domingo, 1 de setembro de 2019

Aparece ligação direta entre esquema Queiroz-clã e milícias



Publicado em Brasil 247 – 

Aparecem primeiros documentos que indicam uma ligação entre o esquema Queiroz-clã Bolsonaro e a milícia de Rio das Pedras, uma das mais violentas do Rio. Restaurante de uma ex-funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro é o elo de ligação

(Foto: Reprodução)

247 – Aparecem primeiros documentos que indicam uma ligação entre o esquema Queiroz-clã Bolsonaro e a milícia de Rio das Pedras, uma das mais violentas do Rio. Restaurante de uma ex-funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro é o elo de ligação.

A revelação é da revista “Crusoé”.

Os vínculos do ex-PM Fabrício Queiroz e do clã Bolsonaro com as milícias do Rio são notórios. O ex-tenente da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do “Escritório do Crime”. como são conhecidas as milícias de Rio das Pedras, base eleitoral do bolsonarismo, teve sua mãe e esposa empregadas no gabinete de Flávio Bolsonaro. A mãe do ex-tenente participava do esquema de arredação de Queiroz.

Em 9 de setembro de 2005, na cadeia, Adriano Nóbrega recebeu a Medalha Tiradentes, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que lhe foi concedida por iniciativa de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual.

Cadê o Queiroz?

Enquanto isso, prossegue o descaso para com o paradeiro de Fabrício QueirozO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro  Dias Toffoli , determinou em julho a suspensão de todos os processos judiciais em que dados bancários de investigados tenham sido compartilhados por órgãos de controle sem autorização prévia do Poder Judiciário. A decisão foi dada em resposta a um pedido de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para beneficiá-lo em investigações que tramitam contra ele na Justiça do Rio de Janeiro.

A facada não me elegeu, eu já estava eleito', diz Bolsonaro


Por: AE

Foto: Rayza Leite/AFP

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que a Câmara dos Deputados pagou cerca de R$ 400 mil referente aos custos das cirurgias que ele teve que fazer depois de tomar uma facada, em 6 de setembro do ano passado. Em conversa com jornalistas, ele lembrou que o atentado faz um ano e voltou a falar que o ato teve mandantes. "A facada não me elegeu, eu já estava eleito", afirmou.

Bolsonaro se emocionou ao falar do assunto e chegou a chorar quando se lembrou do momento em que o médico disse que ele teria que ser operado. 

O presidente disse ainda ter sequelas que o impedem de fazer alguns exercícios físicos, mas afirmou não manter nenhuma dieta específica. "Nem no início eu não fiz isso".

O presidente contou ainda que engordou cerca de quatro quilos desde que assumiu o governo e que não tem tido mais tempo para atividades físicas.

Abuso de autoridade

Bolsonaro disse também já decidiu vetar nove pontos do projeto de lei do abuso de autoridade. Ele afirmou que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, pediu que fossem vetados 10 pontos, mas que um ainda está em discussão. 

O presidente comentou ainda que ficou "chateado" com a derrubada do veto ao projeto de fake News pelo Congresso Nacional. 

Mais cedo, ele tinha dito que atenderia o que ele chamou de "centrão do Bolsonaro" em relação ao tema. Nesse grupo estariam, além da pasta de Moro, a Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU).

Almoço

Bolsonaro participou de um churrasco no quartel-general do Exército, em Brasília. Pouco depois de entrar, Bolsonaro mandou os seguranças convidarem um grupo de jornalistas e motoristas da imprensa que o esperavam na porta para participar do evento.

Ele conversou por cerca de uma hora e meia com seis jornalistas. Os jornalistas não puderam gravar a conversa e foram orientados a deixarem os celulares do lado de fora.

Vestido com uma camisa da Festa do Peão de Barretos (BA), o presidente manteve a conversa em tom informal, mas não se recusou a responder perguntas. 

Também estava no evento sua filha mais nova, Laura. Mais cedo, ele havia acompanhado a filha a uma aula de equitação.

O almoço foi uma confraternização com funcionários de gabinetes do Bolsonaro. Foi servido churrasco, arroz, vinagrete, farofa e chope. 

