segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Supremo está a três votos de liberar consumo e porte de drogas no Brasil
Vazamento da prova do Enem “aparentemente” foi em PE
Câmara Federal paga advogados de deputados do PSL
No Recife, Rodrigo Maia diz que equipe econômica de Bolsonaro está cheia de professor de Deus

O presidente da Câmara dos Deputados criticou a equipe econômica de Bolsonaro, na homenagem que recebeu nesta segunda-feira, no Recife.
O deputado federal citou como exemplo um representante do ministério da Economia, em uma reunião sobre a portaria do etanol, que ficava derrubando tudo que ele dizia.
Rodrigo Maia está sendo homenageado por representantes do setor canavieiro, durante um almoço no Restaurante Arcádia, em Boa Viagem.
O gesto de agradecimento ao parlamentar, organizado pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (Novabio), se estende à bancada nordestina na Câmara dos Deputados, pela articulação para minimizar efeitos de uma portaria que aumentou em R$ 150 milhões a cota de importação anual do etanol sem a incidência de impostos, medida que, caso vigorasse para o período de safra (conforme previsto no texto original), causaria danos aos produtores nordestinos de cana-de-açúcar.
Visita a Jaboatão e pleito em favor dos municípios brasileiros
O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, esteve reunido, na manhã desta segunda-feira (4), com o prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, durante visita ao complexo administrativo da prefeitura, no bairro de Jardim Jordão.
O gestor municipal sugeriu ao parlamentar incluir no Projeto de Lei 8518/17 – que altera a Lei Geral das Antenas (13.116/15) e prevê a possibilidade de emissão de licenças municipais para instalação de antenas em um prazo de até 60 dias – a exigência de contrapartidas sociais das operadoras às cidades pela utilização de áreas públicas para instalação desses equipamentos.
O prefeito Anderson Ferreira citou um estudo que aponta previsão de investimentos de cerca de R$ 40 bilhões para instalação de antenas 5G, tecnologia de alto nível que exige a instalação de pontos de transmissão de menor porte a cada 500 metros.
“Fiz um apelo não somente por Jaboatão, mas por todos os municípios brasileiros, principalmente os mais carentes, que poderão ser imensamente beneficiados com as mudanças que estamos propondo para esse projeto de lei. É preciso regularizar as antenas existentes antes que novas venham a ser instaladas, e, principalmente, que o texto, ao tornar-se lei, exija o cumprimento de contrapartidas aos municípios. Essa compensação viria na forma de serviços à população, como pontos de acesso wi-fi gratuitos em espaços públicos, fornecimento de internet para postos de saúde, escolas e equipamentos de segurança, entre tantos outros. O acesso à internet é, sem dúvida alguma, uma das mais importantes ferramentas de inclusão social”, assinalou o prefeito.
Rodrigo Maia elogiou as instalações do complexo administrativo da prefeitura e ressaltou os ganhos para a administração pública ao unir em um único espaço servidores das oito secretarias municipais.
Maia disse ao prefeito Anderson Ferreira que levará o pleito ao Congresso Nacional.
“É uma sugestão importante feita pelo prefeito e que pode vir a beneficiar municípios de todo o País. Iremos levar a demanda para Brasília para que possa ser incluída nos debates”, afirmou o congressista.
RN - Dor e silêncio no enterro de jovem de 18 anos que seria alvo errado de assassinos

A manhã de domingo foi de tristeza, luto e silêncio em Jaçanã, a 147 quilômetros de Natal. O corpo de Monaísa dos Santos Silva, 18 anos, foi sepultado no cemitério do município no início da manhã. Moradores estão marcados por tanta violência em uma cidade de pouco mais de 7 mil habitantes
Segundo amigos da Monaísa, ela era uma garota alegre e extrovertida. Na noite de sexta-feira (1º) ela saiu de casa e passou na residência de uma colega chamando para ir ao espetinho. A amiga e o irmão adolescentes foram junto com a jovem.
De acordo com testemunhas, logo que os três chegaram uma mulher conhecida no município como Calango, também chegou na lanchonete. Os criminosos em moto vieram em seguida já atirando.
Os amigos da vítima acreditam que ela tenha sido morta por engano. Na cidade, o silêncio impera e a população está assustada. De acordo com a polícia, foram três mortes com características de execução em menos de 60 dias. Em setembro o médico Cícero Edvaldo Nogueira Carvalho, 40 anos, e a empresária Oleciandra da Silva, 43 anos, foram mortos dentro de uma academia de propriedade de Oleciandra.

