terça-feira, 5 de novembro de 2019

Cai mais um general no governo Bolsonaro


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Por Eliane Cantanhêde/O Estado de S.Paulo

Os dois governos Bolsonaro estarão mais uma vez em choque hoje, quando o ministro Paulo Guedes entrega ao Congresso a segunda onda de reformas, enquanto os militares, perplexos, contabilizam a perda de mais um general sob o comando do capitão. E não uma perda qualquer. O general de quatro estrelas Maynard Santa Rosa é tão preparado quanto querido entre os colegas de farda. 

A queda de Santa Rosa da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) por falta de suporte do Planalto já seria em si um bom motivo para insatisfação entre os disciplinados militares. Mas se torna ainda mais potencialmente explosiva pela sequência de generais que saíram do governo já no primeiro ano, por demissão ou decisão. 

A demissão mais mal digerida foi a do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo. Assim como Santa Rosa, ele também despachava no Planalto, a passos do gabinete presidencial. Logo, gozava de confiança do presidente Jair Bolsonaro. Essa confiança, porém, esbarrou na força de Olavo de Carvalho, o guru, ideólogo ou seja lá o que for, que mora na Virgínia (EUA) há anos e, de lá, emana seu poder sobre os filhos de Bolsonaro, o chanceler, o ministro da Educação, o assessor internacional e o futuro embaixador nos EUA. Entre um general de primeiríssima linha e um guru de quinta, o presidente optou pelo guru. 

Também foram defenestrados os generais Jesus Corrêa (Incra), Juarez Cunha (Correios), Franklimberg de Freitas (Funai), um atrás do outro, sem que se ouvisse um pio da Defesa, do Exército, muito menos da Marinha e da Aeronáutica, primas pobres e com baixa representação no governo. 

O silêncio, porém, não pode ser confundido com amém, concordância, aplauso. Muito pelo contrário. Trata-se de uma cultura, de uma educação, de um comportamento construído ao longo de décadas de história militar e de aprendizado nas casernas e ratificados pelas oito diretrizes traçadas pela Defesa no início do governo. A primeira estabelece que militar não fala. 

Longe de microfones e câmeras, o clima é outro. Há surpresa e muitas conversas entre velhos companheiros de farda, que dividiram cursos sofisticados, passaram por provas difíceis, missões duras, não raro em locais inóspitos e longínquos, muito diferentes de suas cidades de origem, do seu habitat. Impera a disciplina, mas não morreu a crítica – e a autocrítica. 

Como se sentem os oficiais que conhecem bem a integridade e a força moral de Santos Cruz? E a competência de Santa Rosa, que sobreviveu a um curso do Exército no qual só 20% a 25% dos inscritos chegam ao final? Felizes, certamente eles não estão. 

A retumbante declaração do deputado Rodrigo Maia sobre o general Augusto Heleno ecoou em setores das Forças Armadas. Não exatamente por discordância. Segundo o presidente da Câmara, Heleno “virou um auxiliar do radicalismo do Olavo de Carvalho” e acrescentou: “É uma pena que um general da qualidade dele tenha caminhado nessa linha”. O chefe do GSI, muito querido entre os colegas, nem imagina quantos deles podem estar pensando assim. 

Líder natural, com um currículo invejável, o que se esperava de Heleno é que agregasse inteligência, bom senso e equilíbrio ao governo e ao presidente. Ao contrário, suspeita-se que ele esteja ajudando a atiçar o pior lado de Bolsonaro. 

Nesse clima, o presidente da República poderá cometer um grande erro se emprestar o nome, a força do cargo e o capital eleitoral para um tal Partido Militar Brasileiro. É o fim da picada. Só vai reforçar a sensação, que começa a se espraiar entre os militares, de que Bolsonaro está fazendo uso político de uma das marcas de maior credibilidade no Brasil: a marca Forças Armadas.