Bolsonaro disse ter tomado apenas um golinho" já que teria uma cota de" uma lata de cerveja por mês". "A Michele não deixa, mas tenho uma escondida pra tomar quando ela sai", brincou.


 

Alberto Goldman, ex-governador de SP, morre aos 81 anos

Político passou por uma cirurgia no cérebro no último 19 de agosto.

Por G1 SP — São Paulo

Ex-governador de SP Alberto Goldman morre aos 81 anos

O ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, de 81 anos, morreu por volta das 13h30 deste domingo (1). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do político. Ele estava internado desde o dia 19 de agosto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês após passar mal e se submeter a uma cirurgia no cérebro.

Segundo a assessoria de imprensa do político, ele foi ao hospital no dia 19 de agosto como parte do tratamento de um câncer neuroendócrino na região cervical. Goldman passou mal durante o exame e uma tomografia constatou sangramento no cérebro.

Goldman foi submetido a uma cirurgia no mesmo dia da internação, mas seu estado de saúde piorou e ele não resistiu. Ele deixa esposa e dois filhos do atual casamento com Deuzeni Trisoglio, além de outros três do casamento com a artista plástica Sara Goldman.

Adversário do atual governador João Doria, ele foi expulso do PSDB pelo diretório municipal do partido por infidelidade partidária, no ano passado. Durante as eleições em que Doria concorreu ao cargo no Palácio dos Bandeirantes, Goldman apoiou o candidato Paulo Skaf (MDB) ao governo do estado. A Executiva Nacional do PSDB anulou a expulsão.

De acordo com a assessoria, ainda não há informações sobre o velório.

Foto de arquivo de dezembro de 2017 do ex- governador Alberto Goldman (PSDB) durante entrevista coletiva na sede do partido, em Brasília — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Trajetória

Alberto Goldman cursava engenharia, na Escola Politécina da USP, quando começou a se interessar pela política. Ele tinha 19 anos quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Ele foi diretor do Centro Acadêmico da Poli e diretor da União Estadual dos Estudantes (UEE).

Chegou a começar a fazer um curso de pós-gradução em Ciências Sociais na PUC, mas não terminou. Ele já estava trabalhando como engenheiro quando entrou para o MDB, que era o único partido da oposição durante o Regime Militar, que abrigava os militantes do PCB.

Goldman foi eleito deputado estadual duas vezes e presidiu a CPI sobre a invasão da PUC pela polícia em 1979.

No mesmo ano, com o fim do bi-partidarismo foi para o PMBD (atual MDB), saindo em 1985 para o recém legalizado Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Em 1987, ocupou a Secretaria Especial de Coordenação do governo Orestes Quércia. Dois anos depois, retornou ao PMDB.

Goldman foi deputado federal por seis mandatos e ministro dos Transportes do governo Itamar Franco.

Em 1997 rompeu com Quércia e foi para o PSDB. Em 2010, ele era vice-governador de São Paulo e assumiu como governador quando José Serra (PSDB) deixou o cargo para disputar a Presidência.

Cristãos são crucificados, queimados e esmagados na Coreia do Norte


Ditador Kim Jong-Un faz perseguição implacável



Os cristãos na Coreia do Norte enfrentam estupros, torturas, escravidão e são mortos simplesmente por causa da sua fé, comprova um novo e contundente relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW).

A CSW, ONG inglesa que luta pela liberdade publicou este mês o relatório “Total Negação: Violações de Liberdade de Religião ou Crença na Coreia do Norte”, que mostra como não existe liberdade de religião ou crença no país liderado pelo ditador Kim Jong-Un.

“As crenças religiosas são vistas como uma ameaça à fidelidade exigida pelo Líder Supremo, então qualquer pessoa que mantenha a fé acaba sendo severamente perseguida”, afirma o documento.

“Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas.”

Entre os casos documentados de violência contra os cristãos há casos de pessoas “colocadas em uma cruz com uma fogueira embaixo, esmagados por um rolo compressor, jogados de cima de pontes e pisoteados até a morte”.