PSB tem um projeto de poder em PE até 2038 com Geraldo Julio e João Campos, diz Mendonça

Potencial candidato à Prefeitura do Recife, o ex-governador e ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) comentou, nesta segunda-feira (4), sobre a articulação da oposição para a eleição do ano que vem e aproveitou para disparar contra as lideranças do PSB. Segundo o demista, os socialistas têm um “projeto de poder até 2038” e que passa, segundo ele, pelo prefeito da capital, Geraldo Julio (PSB), e pelo deputado federal João Campos (PSB).
“A gente vai enfrentar mais uma vez a máquina do PSB, que tem um projeto de poder até 2038. É o projeto de poder ‘Geraldo Julio’. Eleger João Campos (prefeito) em 2020 até 2028. Eleger Geraldo Julio (governador) em 2022 até 2030. E depois eleger João Campos (governador) em 2030 até 2038”, disse Mendonça.
Homem relata incômodo após banho de mar: ‘Queimando muito’
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Um turista de Minas Gerais, de 38 anos, ficou com manchas no corpo após tomar um banho de mar na manhã do último sábado (2), na Praia de Corurupe, em Ilhéus, no sul da Bahia. A Vigilância em Saúde Ambiental do município investiga se há relação do problema com as manchas de óleo que atingem o litoral do Nordeste.Em entrevista ao Portal G1, Anderson Gabriel contou que caminhava sozinho na praia quando decidiu tomar um banho de mar. O turista conta que ficou dentro da água por cerca de 40 minutos e saiu quando o corpo começou a arder.
"Eu estava fazendo uma caminhada na areia. Aí na hora que eu fui tomar um banho de mar, fiquei uns 40 minutos dentro da água, o meu corpo começou a coçar e queimar e eu saí da água. Na praia eu não vi óleo, mas quando eu cheguei em casa que eu fui tomar banho, começou a sair uma água escura [do corpo] e a bucha ficou muito oleosa", lembrou Anderson.O turista informou que foi até uma unidade médica no sábado e neste domingo (3), quando foi medicado. Anderson planeja procurar um dermatologista já que o corpo continua ardendo.
"Eu estou me coçando muito. Essas manchas ardem. Tem algumas na parte da frente do meu corpo, mas é nas costas que doem mais. Vou procurar um dermatologista para fazer um exame mais específico, porque o médico que eu fui me medicou para parar de arder", contou.Segundo informações do coordenador da vigilância do município, Gleidson Souza, o turista fez exames, que estão sob análise em Salvador, e é acompanhado diariamente pelo órgão. O caso é tratado como isolado, já que outras pessoas tomaram banho na mesma praia e não tiveram reações.
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"É um caso suspeito de intoxicação pelo óleo. Amanhã [segunda-feira] vamos encaminhá-lo para um dermatologista, mas até então é um caso isolado. Várias pessoas tomaram banho e não tiveram reações", disse o coordenador.
"Pode ser que seja também queimaduras por água-viva, que é normal na região, mas que nunca vimos em um grau de intensidade como está no corpo dele. Não é coisa normal, pode ser uma reação individual do corpo dele com as manchas de óleo", concluiu.
"Esse caso aconteceu na segunda-feira (28). Ela [voluntária] nos procurou sentindo dor de cabeça, náuseas, irritação no olhos e dores do estômago. Ela foi atendida conforme o protocolo medico e recebeu alta", contou.
Enquanto as investigações buscam identificar a origem do problema, a orientação da Vigilância à população é evitar o contato com o óleo, porque existem sintomas pelo contato dermatológico, por inalação e ingestão. Diante disso, recomenda-se a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) orienta para o caso de entrar em contato com o óleo, a população deve tomar cuidado ao retirar o produto. Se houver reação alérgica, ou ingestão incidental, procurar um posto de saúde mais próximo. Recomenda-se usar água e sabão, fricção mecânica e evitar retirar o produto com soluções tóxicas.
Tudo era verdadeiro na reportagem sobre o porteiro, diz diretor da Globo
Ali Kamel escreveu texto para equipe
Elogiou o trabalho do Jornal Nacional
Jornalistas devem ‘celebrar êxitos’
Planalto classificou episódio de ‘lixo’
Kamel sugere que JN cai em cilada

O diretor-geral de Jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, 57 anos, enviou nesta 2ª feira (4.nov.2019) longo texto à sua equipe na emissora elogiando o trabalho de reportagem a respeito do episódio do porteiro do condomínio no qual tem casa o presidente da República e também suspeitos de participar no assassinato de Marielle Franco (14.mar.2018).
