quinta-feira, 20 de junho de 2019

Lava Jato tirou procuradora do depoimento de Lula após suposta reclamação de Moro



Supostas críticas foram vazadas pelo The Intercept e divulgadas em programa do jornalista Reinaldo Azevedo na rádio BandNews FM, na noite desta quinta-feira, 20.

Moro teria interferido diretamente na acusação, segundo a reportagem(Foto: EVARISTO SA / AFP)

Após crítica do então juiz Sergio Moro, a força-tarefa da operação Lava Jato afastou a procuradora da República Laura Tessler das audiências do processo contra o ex-presidente Lula. As supostas críticas foram vazadas pelo The Intercept e divulgadas em programa do jornalista Reinaldo Azevedo na rádio BandNews FM, na noite desta quinta-feira, 20. 


Novos trechos de conversas entre os procuradores Deltan Dallagnol, coordenador da operação, e Carlos Fernando dos Santos Lima sugerem que o afastamento de Laura ocorreu quase imediatamente após Moro expressar descontentamento. Assim, de acordo com a reportagem, o então juiz teve interferência na acusação.

“Prezado, a colega Laura Tessler de vcs é excelente profissional, mas para inquirição em audiência, ela não vai muito bem. Desculpe dizer isso, mas com discrição, tente dar uns conselhos a ela, para o próprio bem dela. Um treinamento faria bem. Favor manter reservada essa mensagem”, teria dito Moro. Deltan Dallagnol aquiesceu: “Ok, manterei sim, obrigado!”.

Após 17 minutos, Dallagnol encaminhou a mensagem a Carlos Fernando dos Santos Lima, pedindo sigilo absoluto, conforme o jornalista Reinaldo Azevedo e o Intercept informaram nesta quinta.

Como sugerido por Moro, no primeiro depoimento de Lula, em maio de 2017, Laura Tessler não estava presente. Na ocasião, Júlio Noronha e Roberson Pozzobon representaram o MPF.

"A ação (de Moro) interferiu de maneira evidente até na escalação de procuradores. Quando um juiz escolhe o acusador, escolhe quem atua contra o réu", analisou Azevedo.

Vaza Jato: Revelação de Reinaldo Azevedo é gravíssima, diz ex-jornalista do Grupo Globo


"A revelação feita por Reinaldo Azevedo em seu programa de rádio, em parceria com The Intercept Brasil, é GRAVÍSSIMA. O então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol combinaram uma substituição de uma acusadora de Lula porque ela não tinha boa performance ao gosto do juiz", publicou Sidney Rezente em sua rede social sobre nova divulgação da Vaza Jato.

Foto: Pedro França/Agência Senado

Por Redação

O jornalista Sidney Rezende, fundador da CBN e apresentador da Globo News por 19 anos, usou o Twitter para comentar a nova conversa da Vaza Jato divulgada nesta quinta-feira (20) feito pelo colunista Reinaldo Azevedo, da BandNews FM.Rezende, que comanda o portal SRZD, considerou o conteúdo “gravíssimo”.


“A revelação feita por Reinaldo Azevedo em seu programa de rádio, em parceria com The Intercept Brasil, é GRAVÍSSIMA. O então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnolcombinaram uma substituição de uma acusadora de Lula porque ela não tinha boa performance ao gosto do juiz”, publicou na sua rede social.

Sidney Rezende@sidneyrezende

A revelação feita por @reinaldoazevedo em seu programa de rádio, em parceria com @TheInterceptBr, é GRAVÍSSIMA. O então juiz @SF_Moro e o procurador @deltanmd combinaram uma substituição de uma acusadora de @LulaOficial porque ela não tinha boa performance ao gosto do juiz.

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19:25 - 20 de jun de 2019

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Novas revelações - Moro trocou a acusação a Lula

Após crítica de Moro, MPF trocou procuradora que iria acusar Lula

Novos diálogos revelados pelo The Intercept Brasil mostaram que Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Lima trocaram o responsável pela acusação em audiência

Por Da Redação



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Sergio Moro (Nelson Almeida/AFP e Michel Filho/Agência O Globo)

A procuradora do Ministério Público Federal (MPF) criticada pelo ministro Sergio Moro(Justiça) por não ir “muito bem” em inquirições no tribunal, segundo diálogos vazados pelo site The Intercept Brasil, deixou de participar da audiência na qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou seu primeiro depoimento à Operação Lava Jato.

A retirada dela e a inclusão de dois procuradores considerados mais experientes – Júlio Noronha e Roberson Pozzobon – ocorreu após uma troca de mensagens entre os dois procuradores mais proeminentes da Lava Jato em Curitiba: Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, e Carlos Fernando dos Santos Lima, sobre as considerações de Moro.

