nesta segunda (17), na Comissão de Administração da Alepe. Deputados estaduais, vereadores de cidades cortadas pela rodovia e técnicos de órgãos federais e estaduais vinculados ao projeto defenderam a união de esforços políticos para assegurar o início da intervenção, que começou a ser planejada ainda no ano de 2012.

Sivaldo Albino pontuou a relevância da obra como política de desenvolvimento regional. “É fundamental resgatar esse projeto antigo e discutir direcionamentos para garantir sua execução. É verdade que a intervenção requer um investimento alto do Governo Federal, mas o Governo do Estado está empenhado em destravar essa pauta no que lhe couber, e os parlamentares pernambucanos podem contribuir com o direcionamento de emendas”, afirmou.

De acordo com Cacildo Cavalcante, superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a estimativa é de que a intervenção – projeto de engenharia mais a obra em si – custe R$ 616 milhões e leve quatro anos para ser concluída. “A orientação é para que os recursos do Governo Federal sejam alocados na conclusão de empreendimentos já em andamento. Para a duplicação da BR-423, obra ainda a se iniciar, será fundamental o direcionamento de recursos obtidos por deputados e senadores, via emenda parlamentar”, alertou.

Segundo Cavalcante, para garantir celeridade na execução da obra, ela deverá ser dividida em dois lotes: o primeiro abarcará 41,8 quilômetros, entre São Caetano e Lajedo, e o segundo será formado pelos 36,9 quilômetros entre Lajedo e Garanhuns. O primeiro lote deve custar R$ 256 milhões, enquanto o valor estimado do segundo é de R$ 360 milhões. “Devido ao lapso temporal entre o projeto executivo, realizado em 2012, e o início efetivo das obras, será necessário rever pontos da programação inicial. Está em estudo um novo traçado do segundo trecho, mais complexo e acidentado. Para não atrasar o primeiro lote, em estágio mais avançado, dividir a obra é estratégico”, explicou.

Secretária estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista informou que o Executivo estadual está empenhado em agilizar o processo de licenciamento, etapa que antecede a publicação de edital de licitação pelo Governo Federal. Segundo a gestora, a expectativa é de que o licenciamento do primeiro lote esteja concluído em, no máximo, quatro meses. “O Governo do Estado se coloca à disposição para concretizar essa obra, que é fundamental para o desenvolvimento regional e para a interiorização das políticas públicas”, observou.

Intercept promete áudios nas próximas horas

Novo torpedo da Intercept e ‘faturamento’ do MPF elevam suspeitas sobre Moro

Os esperados áudios, nos quais Moro supostamente grava mensagens com sua voz peculiar e ordena aos procuradores da Lava Jato medidas que pudessem prejudicar a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendem a ser divulgados, nas próximas horas.


 

Por Redação – de Brasília e Rio de Janeiro

 

De malas prontas para uma agenda às pressas para os EUA, no próximo sábado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, precisará antes se explicar, na quarta-feira, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Além das denúncias atuais, Moro ainda terá que lidar, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil, com o novo torpedo a ser disparado pela agência norte-americana de notícias Intercept Brasil.

Subordinado a Deltan Dallagnol, o procurador Fernando Lima defendeu medida proibida no STF

Os esperados áudios, nos quais Moro supostamente grava mensagens com sua voz peculiar e ordena aos procuradores da Lava Jato medidas que pudessem prejudicar a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendem a ser divulgados, nas próximas horas. A audiência no Congresso acontece durante um momento em que o presidente Jair Bolsonaro intensifica a ‘fritura’ de seus colaboradores mais próximos.

Quanto a Moro, embora tenha promovido uma série de demonstrações e entrevistas de suposto apoio ao ministro que colaborou com a sua eleição, Bolsonaro deixou claro que ele não é digno de sua total confiança. Pesam, ainda, dúvidas quanto ao interesse financeiro do grupo de procuradores, liderados por Sérgio Moro, nas delações premiadas promovidas pela Operação Lava Jato.

Porcentagem

Para deteriorar, ainda mais, a condição delicada do ex-juiz federal de Curitiba, investigadores da Polícia Federal, de maneira independente segundo apurou o CdB, já colecionam dados sobre a captação milionária de recursos por parte do Ministério Público Federal (MPF) da capital paranaense.

