Em dois dias, o Instituto Biota de Conservação registrou a morte de três golfinhos em praias de Maceió: um em Cruz das Almas, um na região do Porto e outro na Praia de Garça Torta. De acordo com o biólogo bruno Stefanis, um dos animais foi achado na segunda-feira (28) ainda com vida, mas não resistiu e morreu depois de ser resgatado.
Na tarde desta terça-feira (29) o terceiro animal foi achado por moradores da Garça Torta, que gravaram um vídeo e divulgaram nas redes sociais. (Assista acima)
Os animais estão sendo levados para o campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Viçosa, na Zona da Mata de Alagoas, onde está localizado o prédio de Medicina Veterinária. Lá será realizada a necropsia para tentar descobrir as causas das mortes.
Foram três golfinhos mortos que apareceram nas praias de Maceió nos últimos dois dias. Foto: Biota
Golfinho chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu e morreu. Foto: Biota
Técnicos do Biota tentaram salvar a vida do golfinho, mas ele morreu depois de ser resgatado. Foto: Biota
Necropsia será realizada no campus da Ufal de Viçosa, onde as causas da morte serão investigadas. Foto: Biota
Foram três golfinhos mortos que apareceram nas praias de Maceió nos últimos dois dias. Foto: Biota
Golfinho chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu e morreu. Foto: Biota
Técnicos do Biota tentaram salvar a vida do golfinho, mas ele morreu depois de ser resgatado. Foto: Biota
Necropsia será realizada no campus da Ufal de Viçosa, onde as causas da morte serão investigadas. Foto: Biota
Foram três golfinhos mortos que apareceram nas praias de Maceió nos últimos dois dias. Foto: Biota
A partir desta quarta-feira (30/10), maior empresa de transporte por aplicativo começa a oferecer o serviço no município
"Para onde você quiser ir é só pedir Uber em Garanhuns", é assim que a UBER está informando seus usuários através de e-mail de que vai começar a oferecer o serviço no município. Outras empresas já estão em operação, mas com a UBER a demanda e quantidade de veículos promete deslanchar.
"A partir de amanhã (30/ 10) às 14h, você pode contar com a economia, a rapidez e a praticidade da Uber em Garanhuns. Basta abrir o seu aplicativo e solicitar uma viagem sempre que precisar." _ diz a empresa aos seus clientes.
Na verdade, diante do crescimento da oferta deste serviço, Garanhuns se torna uma das últimas de cidades de médio porte a contar com a UBER no interior de Pernambuco, e contando até Alagoas. É um serviço mais barato, confiável e que já tem um público cativo, inclusive turistas que chegam a Garanhuns e já utilizam o transporte por aplicativo em suas cidades de origem. Além de gerar mais postos de trabalho alternativo, em momentos de crise na geração de empregos.
O início do UBER foi complicado, principalmente pela falta de legislação clara e conflito com taxistas, entretanto, na atualidade, já é uma realidade presente nas principais cidades do Brasil, inclusive com pontos em aeroportos e rodoviárias, próximo a hotéis e até patrocinando grandes eventos, a exemplo do carnaval de Olinda.
Bolsonaro fez uma live totalmente descontrolado. Repetiu várias vezes que a Globo quer ver um de seus filhos presos. Mas a reportagem sobre o caso Marielle, feita pelo Jornal Nacional, não citou ninguém de sua família.
Em 24h, o homem havia descansado apenas 3h30; o veículo transportava 15 toneladas de cenoura Um motorista de caminhão que transportava 15 toneladas de cenoura foi autuado nesta terça-feira (29) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por desrespeitar a Lei do Descanso do Motorista, em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.
O homem havia descansado apenas 3h30 nas últimas 24h, quando deveria ter descansado no mínimo 11 horas. Durante a abordagem no quilômetro 405 da rodovia, os policiais verificaram o tacógrafo e constataram a irregularidade.
O equipamento registra os limites de velocidade, distâncias percorridas, tempo de movimento e parada do veículo. O condutor foi autuado com uma multa no valor de R$130,16 e o veículo foi retido para cumprimento do tempo de descanso necessário.