Kamel exalta o trabalho da equipe, que reputa correto e verdadeiro:
“A reportagem estava pronta para ir ao ar. Tudo nela era verdadeiro: o livro da portaria, a existência dos depoimentos do porteiro, a impossibilidade de Bolsonaro ter atendido o interfone (pois ele estava em Brasília) e, mais importante, a possibilidade de o STF paralisar as investigações de um caso tão rumoroso”.
Logo no início, pede que todos festejem o episódio. “Há momentos em nossa vida de jornalistas em que devemos parar para celebrar nossos êxitos”.
Além disso, o diretor da TV Globo sugere que algumas das fontes consultadas próximas ao presidente da República poderiam ter preparado uma cilada para a emissora. Isso fica claro neste trecho da mensagem de Kamel aos jornalistas:
“Hoje sabemos que o advogado do presidente [Frederick Wassef], no momento em que nos concedeu entrevista, sabia da existência do áudio que mostrava que o telefonema fora dado, não à casa do presidente, mas à casa 65, de Ronnie Lessa”.
Kamel prossegue: “No último sábado, o próprio presidente Bolsonaro disse à imprensa: “Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano”.
Em seguida, o diretor da Globo faz esta inferência: “Por que os principais interessados em esclarecer os fatos, sabendo com detalhes da existência do áudio, sonegaram essa informação? A resposta pode estar no que aconteceu nos minutos subsequentes à publicação da reportagem do Jornal Nacional. Patifes, canalhas e porcos foram alguns dos insultos, acompanhados de ameaças à cassação da concessão da Globo em 2022, dirigidos pelo presidente Bolsonaro ao nosso jornalismo, que só cumpriu a sua missão, oferecendo todas as chances aos interessados para desacreditar com mais elementos o porteiro do condomínio (já que sabiam do áudio)”.
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA
A seguir, a íntegra do texto que Ali Kamel enviou para os jornalistas da TV Globo:
“Há momentos em nossa vida de jornalistas em que devemos parar para celebrar nossos êxitos.
Eu me refiro à semana passada, quando um cuidadoso trabalho da editoria Rio levou ao ar no Jornal Nacional uma reportagem sobre o Caso Marielle que gerou grande repercussão. A origem da reportagem remonta ao dia 1° de outubro, quando a editoria teve acesso a uma página do livro de ocorrências do condomínio em que mora Ronnie Lessa, o acusado de matar Marielle. Ali, estava anotado que, para entrar no condomínio, o comparsa dele, Elcio Queiroz, dissera estar indo para a casa 58, residência do então deputado Jair Bolsonaro, hoje presidente da República. Isso era tudo, o ponto de partida.
Um meticuloso trabalho de investigação teve início: aquela página do livro existiu, constava de algum inquérito? No curso da investigação, a editoria confirmou que o documento existia e mais: comprovou que o porteiro que fez a anotação prestara dois depoimentos em que afirmou que ligara duas vezes para a casa 58, tendo sido atendido, nas palavras dele, pelo “seu Jair”.
A investigação não parou. Onde estava o então deputado Jair Bolsonaro naquele dia? A editoria pesquisou os registros da Câmara e confirmou que o então deputado estava em Brasília e participara de duas votações, em horários que tornavam impossível a sua presença no Rio. Pesquisou mais, e descobriu vídeos que o então deputado gravara na Câmara naquele dia e publicara em suas redes sociais. A realidade não batia com o depoimento do porteiro.
Em meio a essa apuração da Rio (que era feita de maneira sigilosa, com o conhecimento apenas de Bonner, Vinicius, as lideranças da Rio e os autores envolvidos, tudo para que a informação não vazasse para outros órgãos de imprensa), uma fonte absolutamente próxima da família do presidente Jair Bolsonaro (e que em respeito ao sigilo da fonte tem seu nome preservado), procurou nossa emissora em Brasília para dizer que ia estourar uma grande bomba, pois a investigação do Caso Marielle esbarrara num personagem com foro privilegiado e que, por esse motivo, o caso tinha sido levado ao STF para que se decidisse se a investigação poderia ou não prosseguir.
A editoria em Brasília, àquela altura, não sabia das apurações da editoria Rio. Eu estranhei: por que uma fonte tão próxima ao presidente nos contava algo que era prejudicial ao presidente? Dias depois, a mesma fonte perguntava: a matéria não vai sair?
