domingo, 29 de setembro de 2019

Discussão em torno da liberdade de Lula



Lula lá ou Lula cá?


Foto: Ricardo Stuckert | STF


Por Carlos Bricmann


 


A tendência da opinião pública é personificar a discussão em torno do ex-presidente Lula. A decisão do STF, tal e qual se espera, irá beneficiá-lo? Em princípio, não: o caso do apartamento do Guarujá, pelo qual foi condenado, não envolveu a participação de delatores. 


Mas Lula deve deixar a prisão por outro motivo: já cumpriu um sexto da pena, com bom comportamento, e tem direito à progressão de regime penitenciário. Lula não fez o pedido e não quer aceitá-lo, mas é possível que seja obrigado a fazê-lo.


No caso, teria de cumprir algumas exigências legais, como conseguir um emprego fixo.

Postado por às 12:00



Ministro: donos de universidades terão que se virar



Dívidas


Weintraub disse aos donos de universidades privadas o que todos já deveriam ter dito. "Vocês têm que se virar", disse o ministro da educação sobre dívidas.


Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil


Folha de S. Paulo - Por Elio Gaspari


 


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse aos donos de universidades privadas que namoram um refresco para se livrar do calote que estimularam no Programa de Financiamento Estudantil (Fies) o que todos os ministros já deveriam ter dito: 


“O que o governo vai fazer por vocês? Nada. Vocês têm que se virar.”


Segundo o ministro, “o Fies foi um crime do ponto de vista financeiro.” Mais que isso: foi o mais audacioso e custoso lance da privataria. O Fies dava financiamento a quem tirava zero na prova de redação, aceitava fiadores de fancaria, produziu um mico de R$ 17 bilhões e enriqueceu empresários espertalhões, ou senis, que acreditavam no moto contínuo.


Esse desastre foi construído com a cumplicidade da burocracia do MEC. Como dizia o ministro Paulo Renato: “Há setores que você pode até entregar para as freiras carmelitas descalças, mas na segunda reunião elas chegam com bolsas Vuitton”.


Se Weintraub mantiver sua promessa, a turma que passou a inadimplência de seus fregueses para a Viúva e ajeitou suas contas fazendo doações a candidatos, oferecendo cursos a gente boa, y otras cositas más, ficará chupando dedo.


Quem puder, se vira, quem não puder, quebra. E bola ao centro.


De dia, coronel religioso. De noite, suspeito de estuprar crianças

Coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro é flagrado com criança de dois anos nua no seu carro

Coronel Pedro Chavarry foi preso em flagrante por estupro de vulnerável.DIVULGAÇÃO

MARÍA MARTÍN


O coronel da reserva da PM Pedro Chavarry Duarte, de 62 anos, estava, no sábado, dentro de um carro no estacionamento de uma lanchonete no bairro de Ramos, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), quando ouviu as sirenes de uma viatura se aproximarem. Tentou fugir, pois no interior do veiculo havia uma menina de dois anos nua, confirmando a denuncia anônima que os agentes tinham recebido. O coronel, que era o presidente da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Rio, quis subornar os policiais, mas acabou sendo preso sob suspeita de ter cometido estupro de vulnerável ­– crime que pode ser castigado com até 15 anos de prisão – e corrupção ativa – com pena de até 12 anos. Não era a primeira vez que Chavarry, homem que se declara profundamente religioso, via-se implicado em um caso que envolvesse crianças: em 1993, segundo O Globo, Chavarry foi preso por suspeita de tráfico de bebês, mas não foi condenado.

“Segunda-feira, eu resolvo tudo. Vamos acabar com essa ocorrência, entendeu? Eu resolvo tudo. Segunda-feira vai fazer sol. Está ventando hoje”, disse Chavarry a um dos policiais que o abordaram. Este, enquanto gravava a cena com o celular, responde que não está entendendo e o coronel prossegue: “Segunda-feira, eu resolvo tudo. Quero saber sua escala. Você vai me procurar e eu vou te procurar. Você e o seu parceiro. Tá certo? Fica atento para acabar com essa ocorrência, tá? Dentro das normas”.