O desdobramento da crítica de Moro à procuradora está em diálogos revelados na noite desta quinta-feira, 20, pelo programa ‘O É da Coisa’, comandado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, na rádio Band News FM, em parceria com o The Intercept Brasil.

Na primeira série de reportagens feitas pelo The Intercept Brasil, Moro critica a performance da procuradora em conversa com Dallagnol.

Moro – 12:32:39. – Prezado, a colega Laura Tessler de vcs é excelente profissional, mas para inquirição em audiência, ela não vai muito bem. Desculpe dizer isso, mas com discrição, tente dar uns conselhos a ela, para o próprio bem dela. Um treinamento faria bem. Favor manter reservada essa mensagem.

Dallagnol – 12:42:34. – Ok, manterei sim, obrigado!

Pouco depois, Dallagnol conversa com Santos Lima sobre o assunto. Nas mensagens, fica evidente a preocupação dos procuradores com o sigilo da conversa. São esses diálogos que foram divulgados nesta quinta-feira.

12:42:34- Deltan: Recebeu a msg do moro sobre a audiência tb?

13:09:44 – Carlos Fernando: Não. O que ele disse?

13:11:42 – Deltan: Não comenta com ninguém e me assegura que teu telegram não tá aberto aí no computador e que outras pessoas não estão vendo por aí, que falo

13:12:28 – Deltan: (Vc vai entender por que estou pedindo isso)

13:13:31 – Deltan: Ele está só para mim.

13:14:06 – Deltan: Depois, apagamos o conteúdo.

13:16:35 – Deltan (reproduzindo a mensagem de Moro): Prezado, a colega Laura Tessler de vcs é excelente profissional, mas para inquirição em audiência, ela não vai muito bem. Desculpe dizer isso, mas com discrição, tente dar uns conselhos a ela, para o próprio bem dela. Um treinamento faria bem. Favor manter reservada essa mensagem.

13:17:03 – Carlos Fernando: Vou apagar, ok?

13:17:07 – Deltan: apaga sim

13:17:26 – Carlos Fernando: Apagado.

13:17:26 – Deltan: Vamos ver como está a escala e talvez sugerir que vão 2, e fazer uma reunião sobre estratégia de inquirição, sem mencionar ela

13:18:11 – Carlos Fernando: Por isso tinha sugerido que Júlio ou Robinho fossem também. No do Lula não podemos deixar acontecer.

13:18:32 – Deltan: Apaguei.

Moro foi questionado sobre a crítica à procuradora, considerada uma intervenção do juiz no trabalho da acusação, pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), na audiência da qual participou o ministro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. E Moro negou irregularidade ou que sua crítica tivesse qualquer consequência.

A resposta dele ao questionamento do senador:

“Senador, pelo teor das mensagens, se elas forem autênticas, não tem nada de anormal nessas comunicações. O exemplo que Vossa Excelência colocou é o claro exemplo de um factoide. Eu não me recordo especificamente dessa mensagem, mas o que consta no caso divulgado pelo site é uma referência de que determinado procurador da República não tinha o desempenho muito bom em audiência e para dar uns conselhos para melhorar. Em nenhum momento no texto, há alguma solicitação de substituição daquela pessoa. Tanto que essa pessoa continua e continuou realizando audiências e atos processuais, até hoje, dentro da operação Lava Jato“.

No dia 10 de maio de 2017, durante o primeiro depoimento do ex-presidente Lula a Moro, em Curitiba, sobre o caso do tríplex do Guarujá, no entanto, a procuradora Laura Tessler não estava mais lá. Representavam a acusação os procuradores Noronha e Pozzobon (‘Julinho’ e ‘Robinho’, na conversa entre Dallagnol e Santos Lima).

Prefeita empossada de Camaragibe passa a tesoura na equipe de prefeito preso

Foto: Jailton Júnior/TV Jornal

Em Camaragibe, Nadegi exonera secretariado após prisão de Meira

Ao assumir a Prefeitura de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, nesta quinta-feira (20), Nadegi Queiroz (DC) exonerou todos os secretários nomeados pelo prefeito afastado, Demóstenes Meira (PTB). Meira foi preso na segunda fase da Operação Harpalo, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco.

A primeira secretária anunciada é a engenheira Kátia Marsol, que assumirá a pasta de Defesa Civil no lugar de Roberto Ferraz.

Marsol esteve à frente da pasta por 19 anos e, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeita em exercício, ela foi a primeira escolhida por causa das chuvas que atingiram Camaragibe na semana passada. Três pessoas morreram.