Confirmar se o caso realmente tinha ido parar no Supremo tornava tudo mais importante, pois o conturbado Caso Marielle poderia ser paralisado. Tudo foi novamente rechecado, a editoria tratou de se cercar de ainda mais cuidados sobre a existência do documento da portaria e dos depoimentos do porteiro. Na terça-feira, dia 29 de outubro, às 19 horas, a editoria Rio confirmou, sem chance de erro, que de fato o MP estadual consultara o STF.
De posse de todas (sic) esses fatos, informamos às autoridades envolvidas nas investigações que a reportagem seria publicada naquele dia, nos termos em que foi publicada. Elas apenas ouviram e soltaram notas que diziam que a investigação estava sob sigilo.
Informamos, então, ao advogado do presidente Bolsonaro, Frederick Wassef, sobre o conteúdo da reportagem e pedimos uma entrevista, que prontamente aceitou dar em São Paulo. Nela, ele desmentiu o porteiro e, confirmando o que nós já sabíamos, disse que o presidente estava em Brasília no dia do crime. Era madrugada na Arábia Saudita e em nenhum momento o advogado ofereceu entrevista com o presidente.
A reportagem estava pronta para ir ao ar. Tudo nela era verdadeiro: o livro da portaria, a existência dos depoimentos do porteiro, a impossibilidade de Bolsonaro ter atendido o interfone (pois ele estava em Brasília) e, mais importante, a possibilidade de o STF paralisar as investigações de um caso tão rumoroso.
É importante frisar que nenhuma de nossas fontes vislumbrava a hipótese de o telefonema não ter sido dado para a casa 58. A dúvida era somente sobre quem atendeu e só seria solucionada após a decisão do STF e depois de uma perícia longa e demorada em um arquivo com mais de um ano de registros. E isso foi dito na reportagem. Quem, de posse de informações tão relevantes, não publica uma reportagem, com todas as cautelas devidas, não faz jornalismo profissional.
Hoje sabemos que o advogado do presidente, no momento em que nos concedeu entrevista, sabia da existência do áudio que mostrava que o telefonema fora dado, não à casa do presidente, mas à casa 65, de Ronnie Lessa.
No último sábado, o próprio presidente Bolsonaro disse à imprensa: “Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano”.
Por que os principais interessados em esclarecer os fatos, sabendo com detalhes da existência do áudio, sonegaram essa informação? A resposta pode estar no que aconteceu nos minutos subsequentes à publicação da reportagem do Jornal Nacional.
Patifes, canalhas e porcos foram alguns dos insultos, acompanhados de ameaças à cassação da concessão da Globo em 2022, dirigidos pelo presidente Bolsonaro ao nosso jornalismo, que só cumpriu a sua missão, oferecendo todas as chances aos interessados para desacreditar com mais elementos o porteiro do condomínio (já que sabiam do áudio).
Diante de uma estratégia assim, o nosso jornalismo não se vitimiza nem se intimida: segue fazendo jornalismo. É certo que em 37 anos de profissão, nunca imaginei que o jornalismo que pratico fosse usado de forma tão esquisita, mas sou daqueles que se empolgam diante de aprendizados.
No dia seguinte, já não valia o sigilo em torno do assunto, alegado na véspera para não comentar a reportagem do JN antes de ela ir ao ar. Houve uma elucidativa entrevista das promotoras do caso, que divulgamos com o destaque merecido: o telefonema foi feito para a casa 65, quem o atendeu foi Ronnie Lessa, tudo isso levando as promotoras a afirmarem que o depoimento do porteiro e o registro que fez em livro não condizem com a realidade.
O Jornal Nacional de quarta exibiu tudo, inclusive os ataques do presidente Bolsonaro ao nosso jornalismo, respondidos de forma eloquente e firme, mas também serena, pela própria Globo, que honra a sua tradição de prestigiar seus jornalistas. Estranhamente, nenhuma outra indagação da imprensa motivada por atitudes e declarações subsequentes do presidente foi respondida. O alegado sigilo voltou a prevalecer.
Mas continuamos a fazer jornalismo. Revelamos que a perícia no sistema de interfone foi feita apenas um dia depois da exibição da reportagem e num procedimento que durou somente duas horas e meia, o que tem sido alvo de críticas de diversas associações de peritos.
Conto tudo isso para dar os parabéns mais efusivos à editoria Rio. Seguiremos fazendo jornalismo, em busca da verdade. É a nossa missão. Para nós, é motivo de orgulho. Para outros, de irritação e medo”.
Ali Kamel


