terça-feira, 27 de agosto de 2019

Bolsonaro incitou incêndios na Amazônia, diz cacique Raoni a Macron

Líder indígena se reuniu com presidente francês durante cúpula do G7

Por Da Redação



O líder indígena cacique Raoni (Evaristo Sá/AFP/VEJA)

O líder caiapó cacique Raoni, militante pelos direitos indígenas e contra o desmatamento da Amazônia, reuniu-se nesta segunda-feira 27 com o presidente francês, Emmanuel Macron, conforme anunciou em entrevista coletiva em Biarritz ao fim da cúpula do G7.

“Falei com o presidente Macron sobre muitos temas e tivemos uma boa conversa. Pedi que nos ajude a preservar nossas terras”, disse. De acordo com o cacique, na conversa ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “incitou agricultores e empresas mineradoras a incendiarem a Amazônia”.


“Ele [Macron] vai convencer os chefes de Estado a ajudarem a Amazônia com os incêndios e o estado crítico da floresta”, acrescentou Raoni, de 89 anos.


Em 7 de setembro, Raoni participará no Climax, reunião alternativa em Bordeaux, na França, com foco na Floresta Amazônica.

Reunido em Biarritz, sudoeste da França, o G7 prometeu, na segunda-feira, uma ajuda de 20 milhões de dólares – cerca de 83 milhões de reais – e o envio de aviões-tanque para combater os incêndios na Amazônia. O governo brasileiro, porém, afirmou que recusará a proposta.

(Com AFP)

Brasil vai rejeitar ajuda para a Amazônia oferecida pelo G7 e anunciada por Macron



O anúncio do auxílio foi feito nesta segunda-feira (26) pelo presidente da França, Emmanuel Macron, que tem antagonizado com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) na crise diplomática aberta com a onda de incêndios na Amazônia

Por: Folhapress 

Presidente Jair BolsonaroFoto: Isac Nóbrega/PR


O governo brasileiro vai rejeitar a ajuda de US$ 20 milhões (cerca de R$ 83 milhões) oferecida pelo G7 para a Amazônia. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto. 

O anúncio do auxílio foi feito nesta segunda-feira (26) pelo presidente da França, Emmanuel Macron, que tem antagonizado com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) na crise diplomática aberta com a onda de incêndios na Amazônia. A maior parte do dinheiro oferecido pelas economias mais industrializadas do mundo seria utilizada para enviar aviões de combates à incêndio. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não participou da reunião em que os líderes do G7 trataram da oferta. Mas Macron disse que o norte-americano apoiava a iniciativa. 

Segundo interlocutores do governo Bolsonaro que acompanham o tema, a oferta de auxílio foi entendida muito mais como uma tentativa de Macron de capitalizar o tema do que uma iniciativa dos líderes do G7. 

Esse interlocutor diz que o Brasil aguarda a formalização a oferta pelo francês, mas reafirma que ela deve ser rejeitada. 

Na noite desta segunda, o presidente Bolsonaro recebeu no Palácio do Alvorada o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, William Popp. Também participou da reunião o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do mandatário e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. 

Auxiliares de Bolsonaro consideram que Trump foi fundamental na cúpula do G7 para evitar uma ação mais incisiva da França em relação à Amazônia. 

A declaração final do G7 foi enxuta e não tocou no tema da Amazônia –o que foi visto pelo governo brasileiro como uma vitória. 

Apesar de rejeitar o auxílio oferecido na cúpula do G7, o Brasil aceitou a ajuda oferecida por outros países.

Chile e Equador já disponibilizaram aviões e especialistas em combate a incêndios; Israel e Estados Unidos também ofereceram ajuda, mas o governo diz que ainda estão quantificando esse auxílio. 

Bolsonaro e Macron têm protagonizado troca de críticas na questão da preservação da Amazônia. 

Na quinta-feira (22), o mandatário francês classificou como "crise internacional" a situação amazônica e instou os líderes do G7 a discutir "a emergência" na cúpula dos países mais industrializados do mundo, que ocorreu durante o final de semana num balneário localizado no sul da França.

