quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Bolsonaro na ONU: entrou pequeno, saiu minúsculo



Valente: o mundo sabe que um fanático preside o Brasil!





Como mostrou o Conversa Afiada, Jair Bolsonaro usou a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, para atacar a esquerda, lançar mentiras contra países que se contrapõem ao neoliberalismo - como Cuba - e até negar a devastação da Amazônia.


Naturalmente, o vexame do Brasil nas Nações Unidas gerou intensa repercussão nas redes sociais.

As hashtags #BolsonaroEnvergonhaOBrasil e #BolsonaroVergonhaMundial, por exemplo, estão entre as mais utilizadas no Twitter.

Veja algumas das manifestações após o discurso de Bolsonaro na ONU:

Paulo Pimenta

@DeputadoFederal

Um presidente do Brasil, em 2019, usa a tribuna da Assembleia Geral da ONU para justificar a ditadura iniciada com um golpe militar em 1964. INACREDITÁVEL! ULTRAJANTE!#BolsonaroEnvergonhaOBrasil #BolsonaroVergonhaMundial

780

11:37 - 24 de set de 2019

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268 pessoas estão falando sobre isso

Helder Salomão

@heldersalomao

Movido a ódio, fake news, teorias da conspiração e mentiras, inclusive, a respeito do que acontece na Amazônia. Assim foi o vergonhoso discurso de Bolsonaro na ONU.

Minúsculo e vexatório!#BolsonaroNaONU #BolsonaroEnvergonhaOBrasil

2.176

11:32 - 24 de set de 2019

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636 pessoas estão falando sobre isso

Orlando Silva

@orlandosilva

Bolsonaro entrou na ONU pequeno e saiu minúsculo. #bolsonarovergonhamundial #BolsonaroEnvergonhaOBrasil

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11:14 - 24 de set de 2019

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99 pessoas estão falando sobre isso

Ivan Valente

@IvanValente

Bolsonaro na ONU é a síntese da excrescência humana:
Agrediu indígena e ambientalistas, saudou o preconceito, ovacionou a violência, defendeu o extrativismo tosco e o fundamentalismo religioso.
O mundo sabe que o Brasil é presidido por um fanático. #BolsonaroEnvergonhaOBrasil

576

11:20 - 24 de set de 2019

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183 pessoas estão falando sobre isso

Maria do Rosario #LulaLivre

@mariadorosario

O novo Brasil que Bolsonaro diz estar construindo em seu discurso é na verdade o Brasil da ideologia do ódio, da morte e da ignorância. A fala de Bolsonaro na ONU foi do tamanho da sua significância: pequeno. #BolsonaroEnvergonhaOBrasil #BolsonaronaOnu

4.942

11:17 - 24 de set de 2019

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1.559 pessoas estão falando sobre isso

UNE

@uneoficial

Nossa solidariedade ao Cacique Raoni, atacado por Bolsonaro na ONU. Raoni é a maior referência do movimento indígena no Brasil e é conhecido internacionalmente por sua luta pela preservação da Amazônia e dos povos indígenas. #BolsonaroVergonhaMundial #BolsonaroEnvergonhaOBrasil

836

12:38 - 24 de set de 2019

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334 pessoas estão falando sobre isso

Iago Montalvão@iago_une

Novamente Bolsonaro nega os problemas ambientais na Amazônia, diz que a queimada é culpa de índios e populações locais. Absurdo! #BolsonaroVergonhaMundial

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10:49 - 24 de set de 2019

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42 pessoas estão falando sobre isso

David Miranda

@davidmirandario

Continua fazendo campanha eleitoral, com discurso totalmente ideológico. Pratica o que ataca. É uma vergonha para o Brasil.#bolsonarovergonhamundial

6.788

11:38 - 24 de set de 2019

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1.334 pessoas estão falando sobre isso

Jandira Feghali

@jandira_feghali

A gente até acha Trump moderado depois de ouvir Bolsonaro.#BolsonaronaOnu #BolsonaroVergonhaMundial

4.018

11:20 - 24 de set de 2019

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977 pessoas estão falando sobre isso

PSOL 50

@psol50

Bolsonaro teve a cara de pau de chegar na Assembleia Geral da ONU usando um colar de tradição indígena.

Em seguida desferiu uma série de desrespeitos, mentiras e teorias lunáticas sobre os povos indígenas.