Bolsonaro baba de ódio e ameaça cassar concessão da Globo após acusação sobre elo com morte de Marielle
Tomado pelo ódio, Bolsonaro fez sua live mais raivosa e desesperada até aqui. Suando, hesitando e gritando, o presidente partiu para cima da TV Globo com uma virulência jamais vista, depois que o jornal o ligou à execução de Marielle Franco. Bolsonaro ameaçou mais uma vez cassar a concessão da emissora e disse: “Vocês são canalhas, patifes e querem acabar com o Brasil”
247 - Tomado pelo ódio, Bolsonaro fez sua live mais raivosa e desesperada até aqui. Suando, hesitando e gritando, o presidente partiu para cima da TV Globo com uma virulência jamais vista, depois que o jornal o ligou à execução de Marielle Franco. Bolsonaro ameaçou mais uma vez cassar a concessão da emissora e disse: “Vocês são canalhas, patifes e querem acabar com o Brasil”
Acusando um descontrole emocional ainda não conhecido dos brasileiros, Jair Bolsonaro abriu fogo contra a Rede Globo. A sequência de insultos à emissora é sem precedentes. Ele disse: “Estou no meu limite com vocês!”
Ele ainda disse: "por que esta patifaria por parte de vocês? Deixem eu governar o Brasil. Vocês perderam. Se o processo da renovação da concessão de vocês não estiver limpo, não terá concessão nenhuma. Vocês o tempo todo infernizam a minha vida, porra!!!"
A sequência de frases, um tanto desconexas pelo estado emocional do presidente, é:
- Um jornalismo podre da TV Globo. Vocês não prestam!
- Patifes, canalhas da TV Globo”
- Eu não tinha motivo nenhum pra matar quem quer que seja no Rio de Janeiro.
- Vocês não têm juízo, TV Globo!
- Vocês querem acabar com o Brasil!
- Se o processo da renovação da concessão de vocês não estiver limpo, não terá concessão nenhuma.
- Vocês o tempo todo infernizam a minha vida, porra!!!
- Vocês não têm vergonha na cara.
- Querem empurrar a Marielle Franco para cima de mim!
'Vocês são canalhas, patifes. Não são patriotas', esbraveja Bolsonaro em resposta à reportagem da Globo
Nesta terça-feira (29), o Jornal Nacional divulgou que um dos suspeitos da morte de Marielle Franco se reuniu com outro no condomínio de Jair Bolsonaro (PSL) antes do crime e, ao entrar, alegou que ia para a casa do presidente
JC Online e Estadão Conteúdo
Em live, o presidente fez uma série de críticas à emissora Reprodução de vídeo
Vocês são canalhas, patifes. Não são patriotas", esbravejou Bolsonaro em um dos trechos da live, a partir de Riad, na Arábia Saudita, onde encerra o giro pela Ásia e Oriente Médio.
No momento de pico, a transmissão, que durou pouco 23 minutos, estava sendo acompanhada
"Fazem a narrativa da reportagem que eu teria sido um dos mentores da morte da vereadora Marielle franco. A Globo diz que minha digital estava em Brasilia, não nega, mas sempre deixa a suspeita no outro lado da ponta", afirmou Bolsonaro.
O chefe da Nação também acusou a Globo de perseguir sua família. "Globo, vocês não prestam, vocês esculhambam minha família 24 horas por dia. É uma canalhice que vocês fazem".
"TV Globo, vocês não têm juízo. Parem de trair o Brasil. Acabou a mamata. Não tem dinheiro público para vocês. Acabou a teta. Eu aguento a porrada, mas fico revoltado quando pegam filhos meus, parentes meus, pessoas que estão ao meu lado. Isso é uma patifaria, TV Globo. Eu não deveria perder a linha, sou presidente, mas confesso que estou no limite com vocês. Se o Brasil der errado, todo mundo vai para o espaço".
Em meio aos protestos que ocorrem em países da América do Sul, Bolsonaro também insinuou que a Globo quer inflamar a população contra ele.
"Será que a Globo quer criar um fato, uma narrativa de que o povo deveria ir às rua para eu me afastar?", questionou.
Sobre a renovação da concessão da emissora, o mandatário disse que não haverá perseguição. "Por que TV Globo e revista Época, essa patifaria? É uma coisa que não dá para definir. Deixe eu governar o Brasil. Vocês perderam. Vocês vão renovar a concessão em 2022, não vou persegui-los, mas se o processo não estiver limpo, não haverá processo de renovação", afirmou.
