terça-feira, 13 de agosto de 2019

Polícia identifica suspeito de matar criança e padrasto em Itamaracá

Maquir José Lucas Reis da Silva, apontado como o autor dos disparos, cumpria pena e havia deixado a penitenciária através do benefício da saída temporária

Por: Redação OP9

Lucas é suspeito de ter matado uma criança de dois anos e o padrasto dela em Itamaracá. Foto: PCPE

Dois dias após o assassinato de uma criança de dois anos e do padrasto dela em Itamaracá, a Polícia Civil conseguiu identificar o suspeito dos homicídios. Maquir José Lucas Reis da Silva, conhecido como Lucas, tem 26 anos e cumpria pena por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo na Penitenciária Agroindustrial São João. Ele deixou a unidade através do benefício da saída temporária no dia 12 de junho e não voltou. Outros dois suspeitos ainda estão sendo investigados por envolvimento no crime. Até o momento, ninguém foi preso.

O caso está sendo investigado pela delegada Natália Araújo, da 8ª Delegacia de Homicídios. De acordo com a polícia, Lucas foi o autor dos disparos que mataram Flávio Alexandre da Silva, de 58 anos, e o pequeno Wyllames Arthur Correia do Nascimento, de dois anos.

O crime aconteceu em uma casa na localidade conhecida como PDS, nas proximidades do Forte Orange. Os corpos foram encontrados ao lado de um colchão em uma poça de sangue. Há indicação de que a criança foi atingida com pelo menos um tiro na cabeça. O duplo homicídio ocorreu por volta da 1h do sábado (10). Os assassinos fugiram. A polícia acredita que a criança tenha sido morta intencionalmente em um ajuste de dívida de drogas envolvendo o adulto. Ela estaria segurando a camisa do padrasto quando foi morta. Flávio Alexandre, que seria um ambulante que vendia pipoca na boca do rio entre os bairros de Sossego e Jaguaribe, estava de bruços. Artur estava deitado ao seu lado, no chão de terra.

Segundo a mãe de Artur, que não quis se identificar, sete pessoas estavam na casa quando dois homens armados chegaram. Eles mandaram todos se afastar de Flávio Alexandre, mas Artur, como era muito apegado a ele, ficou segurando sua camisa. A mulher afirmou que o companheiro fumava maconha, mas não tinha problema com ninguém. “Quem fez isso é um monstro, mas confio na justiça de Deus”, disse.

DENUNCIE

Quem tiver informações que possam contribuir com a polícia na localização do suspeito e identificação dos demais envolvidos no crime pode entrar em contato com os investigadores através da Ouvidoria da Secretaria de Defesa Social (181 e 0800.081.5001) ou pelo WhatsApp 9 9488-3455.

Desembargador do TJPE ‘sugere’ ‘interdição’ de Bolsonaro por ‘falta de condições mentais para o exercício do cargo’

Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem


jamildo

O desembargador Bartolomeu Bueno, do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE), foi às redes sociais falar sobre o presidente da República, sem, contudo, citar diretamente o nome de Jair Bolsonaro (PSL).

O magistrado, também presidente da Associação Nacional de Desembargadores (ANDES), mencionou a possibilidade de interdição de autoridades que “não falam respeitando a liturgia do alto cargo que ocupam” ou que “falam pensadamente querendo imbecilizar os brasileiros”.

O desembargador esclarece que não está falando em impeachment, mas sim em “interdição, por falta de condições mentais para o exercício do cargo”.

Não é a primeira vez que o magistrado critica medidas do governo Bolsonaro.

Veja a íntegra da manifestação do magistrado sobre a reforma proposta pelo presidente:

“A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, por larga maioria, a miséria de milhões de verdadeiros trabalhadores, que recolheram anos a fio regularmente suas contribuições para a previdência enquanto os empresários sonegavam a sua parte, e vão ficar sem suas aposentadorias legitimamente conquistadas. País injusto!”.

Governador indica engenheira civil para Compesa



Magno Martins


O governador Paulo Câmara indicou, hoje, a engenheira civil Manuela Marinho para assumir a presidência da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) com a missão de ampliar e consolidar o abastecimento de água e esgotamento sanitário no Estado. Pós-graduada em Segurança do Trabalho, Manuela coordenou o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) e foi secretária de Turismo e Lazer em 2018.


Atualmente, Manuela Marinho comanda a área de Transportes da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. A engenheira, que será a primeira mulher a presidir a Compesa, em 48 anos de existência da companhia, é também auditora fiscal da Secretaria da Fazenda da Paraíba.


A indicação do governador será submetida ao Conselho de Administração da Compesa, na próxima semana.


O administrador Roberto Tavares, atual presidente da Compesa, será nomeado assessor especial do Secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha. Roberto estava na Compesa desde 2007, quando se tornou diretor de gestão da companhia. Ele ocupava a presidência da entidade desde janeiro de 2011


Bom dia...