Primeira nomeada foi a secretária de Defesa Civil (Foto: Victor Patrício/Divulgação)

Foram exonerados Delamo Meira, da pasta de Mobilidade Urbana e Segurança Cidadã; Emerson Guerra, de Finanças; Uel Silva, da Fundação de Cultura; Nivia Borba, de Desenvolvimento Econômico; Ivanildo Rodrigues, de Comunicação; Tatiana Dantas, de Assistência Social; Denivaldo Freire, de Educação; Miguel Campello, da chefia de gabinete; Orlando Júnior, de Administração; Abnael Bernardes, de Esportes; e Daniel Meira, da procuradoria do município.

Não foram divulgados ainda pela atual gestão os nomes dos secretários exonerados das pastas de Saúde, Infraestrutura, Governo, Planejamento e Meio Ambiente, Articulação Política, Relações Institucionais e Serviços Públicos.

Os nomes foram apagados do site da Prefeitura de Camaragibe e não estão mais disponíveis para consulta e a edição do Diário Oficial com as exonerações ainda não foi divulgada.

O desembargador Mauro Alencar Barros, do Tribunal de Justiça do Estado (TJPE), determinou o afastamento de Meira por 180 dias.

Nadegi afirmou mais cedo, em entrevista coletiva, que solicitará o apoio do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e da Polícia Civil para revisar os contratos da administração desde do primeiro ano de mandato do petebista.

Ela rompeu a aliança com Meira após apenas 24 dias de governo, com a saída do comando da Secretaria de Saúde. “Eu tinha um gabinete (de vice-prefeita) que era uma ilha, eu não recebia nenhum tipo de informação”, disse.

Lá na frente todos votarão em mim, diz Bolsonaro

Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República


Amanda Miranda
 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu a entender nesta quinta-feira (20) que pretende disputar eleições novamente após o término do mandato. “Muito obrigado a todos que votaram e que não votaram em mim. Lá na frente, todos votarão, tenho certeza disso”, disse, ao discursar para apoiadores na cidade de Eldorado, em São Paulo, onde passou a infância.

“É uma prova viva de que todos nos podemos chegar no local que queremos e lutamos. Quero mudar o brasil juntamente com vocês”, afirmou ainda o presidente, em tom de campanha.

A fala de Bolsonaro durou cerca de dois minutos e foi transmitida ao vivo pelo filho mais novo dele, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), nas redes sociais. No fim do discurso, os apoiadores saudaram o presidente com gritos de “mito”, usado também no período eleitoral. 

No rápido discurso, Bolsonaro não deixou claro a que cargo pretende se candidatar ou se deve disputar a reeleição à presidência. No período eleitoral, ele era contra a recondução de presidentes da República. 

Em entrevista concedida em abril, afirmou que apoiaria uma reforma política proposta pelo Congresso Nacional que acabasse com a possibilidade de reeleição. “A pressão é muito forte para que eu, se estiver muito bem, obviamente, me candidatar. Mas era minha pretensão, vindo dentro de uma reforma política, que não depende de mim, o próprio Parlamento pode resolver esse assunto se quiser”.

Antes de ser eleito presidente, Bolsonaro foi deputado federal por 28 anos, ocupando o cargo por sete mandatos consecutivos.

Noiva de Meira, Taty Dantas está entre exonerados em Camaragibe

Foto: reprodução/Youtube

A cantora Taty Dantas está entre os secretários exonerados por Nadegi Queiroz (DC) ao assumir a Prefeitura de Camaragibe, nesta quinta-feira (20). Noiva do prefeito afastado, Demóstenes Meira (PTB), que foi preso, ela chefiava a pasta de Assistência Social, de onde protagonizou uma das maiores polêmicas da gestão do petebista.

Em fevereiro deste ano, circularam dois áudios de Meira em que ele cobrava a participação dos comissionados da prefeitura em um show de Taty Dantas. 

A mensagem teria sido enviada em um grupo de WhatsApp chamado “Tropão”. “Quero convidar todos os cargos comissionados para agora, 12h, estar em frente ao trio onde vai cantar a minha noiva Taty Dantas. (…) Vou fazer um cordão de isolamento ao redor do trio só para os comissionados. Por favor, divulguem, multipliquem. A gente vai filmar e eu vou contar quantos cargos comissionados foram até o evento. Eu sei que tem gente que não gosta de Carnaval. Eu também não vivo Carnaval, mas minha noiva vai cantar, a minha futura esposa Taty Dantas, e eu quero a presença de todos os cargos comissionados. Vai lá para dar presença. Depois que ela cantar as músicas dela, tá (sic) todo mundo liberado”, diz um trecho do áudio.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

A festa em que Taty Dantas cantou foi organizada pelo então secretário de Educação do município, Denivaldo Freire, outro aliado de Meira exonerado por Nadegi Queiroz.