É o sadismo no poder! Chega! #BolsonaroNaONU #BolsonaroVergonhaMundial

1.591

11:31 - 24 de set de 2019

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413 pessoas estão falando sobre isso

Rogério Correia

@RogerioCorreia_

Na Assembleia Geral da ONU, Bolsonaro expõe o que realmente é: despreparado e inconsequente. #BolsonaroVergonhaMundial

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11:19 - 24 de set de 2019

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45 pessoas estão falando sobre isso

 

Governo vai cobrar imposto de 13º salário e férias em acordo trabalhista

Verbas rescisórias não podem ser declaradas como indenização para fugir de Imposto de Renda; norma está em lei e pode arrecadar R$ 20 bilhões em 10 anos

Por da Redação



Segundo Ministério da Economia, cerco a acordos para fugir da tributação pode arrecadar R$ 20 bi em dez anos (Vanderlei Almeida/AFP/VEJA)

As verbas rescisórias como 13º salário, férias e horas extras fixadas em acordos trabalhistas não poderão mais ser classificadas como indenizatórias e será necessário o desconto de Imposto de Renda sobre esses valores. A mudança na legislação trabalhista consta em uma lei sancionada na última sexta-feira e publicada na segunda-feira, 23, no Diário Oficial da União.

A nova norma tenta acabar com uma prática comum entre empresas e trabalhadores, que colocam todo o valor do acordo como indenização para fugir da cobrança de impostos, diminuindo o que a empresa tem a acertar e aumentando o ganho do trabalhador. Isso acontece porque sobre verbas indenizatórias não há cobrança de contribuição previdenciária e Imposto de Renda, por exemplo, que incidem sobre a remuneração.


A lei ainda traz parâmetros mínimos do que deverá ser estipulado como verba indenizatória. Ela não não poderá ter base de cálculo inferior a um salário mínimo por mês ou inferior à diferença entre a remuneração reconhecida como devida e a efetivamente paga pelo empregador, cujo valor total de cada mês não será inferior ao salário mínimo.


Com a mudança, a expectativa da equipe econômica é arrecadar até 20 bilhões de reais nos próximos dez anos com a cobrança de Imposto de Renda sobre essas verbas de acordo. Apenas os pagamentos claramente indenizatórios – referentes a bônus, auxílios e mesmo eventuais danos morais – continuarão livres do pagamento de impostos.

Lei fala sobre o INSS

A nova norma está em uma lei que autoriza o governo a antecipar o pagamento dos honorários dos peritos em ações de segurados carentes contra o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para pedir concessão ou revisão de benefícios.

O texto sancionado deixa claro que o pagamento dos honorários deve ser antecipado pelo governo federal ao tribunal responsável pela causa. E estende a determinação aos processos em andamento na Justiça Estadual, quando no exercício de competência delegada pela Justiça Federal. Por fim, estipula ao Ministério da Economia e ao Conselho da Justiça Federal fixar os valores dos honorários das perícias e os procedimentos para o pagamento. O governo planeja antecipar R$ 316 milhões ainda em 2019.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Senado)

Detento de Garanhuns mata outro em Presídio de Pesqueira

Detento mata outro a golpes de faca dentro do PDAD.



Na manhã de hoje dia 24 de Setembro por volta das 10hs25, no Presídio Desembargador Augusto Duque (PDAD), teria havia uma briga entre os detentos, vítima " PI" e acusado " Nanã" quando o acusado de posse de uma faca (fabricação artesanal) desferiu dois golpes na vítima lesionando o mesmo no abdome e coxa.

A vítima Joseildo Silva de Lima , vulgo PI ,que era de São Bento do Una foi socorrida por outros detentos para a enfermaria daquele estabelecimento prisional e em seguida removida para o hospital Dr. Lídio Paraíba, desta cidade.

Devido a gravidade dos ferimentos, a vítima PI chegou a óbito no hospital desta cidade. A motivação do crime foi ameaças de morte contra o acusado de nome Erisvaldo dos Santos Silva Vulgo Nanã , ele que é de Garanhuns.

O corpo de " PI "  foi encaminhado para o IML da cidade de Caruaru. Foi lavrado o APFD contra o autor do fato criminoso "Nanã" na delegacia de nossa cidade pela autoridade policial da 105 Depol Pesqueira.