Dados recentemente divulgados pela agência brasileira de notícias Pública revelam que, conforme o acordo de colaboração dos delatores, na Operação Lava Jato, os beneficiados com o relaxamento das sanções legais, no processo, precisariam pagar multa de R$ 1 milhão, cada.

“Uma porcentagem do que for devolvido pelos delatores irá para os ‘republicanos’ de Curitiba (no sentido de quem se apropria do que é público)”, afirma a reportagem.

“Segundo a Constituição de 88, qualquer quantia de dinheiro recuperada durante investigações de corrupção deve ser reparada à parte lesada. Em decisão de 2008, o próprio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) entendeu que a destinação de montantes de acordos judiciais a órgãos de investigação configura ‘afronta ao princípio da impessoalidade’ e pode gerar dúvidas sobre a atuação dos procuradores e delegados, diante dos resultados buscados, durante a apuração”, acrescenta.

Multas

Este, porém, não foi o entendimento do MPF curitibano ou dos procuradores da Lava Jato. “Para estes cavalheiros, que estão em uma cruzada contra a corrupção, nem todo o dinheiro público ressarcido deve continuar sendo público. As cruzes e as espadas pesam e custam caro, não sendo de todo mal que haja ressarcimento aos próprios investigadores”, deduz.

“Segundo Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da Lava Jato ligado a Moro, ‘os órgãos de persecução se beneficiariam muito do aporte de recursos para a aquisição de equipamentos e softwares sofisticados, essenciais em investigações modernas e eficientes’. De fato, a força-tarefa da Lava Jato já incluiu em todos os acordos de leniência que está negociando uma cláusula que determina o repasse aos órgãos responsáveis pela investigação de até 20% do valor das multas pagas pelas empresas”.

A inovação jurídica – de se destinar montantes ressarcidos aos órgãos de investigação que geraram a punição – não está prevista na Constituição. Motivo que levou a força-tarefa da Lava Jato a peticionar para o Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse momento, entra em cena o então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que teve sua comunicação anexada ao acervo de conteúdos vazados à agência Intercept.

Critério

“O ministro relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, negou o pedido. Na decisão, afirmou que ‘não há justificativa legal para limitar a 80% (oitenta%) desse valor a reparação devida à Petrobras’, que foi a empresa lesada. Determinou que 100% dos recursos desviados da Petrobras deveriam ser retornados para a estatal”, complementa Pública.

Ainda assim, os procuradores de Curitiba não teriam aceitado a determinação do STF. Em texto encaminhado à mídia conservadora o procurador Carlos Fernando Lima confessa que “percentual de 10% está sendo aplicado nos acordos de maior valor”.

“O critério foi muito simples. Definimos duas alíquotas, uma de 10% para acordos maiores e [outra de] 20% para acordos de menor valor. Não existe obviamente nenhum fundamento científico nisso, mas se trata da construção de uma prática do direito sancionador negocial”, diz Fernando Lima, na mensagem publicada.

Delatores

“A estrutura de benefícios gerada no Foro de Curitiba, então, ganha impulso com os acordos de leniência da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, multadas em R$ 1 bilhão e R$ 700 milhões, respectivamente, determinam 10% para a equipe de procuradores de Sergio Moro. Isso significa uma arrecadação total de R$ 170 milhões aos integrantes da Lava Jato”, apurou a Pública.

Ainda segundo a reportagem, “Deltan Dallagnol, procurador-chefe da Lava Jatoem Curitiba, que dá inúmeras entrevistas alertando o ‘risco de se conter a Lava Jato’, tem interesses materiais profundos nas delações: foi o primeiro a atacar o arqui-corrupto Renan Calheiros quando este fez menção de discutir que a delação não podia ser exercida por pessoas presas. Janot, por sua parte, é chefe dos procuradores do MPF e eleito por seus pares, tendo interesse em que seja visto como peça chave do esquema das delações”.

De acordo com as contas do procurador Fernando Lima, uma vez contabilizados os 20% “devidos’ por Paulo Roberto Costa e outros delatores, além das empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, em acordos de leniência fechados, a força-tarefa da Lava Jato receberia mais de R$ 300 milhões na conta da Vara Federal de Curitiba”, acrescenta.

“Tais critérios ‘simples e sem nenhum fundamento científico’ são responsáveis, portanto, por encher os bolsos do herói do golpismo e da direita nacional, Sérgio Moro, Dallagnol e os procuradores de Janot, com a mesma verba que deveria ser restituída ao Tesouro e investida em saúde e educação”, conclui.