O presidente também afirmou que resistirá. "Nós vamos resistir. A verdade está do meu lado. Eu quero servir a minha pátria como presidente da República".
No Twitter, ele publicou uma montagem onde a marca da Rede Globo aparece como um esgoto.
Acusação a Witzel
Na mesma transmissão onde fez uma série de críticas à reportagem da Rede Globo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acusou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de ter divulgado as informações do caso Marielle Franco para a emissora.
"Senhor Witzel, o senhor só se elegeu governador porque ficou o tempo todo colado ao meu filho Flávio. Ao chegar à presidência (sic), a primeira coisa que fez foi se tornar inimigo dele. Por que? Para concorrer à eleição presidencial em 2022, mas, para chegar lá, ao que tudo indica, tem que destruir a família Bolsonaro, destruindo o que temos de mais sagrado, que é a nossa conduta de combate à corrupção, de honestidade", disse o presidente.
Bolsonaro nega que tenha motivo para matar alguém
O presidente Jair Bolsonaro(PSL) também afirmou que não deve nada a ninguém e que "não tinha motivo nenhum para matar quem quer que seja no Rio de Janeiro". Bolsonaro usou a live para responder à reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, veiculada pouco antes, que afirmou que um suspeito da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) visitou o condomínio onde ele mora no Rio no dia do crime. "Nós vamos resistir, a verdade está ao meu lado", afirmou o presidente.
Ainda na live, realizada em Riad, na Arábia Saudita, onde está em viagem oficial, Bolsonaro atacou o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). O presidente acusou o antigo aliado de ter vazado o inquérito sobre Marielle, que "está em segredo de Justiça". Bolsonaro acusou o governador do Rio de querer "destruir" a sua família para "chegar à Presidência da República". "Por que essa sede pelo poder, senhor governador Witzel?", questionou.
Durante toda a transmissão, realizada durante a madrugada saudita, Bolsonaro mostrou-se bastante irritado, falou em tom exaltado e conteve o choro ao menos uma vez. Ele disse estar à disposição para falar com a polícia na investigação sobre a morte de Marielle. "Eu gostaria muito de falar neste processo, conversar com esse delegado", disse. Bolsonaro afirmou que, "pelo que tudo indica", o processo sobre a morte de Marielle está "bichado" e pediu ao Conselho Nacional do Ministério Público que "supervisione o processo".
Repercussão no Twitter
Logo após o Jornal Nacional divulgar que um dos suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco, em março de 2018, no Rio de Janeiro, se reuniu com outro no condomínio de Bolsonaro, o Twitter ficou em polvorosa com acusações, ataques e memes. Todos queriam saber quem, de fato, teria atendido o interfone da casa 58, onde reside Jair Bolsonaro. Às 23h50 desta terça-feira (29), #QuemEstavaNaCasa58 estava entre os assuntos mais comentados da rede social, com 38,9 mil menções, reunindo tuítes de críticos do presidente.
Entenda o caso
Registros da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, no Rio, onde mora o presidente Jair Bolsonaro, apontam que Élcio de Queiroz, um dos suspeitos de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, entrou no local no dia do assassinato, em 14 de março de 2018, dizendo que iria para a casa do então deputado. A informação foi veiculada pelo Jornal Nacional, da TV Globo. Os registros de presença da Câmara dos Deputados, no entanto, mostram que Bolsonaro estava em Brasília e que postou vídeos no Legislativo no mesmo dia.
Como houve citação ao nome do presidente, a lei obriga o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisar a situação, afirma a reportagem do JN.
No mesmo condomínio, mora o principal suspeito de matar Marielle, Ronnie Lessa. De acordo com a reportagem, no dia do crime, o porteiro escreveu às 17h10 o nome do suposto visitante, Élcio, os dados do automóvel que ele dirigia - um Logan, placa AGH-8202 - e a residência para a qual ele iria, a de número 58. Élcio é apontado pela polícia como o motorista do carro usado no crime. A casa 58 do condomínio consta como sendo a de Bolsonaro no registro geral de imóveis. O presidente também é proprietário da casa 36, onde mora um dos filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL).
Segundo a reportagem, o porteiro contou à polícia que depois que Élcio se identificou, interfonou para casa 58 para confirmar se o visitante tinha autorização para entrar e que identificou a voz de quem atendeu como sendo a do "seu Jair".
