domingo, 25 de agosto de 2019

Papa Francisco na luta pela Amazônia




Papa Francisco vai engrossar a luta pela Amazônia.


Foto de 23 de agosto de 2019 | Carl DE SOUZA/AFP


O Globo - Por Ancelmo Gois

Pelo menos até outubro, a política ambiental de Jair Bolsonaro estará sob pesada artilharia, e não só porque o período de queimadas da Amazônia vai até esse mês.


Além disso, entre 6 e 27 de outubro será realizado o chamado “Sínodo da Amazônia”, convocado pelo Papa Francisco, que, dia desses, fez um apelo a líderes mundiais para “salvar a floresta amazônica”.


Mas, até lá, o papa deve ouvir a opinião de alguns prelados brasileiros. Certamente será um dos temas da conversa, por exemplo, com o cardeal-arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, que viaja quarta ao Vaticano e que conhece bem o Norte do Brasil — entre 2004 e 2009, ele foi arcebispo metropolitano de Belém do Pará.


Brasil na fogueira: índios podem gerar outra crise



O Brasil na fogueira


Bolsonaro jogou o Brasil na fogueira.


Queimada em Novo Progresso (PA), na Amazônia | Victor Moriyama/AFP/Greenpeace/23.08.2019


O Globo - Por Bernanrdo Mello Franco


 


As imagens da Amazônia em chamas estão queimando o filme do Brasil no exterior. Com palavras e ações, o governo de Jair Bolsonaro estimulou o avanço dos desmatadores sobre a floresta. Agora o país inteiro está na fogueira, sob risco de sofrer um boicote internacional.


A semana terminou com protestos em embaixadas, críticas de líderes do G7 e manchetes negativas nos principais jornais do mundo. Nossa reputação sofre o maior desastre em 50 anos, definiu o embaixador Rubens Ricupero, ministro do Meio Ambiente no governo Itamar.


É um caso único de haraquiri diplomático. Em menos de oito meses, Bolsonaro conseguiu unir a comunidade científica, os ambientalistas e a opinião pública internacional contra o governo que dirige.


Depois de hostilizar doadores do Fundo Amazônia e tentar culpar as ONGs pelos incêndios, o presidente se refugiou no patriotismo para rebater líderes estrangeiros. Na quinta-feira, ele acusou o francês Emmanuel Macron de expressar uma “mentalidade colonialista” ao condenar a devastação da floresta.


O tom conspiratório foi endossado pela ala militar do governo. O general Villas Bôas falou em “ataque à soberania brasileira”, e o general Augusto Heleno reciclou a tese de que haveria um “movimento mundial” para “frear nosso inevitável crescimento”. Esta é uma conversa antiga, usada pela ditadura para justificar a ocupação predatória da Amazônia.


Além de soar antiquado, o discurso nacionalista não combina com as ações do Planalto. Há menos de um mês, Bolsonaro disse que deseja abrir as terras indígenas para mineradoras americanas. “Por isso eu quero uma pessoa de confiança minha na embaixada”, acrescentou, referindo-se à indicação do filho Eduardo.


Em outro sincericídio, o Zero Três passou um atestado de inadequação à diplomacia ao divulgar um vídeo que chama o presidente da França de “idiota”. Seria melhor entregar a embaixada a Neymar, que tuitou um anúncio de relógio enquanto jogadores europeus se mobilizavam contra as queimadas.


A ofensiva do bolsonarismo contra as terras indígenas pode provocar a próxima crise na reputação do país. Aos 89 anos, o cacique Raoni tem rodado a Europa para denunciar a pressão de garimpeiros e desmatadores sobre os povos tradicionais. Na sexta-feira, ele acusou o presidente de incentivar a destruição da floresta.


“É por isso que os garimpeiros e madeireiros estão colocando fogo”, disse. Raoni se reuniu até com o Papa, mas Bolsonaro se recusa a recebê-lo, alegando que ele “não representa o Brasil”.