Outros crimes bárbaros incluem “execuções sem julgamento, extermínio, escravidão/trabalho forçado, transferência forçada de população, prisões arbitrárias, torturas, perseguição, sequestros, estupro e violência sexual, entre outros atos similares”.

Existe uma política de “culpa por associação”, em muitos casos, fazendo com que os parentes dos cristãos também sejam presos, mesmo que não professem a fé cristã, ressalta o relatório.

Embora oficialmente sejam conhecidos apenas 13.000 cristãos na Coreia do Norte, acredita-se que o número real seja muito maior. Existem 121 locais de culto religioso na Coreia do Norte, afirma o Centro de Dados dobre Direitos Humanos da Coreia do Norte, incluindo 64 templos budistas, 52 templos Cheondoista, três igrejas protestantes, uma catedral católica e uma igreja ortodoxa russa.

As cinco igrejas ficam na capital, Pyongyang, no entanto, analistas acreditam que elas servem apenas para tentar mostrar uma boa imagem da Coreia do Norte diante da comunidade internacional, pois não há cultos.

Segundo informações de missões, existem 500 igrejas domésticas na Coreia do Norte, formadas principalmente por pessoas cujas famílias eram cristãos antes de 1950 – início da Guerra da Coreia que dividiu o país. No entanto, eles não poderão estabelecer líderes nem usar materiais religiosos.

O ministério Cornerstone International, que trabalha com os cristãos naquela região, estima que existam entre 200 e 300 mil cristãos norte-coreanos vivendo no país, que não são reconhecidos pelo governo, a verdadeira igreja subterrânea.

Eles são obrigados a praticar sua fé em segredo, pois se forem pegos, serão enviados para campos de trabalhos forçados, bastante conhecidos pela população. Um homem que conseguiu fugir de um deles explicou à CSW que conheceu um prisioneiro que foi enviado para o campo simplesmente porque tinha passado um mês na China estudando a Bíblia.

Templos abertos, mas vazios

Os cristãos não são o único grupo religioso a sofrer sob o regime comunista. Budistas e Cheonistas [crença tradicional coreana] também são tratados como inimigos da revolução, embora a CSW acredite que “o regime pode ter um maior grau de tolerância com as crenças consideradas nativas da Ásia ou da península coreana”. Um dos principais argumentos contra as igrejas é que elas fariam parte de uma tentativa de dominação estrangeira.

Segundo o extenso relatório do CSW, os templos abertos parecem mais com museus que com   prédios de atividades religiosas. “Estas instalações, organizações e instituições permanecem abertas para mostrar a existência de pluralismo religioso e aceitação, mas a realidade é outra”, sublinha o material.

A CSW pede que a comunidade internacional apoie o encaminhamento da Coreia do Norte para o Tribunal Penal Internacional, onde será investigada todas as suas violações de direitos humanos.

Sua petição diz que “Muitos norte-coreanos estão sofrendo por causa de sua fé, e a comunidade internacional precisa agir urgentemente para acabar com a impunidade e garantir a prestação de contas… Todo esforço deve ser feito para buscar a responsabilização e justiça para o povo da Coreia do Norte, que sofre abusos dos direitos humanos em uma escala sem paralelo no mundo moderno”. Com informações de Christian Today

Polícia apreende galões com gasolina utilizada para queimar mata em São Félix do Xingu



Funcionários da fazenda confirmaram que o objetivo era provocar incêndio criminoso na floresta.

Por G1 PA — Belém

A maioria dos galões encontrados tem a capacidade para armazenar até 200 litros de combustível. — Foto: Reprodução/Polícia Civil do Pará

A Polícia Civil apreendeu, na noite desta quinta-feira (29), na fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, sul do Pará, dezenas de galões com gasolina que eram usados na queimada da mata. A propriedade fica dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu. A apreensão ocorreu durante operação policial que cumpriu mandados de busca e apreensão na fazenda.

De acordo com as investigações, foram queimados mais de 5 mil hectares de área de floresta nativa. O inquérito foi aberto para investigar incêndios criminosos na área e aponta Geraldo Daniel de Oliveira, dono da propriedade, como suspeito de ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na área na APA Triunfo do Xingu.