Segundo o teor das declarações do porteiro à polícia apuradas pela reportagem, ele acompanhou a movimentação do carro de Élcio após a entrada e notou que o visitante se dirigiu à casa 66 - e não à 58 - do condomínio, onde morava Ronnie Lessa, apontado pelo Ministério Público e polícia como autor dos disparos contra Marielle. "Fontes disseram à equipe de reportagem que os dois criminosos saíram do condomínio dentro do carro de Ronnie Lessa, minutos depois da chegada de Élcio, e embarcaram no carro usado no crime nas proximidades do condomínio", diz a reportagem da Globo.
Segundo o JN, a polícia tenta recuperar arquivos de áudio da guarita do condomínio, cujo interfone é monitorado, para saber com quem, de fato, o porteiro conversou naquele dia e quem estava na casa 58.
Com a citação pelo porteiro do nome do presidente, representantes do Ministério Público do Rio foram a Brasília no último dia 17 para fazer consulta ao presidente do STF, Dias Toffoli. Eles questionaram se podem continuar com investigações, uma vez que o nome de Bolsonaro foi mencionado. Toffoli ainda não respondeu.
O advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, contestou o depoimento. Ele ressaltou que o presidente estava em Brasília no dia do assassinato de Marielle e disse que o depoimento do porteiro é uma "mentira", feita para atacar a imagem e a reputação do presidente.
"Afirmo com absoluta certeza que é uma mentira, fraude, farsa para atacar imagem e reputação do presidente", disse Wassef ao JN. "O presidente não conhece o Élcio."
"Talvez, esse indivíduo tenha ido à casa de outra pessoa e, alguém, com intuito de incriminar o presidente, conseguiu um depoimento falso onde essa pessoa afirma que falou com Jair", declarou o advogado à Globo.
Quarta-feira, 30 de outubro de 2019. Hoje é Dia de São Geraldo, do Balconista, do Atendente e Ginecologista. Vivemos a Primavera brasileira.
Na história:
Em 1922, Mussolini tornava-se o Primeiro Ministro da Itália.
Em 1969, o general Emílio Garrastazu Médici tomava posse na Presidência da República, iniciando o período mais duro da Ditadura Militar.
Em 1987, Nelson Piquet conquistava o Tricampeonato Mundial de Fórmula 1.
Em 1988, Ayrton Senna conquistava no Japão, por antecipação, o primeiro Campeonato Mundial de Fórmula 1.
Em 2016, Raquel Lyra era eleita a primeira prefeita de Caruaru com 93.803 votos (53,15%) contra Tony Gel, que teve 82.679 votos (46,85%). Caruaru teve 2º turno pela primeira vez.
Em 2016, rebelião na Funase de Caruaru deixava sete adolescentes mortos, sendo seis carbonizados e um decapitado.
Por Arthur Guimarães, Felipe Freire, Leslie Leitão, Marco Antônio Martins e Tyndaro Menezes, Jornal Nacional e G1 Rio
Caso Marielle: suspeito entrou em condomínio alegando ir à casa de Bolsonaro, diz porteiro
O Jornal Nacional teve acesso, com exclusividade, a registros da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, onde mora o principal suspeito de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, Ronnie Lessa – é o mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa.
O porteiro contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, entrou no condomínio e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Mas os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília no dia.
Como houve citação ao nome do presidente, a lei obriga o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a situação.
No dia do crime, o porteiro trabalhava na guarita que controla os acessos ao condomínio. Às 17h10 da data do crime, ele escreve no livro de visitantes o nome de quem entra, Élcio, o carro, um Logan, a placa, AGH 8202, e a casa que o visitante iria, a de número 58.
O Jornal Nacional apurou o teor de suas declarações. O porteiro contou que, depois que Élcio se identificou na portaria e disse que iria pra casa 58, ligou para a casa 58 para confirmar se o visitante tinha autorização para entrar.
Disse também que identificou a voz de quem atendeu como sendo a do "Seu Jair" – ele confirmou isso nos dois depoimentos.
No registro geral de imóveis, consta que a casa 58 pertence a Jair Messias Bolsonaro. O presidente também é dono da casa 36, onde vive um dos filhos dele, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSL).
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos em março deste ano, um ano após o crime — Foto: Reprodução/TV Globo
O porteiro explicou que, depois que Élcio entrou, ele acompanhou a movimentação do carro pelas câmeras de segurança e viu que o carro tinha ido para a casa 66 do condomínio. A casa 66 era onde morava Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle e Anderson.