Por causa dos áudios, Meira passou a ser investigado por improbidade administrativa pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Foto: Jailton Júnior/TV Jornal

Meira já não tinha uma boa relação com a vice. Os dois romperam a relação política ainda no primeiro mês de gestão, quando o prefeito afastado a demitiu da secretaria de Saúde. “Eu tinha um gabinete (de vice-prefeita) que era uma ilha, eu não recebia nenhum tipo de informação”, disse Nadegi em entrevista coletiva após assumir o cargo.

O desembargador Mauro Alencar Barros, do Tribunal de Justiça do Estado (TJPE), determinou o afastamento de Meira por 180 dias.

Quem demarca terra indígena sou eu, quem manda sou eu, diz Bolsonaro


Por: AE

Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta quinta-feira (20) o envio de medida provisória (MP) que reverte decisão do Congresso Nacional e transfere da Funai para o Ministério da Agricultura a demarcação de terras indígenas. Segundo ele, quem define a demarcação de terras é o presidente, e não um ministro. "Quem demarca terra indígena sou eu, não é ministro. Quem manda sou eu nessa questão entre tantas outras. Eu que sou presidente, que assumo ônus e bônus", afirmou.

Ele acrescentou que respeita o Congresso e que havia combinado com o ministro Onyx Lorenzoni que a questão poderia ficar na Funai se houvesse consenso entre os líderes. "O que acertei com Onyx na questão da Funai foi que, se houvesse acordo entre a cúpula da Câmara, partidos, retornaríamos para lá", afirmou.

O presidente criticou o Ibama e disse que o órgão vai parar de "atrapalhar quem quer produzir".

Bolsonaro sinalizou, ainda, que pretende se articular em relação ao decreto das armas, derrubado pelo Senado e que ainda será analisado pela Câmara dos Deputados. "Assim como deputados e senadores me procuram para vetar artigos aprovados, eu procuro também deputados e senadores para fazer valer também aquilo que eu acho que está certo. Vou agora entrar em contato com os homens do campo", disse, em referência à bancada ruralista.

Coaf: 128 depósitos atípicos na conta do prefeito de Camaragibe


Transações eram efetuadas sempre com valor abaixo de R$ 10 mil para o depositante não ser obrigado a se identificar

Por: Rebeca Silva

Coaf analisou as movimentações bancárias do prefeito Demóstenes Meira de janeiro de 2017 a dezembro de 2018. Foto: Reprodução/Facebook

Apontado pela Polícia Civil como líder do esquema criminoso na Prefeitura de Camaragibe, o prefeito Demóstenes Meira (PTB), que foi preso nesta quinta-feira (20), movimentou recursos que saltam aos olhos. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou que foram feitos 128 depósitos na conta bancaria dele. As transações foram fracionadas no valor de R$ 9.950 cada, quantia em que não é necessária a identificação do depositante.

Segundo o documento, em apenas um dia três pessoas apareceram em um banco de São Lourenço da Mata, no Grande Recife, para efetivar depósitos na conta do prefeito. Os envelopes tinham R$ 9.950 e foram feitos às 14:42h, 14:44h e 14:52h, o que demonstra o fracionamento do valor depositado para inviabilizar a identificação dos depositantes no guichê do caixa. O caso ocorreu no dia 8 de junho do ano passado.
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O Coaf identificou ainda que os gastos com cartão de crédito era muito superior à renda declarada por Demóstenes, que seria de R$ 18,5 mil. Um exemplo da desproporcionalidade foi um consórcio fechado pelo prefeito cuja parcela mensal era de R$ 15.136 e o valor total de R$ 300 mil. No mesmo período, o gestor também comprou um veículo de R$ 69,7 mil e pagou em dinheiro.

Segundo as investigações da polícia, os episódios são indícios de cometimento dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Nesta quinta-feira (20), Meira foi preso na segunda fase da operação Harpalo junto com os empresários Severino Ramos da Silva e Carlos Augusto, as esposas deles, Luciana Maria da Silva e Joelma Soares, respectivamente. Segundo as apurações da polícia, Carlos Augusto e Joelma seriam os donos de duas empresas que têm contratos irregulares com a prefeitura. Os outros dois seriam funcionários dos estabelecimentos e são vistos como “testa de ferro”.

Em depoimento, testemunhas contaram que uma das empresas não celebra contrato com ninguém desde 2017. Apesar disso, a empresa recebeu entre R$ 8 e 10 milhões.