Da redação com informações da polícia civil Pesqueira

Adolescentes acusados de roubar postos de combustíveis são presos

ADOLESCENTES SUSPEITOS DE ROUBAR POSTOS DE COMBUSTÍVEL SÃO DETIDOS EM IGARASSU



Táxi roubado foi utilizado para praticar assaltos





Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, suspeitos de roubar dois postos de combustível foram detidos na segunda-feira (23), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR 101, em Igarassu, no Grande Recife. Seis celulares e R$1.494,00 foram recuperados na ação.

Policiais realizavam uma fiscalização da Operação Lábaro, quando deram ordem de parada ao motorista de um táxi, que não obedeceu e seguiu em alta velocidade pela rodovia. Após o acompanhamento do veículo, o condutor parou no acostamento e três ocupantes correram para uma área de mata. Os policiais continuaram a busca a pé e conseguiram apreender dois adolescentes, sendo o motorista e um dos passageiros.

No interior e no porta-luvas do táxi foram encontrados os bens que haviam sido roubados e no canavial às margens da rodovia foi localizado o restante do dinheiro. Os assaltos aos postos de combustível ocorreram em Tejucupapo, um distrito de Goiana. A equipe descobriu que o táxi havia sido roubado no Recife no último sábado (21).

Os adolescentes estavam sem documentos e foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil de Paulista. Os bens recuperados foram devolvidos às vítimas e o táxi, que não possuía seguro, foi devolvido à proprietária.

Registrado duplo homicídio na noite de ontem em Gravatá

Dois jovens foram assassinados a tiros na noite desta terça-feira (24), na cidade de Gravatá, Agreste de Pernambuco. O duplo homicídio aconteceu no bairro Nossa Senhora das Graças. As vítimas ainda não foram identificadas.

Populares informaram que ouviram vários tiros. A Polícia Militar isolou o local e após perícia os corpos serão encaminhados para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.

Bom dia...

Bom dia!

Quarta-feira, 25 de setembro de 2019. Hoje é Dia de São Cléopas, Nacional do Trânsito e do Rádio. Vivemos a Primavera brasileira.

Na história:

Em 1919, era inaugurado o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro.

Em 1923, Roquete Pinto fundava a primeira emissora de Rádio do Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

Em 1991, a Justiça condenava a União pela morte por AIDS de Chico Mário, músico hemofílico, irmão de Henfil e Betinho.

Em 1992, PC Farias era indiciado por nove crimes.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

A visão de líderes indígenas sobre discurso de Bolsonaro na ONU

'Ofensivo', 'racista' e 'paranoico'


João Fellet - @joaofelletDa BBC News Brasil em São Paulo



Image captionPara O-é Kayapó, líder na Associação Floresta Protegida (AFP), no Pará, indígena levada por Bolsonaro à ONU 'só tem o apoio da própria família' entre comunidades do Xingu

"Lamentável", "ofensivo", "racista" e "paranoico" foram alguns dos adjetivos com que lideranças de algumas das principais organizações indígenas brasileiras classificaram o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (24/9).


A BBC News Brasil ouviu líderes da Associação do Território Indígena do Xingu (Atix), da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), da Associação Floresta Protegida (AFP) e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) — entidade que agrega associações de todas as regiões do país e representa os 305 povos indígenas brasileiros.

Todos repudiaram o discurso de Bolsonaro, defenderam o cacique Raoni Metuktire de críticas feitas pelo presidente e afirmaram que Ysani Kalapalo — jovem indígena que integrou a comitiva presidencial na ONU — não tem representatividade no movimento indígena brasileiro.

Líderes indígenas brasileiros que estão em Nova York para a Cúpula Climática da ONU convocaram uma coletiva de imprensa para se pronunciar sobre a fala do presidente.


Bolsonaro se referiu várias vezes aos indígenas brasileiros ao defender as políticas de seu governo em relação à Amazônia e ao criticar o que ele considera uma ingerência indevida de estrangeiros na região..


Ele fez a primeira menção aos grupos ao se referir às queimadas na Amazônia, tema que ganhou o noticiário global nos últimos meses. Bolsonaro disse que "o clima seco e os ventos favorecem queimadas espontâneas e criminosas" nesta época do ano, e que "existem também queimadas praticadas por índios e populações locais, como parte de sua respectiva cultura e forma de sobrevivência".

Coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara diz que comunidades nativas fazem, sim, pequenas queimadas para abrir roças, mas que "o incêndio florestal (de larga escala) não é uma cultura dos povos indígenas".

"Ele utiliza essa informação sobre nossas queimadas para esconder todo o desmonte da política ambiental autorizado por ele", afirma Guajajara, que foi candidata a vice-presidente na chapa liderada por Guilherme Boulos (PSOL) na eleição de 2018, vencida por Bolsonaro.

A maioria dos incêndios que consomem florestas brasileiras nos últimos meses tem ocorrido fora de terras indígenas. Por estarem mais preservadas, essas áreas retêm mais umidade e estão menos sujeitas a queimadas descontroladas.

Direito de imagemARQUIVO PESSOALImage captionMarivelton Baré, presidente da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), diz que fala de Bolsonaro na ONU é 'paranoica'

Dados imprecisos

Ao citar os indígenas brasileiros na ONU, Bolsonaro usou dados que destoam de informações de órgãos do governo. O presidente disse que existem no Brasil "225 povos indígenas, além de referências de 70 tribos vivendo em locais isolados". Segundo o IBGE, porém, há 305 povos indígenas no Brasil, e, segundo a Funai, há registros de 107 povos isolados.

Bolsonaro disse ainda que "o Brasil não vai aumentar para 20% sua área já demarcada como terra indígena, como alguns chefes de Estados gostariam que acontecesse" — mas não citou quais líderes teriam esse interesse, nem disse de onde tirou a menção aos 20%.

Um dos trechos do discurso que causaram mais revolta entre os entrevistados foi a crítica que Bolsonaro fez ao cacique Raoni Metuktire, líder do povo caiapó reconhecido como um dos maiores ativistas da causa indígena no Brasil e no mundo.

Nas últimas semanas, um grupo de antropólogos, ambientalistas e indígenas brasileiros propôs a indicação de Raoni ao Prêmio Nobel da Paz por sua atuação em prol da defesa do meio ambiente e dos direitos dos povos indígenas.

Segundo Bolsonaro, porém, Raoni é um exemplo de líderes que são usados "como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia".

"O discurso do presidente é uma ofensa muito grave aos povos indígenas. Ofende o reconhecimento e o trabalho que Raoni vem fazendo durante mais de 40 anos na defesa de direitos dos indígenas", rebate Yanukula Kaiabi Suiá, presidente da Associação Terra Indígena do Xingu (Atix).

A associação representa os 16 povos indígenas que habitam o Território Indígena do Xingu (MT), entre as quais a etnia kalapalo, à qual pertence a indígena levada por Bolsonaro à ONU.

A presença de Ysani Kalapalo na comitiva presidencial foi duramente criticada pelo representante da Atix e pelos outros líderes entrevistados, que destacaram a falta de representatividade da convidada no movimento indígena brasileiro.

Em carta divulgada após o anúncio de que Ysani integraria a delegação presidencial, a Atix disse que "o governo brasileiro ofende as lideranças indígenas do Xingu e do Brasil ao dar destaque a uma indígena que vem atuando constantemente em redes sociais com objetivo único de ofender e desmoralizar as lideranças e o movimento indígena do Brasil".

Ysani, que nasceu no Território Indígena do Xingu e hoje passa a maior parte do tempo em São Paulo, ganhou notoriedade com um canal no YouTube no qual expõe visões políticas de direita e o apoio a posições de Bolsonaro.

O presidente citou diversas vezes a indígena em seu discurso, mas errou a pronúncia de seu nome: ele a chamou de Yzaní, embora o correto seja Yssâni.

Ao mencioná-la, Bolsonaro leu uma carta do Grupo de Indígenas Agricultores, única organização indígena a se manifestar publicamente em favor da presença de Ysani na comitiva.

O grupo disse que "o ambientalismo radical e o indigenismo ultrapassado e fora de sintonia com o que querem os povos indígenas representam o atraso, a marginalização e a completa ausência de cidadania".

A carta é assinada por supostos líderes de comunidades favoráveis a mudanças na legislação sobre terras indígenas e a abertura dos territórios para a exploração econômica em larga escala.