Lessa é apontado pelo Ministério Público e pela Delegacia de Homicídios como autor dos disparos.
O porteiro disse, em depoimento, que ligou de novo para a casa 58, e que o homem identificado por ele como "Seu Jair" teria dito que sabia para onde Élcio estava indo.
Contradição no depoimento
O Jornal Nacional pesquisou os registros da Câmara e encontrou uma contradição no depoimento do porteiro. Jair Bolsonaro estava em Brasília nesse dia, como mostram os registros de presença em duas votações no plenário: às 14h e às 20h30. Portanto, ele não poderia estar no Rio.
No mesmo dia, Bolsonaro também postou vídeos nas redes sociais do lado de fora e dentro do gabinete em Brasília.
Fontes disseram à equipe de reportagem que os dois criminosos saíram do condomínio dentro do carro de Ronnie Lessa, minutos depois da chegada de Élcio, e embarcaram no carro usado no crime nas proximidades do condomínio.
Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos em 14 de março de 2018 — Foto: Reprodução/JN
Áudio do interfone investigado
O Jornal Nacional apurou que a guarita do condomínio tem equipamentos que gravam as conversas pelo interfone. Os investigadores estão recuperando os arquivos de áudio para saber com quem, de fato, o porteiro conversou naquele dia e quem estava na casa 58.
A polícia prendeu os dois suspeitos de matar Marielle e Anderson no dia 12 de março deste ano.
Lessa é sargento aposentado da Polícia Militar e foi preso quando tentava fugir de casa, no Condomínio Vivendas da Barra.
Élcio de Queiroz é ex-policial militar e foi expulso da PM em 2015 por envolvimento com a contravenção.
Ministério Público foi ao STF
O Jornal Nacional apurou que, depois de saber das informações envolvendo a casa do presidente Jair Bolsonaro nas investigações, representantes do Ministério Público do Rio foram até Brasília em 17 de outubro para fazer um consulta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, o minisitro Dias Toffoli.
Sem avisar o juiz do caso aqui no Rio, eles questionaram se podem continuar a investigação depois que apareceu o nome do presidente Jair Bolsonaro. Dias Toffoli ainda não respondeu.
A polícia está chamando novamente as ex-funcionárias e pessoas próximas de Marielle para novos depoimentos.
A polícia chegou até o homem apontado como o assassino por uma denúncia anônima, feita em outubro, sete meses depois do início da investigação, e que revelou o nome de um dos suspeitos e o local de onde o carro partiu, na Barra da Tijuca.
O que dizem os citados
O advogado do presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, contestou o depoimento do porteiro e afirmou que seria uma tentativa de atacar a imagem do presidente.
"Eu nego isso. Isso é uma mentira. Deve ser um erro de digitação, alguma coisa. O Jair Bolsonaro, no dia 14 de março de 2018, encontrava-se em Brasília, na Câmara dos Deputados, inclusive existe o registro de entrada dele lá, com o dedo, e todas as demais provas. Eu afirmo com absoluta certeza e desafio qualquer um no Brasil a provar o contrário. Isso é uma mentira, isso é uma fraude, isso é uma farsa para atacar a imagem e a reputação do presidente da República. E é o caso de uma investigação por esse falso testemunho em que qualquer pessoa tenha afirmado que essa pessoa foi procurar Jair Bolsonaro. Talvez, esse indivíduo tenha ido na casa de outra pessoa, e alguém, com intuito de incriminar o presidente da República, conseguiu um depoimento falso, onde essa pessoa afirma que falou com Jair Bolsonaro. O presidente não conhece a pessoa de Élcio, e essa pessoa não conhece o presidente. Isso é uma mentira e uma farsa", disse Wassef.
O Ministério Público do Rio afirmou que as investigações estão a cargo da Delegacia de Homicídios, que é subordinada à Secretaria de Polícia Civil, e que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acompanha o caso.
A Polícia Civil disse que a Delegacia de Homicídios investiga o caso junto com o Grupo de Atuação Especial do Ministério Público.
As defesas de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz não responderam às tentativas de contato.
O Jornal Nacional entrou em contato com a assessoria do ministro Dias Toffoli. Até a última atualização desta reportagem, o presidente do STF não havia se pronunciado.