Bradesco deve fechar 450 agências até 2020


Presidente do banco afirmou que a medida é uma tentativa de controlar as despesas operacionais, que estão acima da meta estabelecida para 2019

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, admitiu que o banco precisa melhorar suas despesas operacionais, as quais estão acima da meta estabelecida para 2019, e que está tomando medidas para isso – além do programa de demissão voluntária (PDV), com adesão de mais de 3 mil funcionários, e o fechamento de 450 agências até o ano que vem. “Temos de melhorar nossas despesas e estamos tomando providências para isso”, destacou o executivo, em teleconferência com a imprensa, realizada nesta quinta-feira, 31.

Depois de fechar 50 agências até setembro, o Bradesco espera encerrar mais 100 unidades ainda este ano. Mais de 300 devem ser descontinuadas em 2020, conforme Lazari. Os fechamentos de agências ocorrerão em todo o Brasil e não há, segundo ele, uma região específica. Ao fim de setembro, o Bradesco contava com 4.567 agências.

“Será pulverizado no Brasil inteiro. Quando compramos o HSBC fizemos um bom trabalho de enxugamento de agências, mas temos muitas oportunidades ainda”, avaliou o presidente do Bradesco, citando a existência de agências menores, mas rentáveis, muito próximas de unidades bem maiores e que podem ser incorporadas.

Ele informou ainda que os gastos operacionais do Bradesco devem ficar acima do guidance neste ano, impactados por “decisões importantes” que o banco tomou no início do ano. Dentre as medidas, o executivo citou a adoção de um novo programa de remuneração variável aos seus funcionários, acordos em processos trabalhistas e ainda reforço em equipes como, por exemplo, a do banco digital, o Next.

No caso das despesas operacionais, que consideram gastos administrativos e de pessoal, o Bradesco espera aumento de até 4%. Nos primeiros nove meses, entretanto, o Bradesco reportou elevação de 7,5%. Segundo Lazari, as despesas do banco devem ficar alinhadas à média histórica da instituição, mas acima das projeções.

“Não seria factível fazer revisão no último trimestre do ano. Por isso, nossas despesas devem ficar acima do guidance, mas estamos tomando algumas medidas que não estavam no orçamento, mas que são importantes para poder melhorar o balanço da organização”, explicou o presidente do Bradesco.

Receitas com prestação de serviços

O presidente do Bradesco disse também que o desempenho das receitas de prestação de serviços deve convergir para dentro do guidance do banco, crescendo entre 3% e 4% neste ano frente a 2018. Até setembro, a expansão foi de 2,5%, abaixo do intervalo de alta estimado pela organização, de 3% a 7%. “As receitas já aceleraram depois de uma série de medidas que tomamos ao longo do segundo e terceiro trimestre, mas ainda não atingimos o guidance. Sempre o último trimestre é melhor”, explicou.

Dentre as linhas que ele vê oportunidade de elevar os ganhos, citou as tarifas de conta corrente. Ele disse ainda que, a despeito do impulso sazonal no fim de ano, as receitas de serviços devem crescer em um ritmo maior em 2020. Não fez, contudo, projeções, uma vez que os bancos estão debruçados neste momento sob seus orçamentos do próximo ano.

Sobre as receitas na administração de fundos de investimento, Lazari avaliou que a principal pressão para queda dos ganhos em meio à redução dos juros básicos no País, a Selic, já está precificada. “Esse movimento já foi feito no segundo e terceiro trimestres”, reforçou.

A palavra de ordem no cenário atual, conforme Lazari, é escala, que permitirá um melhor desempenho das receitas de tarifas e prestação de serviços. “Escala é fundamental para operar em um País de juro baixo”, enfatizou o presidente do banco.

Nesse contexto, o presidente do banco disse que a organização já capturou 1,2 milhão de novas contas este ano e que seu braço digital, o Next, já bateu a marca de 1,5 milhão. Segundo ele, a meta são 2 milhões até o fim do ano.