Imóveis de Neymar são bloqueados pela Justiça por sonegação fiscal



A Justiça bloqueou 36 imóveis de Neymar nesta segunda-feira por sonegação fiscal por parte do jogador. Mansões servem para o camisa 10 da seleção, sua família e suas empresas


JC Online


Neymar é desfalque da seleção na Copa América
CBF/Divulgação

Além de encarar as acusações de estupro e crime digital, Neymar teve parte de seus bens bloqueados pela Justiça por sonegação fiscal. O craque da seleção brasileira, que está lesionado e não disputa a Copa América, teve 36 imóveis bloqueados em processo de sonegação que quer levar R$ 69 milhões do jogador. São imóveis do atleta, da família e de suas empresas.


MANSÕES

Entre os bloqueios estão duas mansões no Guarujá, que juntas têm 3.000m² de área. São imóveis utilizados pela família do jogador, compradas em 2011 e que valem cerca de R$ 14 milhões, o dobro do valor investido pela família de Neymar oito anos atrás. Vale lembrar que naquela temporada Neymar foi contratado pelo Barcelona. O bloqueio não permite negociações a partir desta segunda-feira, mas os bens continuam liberados para serem utilizados. A ideia é fazer Neymar pagar os impostos à Receita Federal quando o processo finalizar.

Neymar certamente não vive seu melhor momento na carreira. Encara uma sequência de lesões, que não permitem que o jogador tenha uma sequência no PSG e na seleção brasileira. Nos bastidores do futebol, o camisa 10 do Paris responde por acusação de estupro, crime digital por divulgar imagens da modelo que o acusa, e agora tem parte de suas fortuna bloqueada pela Justiça. A imagem de Neymar está manchada e alguns patrocinadores já cancelaram a parceria com o atleta.

Padre Airton Freire pede ajuda para sua obra

A FÉ TRANSFORMADA EM AÇÃO: VAMOS AJUDAR PADRE AIRTON EM SUA OBRA RELIGIOSA


O Padre Ailton Freire usou sua rede social para solicitar ajuda em sua obra religiosa, ou seja, na construção do alicerce do Centro de Acolhimento de Moradores de rua da cidade de Arcoverde.

“Estou precisando de tijolo, cimento, areia e pedra, para os alicerces do Centro de Acolhimento aos Moradores de Rua em Arcoverde.
Tu me ajudas?”, pergunta padre.

Ele pede que ajude com o mínimo, qualquer ajuda vai servir e muito.

Padre Ailton indaga se você cristão pode ajuda-lo na concretização dessa obra fraterna. “Podes divulgar
Agora? Muitíssimo obrigado. Com atenção e zelo.  Deste teu servo
In Christo. Padre Airton”.

Ele ainda publicou o número da conta

Associação dos Servos de Deus
CNPJ: 0473.8865.0001/00
Banco do Brasil
C/C: 10.346-2
Agência: 0068-x

Airton Freire de Lima
CPF: 138.440.404-04
Banco do Brasil
C/C: 6542-0
Agência: 0068-x
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#padreairtonfreire

Ele ainda anuncia que a inauguração será às 15h do dia 08 de setembro de 2019, pelos 35 anos da Fundação Terra.

Vamos todos ajudar. É a fé na sua forma mais concreta

Marido de Greenwald, deputado David Miranda relata ameaças de morte à PF


Por: Folha Press

Reprodução/Facebook

Casado com o jornalista Glenn Greeenwald, fundador do site The Intercept Brasil, o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) encaminhou à Polícia Federal denúncias sobre ameaças de morte, as quais diz estar recebendo após a divulgação de mensagens entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato.

Segundo as mensagens, Moro sugeriu ao Ministério Público Federal trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou a realização de novas operações, deu conselhos e pistas, antecipou ao menos uma decisão judicial e cobrou dos procuradores uma ação contra o que chamou de 'showzinho' da defesa de Lula.

Segundo a legislação, é papel do juiz se manter imparcial diante da acusação e da defesa. Moro deve ir nesta quarta-feira ao Senado falar sobre as conversas com Deltan.

O pacote de diálogos que veio à tona inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram de 2015 a 2018. As mensagens, segundo o site, foram entregues à reportagem por fonte anônima.