Por aqui, o líder indígena Davi Kopenawa tem alertado para o aumento das invasões em território ianomâmi. “O garimpeiro continua porque o Bolsonaro está apoiando ele. Todo mundo sabe”, disse, na sexta-feira. “O garimpo não vai trazer benefício ao povo ianomâmi. Vai trazer doença, cachaça, pistola para matar”, afirmou.


Em debate no Instituto Moreira Salles, o xamã se disse “revoltado” com o presidente. “Ele só sabe mentir, enganar. Está dizendo que a terra é grande, é rica e tem pouco índio. Ele não me engana, não”, avisou.


Governo de PE cria comissão para tratar da regulamentação do transporte intermunicipal de passageiros





Antes do anúncio da criação da Comissão, nessa segunda-feira (19), um dos deputados que solicitou ao governador Paulo Câmara que buscasse uma forma viável para regularização do transporte alternativo no Estado de Pernambuco, foi Rogério Leão, no seu discurso durante o Seminário 'Todos por Pernambuco', em Serra Talhada, na última sexta-feira (16), e nessa segunda-feira (19), durante a Reunião Plenária na Assembleia Legislativa (ALEPE), citando, a título de exemplo, os motoristas da sua terra natal, São José do Belmonte, que dependem da permanência do serviço para o sustento das suas famílias.

O Governo de Pernambuco instituiu uma comissão especial interdisciplinar para promover estudos, propostas e encaminhamentos referentes à regulamentação do transporte intermunicipal de passageiros. O trabalho será coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos e também contará com representantes da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), das secretarias de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude e Planejamento e Gestão, além da Procuradoria Geral do Estado. O trabalho terá duração de quatro meses. O decreto instituindo a comissão foi publicado no Diário Oficial do Estado na última segunda-feira (19/8).

A iniciativa é motivada, sobretudo, a partir das alterações do Artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB, pela lei 13.855, sancionada pela Presidência da República este ano. A mudança na legislação determina que o transporte alternativo (ônibus ou van escolar sem autorização ou transporte remunerado de pessoas) passa a ser considerado como infração gravíssima, com multa e perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Além disso, está prevista a remoção do veículo como medida administrativa.

Com a conclusão dos estudos, o Governo do Estado buscará assegurar, dentro da Lei, as regras necessárias para garantir a regulamentação do serviço e, assim, possibilitar o trabalho e a geração de renda para os operadores do transporte.

Estupro e barbárie em Garanhuns

BARBÁRIE - Estupradores estupra adolescente e introduzem um pedaço de pau na vagina dela em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco





Uma adolescente de 17 anos foi estuprada na madrugada deste domingo 25 de Agosto de 2019, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.

De acordo com informações da vítima, ela trafegava no bairro da Cohab l, quando foi abordada por dois elementos em um veículo de cor prata. A vítima informou a PM, que os elementos levaram ela pra um matagal próximo da Escola Virgem do Socorro, também na Cohab l. A vítima disse aos policiais  que os estupradores introduziram um pedaço de pau na vagina dela.

Várias viaturas da polícia militar foram acionadas para realizar buscas, porém sem êxito. A vítima foi conduzida para o Plantão da Delegacia Regional, onde teve uma crise nervosa, sendo socorrido para o Hospital Regional Dom Moura, onde permaneceu sobre os cuidados médicos.

Homicídio em Caruaru

JOVEM FOI ASSASSINADO A TIROS NO BAIRRO CENTENÁRIO EM CARUARU





Na noite desde sábado (24), foi assassinado a tiros na 4° Travessa da Sé no bairro Centenário em Caruaru, José Douglas da Silva, de 23 anos. Ele estava fugindo de alguns indivíduos, pulou no quintal e os algozes obrigaram os moradores a saírem do imóvel e o executaram nesse local.

A Polícia Militar foi acionada para fazer o isolamento da área e ficou aguardando a chegada da Polícia Civil, após a chegada do IC, foi feito o levantamento cadavérico e o corpo encaminhado para o IML local.