Para Lazari, os bancos privados também serão beneficiados no cenário de retomada econômica frente às instituições públicas. “Os bancos privados serão protagonistas”, disse.

Carteira de crédito

O presidente do Bradesco ainda afirmou que a carteira de crédito do banco deve fechar o ano com crescimento superior ao visto até agora, de 10,5% frente a 2018. O banco espera que sua carteira de crédito expandida cresça de 9% a 13% neste ano. Conforme Lazari, o alvo é o centro dessa faixa. “A carteira de crédito expandida vem evoluindo bem. As novas safras estão com crescimento além dos 10,5% que entregamos hoje no resultado do terceiro trimestre”, disse.

Dentre os destaques, o executivo mencionou crédito pessoal, consignado, cartão e imobiliário. “Na pessoa física, o crédito vai continuar crescendo de maneira acelerada”, projetou o presidente do Bradesco.

Em relação ao crédito para pessoas jurídicas, Lazari ressaltou a aceleração de empréstimos para micro, pequenas e médias empresas que no terceiro trimestre avançou 5,5% ante o terceiro.

Sobre as grandes empresas, ele lembrou que há um movimento de migração de operações para o mercado de capitais e que a retomada neste segmento ficou para 2020. Apesar disso, o executivo ponderou que o crédito tradicional para grandes grupos não deve crescer com tanto vigor devido a outras possibilidades de funding para este público.

“A janela de ofertas de ações como IPOs e follow ONS se ampliou com um novo ânimo do mercado e deve se estender até fevereiro do ano que vem”, disse ele, acrescentando que o banco está bem posicionado para capturar tanto a retomada do crédito para grandes empresas como operações no mercado de capitais.

Bom dia Bozo: Reviravolta no caso da Casa 58: Porteiro do áudio de Carlos Bolsonaro não é o mesmo que diz ter falado com Seu Jair

Reviravolta no caso da “Casa 58”: Porteiro do áudio de Carlos Bolsonaro não é o mesmo que diz ter falado com “Seu Jair”


Porteiro errado no álibi dos Bolsonaro

Nova reviravolta no caso da “Casa 58”.

Lauro Jardim publicou, agora há pouco, que o porteiro que se ouve na gravação apresentada como álibi por Carlos e Jair Bolsonaro, por ter ligado para a casa do ex-PM acusado de matar Marielle Franco e Anderson Campos e não para o imóvel do então deputado e hoje presidente, não é o mesmo que anotou a placa e o destino do cúmplice de Ronnie Lessa e depôs dizendo que o “Seu Jair” autorizara a sua entrada.

Embora seja, possível, claro, que num intervalo de três minutos mudasse o porteiro, é mais que improvável que isso acontecesse.

Na sua coluna em O Globo, Lauro assegura que o porteiro que fez o depoimento continua de férias.

Claro que é história, porque certamente o porteiro não foi para Orlando ou Mônaco e pode perfeitamente ser localizado em casa.

A menos que, como é provável e prudente, tenha “picado a mula” diante do que podem fazer com ele.

Bom dia...

Bom dia!

Terça-feira, 05 de novembro de 2019. Hoje é Dia de São Zacarias e Santa Isabel, do Cinema Brasileiro, da Ciência e Cultura, do Radioamador e Técnico em Eletrônica, Nacional do Designer e do Escrivão de Polícia. Vivemos a Primavera brasileira.

Na história:

Em 1897, durante a Guerra dos Canudos, o ex-combatente Antônio Conselheiro cometia atentado contra o presidente Prudente de Moraes e matava o ministro Carlos Machado.

Em 1911, a vitória de Rosa e Silva sobre o General Dantas Barreto nas eleições para o Governo de Pernambuco provocava choque entre o Exército e a Polícia.

Em 1982, era inaugurada pelos generais João Batista Figueiredo e Alfredo Stroessner a hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, a maior do mundo.