Geraldo teve mandado de prisão decretado pela Justiça, mas permanece foragido. Ele já respondeu a quatro ações envolvendo crimes ambientais, segundo a Justiça do Pará. José Brasil - irmão dele e também dono da fazenda - foi localizado e preso em Goiânia.

Uma denúncia do Ministério Público do Estado (MPPA) diz que Geraldo contratava pessoas para promover queimadas em unidade de conservação no Pará e motoqueiros para ameaçar agentes ambientais.

Funcionários da fazenda foram ouvidos pela Polícia Civil e confirmaram que o objetivo do uso do combustível era provocar o incêndio criminoso na floresta. De acordo com a polícia, os trabalhadores relataram que os galões eram levados aos poucos para o interior da mata para provocar a queimada. No local, foram encontrados galões de tamanhos diversos, a maioria com capacidade para armazenar até 200 litros de combustível.

Equipes do Centro de Perícia Científica Renato Chaves serão deslocadas para fazenda para realizar as perícias necessárias. Todo material colhido será encaminhado ao Ministério Público de São Félix do Xingu.

Ao todo, o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil hectares de área desmatada na fazenda. — Foto: Reprodução/Polícia Civil do Pará

O negócio milionário dos incêndios na Amazônia



 El País – 


Força-tarefa do Ministério Público Federal calcula que queimada de 1.000 ha custa cerca de um milhão no mercado negro da região. Raquel Dodge vê ação orquestrada em fogo. Procuradores não comentam alertas ignorados por Força Nacional

Gado ao lado de área incendiada em Novo Progresso, no Pará.LEO CORREA (AP)

No negócio milionário das queimadas na Amazônia, atear fogo em uma área de mil hectares custa cerca 1 milhão de reais no mercado negro. O cálculo, que aplicado à conta da devastação neste ano na floresta amazônica e em parte do Pantanal alcançaria cerca de 20 milhões de reais, faz parte de uma investigação do Ministério Público Federal que apura a participação de grupos criminosos nas queimadas, as mais intensas na região em ao menos cinco anos. “Há suspeita de ação orquestrada e de uma atuação que foi longamente cultivada para chegar a esse resultado”, afirmou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que reuniu em Brasília a força-tarefa de procuradores específica para apurar crimes ocorridos na Amazônia Legal.

Um dos atos que estão no âmbito da investigação do MPF é o “Dia do Fogo”, um evento organizado por produtores rurais, sindicalistas, grileiros e comerciantes com objetivo de derrubar parte da floresta e plantar pasto, conforme anunciado em um jornal local do interior do Pará em 5 de agosto. Uma reportagem do programa Globo Ruralmostrou que o delito foi combinado por um grupo formado por pelo menos 70 pessoas das cidades de Altamira e Nova Progresso, ambas paraenses e numa das regiões com maior alta das queimadas. O objetivo era, no dia 10 de agosto, desmatar uma área ao redor da rodovia BR-163 e mostrar ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) que eles apoiam seus planos de afrouxar a fiscalização realizada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).

Partiu do próprio Ministério Público Federal do interior do Pará o alerta sobre o riscos do “Dia do Fogo”. Documentos publicados pelo site Poder 360 mostram que o procurador Paulo de Tarso Moreira Oliveira comunicou ao Ibama dos planos criminosos. O Ibama respondeu, dias depois, que não tinha como atuar pela falta de acompanhamento da Polícia Militar do Pará e porque a Força Nacional, sob o comando do Ministério da Justiça de Sergio Moro, havia ignorado os pedidos de apoio.

Nenhum dos procuradores entrevistados pela reportagem quis atribuir qualquer responsabilidade do Governo federal sobre o caso, apesar dos alertas recebidos. “O Ministério Público brasileiro está olhando para frente”, disse a procuradora-geral, Raquel Dodge. Enquanto que o procurador Joel Bogo afirmou que o objetivo principal é encontrar os autores dos crimes. “Nosso papel construtivo é de estimular os órgãos do Governo, não só do federal, mas também dos governos estaduais”, disse Bogo, um dos membros da força-tarefa Amazônia, criada pela Procuradoria-Geral da República há um ano.