Este foi o 10º assassinato do mês de agosto e o 109º do ano de 2019 em Caruaru.

Buscas em Brumadinho chegam ao sétimo mês sem previsão de fim

Última vítima da barragem foi identificada no dia seis de julho (Foto: Reprodução)

Por R7


O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, completa sete meses, neste domingo (25). Em uma operação que já dura 213 dias, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais trabalha sete dias por semana para tentar encontrar os corpos das 22 pessoas que continuam desaparecidas.

Atualmente, uma média de 150 agentes vão a campo diariamente para vasculhar os 10 milhões de métricos cúbicos de rejeito de mineração que foram despejados na área. O tenente Herman Ameno explica que não há prazo para que o trabalho seja concluído.

— Nossa previsão é trabalhar na área até que a última família consiga encerrar o seu ciclo.

Embora a quantidade de rejeitos despejados em Brumadinho seja quatro vezes menor do que o registrado no rompimento da barragem da Samarco, em novembro de 2015, em Mariana, a operação de busca na tragédia mais recente já é quatro vezes mais longa.

Tenente Herman explica que a quantidade de pessoas atingidas é um dos fatores que justificam o tempo gasto. O estouro em Brumadinho aconteceu às 12h28 de uma sexta-feira, quando dezenas de funcionários da mineradora Vale estavam em horário de almoço, em um refeitório que ficava na rota da lama. Outra diferença entre as duas tragédias é em relação ao solo da área atingida.

— Em Mariana a lama percorreu um terreno que era mais plano, então a profundidade em que as vítimas ficaram era menor. Lá morreram 19 pessoas, enquanto em Brumadinho são 270 vítimas.

O militar conta que, agora, entre os principais espaços de buscas, estão as regiões mais úmidas, que são cortadas por cursos d’água. Com ajuda de cerca de 150 máquinas pesadas, as equipes levam a lama para outros espaços e secam o material na tentativa de encontrar mais vítimas. A última a ser identificada pelos peritos da Polícia Civil foi o ex-operário da Vale, Evandro Luiz dos Santos, de 50 anos, no dia seis de julho.

Homenagens e Justiça

Desde o rompimento, famíliares das vítimas e moradores de Brumadinho se reúnem todos os dias 25 na cidade para homenagear os atingidos pela lama e cobrar a responsabilização dos culpados pela tragédia.

Uma força-tarefa formada pelas Políciais Civil e Federal e pelos Ministérios Públicos de Minas Gerais e Federal investigam quem são os responsáveis pelo rompimento. O caso também foi discutido em CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) formadas na Câmara de Deputados, no Senado, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

As comissões não têm poder judicial, mas os relatórios produzidios pelos legisladores são encaminhados ao MP, que pode aceitar ou não as sugestões do trabalho.

O grupo montado no Senado Federal apresentou suas conclusões no dia dois de julho, em um relatório com quase 400 páginas. No documento, os parlamentares sugeriram o indiciamento por homicídio culposo de 14 funcionários da Vale da Tüv Süd, empresa alemã que atestou a segurança da barragem.

Já no dia 20 de agosto, a Câmara de BH, que investigou as consequências do desastre na região metropolitana, concluiu que se a Vale não realizar obras de intervenção, as cidades do entorno da capital podem sofrer uma crise hídrica. Para solucionar o problema, a mineradora se comprometeu a construir uma nova estação de captação de água.

Bluetooth de celulares é usado para roubar dados e sequestrar aparelhos; entenda riscos

Bluetooth pode deixar caminho aberto para invasões (Foto: Reprodução)

Por TechTudo


O Bluetooth, tecnologia presente em celulares, computadores e outros eletrônicos, facilita o compartilhamento de arquivos, mas especialistas afirmam pode ser mais seguro mantê-lo desligado. A tecnologia foi alvo de uma avalanche de críticas na Def Con, maior conferência hacker do mundo, realizada em Las Vegas entre os dias 8 e 11 de agosto. Durante os quatro dias de evento, empresas de segurança revelaram várias falhas no recurso e encorajaram o abandono desse tipo de conexão sem fio. Veja, a seguir, quatro motivos para deixar o Bluetooth sempre desligado.