Desde a primeira publicação das mensagens, no domingo (9), o deputado David diz que passou a receber ameaças de morte. Encaminhadas à Polícia Federal na terça-feira (11), os ataques, diz, também têm como alvo os filhos adotivos do casal e a mãe do deputado.

"Iremos pegar as crianças depois da escola através de um uber, vamos torturá-las aí no jacarezinho! Depois de estuprá-las com nossos consolos, finalizando com esquartejamento dos corpos, iremos espalhar os pedaços das bichas-mirins por toda a 'comunidade'", diz um dos trechos da mensagem.

No dia 19 de março, David já havia feito uma denúncia-crime sobre ameaças recebidas após assumir a vaga de deputado federal em substituição a Jean Wyllys. O antecessor, eleito em 2018, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo que desistiu do posto por temer as constantes ameaças que recebia.

Na denúncia encaminhada à polícia, a assessoria jurídica do deputado afirma que, "embora a mensagem seja assinada com o nome de Marcelo Valle, o qual se encontra atualmente preso em decorrência da Operação Bravata, mostra-se possível que tenha sido confeccionada por outros criminosos que atuam no âmbito do fórum denominado 'http://www.dogolachan.org', hospedado na internet/deep web".

A deep web é uma parte da web não indexada e acessível apenas por softwares específicos.

Processos podem ser anulados

Para advogados e professores, a maneira como inicialmente o atual ministro da Justiça e o procurador reagiram à divulgação das conversas, sem contestar o teor das afirmações e defendendo o comportamento adotado na época, aponta que o conteúdo é fidedigno e que ele pode servir de base para reverter decisões da Lava Jato, por exemplo, contra o ex-presidente Lula.

Por esse raciocínio, o fato de o material ter sido provavelmente obtido por meio de um crime faz com que ele não tenha como ser utilizado para acusar um suspeito, mas possa servir para absolver um acusado. 

Em um segundo momento, tanto Moro como Deltan passaram não apenas a atacar o crime do vazamento como também colocar em dúvida a integralidade das mensagens divulgadas, ao não afastar a possibilidade de distorções. 

Segundo a legislação, é papel do juiz se manter imparcial diante da acusação e da defesa. Juízes que estão de alguma forma comprometidos com uma das partes devem se considerar suspeitos e, portanto, impedidos de julgar a ação. Quando isso acontece, o caso é enviado para outro magistrado.

As conversas entre Moro e a Lava Jato também provocaram reação no STF. Na semana que vem, dia 25 (terça-feira), um pedido dos advogados de Lula pela anulação do processo do tríplex em Guarujá (SP), que levou o petista à prisão em abril do ano passado, será analisado pela Segundo Turma da corte.

O caso foi desengavetado pelo ministro Gilmar Mendes após a divulgação das mensagens. A solicitação da defesa foi feita sob o argumento de suspeitas na isenção de Moro após ele ter se tornado ministro do governo Jair Bolsonaro. Esse pedido no STF foi reforçado por petição segundo a qual as conversas de Moro e Deltan revelam "completo rompimento da imparcialidade" do então juiz da Lava Jato. 

Nas conversas privadas divulgadas pelo site, membros da força-tarefa fazem referências a casos como o processo que culminou com a condenação de Lula por causa do tríplex de Guarujá (SP), no qual o petista é acusado de receber R$ 3,7 milhões de propina da empreiteira OAS em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras.

O valor, apontou a acusação, se referia à cessão pela OAS do apartamento tríplex ao ex-presidente, a reformas feitas pela construtora nesse imóvel e ao transporte e armazenamento de seu acervo presidencial. Ele foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. 

Preso em decorrência da sentença de Moro, Lula foi impedido de concorrer à Presidência na eleição do ano passado. A sentença de Moro foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e depois chancelada também pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

RESUMO DOS VAZAMENTOS EM 3 PONTOS

1 - Mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil indicam troca de colaboração entre Moro, então juiz, e Deltan, procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato.

2 - Segundo a lei, o juiz não pode auxiliar ou aconselhar nenhuma das partes do processo

3 - Vazamento pode levar à anulação de condenações proferidas por Moro, caso haja entendimento que ele era suspeito (comprometido com uma das partes). Isso inclui o julgamento do ex-presidente Lula