“O desmatamento ilegal de grandes proporções é praticado, sim, por agentes do crime organizado, inclusive pela capitalização”, explicou o procurador. “As queimadas são reflexo do aumento do desmatamento. A queimada aumenta porque a fronteira agrícola está sendo expandida”, completou o procurador, que está lotado em Rio Branco, no Acre.

Depois que a reportagem do Globo Rural sobre o “Dia do Fogo” foi publicada, o presidente Bolsonaro determinou que a Polícia Federal também passasse a investigar o caso. Nas redes sociais, os apoiadores e aliados do presidente, como o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (NOVO), ressaltaram a fala de uma pecuarista em que ela acusava, sem provas, de que servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), um órgão do próprio Governo, teriam ateado fogo na floresta. A acusação dessa produtora rural ecoava o discurso de Bolsonaro, no qual ele sugeriu, sem provas, que ONGs estariam incendiando a Amazônia.

Essa suspeita já foi prontamente descartada pelo Ministério Público Federal. “Não há um ínfimo indicativo de participação de ONGs”, destacou o coordenador da Câmara de Meio Ambiente do Ministério Público Federal, Nívio de Freitas. Para ele, do que se sabe até o momento, a principal linha de investigação é de que grileiros, que são invasores de terras públicas, sejam os responsáveis pelos delitos.

Nos últimos meses, a gestão Bolsonaro abriu mão de receber cerca de 280 milhões de reais mensais do Fundo Amazônia – um projeto bancado principalmente pela Noruega e pela Alemanha cujo valor era destinado para fiscalização ambiental. O governo também decidiu reduzir a fiscalização realizada pelos agentes do Ibama e do ICMBIO. Em abril, em discurso em uma feira agropecuária em Ribeirão Preto (SP), Bolsonaro disse que pretendia fazer “um limpa” nos dois órgãos responsáveis pela fiscalização e preservação ambiental. “Em torno de 40% das multas aplicadas no campo, em grande parte, serviam para retroalimentar uma fiscalização xiita, que buscava apenas atender nichos que não ajudavam o meio ambiente e muito menos aqueles que produzem”, conforme relatou o portal G1.

Na última semana, o Governo decidiu reforçar o combate ao incêndio na região norte com o emprego de 43.000 militares. Até o momento, sete dos nove Estados da Amazônia Legal requisitaram a ajuda de tropas federais para debelar os focos.

Márcio Bonfim faz sucesso na bancada do “Jornal Nacional”; “se cuida, Bonner”, diz tweet

Márcio Bonfim na bancada do "Jornal Nacional" - Foto: reprodução do Twitter

Romero Rafael

 

O apresentador do “NE1” da Globo Nordeste, Márcio Bonfim, ocupou a bancada do “Jornal Nacional” deste sábado (31), ao lado de Cristina Ranzolin, que ancora o “Jornal do Almoço” na afiliada da emissora no Rio Grande do Sul. Por comemoração dos 50 anos do “JN”, o rodízio de apresentadores aos sábados terá nomes conhecidos nas afiliadas da Rede Globo nos 26 Estados brasileiros mais o Distrito Federal.

Na sua conta no Instagram, Márcio Bonfim publicou foto dele com Cristina Ranzolin na bancada do “Jornal Nacional” e a seguinte legenda: “Gratidão! Obrigado, Deus! Rio Grande do Sul e Pernambuco no #jn50”. A atriz Fabiana Karla mandou “Parabéns”, e a nadadora Joanna Maranhão comentou “Fera demais!”.

Colegas jornalistas da Globo Nordeste também deixaram mensagens publicamente. A jornalista Beatriz Castro escreveu “Orgulho!!!”, e o repórter Bruno Grubertt: “Marciooo! Sou presidente do seu fã-clube”. Clarissa Góes, que por um tempo dividiu com ele a apresentação do “NE1” (antes “NETV 1ª Edição”), publicou: “Que orgulho!!! Você brilhou. Parabéns!!!”. A veterana Mônica Silveira comentou “Nos representou demais!”.