1. Vulnerabilidade na criptografia

Uma das falhas no Bluetooth reveladas na Def Com permite que um hacker enfraqueça a criptografia da conexão entre dois dispositivos para facilitar a quebra da senha. O ataque é chamado de KNOB, sigla em inglês para “Negociação de Chaves de Bluetooth” (Key Negotiation Of Bluetooth). Ele consiste em interferir no processo de conexão no momento exato em que os aparelhos definem o tipo de chave criptográfica que será usada. Uma vulnerabilidade da tecnologia permite que o hacker configure uma sequência menor, reduzindo o esforço necessário para descobrir o código posteriormente.

Os especialistas dizem, porém, que um ataque do tipo é difícil de ocorrer porque o hacker precisa estar muito próximo e tem pouco tempo para aplicar os comandos. Além disso, aparelhos que usam Bluetooth Low Energy, como os smartwatches, estão protegidos do risco. O mesmo vale para produtos com configurações de fábrica. No entanto, não é possível saber exatamente quais eletrônicos estão ou não vulneráveis.

2. Risco de ataque sônico

Um novo bug permite que um hacker sequestre caixas de som com Bluetooth para emitir uma espécie de ataque sônico, com ruídos muito altos e agudos. O especialista em segurança Matt Wixey descobriu que é possível controlar aparelhos de som usando um vírus especial que explora vulnerabilidades já conhecidas da tecnologia.

Ao se aproximar de caixas vulneráveis, o hacker pode iniciar o ataque ordenando a emissão de ruídos perigosos que incomodam e desorientam as pessoas ao redor. Se mantidos por longos períodos, os ruídos podem danificar permanentemente a audição das vítimas.

3. Hackers podem descobrir telefone

Outra falha do Bluetooth afeta diretamente usuários de iPhone. Segundo uma descoberta da firma de segurança Hexway, divulgada em julho, o celular a Apple pode vazar algumas informações do usuário quando a conexão está ativada, incluindo o número do celular. Os dados não são expostos em texto limpo para qualquer pessoa, mas um hacker pode ser capaz de decifrar os códigos embaralhados e obter o telefone de uma vítima por perto. Além disso, podem vazar dados básicos do aparelho, como bateria restante, nome que o usuário deu ao aparelho, se há uma rede Wi-Fi conectada e a versão do sistema operacional.

4. Lojas podem saber sua localização

Uma reportagem do The New York Times publicada em junho revelou que empresários dos Estados Unidos usam receptores Bluetooth em lojas para saber quando um consumidor está no estabelecimento – para isso, basta que a conectividade do smartphone esteja ligada. Isso se dá porque o Bluetooth é muito mais certeiro para determinar a localização de um dispositivo, desde que esteja dentro do alcance do sinal – enquanto o GPS aponta a posição do aparelho com precisão de 5 metros, o Bluetooth tem margem de erro de centímetros.

O recurso é utilizado para enviar publicidade direcionada ao consumidor. No entanto, o jornal aponta que o problema pode ser muito mais sério que isso: quanto mais receptores Bluetooth houver espalhados pela cidade, empresas podem obter um relatório completo sobre os hábitos do usuário, incluindo estimativas de gastos e até a motivação para fazer certas compras.

Queimadas chegam a caatinga pernambucana

Caatinga pega fogo próximo a cidade de Orocó


Por

 Didi Galvão



Fogo de grande proporções está tomando conta da caatinga às margens da BR 428, próximo a cidade de Orocó no sertão do estado.

O fogo já está se aproximando da BR 428, altura do Km 45, imediações do Rio Brígida. A fumaça dificulta a visibilidade dos motoristas, também já pode ser vista na cidade a quilômetros de distância. Quem passa pela BR 428, além de se assustar com a fumaça e a aproximação do fogo, é possível sentir o cheiro de animais sapecados.