Em 2015, a barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, se rompia e toneladas de lama atingiam mais de 40 cidades. Dezenove pessoas morreram no desastre ambiental.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Vou processar a esquerdalha democrática, reage Eduardo Bolsonaro


Eraldo Peres/AP
Eraldo Peres/AP

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Após afirmar essa semana ser a favor de um novo AI-5, deputado se volta contra grupo de deputados da oposição que o denunciou ao Conselho de Ética.

  • O parlamentar disse que estuda apresentar denúncias no Conselho de Ética contra parlamentares de oposição que, na interpretação dele, “agridem a democracia” com suas declarações.

Após afirmar essa semana ser a favor de um novo AI-5 –expediente que impôs censura e fechamento do Congresso, durante a ditadura militar –, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrou na mira de um grupo de parlamentares de partidos de oposição – entre os quais PT, PSOL e PDT –que o denunciou ao Conselho de Ética da Câmara.

Nesse sábado (2), segundo o site BR Político, do jornal O Estado de S.Paulo, Eduardo usou suas redes sociais para avisar que pretende dar o troco nos seus críticos.

O parlamentar disse que estuda apresentar denúncias no Conselho de Ética contra parlamentares de oposição que, na interpretação dele, “agridem a democracia” com suas declarações.

Um dos alvos principais do deputado e filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) é o senador Humberto Costa (PT-PE).

Segundo a coluna, a estratégia do deputado seria mostrar que, se a fala dele pró-AI 5 é passível de cassação, em função do conteúdo, outros parlamentares também teriam de sofrer a mesma sanção porque também estariam cometendo a mesma infração. A tática real seria tentar embaralhar tudo para que ninguém seja punido.

Em uma breve live nesse sábado, Eduardo afirmou que vai “processar a esquerda ‘democrática'”.

“Vamos ver a repercussão sobre algumas falas de parlamentares que agridem a democracia, ao contrário da minha que ficou bem clara se tratar de uma situação hipotética e, como já afirmei, sem a possibilidade de retorno do AI-5”, disse o deputado.

Entrevista de Bolsonaro derruba em 20% a audiência do Domingo Espetacular da Record


A queda na audiência no Domingo Espetacular com a entrevista exclusiva do presidente da República não é algo isolado nesta decisão da Record de se tornar uma TV chapa branca. Depois que o jornalismo da emissora se bolsonarizou, a audiência também vem caindo.

O Domingo Espetacular da Record trouxe na edição de ontem (3/11) uma entrevista exclusiva com o presidente da República Jair Bolsonaro. Foram 13 minutos de conversa gravada com o repórter Thiago Nolasco. Uma entrevista com um presidente da República, seja ele quem for, é sempre um momento especial para um veículo, especialmente quando se trata de uma exclusiva. E também costuma levantar a audiência da emissora. Mas dessa vez não foi o que ocorreu.

No mesmo horário, o Fantástico da Rede Globo apresentava o terceiro episódio da série “Meu filho nunca faria isso”, que abordou o bullying. Essa atração estava com 20,5% quando a entrevista de Bolsonaro teve início na Record e chegou a 22,5% no momento em que ela acabou.

A queda na audiência no Domingo Espetacular com a entrevista exclusiva do presidente da República não é algo isolado nesta decisão da Record de se tornar uma TV chapa branca. Depois que o jornalismo da emissora se bolsonarizou, a audiência também vem caindo.

Do ponto de vista político, a queda de audiência num programa assistido por um público simpático ao presidente também chama a atenção. Bolsonaro pode ter saturado inclusive a sua base com a estratégia de guerra permanente.

Uma queda de aproximadamente 20% na audiência de um programa em apenas 13 minutos não é algo normal. Se a entrevista de Bolsonaro fosse um quadro fixo do programa, os editores já estariam pensando em algo para substitui-lo.