A investigação aponta que várias testemunhas declararam que Chavarry costumava andar acompanhado de crianças. Durante a abordagem, uma mulher disse aos policiais que ele cuidava dessa menina de dois anos e de uma outra de 12. Outra mulher informou que ele pagava para sair com elas. Uma outra testemunha, que trabalha perto da lanchonete onde ele foi preso, declarou que já tinha visto o coronel acompanhado de meninas em outras ocasiões. Segundo o jornal O Dia, foi uma funcionária da lanchonete quem se alarmou quando entregou o lanche ao acusado no carro e viu a menina nua. “Ela voltou ao caixa assustada e falou com a gente. Disse que a menina estava nua, de pernas abertas, e que não foi a primeira vez que viu esse homem aqui. No outro dia, era um menino”, contou ao jornal outra funcionária.

A menina foi levada ao coronel por Thuanne Pimenta dos Santos, de 23 anos, que teve a prisão temporária decretada. O irmão dela é casado com uma tia da criança. A jovem, que fazia serviços de faxina para o coronel, não deixou claro o que ela fazia com a criança, enquanto a mãe dela trabalhava, nem por que a deixou nas mãos do militar. “Ela entrou em múltiplas contradições durante o depoimento, mas há indícios de que ela entregou a criança propositalmente ao coronel”, explica a delegada responsável pelo caso, Cristiana Bento. Thuanne também trabalhou para Chavarry distribuindo panfletos quando este resolveu se candidatar, sem sucesso, a deputado federal pelo Partido Social Liberal (PSL) em 2014.

A Polícia Civil investiga agora se há mais pessoas envolvidas e se o coronel pode formar parte de um esquema muito maior de tráfico de crianças. “Pense na quantidade de meninos e meninas que desaparecem todo ano. Temos que investigar a fundo, quem sabe se o caso não tem relação com alguns desses sumiços”, explica Bento.

Chavarry, formado em direito e com mais de quatro décadas na corporação, ocupava a presidência da Caixa Beneficente da PM, que dispõe de uma rede de benefícios de aposentadoria para os associados, há seis anos. Seu currículo contempla passagens pelos gabinetes de quatro comandantes-gerais, cargo como relações públicas da Polícia Militar ou membro da mesa diretora da irmandade de Nossa Senhora das Dores da PM. Nas publicações da instituição exalta-se a figura do seu presidente como gestor e homem estratégico, além de um homem religioso e de família. Num perfil, publicado pelo jornal da Caixa Beneficente pouco depois de ele assumir a presidência, Chavarry conta que deve todo o seu sucesso a Deus e aos companheiros de trabalho e lamenta não passar mais tempo com sua mulher e sua filha: “Após uma carreira de 37 anos, em que não tive Carnaval, Natal e Ano Novo, assumi uma empreitada dessa magnitude. Eu deveria estar aposentado e curtindo mais a minha família. Eles têm, infelizmente, ficado em segundo plano”.

Questionado sobre o que gosta de fazer nas horas vagas, ele responde determinado: “No meu tempo livre, eu tenho dedicação à Igreja Católica Apostólica Romana, onde costumo participar ativamente das atividades religiosas. Em outras ocasiões, costumo tirar alguns dias para viajar com a família e recuperar as forças”. Neste domingo, Chavarry não participou das liturgias que ele dizia frequentar. Está preso no Batalhão Especial Prisional (BEP) da PM, em Niterói.