Bolsonaro acusou Macron de disparar "ataques descabidos e gratuitos à Amazônia" e zombou da mulher do francês, Brigitte Macron, em comentário na internet.

Já o presidente da França disse nesta segunda-feira (26) esperar que "os brasileiros tenham logo um presidente que se comporte à altura" do cargo.

Faltou autonomia a Nilton Mota na Casa Civil

Faltou autonomia na Casa Civil

Magno Martins

O chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Nilton Mota, teve uma boa passagem pela Secretaria de Agricultura no primeiro mandato de Paulo Câmara, mesmo não sendo da área. Prestou, antes, relevantes serviços em campanhas eleitorais do PSB, tanto na eleição e reeleição do prefeito Geraldo Júlio no Recife quanto nas campanhas do governador, em 2014 e 2018.


Não se sabe, entretanto, as razões que levaram Mota a não disputar a reeleição de deputado estadual, preferindo, estranhamente, a burocracia da Casa Civil. Político experiente e articulado, sabe ele que o mandato é imprescindível para sobreviver e ser reverenciado na seara maquiavélica e diabólica do poder.


Por isso mesmo, nunca teve na Casa Civil autonomia plena que o cargo exige, principalmente na articulação política com o Legislativo, atrapalhado por interferências externas de gente mais próxima ao governador, influência e poder de decisão.


No lugar certo – A saída de Nilton Mota, antecipada por esta coluna há mais de 30 dias, coloca em ascensão a figura do coringa do Governo, o agora ex-secretário da Administração, José Neto. Amigo de adolescência do governador e sobrinho do ex-governador Joaquim Francisco, Neto é do ramo da política, tem um excelente trânsito entre em todos os partidos, mas estava mal aproveitado.


PF cumpre mandados de prisão contra suspeitos de tráfico de drogas por encomendas, na PB

Operação foi desencadeada a partir da prisão em flagrante de um homem quando ele recebia a encomenda de aproximadamente mil comprimidos de ecstasy.

Por G1 PB

Sede da Polícia Federal em Cabedelo, na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (27), três mandados de prisão e três de busca e apreensão, em João Pessoa, para desarticular um esquema de tráfico de drogas sintéticas por meio de encomendas postais. A Operação Adsumus foi desencadeada a partir da prisão em flagrante de um homem quando ele recebia a encomenda de aproximadamente mil comprimidos de ecstasy.

A operação contou com a participação de 20 policiais federais.. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Entorpecentes de João Pessoa.

Com a prisão em flagrante, a PF conseguiu reunir elementos para chegar até outros suspeitos. De acordo com as investigações, as encomendas postais contendo as drogas sintéticas eram depositadas em João Pessoa. O trabalho investigativo localizou o proprietário do entorpecente, suspeitos de tráfico de drogas que intermediaram a negociação interestadual da droga e o responsável pela distribuição em festas na Paraíba e estados vizinhos.

O nome da operação é o termo do latim “Adsumus” que significa “estamos presentes”, fazendo alusão ao estado de prontidão da equipe da Polícia Federal na Paraíba, com objetivo de reprimir o tráfico de drogas na região.

Dois irmãos baleados em São Caetano, um morre

Dois irmãos são baleados em São Caetano e um morre; Homicídio também em São Domingos





Foto: Reprodução/WhatsApp


Dois homicídios e uma tentativa de homicídio aconteceram na noite desta segunda-feira (26), no Agreste de Pernambuco. Os casos ocorreram em São Domingos, distrito do Brejo da Madre de Deus, e em São Caetano.

Em São Caetano, dois irmãos foram baleados e socorridos para o hospital da cidade. Um deles não resistiu e faleceu. O outro irmão foi transferido para o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru.

Em São Domingos, foi morto a tiros Anderson dos Santos Silva, 23 anos. O corpo do jovem foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.

Bom dia...