Pernambuco: Entenda ação que condenou vice-governadora inelegível por 6 anos


Vice-governadora de Pernambuco fica inelegível por 6 anos

A ex-prefeita de Olinda Luciana Santos (PCdoB), atual vice-governadora de Pernambuco, foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) por improbidade administrativa. Por isso, segundo o tribunal, ela vai ficar inelegível por seis anos. Na sexta-feira (1º), Luciana Santos disse que vai recorrer da decisão.

O processo, que ainda prevê recursos, diz respeito ao gerenciamento do Parque Energético e de Iluminação da cidade. De acordo com o TJPE, o contrato foi firmado de forma fraudulenta com a empresa Citélus Serviços de Iluminação Urbana LTDA.

A decisão foi proferida na terça-feira (29), pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Olinda. O processo inclui, além da ex-prefeita e da empresa, cinco servidores municipais. Eles foram condenados a perder os direitos políticos por cinco anos.

A ex-secretária de Obras do município Hilda Wanderley Gomes também sofreu condenação. Assim como Luciana Santos, ela deverá passar seis anos sem os direitos políticos.

No entendimento do tribunal, houve a prática de improbidade administrativa. Os servidores municipais envolvidos no caso são Clóvis Arruda D’Anunciação, Valéria Reiziana Souza Santana, José Luciano Pontual do Nascimento, Rosa Maria Soares dos Santos e Flávia Cardoso de Albuquerque Melo.

O tribunal atendeu a um pedido do Ministério Público de Pernambuco, de declarar ilegal a licitação que culminou na contratação da empresa Citélus Serviços de Iluminação Urbana LTDA, em 2004.

Além da suspensão dos direitos políticos, Luciana Santos e Hilda Wanderley Gomes foram condenadas a pagar multa equivalente a cinco vezes o valor da remuneração recebida pela chefe do Executivo na data do ajuizamento da ação. Também foi imposta a proibição de contratação com o poder público por cinco anos.

A empresa citada no processo foi condenada a pagar multa de R$ 735.129, referente a 10% do valor do contrato assinado, além de proibição de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios por cinco anos. De acordo com a decisão, todas as multas serão revertidas em benefício ao município de Olinda.

A ex-prefeita se manifestou sobre o caso por meio de nota divulgada pelo PCdoB em Pernambuco, que informou que “a própria sentença reconhece que Luciana Santos e os demais agentes públicos processados não receberam ou desviaram qualquer dinheiro público” e que, ainda de acordo com a sentença, “há reconhecimento de que os serviços contratados foram efetivamente prestados pela empresa contratada a preços compatíveis com a sua complexidade”.

O partido afirma, ainda, que houve “vários benefícios com a obra, resultado da licitação analisada no processo como a economia mensal na fatura de energia elétrica do seu parque de iluminação pública de cerca de R$ 95.000, além da devolução pela Celpe de quase R$ 4,5 milhões, que viabilizaram obras públicas importantes como o embutimento da fiação das principais ruas do Sítio Histórico”. (Via:G1 PE)

Supremo está a três votos de liberar consumo e porte de drogas no Brasil



Na semana em que retomará o julgamento sobre prisão após condenação em segunda instância, com grande possibilidade de um retrocesso vergonhoso, o Supremo Tribunal Federal (STF) retirou da pauta outro julgamento bem mais importante para os brasileiros: a ameaça de legalização de todas as formas de drogas no Brasil. A apreensão é grande porque a votação está favorável às drogas: 3×0. Bastam mais três votos para drogas e drogados terem maioria no STF.

Além de novamente legislar sobre matéria da competência do Congresso, o STF pode cometer um erro de custo elevado.

O relator, Gilmar Mendes, acha inconstitucional proibir o porte e uso de quaisquer drogas porque isso conspira “contra o direito de ir e vir”.

Por analogia, Elisa Matsunaga não seria presa ao transportar o marido esquartejado na mala, tampouco alguém flagrado portando arma ilegal.

O ministro Edson Fachin acha que deveria ser descriminalizada apenas a maconha, já Luís Roberto Barroso incluiria cocaína nessa lista. A informação é do Diário do Poder