Produtora que só existe no papel recebeu 240 mil reais da campanha de Bolsonaro

É na cidade de Petrolina, município pernambucano de 300 mil habitantes, às margens do Rio São Francisco, funciona o QG da produção de vídeos para a TV e redes sociais da candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

A informação é fornecida pela campanha do PSL na prestação de contas parcial que apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o documento, foram pagos R$ 240 mil para uma produtora local, cerca de 20% do total de gastos da campanha até agora. O nome da produtora é a Mosqueteiros Filmes Ltda. No local, no centro de Petrolina, a reportagem da Revista Época encontrou apenas uma casa vazia — uma placa anuncia que ela está à venda. O imóvel está sem uso há mais de dois anos, segundo os moradores do bairro. Quem atende o telefone exposto na fachada é Roberta Nogueira, confeiteira e dona do imóvel desde 2005. “Esse pessoal da Mosqueteiros alugou um escritório lá há muito, muito tempo. Já saíram há anos, nem lembro quantos. Não sei onde estão ou se ainda existem”, disse à reportagem por telefone. A atividade registrada pela empresa na Receita Federal é, de fato, a produção de filmes publicitários, ainda que não tenha sede, telefone ou site na internet para vender esse serviço. Criada em 2011, seus proprietários são Gabriel Salles — que à época tinha 18 anos — e sua mãe, Maria Dias.

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Para entender a Mosqueteiros Filmes na campanha de Bolsonaro, o melhor é concentrar a atenção em outra agência de comunicação instalada na cidade, a 9ideia — que tem sede em João Pessoa, capital da Paraíba. Seus quatro funcionários em Petrolina prestam serviços para a prefeitura da cidade. Eles dizem não ter envolvimento nenhum com a campanha do candidato do PSL. Mas o sócio da empresa tem. Ele é o publicitário Lucas Salles. Quem apresentou Lucas Salles a Jair Bolsonaro foi o coordenador político do pesselista no Nordeste, Julian Lemos, candidato a deputado federal e vice-presidente do PSL. Ainda na fase de pré-campanha, o publicitário se apresentava como consultor político e “marquetólogo” de Bolsonaro — ele e seu cliente não gostam do termo “marqueteiro”. Lucas Salles, sócio da 9ideia, é o pai de Gabriel e o marido de Maria Dias, os sócios da Mosqueteiros. Esses três moram em João Pessoa, a 800 quilômetros de Petrolina. Quando Época visitou a 9ideia, na capital paraibana, Lucas Salles e Maria Dias estavam na agência, um pequeno prédio de três andares localizado em uma esquina. O térreo é alugado por uma loja de bolsas, a agência ocupa os outros dois pisos.

A informação é da reportagem de Natália Portinari na Revista Época.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Bombeiros, policiais, socorristas do SAMU e enfermeiros não conseguiram segurar a emoção e a tristeza diante da morte do bebê


Cícero Antônio, socorrista do SAMU, não segurou as lágrimas diante do desfecho do caso - Foto: Reprodução/TV Jornal

Bebê de 8 meses que morreu degolada é enterrada nesta sexta-feira

"É uma situação terrível", diz sargento dos Bombeiros sobre bebê de 8 meses degolado

Delegado fala da prisão do homem suspeito de matar sobrinha degolada

Integrantes das equipes policiais e de socorro que participaram da ocorrência no caso da criança morta em Altinho, no Agreste de Pernambuco, não conseguiram segurar a emoção diante do desfecho da situação. A criança foi encontrada degolada e com partes do corpo dilaceradas dentro de um banheiro. O tio da criança, uma menina de apenas 8 meses de vida, foi autuado em flagrante. 

"Me tocou demais. Principalmente eu, que sou pai, tenho uma menina também. Aí nessa hora foi uma situação muito difícil", desabafou Cícero Antônio, socorrista do SAMU que, comovido pelo caso, chorou ao lado de uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. 

A técnica em Enfermagem Rozeane Silva disse que, durante os 12 anos em que atua na profissão, nunca se deparou com uma situação parecida com a que presenciou nessa quinta-feira (26): "Me emocionei muito quando fiquei sabendo que a criança estava em óbito". 