Bom dia!

Terça-feira, 27 de agosto de 2019. Hoje é Dia de Santa Mônica, do Corretor de Imóveis, do Peão de Boiadeiro, do Psicólogo e Mundial da Limpeza Urbana. Vivemos o Inverno brasileiro.

Na história:

Em 1910, Thomas Edison inventava o cinema falado.

Em 1955, o presidente Costa e Silva sofria uma trombose e era afastado da Presidência da República.

Em 1961, Leonel Brizola, então governador do Rio de Janeiro, disse que garantia a posse de Jango à bala se fosse preciso.

Em 1980, bombas explodiam na sede da OAB, no Rio de Janeiro, matando a funcionária Lyda Monteiro da Silva, enquanto outra mutilava um funcionário do gabinete do vereador Antônio Carlos.

Em 2018, morria no Hospital Santa Joana, no Recife, o radialista Edvaldo Morais, aos 69 anos, apresentador da Rádio Folha FM. Ele tinha 50 anos de profissão e estava na Rádio Folha há cerca de 10 anos, onde apresentava o programa Show de Rádio.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Pedro Eurico pede recursos da Lava Jato para o sistema prisional de PE


Secretário de Justiça e Direitos Humanos quer usar dinheiro recuperado pela operação




O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, aproveitou uma reunião do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional), em Brasília, nesta segunda-feira (26), para reivindicar mais recursos para o sistema prisional de Pernambuco, apontando como alternativa os bilhões que foram recuperados pela operação Lava Jato.  

A pauta da reunião foi o aumento no número de presos (hoje já passam dos 800 mil) e a falta de recursos do Governo Federal para atender a todos os estados. 

“A população carcerária tem crescido de forma alarmante em todo o país e nós precisamos unir todos os atores envolvidos no tema para construir ações que impactem efetivamente o nosso sistema prisional”, disse o secretário.

Penas e medidas alternativas à prisão, audiência de custódia, monitoramento eletrônico e a transferência de recursos apreendidos pela Lava Jato para o sistema prisional foram alguns dos assuntos que permearam a reunião.

“Desde 2016 os repasses aos estados caiu drasticamente e não há perspectivas de melhora. Estamos buscando alternativas e os recursos da Lava Jato é uma delas”, disse Pedro Eurico.

Também acompanharam a reunião secretários estatuais de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária do Pará, Minas Gerais, Tocantins, Alagoas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Dimenstein: Bolsonaro dá hoje um sinal de grave distúrbio mental



Por: Gilberto Dimenstein
Na manhã de hoje, segunda-feira, Bolsonaro não deu entrevistas aos jornalistas, que estavam em frente ao Palácio da Alvorada.
Motivo: a imprensa não repercutiu, como ele gostaria, a “denúncia” que fez contra o jornalista Merval Pereira.
Bolsonaro o acusou de ganhar R$ 375 mil por uma única palestra ao Senac.
Anunciou que não atenderia mais a imprensa se a notícia não fosse dada com destaque.
O problema: a notícia é mentirosa, o que pode ser comprovado em documentos.
Só um desequilíbrio psicológico explica como um indivíduo insiste em fazer os jornalistas publicarem uma informação mentirosa.
É mais um sinal entre tantos recentes.
Bolsonaro ofendeu a mulher de Macron, o presidente francês, com uma brincadeira machista.
Insinuou que, por trás das queimadas, estariam as ONGs ambientalistas.
Estimulou seu filho Eduardo a publicar um tuíte com teoria conspiratória, sustentando que as criticas dos veículos de comunicação estrangeiros sobre a Amazônica fazem parte de um plano, urdido dentro do Brasil, para derrubá-lo e colocar o general Mourão no poder.
Para defender sua família, Bolsonaro brigou com Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal – tirou o Coaf do Ministério da Justiça.
São sinais de alguém que vive em guerra com inimigos imaginários.
Como se sabe, paranoia é uma doença, a ser tratada com terapia e medicamentos tarja preta.