Bom dia!
Terça-feira, 13 de agosto de 2019. Hoje é Dia dos Santos Ponciano e Hipólito, do Economista, dos Canhotos e dos Encarcerados. Vivemos o Inverno brasileiro.
Na história:
Em 1923, era inaugurado o Copacabana Palace, o mais tradicional hotel do Rio de Janeiro.
Em 1937, era realizado o congresso de fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Em 1961, era erguido na Alemanha Oriental o Muro de Berlim, símbolo da guerra fria.
Em 2014, acidente aéreo em Santos, litoral de São Paulo, matava o ex-governador Eduardo Campos. O avião caiu sobre casas em um bairro residencial. O presidenciável do PSB tinha viajado para cumprir agenda de campanha. Também morreram quatro assessores e dois tripulantes.

sábado, 10 de agosto de 2019

Cidadania pede que STF impeça nomeação de Eduardo Bolsonaro para embaixada em Washington

Partido alega nepotismo e diz que filho do presidente não é capacitado para o cargo; relator é o ministro Ricardo Lewandowski

André de Souza

O deputado Eduardo Bolsonaro junto à foto do pai, o presidente Jair Bolsonaro: 'única e real motivação' para a indicação à Embaixada do Brasil nos EUA é 'relação de consaguinidade', diz a ação no STF Foto: Jorge William / Jorge William


BRASÍLIA - O Cidadania (ex- PPS)apresentou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o presidente Jair Bolsonaro seja proibido de nomear seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro(PSL-SP), para comandar aembaixada brasileira em Washington. Segundo o partido, trata-se de nepotismo, uma vez que Eduardo não é capacitado para o cargo. A indicação, que precisa ainda ser enviada ao Senado , a quem cabe aprová-la ou não , já recebeu o sinal verde do governo dos Estados Unidos.

O relator do processo no STF é o ministro Ricardo Lewandowski . Ele pode tomar uma decisão liminar sozinho, ou levar o caso diretamente para decisão do plenário da Corte. Para o PPS, a indicação do filho do presidente viola uma súmula do STF que proíbe o nepotismo. O partido destacou que a efetivação da nomeação abre caminho para a "perpetração do poder familiar na administração pública", além de ser imoral.


"Feita a análise do caso em sua especificidade, vem à tona a única e real motivação que levaria a autoridade coatora a indicar o Sr. Eduardo Nantes Bolsonaro para função de tamanha importância e complexidade: a relação de consanguinidade ", diz trecho do pedido do Cidadania, acrescentando: "Trata-se de retrocesso civilizatório e institucional para o país, que retorna a práticas antigas e arduamente combatidas durante anos."

O partido sustentou que há controvérsia no tribunal quanto à aplicação da súmula para cargos de natureza política. Mas também argumentou que, mesmo nesses cargos, "ainda é necessário observar preceitos como qualificação e pertinência técnica". Lembrou inclusive decisão do ministro Marco Aurélio Mello que vedou a nomeação de Marcelo Hodge Crivella, filho do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, para secretário na administração do pai.

Assim, o Cidadania elaborou uma tabela que mostra os últimos nove embaixadores brasileiros em Washington, de 1986 para cá, passando pelos governos dos presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

Depois disse que, na comparação com eles, confirma-se a "patente inexperiência e ausência de qualificação profissional para a assunção do cargo em questão" por parte de Eduardo Bolsonaro. Os antecessores no cargo, diz o Cidadania, "exerciam funções relacionadas à diplomacia há anos".

"Deslocar um indivíduo para outro país, para desempenhar funções estranhas à sua formação e experiência profissional, é ineficiência que não pode ser arcada pelos cofres públicos", conclui o Cidadania.

Bolsonaro nomeia reitor menos votado pela 3ª vez



Ele já havia nomeado o segundo e terceiro colocados, respectivamente, para as federais do Triângulo Mineiro (UFTM) e do Recôncavo da Bahia (UFRB)


Estadão Conteúdo


Bolsonaro nomeia reitor menos votado pela 3ª vez
Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro nomeou o terceiro nome da lista tríplice, o professor Janir Alves Soares, como novo reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), que está localizada em Minas Gerais. É a terceira nomeação de reitor feita pelo presidente que não acata a decisão da maioria da comunidade universitária.


Outros nomes

Ele já havia nomeado o segundo e terceiro colocados, respectivamente, para as federais do Triângulo Mineiro (UFTM) e do Recôncavo da Bahia (UFRB). Apesar de a escolha do reitor ser prerrogativa do presidente, a nomeação de candidato menos votado rompe uma tradição que se mantinha desde 2003, na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Procurado, o governo Bolsonaro não informou quais critérios foram adotados para a escolha desses três nomes.

A chapa de Soares recebeu apenas 5,2% dos votos válidos dos professores, funcionários e alunos da UFVJM. O atual reitor, Gilciano Nogueira, ficou em primeiro lugar e se disse surpreso com a escolha do governo federal. "Em todas as reuniões e exposições públicas, o ministro vem dizendo que vai escolher os reitores pela capacidade de gestão e ausência de atuação ou identificação partidária. Eu consegui zerar as dívidas da universidade, equilibrei as contas, retomei obras paradas em meio à crise financeira que atinge todo o sistema federal. E isso foi reconhecido pela comunidade acadêmica", ressaltou. 