Todos os líderes ouvidos pela BBC dizem que as posições chanceladas pelo Grupo de Indígenas Agricultores são minoritárias entre os povos indígenas brasileiros, a maioria dos quais defende a preservação da floresta e os modos de vida tradicionais dos grupos.

Para O-é Kayapó, representante da Associação Floresta Protegida (AFP), entre as dezenas de milhares que indígenas que vivem na bacia do Xingu, Ysani só tem o apoio de sua própria família.

"Ysani tem um pensamento muito ao contrário da maioria do povo que vive nas aldeias. Por ela ter crescido na cidade, acabou confundindo ou se perdendo entre as duas culturas branca e indígena", afirma.

Ela diz ainda que o Grupo de Indígenas Agricultores é desconhecido pela grande maioria das comunidades.

Direito de imagemREPRODUÇÃO/YOUTUBEImage captionYsani Kalapalo ganhou notoriedade com um canal no Youtube no qual expõe visões políticas de direita

'Homens das cavernas'

Em seu discurso, Bolsonaro disse ainda que "algumas pessoas, de dentro e de fora do Brasil, apoiadas em ONGs, teimam em tratar e manter nossos índios como verdadeiros homens das cavernas".

Para O-é Kayapó, ao se referir aos indígenas como "nossos índios", Bolsonaro assume a mesma postura de tutela que ele atribui às ONGs. "Nós não somos posse do presidente Bolsonaro."

Sônia Guajajara, da Apib, diz que a relação que Bolsonaro estabelece entre indígenas e homens das cavernas é "racista e revela seu desrespeito quanto aos diferentes modos de vida dos povos indígenas".

Para Marivelton Baré, presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), entidade que representa 23 etnias no Amazonas, "é Bolsonaro quem ainda parece viver nas cavernas".

"Ele diz que nós queremos ingressar na sociedade, mas a gente já faz parte da sociedade, mas sem esquecer nossa cultura e sem buscar uma integração total. Nós lutamos pelo nosso modo de ser", afirma.

ONGs e riquezas minerais

Ao criticar as ONGs, Bolsonaro exaltou os depósitos minerais que estão nas terras indígenas e disse que a demarcação dessas áreas atenderia a interesses estrangeiros por impedir o Brasil de explorar essas áreas.

Ele disse que "o índio não quer ser latifundiário pobre em cima de terras ricas" e afirmou, sem citar fontes, que as terras indígenas Yanomami e Raposa/Serra do Sol são "as mais ricas do mundo".

"Isso demonstra que os que nos atacam não estão preocupados com o ser humano índio, mas sim com as riquezas minerais e a biodiversidade existentes nessas áreas", disse o presidente.

Para Baré, da FOIRN, o discurso do presidente é "paranoico". "As riquezas minerais sempre estiveram nos nossos territórios sagrados", afirma ele.

Marivelton diz ainda que as ONGs "são parceiros de trabalho que nos ajudam a desenvolver atividades e respeitam nossa forma de existência".

"Bolsonaro deveria respeitar nossas escolhas sobre os grupos com quem queremos trabalhar. Ele só critica as organizações filantrópicas e não mostra nenhuma proposta alternativa para implementar políticas públicas para os povos indígenas", diz o representante dos povos indígenas rio-negrinos.

Lava Jato também bloqueia bens do ex-governador Eduardo Campos e do ex-senador Sérgio Guerra




Da Redação do Blog


O bloqueio da Justiça federal também atingiu o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB). No espólio de Eduardo Campos foram bloqueados R$ 258.707.112,76 e, no de Sérgio Guerra, cerca de R$ 107.781.450,0.

Dois esquemas que desviaram verbas da Petrobras foram descritos na ação que tramita na Justiça Federal.Um deles envolve contratos vinculados à diretoria de Abastecimento, principalmente contratos com a construtora Queiroz Galvão. Esses contratos foram firmados individualmente ou por intermédio de consórcios.

Outro contrato é relacionado ao pagamento de propina no âmbito da CPI da Petrobras, em 2009.

O MPF explicou que a força-tarefa da Lava Jato e a Petrobras consideraram as atividades ilícitas como atos de improbidade e, por isso, foram pedidas a sanção de ressarcimento ao erário e a condenação à compensação dos danos morais e coletivos.

O blog está tentando contado o PSB e PSDB.