Ainda bastante abalado com a cena que viu, o Sargento Lindomar Rodrigues, do Corpo de Bombeiros, resumiu a situação com uma palavra: "Terrível!".  Confira na reportagem exibida pelo Bronca 24 Horas desta sexta-feira (27). 

O caso

A criança de 8 meses foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (26)

Reprodução/TV Jornal

Equipes de várias forças de segurança participaram da ocorrência na manhã dessa quinta depois de receber o chamado. O tio estava trancado dentro do banheiro da casa de familiares desde a noite de quarta-feira (25) e, segundo investiga a polícia, a criança pode ter sido morta ainda na quarta.

Por volta do meio-dia, policiais entraram no banheiro e encontraram a criança já sem vida, degolada e com partes do corpo dilaceradas. O suspeito foi autuado em flagrante.

Rodrigo Janot diz que chegou a ir armado ao STF para matar Gilmar Mendes

O ex-procurador-geral da República revelou detalhes de seu embate com Gilmar Mendes em entrevistas a VEJA e ao jornal O Estado de S. Paulo

Por Da Redação



Rodrigo Janot sobre Gilmar Mendes: "Ia matar ele e depois me suicidar" (Adriano Machado/Reuters)

São Paulo — Um dos episódios mais tensos da história recente do Brasil foi revelado hoje pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Em entrevistas a VEJA e ao jornal O Estado de S. Paulo ele contou que, em 2017, sua relação com Gilmar Mendes tornou-se tão conflituosa que ele chegou a ir armado ao Supremo Tribunal Federal para matar o ministro.

“Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele e depois me suicidar”, disse Janot ao Estadão. O conflito atingiu a temperatura máxima quando Janot tentou impedir Gilmar de atuar num processo envolvendo o empresário Eike Batista. Janot alegou que Gilmar estava impedido de julgar o caso porque sua esposa, Guiomar Mendes, trabalhava no escritório de advocacia que defendia Eike.

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Em seguida, surgiram notícias que acusavam a filha de Janot de ser advogada de empresas envolvidas na Lava-Jato. O ex-procurador-geral acusa Gilmar de ter inventado essa história. O fato o teria deixado tão abalado que ele planejou matar Gilmar em pleno STF. Os dois chegaram a se encontrar na antessala do Tribunal. Janot diz que foi “a mão de Deus” que o impediu de puxar o gatilho.

O ex-procurador-geral da República conta parte dessa história no livro Nada Menos que Tudo, dos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, que será lançado na próxima semana pela editora Planeta. Além disso, o episódio é tema da reportagem de capa da revista VEJA desta semana.

Sem licença para matar, Moro sofre sua pior derrota




Moro sofre sua pior derrota: queria fazer do sangue dos negros panfleto político, mas perdeu por 9 x 5.


Congresso brasileiro recusa a Moro a ‘licença para matar’. Excludente de ilicitude foi rejeitado.

Sua bandeira política de extermínio de negros e pobres foi arrancada do mastro.

Ele bem que tentou.

No dia do Assassinato de Ágatha, correu para o twitter dizendo que sentia muito a morte da criança, mas isso não era motivo para parar de matar crianças como Ágatha.

Moro investia seu futuro político no martírio dos pobres, das crianças vítimas da violência do Estado-milícia que elegeu Bolsonaro e Witzel.

O cacique da Lava Jato construiu toda uma narrativa para regulamentar o assassinato de negros e pobres nas favelas e periferias do Brasil, de olho nos votos das classes média e alta que sonham com um Estado pé de ferro contra qualquer sombra de cidadania que respeite a integridade das camadas mais pobres da população.

Moro, apostando que a safra de sangue seria farta, esculpiu um projeto que induzia agentes do Estado a cometer crimes dos mais variados em nome do combate ao crime. Na verdade, é um plágio da própria Lava Jato que, durante cinco anos, agiu de forma corrupta no combate à corrupção, como revelado pelo Intercept.