Ele acredita que a decisão tenha influência política, uma vez que, quando reitor, recebeu a caravana do ex-presidente Lula, que foi quem criou a instituição. "Respeito a decisão e confio na capacidade de gestão do professor que foi nomeado, mas lamento que a decisão e autonomia da universidade não estejam sendo respeitadas", afirmou Nogueira. Soares é professor de Odontologia e já ocupou cargos de direção na UFVJM. O Estado de S. Paulo tentou contato com Soares, mas não o localizou.

Essa foi a oitava nomeação de reitor feita por Bolsonaro. Além dos três casos em que o indicado não foi o mais votado, o governo federal questionou a eleição e não aceitou a lista tríplice da Universidade Federal Grande Dourados (UFGD). Uma reitora interina foi nomeada. Nos outros casos, como o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a maior do País, se indicou a mais votada. 

Peso do voto

Os questionamentos feitos pelo governo Bolsonaro ao processo de eleição das universidades ocorre após a gestão Michel Temer ter editado um documento em que diz ser ilegais as consultas internas para escolha de reitor nas quais o peso do voto dos professores é menor do que 70%. A posição contraria a prática da maioria das universidades, que adotam processos de escolha nos quais o voto de cada categoria tem o mesmo peso, um terço do total.

Em nota, o MEC reiterou ontem que as nomeações são "atribuição discricionária do presidente". Apenas neste ano, o governo Bolsonaro deverá escolher os reitores de outras três universidades federais - são 63, no total. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Alemanha vai congelar financiamento de R$ 155 milhões para projetos de preservação da Amazônia, diz jornal

Em entrevista para publicação alemã, ministra do Meio Ambiente anunciou que decisão do governo se dá por conta do aumento do desmatamento na região

O Globo

Imagem registra devastação no Pará Foto: Raphael Alves/AFP


RIO - A ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, afirmou que vai congelar o financiamento de cerca de R$ 155 milhões para projetos de proteção da floresta e da biodiversidade na Amazônia brasileira diante do aumento do desmatamento na região. O anúncio foi feito em uma entrevista ao jornal alemão "Tagesspiegel" neste sábado.

Schulze afirmou que "a política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento". E que o financiamento poderá retornar caso essa questão seja esclarecida. 


De acordo com a reportagem,  o primeiro passo do congelamento se refere a um montante de cerca de 35 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 155 milhões.

A iniciativa internacional de mudança climática do ministério alemão, segundo o jornal, forneceu historicamente fundos significativos para projetos no Brasil. De 2008 até o ano passado, de acordo com a pasta, informa o "Tagesspiegel", cerca de 95 milhões de euros foram repassados.

Ônibus escolar com estudantes cai em barragem em Águas Belas




No inicio da tarde da sexta-feira, 09/08/2019, por pouco um acidente com um ônibus de transporte escolar não se transformou numa tragédia. O ônibus que conduzia estudantes da Serra do Jilú para uma escola no Distrito de Tanquinhos, na zona rural do município de Águas Belas, caiu em uma barragem. Por sorte nenhum estudante ficou ferido no acidente, apenas o motorista precisou ser socorrido para o hospital local.


Segundo nota divulgada pela prefeitura do município, o acidente foi causado por falha mecânica no ônibus; ainda segundo a nota, o veiculo estava com a revisão em dia. Esta foi a segunda vez que um veiculo de transporte escolar cai na mesma barragem; em 2014 uma caminhonete transportando alunos faltou freios e caiu na barragem.

Confira a nota da Prefeitura de Águas Belas

A Educação de Águas Belas passou por um grande susto na tarde de hoje. O ônibus que transporta os estudantes da serra do Jilú para a Escola Gregório Bezerra, do distrito de Tanquinhos, teve um problema mecânico e caiu dentro de uma barragem na descida da serra.

Uma equipe da saúde, ambulâncias e o SAMU foram deslocados para o local do acidente para prestar socorro aos estudantes e ao motorista do ônibus.

Apesar do susto, ninguém sofreu ferimentos graves. Todos os estudantes já estão em suas casas com suas famílias. Apenas o motorista precisou de socorro.

Ainda não sabemos o que pode ter ocasionado o problema no ônibus, já que ele está com a revisão em dia.

Essa é a segunda vez que acontece um acidente com estudantes da serra do Jilú. Em 2014, uma caminhonete que transportava os estudantes faltou freio e caiu na mesma barragem.

Para dar mais segurança às pessoas que precisam subir e descer a serra, a Prefeitura de Águas Belas pavimentou, em 2017, mais de 4 mil metros de estrada na serra.

A última medida preventiva foi tomada no mês passado, quando o prefeito Luiz Aroldo anunciou a construção de uma escola no Jilú. A obra já está em processo de licitação o valor da obra é de R$ 500 mil.