No Twitter, a dupla fez sucesso. A voz de Márcio Bonfim, mais ainda. “Rapaz… Que voz linda desse Márcio Bonfim”, publicou @NNaLata. Já @edubmoura escreveu “Gostei muito do Márcio Bonfim no #jn50. Seguro e firme”. @LeonaDivaa fez comentário em que “sobrou” pra Bonner: “Amei esse Márcio Bonfim. Se cuida, Bonner”. @jorgekoffi também: “Mais e mais Márcios Bonfim, menos WBs nos JNs”.

Carta Capital revela desabafo de Bolsonaro: Vou embora do Brasil



Por: Redação

Reportagem da revista Carta Capital revela um estranho desabafo de Jair Bolsonaro a um intelocutor.


Em conversa a portas fechadas em 26 de agosto sobre o País e o governo, Jair Bolsonaro comentou: “Eu vou embora do Brasil”.
Quem o ouvia quis entender o que ia por sua cabeça: “Vai levar quem?”A resposta foi uma daquelas homofobias presidenciais: “Sou hétero, só minha mulher”. O interlocutor saiu com a impressão de que Bolsonaro já assimila a ideia de não terminar o mandato.


Difícil saber exatamente o que essa frase significa: se apenas uma explosão ou o temor de derrubada do governo.


Há uma junção de queda da popularidade, conflitos amazônicos com o mundo, descontrole no Congresso ( nesta semana, derrubaram seu veto sobre Fake News).


Interpretação da Carta Capital:


Crise ambiental, alta da desaprovação do governo e CPI das Fake News ressuscitam conjecturas
Em conversa a portas fechadas em 26 de agosto sobre o País e o governo, Jair Bolsonaro comentou: “Eu vou embora do Brasil”. Quem o ouvia quis entender o que ia por sua cabeça: “Vai levar quem?”A resposta foi uma daquelas homofobias presidenciais: “Sou hétero, só minha mulher”. O interlocutor saiu com a impressão de que Bolsonaro já assimila a ideia de não terminar o mandato.


Na véspera, Eduardo Bolsonaro havia tuitado sobre a necessidade de o pai usar a web para enfrentar jornalistas, os quais retratariam o presidente como igual a antecessores. “Quando as pessoas forem hipnotizadas para ter este pensamento será o fim. Sairá o único presidente eleito sem amarras, capaz de mudar o sistema, e entrará um bundão a servir este establishment”, escreveu o deputado.
Por “bundão”, presume-se que se referia ao vice-presidente. Hamilton Mourão foi personagem em Brasília quando, entre o fim de março e o início de abril, figurões discutiam se o País aguentaria quatro anos de Bolsonaro. Uma história contada na edição de CartaCapital que circulou em 29 de março. Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou disso abertamente à Veja em agosto.
Pois a queda de Bolsonaro voltou a ser assunto em Brasília, no embalo da crise amazônica e do avanço de sua impopularidade. No dia em que ele falou em deixar o País, soube-se que 39% dos brasileiros acham seu governo ruim ou péssimo, 10 pontos acima dos que acham bom ou ótimo. Aprovação e desaprovação caminhavam juntas desde abril, pelos 30%, 32%.
Advogado e ex-juiz, o deputado Luiz Flávio Gomes, do PSB paulista, diz: será difícil Bolsonaro reverter a impopularidade, vai chegar a hora de apresentar um pedido de impeachment. E ele, Gomes, diz que apresentará. “A lei do impeachment, a 1.079, de 1950, prevê 67 hipóteses de crime de responsabilidade. O Bolsonaro já violou umas 20. Ele vai cair pelo conjunto da obra”, afirma.
Impeachment no Congresso? Ou cassação da chapa Bolsonaro-Mourão? Há no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação a pedir a cassação por disseminação de mentiras na campanha. A ação tende a ser abastecida pela CPI das Fake News prestes a ser instalada. O comando da investigação será da oposição. A relatoria da CPI deverá ficar com a deputada Lídice da Mata, do PSB da Bahia.