O fato é que o Congresso arrancou as luzes do teatro que levaria Moro ao Olimpo grego. O “lendário” juiz da Lava Jato está bichado e a decadência política é seu único caminho.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

Parentes de suspeito de degolar sobrinha dizem que ele teve surto

Erick Ramon Matias, de 25 anos, tomava remédios controlados e, segundo a madrinha da vítima, ficou descontrolado porque estava há quatro dias sem tomar uma medicação

Por: Redação OP9

Crime foi cometido no Sítio Taquara, na zona rural de Altinho. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Pequena Ágatha Lorena Marques de Jesus, de apenas nove meses. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Pedaço de cerâmica utilizada pelo suspeito para cometer o crime. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Suspeito de cometer o crime, Erick Ramon Matias Ferreira, de 25 anos, foi cercado e espancado pela comunidade revoltada com o assassinato. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Delegado Eduardo Sunaga é o responsável pelas investigações sobre o caso. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Crime foi cometido no Sítio Taquara, na zona rural de Altinho. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Pequena Ágatha Lorena Marques de Jesus, de apenas nove meses. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Pedaço de cerâmica utilizada pelo suspeito para cometer o crime. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Suspeito de cometer o crime, Erick Ramon Matias Ferreira, de 25 anos, foi cercado e espancado pela comunidade revoltada com o assassinato. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Delegado Eduardo Sunaga é o responsável pelas investigações sobre o caso. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

Crime foi cometido no Sítio Taquara, na zona rural de Altinho. Foto: Blog do Adielson Galvão/Reprodução

A madrinha da bebê de nove meses que foi degolada com um pedaço de cerâmica pelo próprio tio em Altinho, no Agreste pernambucano, afirmou que o suspeito de cometer o crime teve um surto após ficar quatro dias sem tomar um remédio de uso controlado. Testemunha da agonia da família da vítima, ela disse que Erick Ramon Matias Ferreira, de 25 anos, sofre de depressão crônica e ficou descontrolado quando ficou sem dinheiro para comprar a medicação.

Em entrevista ao portal Caruaru no Face, a madrinha da criança, que se identificou apenas como Wedja, disse que Erick estava “perturbado” com a suposta falta do remédio obrigatório. “Ele toma remédio controlado e tem problema na cabeça. Sofre de depressão. Aí faltou um medicamento dele. Quando falta, ele surta. Só que ele tenta se matar. Aí esse remédio faltou quatro dias porque a gente estava sem condições de comprar”, lamentou ela, sem citar o nome da medicação.

De acordo com policias militares que participaram da ocorrência, Ágatha Lorena Marques de Jesus foi mantida refém de Erick durante mais de 12 horas desde a madrugada desta quinta-feira (26) em uma casa no distrito de Taquara, na zona rural de Altinho. Apesar dos apelos da família, ele trancou-se no banheiro com a garota e, durante uma negociação, a PM conseguiu entrar no cômodo, mas a criança já estava morta com cortes profundos no corpo.

Mauricéia Matias Ferreira, avó de Ágatha, confirmou que Erick sofria de transtornos mentais e tomava remédios, mas disse desconhecer a versão  apresentada pela madrinha da vítima sobre a medicação que estaria em falta há quatro dias. “Há um ano, ele já vivia foragido e não tomava mais medicamento.  A gente não tinha mais contato com ele. Quando ele apareceu, que o encontrei (trancado) no banheiro, ele disse que não ia abrir a porta porque tinha uma missão”, contou, transtornada, a avó da menina.

O delegado responsável pelo caso, Eduardo Sunaga, informou que ainda não há elementos para concluir que ele tenha problemas mentais. “No depoimento, ele diz que não lembra o que aconteceu. Provavelmente, estava sob efeito de drogas, mas nada explica essa monstruosidade”.

Levado até Caruaru por motivos de segurança, Erick foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e será encaminhado nesta sexta-feira (26) a uma audiência de custódia no fórum da cidade.