quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Caco Ciocler será Jesus na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém


Elenco de 2020 já está escalado; Confira os outros famosos da 53ª edição do espetáculo

JC Online
Caco Ciocler viveu Judas na edição 2012 da Paixão de Nova Jerusalém.
Caco Ciocler viveu Judas na edição 2012 da Paixão de Nova Jerusalém.
Foto: Divulgação

O ator paulista Caco Ciocler, de 48 anos, que interpretou Judas na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém em 2012, retornará na edição 2020 do espetáculo pernambucano. Agora, ele dará vida a Jesus Cristo, o protagonista da encenação que será realizada de 4 a 11 de abril no maior teatro ao ar livre do mundo, localizado em Brejo da Madre de Deus, a 180 km do Recife.

Junto a Ciocler, que está no ar atualmente como o João Aranha da novela Éramos Seis (Globo), completam o elenco os artistas convidados: Christine Fernandes, como Maria; Sérgio Marone, como Pilatos; Paulo Gorgulho, como Herodes; e Juliana Knust, como Madalena. O elenco também é formado por mais de 50 atores e atrizes pernambucanos, entre os quais se destacam Ricardo Mourão (Caifás), José Barbosa (Judas) e Júlio Rocha (Pedro).

A direção artística do espetáculo é de Carlos Reis e Lúcio Lombardi e a coordenação geral é de Robinson Pacheco, filho de Plínio e Diva Pacheco, idealizadores e construtores da cidade teatro de Nova Jerusalém.

A temporada 2020 será a 53ª edição da Paixão, que todos os anos atrai milhares de pessoas ao agreste pernambucano. Turistas de todas as partes do Brasil assistem à encenação que conta a vida de Jesus em nove palcos-plateia com uma arrojada cenografia, além de um rico figurino e efeitos especiais de última geração completam a grandiosidade do espetáculo.

INGRESSOS

Os ingressos para a temporada 2020 começam a ser vendidos a partir de 1º de dezembro pelo site oficial www.novajerusalem.com.br. Os preços variam de R$ 60 a R$ 120 e podem ser comprados em até 12x, com juros do cartão de crédito.

Este ano, também haverá a alternativa de aquisição dos ingressos pelo site Ingresso Prime ou nos quiosques da empresa nos shoppings RioMar Recife, Boa Vista, Tacaruna e Patteo Olinda.

Cerca de 40% dos pernambucanos vivem com até R$ 420 mensais


De acordo com o IBGE, quem tem renda mensal per capta entre R$ 145 e R$ 420 está abaixo da linha da pobreza

JC Online
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) e fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS)
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) e fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS)
Foto: Diego Nigro/Acervo JC Imagem

Os pernambucanos que vivem abaixo da linha da pobreza representam 41,1% da população, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS). Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Instituto, essas pessoas têm renda mensal per capta entre R$ 145 e R$ 420.

A pesquisa também revelou que mais de 11,4% da população pernambucana vive em situação de extrema pobreza, que compreende pessoas que têm renda mensal inferior R$ 145. 

Políticas públicas

Para o gerente do estudo, André Simões, são necessárias políticas públicas para combater a extrema pobreza, pois ela atinge um grupo mais vulnerável e com menos condições de ingressar no mercado de trabalho. “Esse grupo necessita de cuidados maiores que seriam, por exemplo, políticas públicas de transferência de renda e de dinamização do mercado de trabalho. É fundamental que as pessoas tenham acesso aos programas sociais e que tenham condições de se inserir no mercado de trabalho para terem acesso a uma renda que as tirem da situação de extrema pobreza”, disse Simões.

O valor do indicador de pobreza do Bolsa Família, R$ 89, é, inclusive, inferior ao parâmetro global de R$ 145, o que mostra que o benefício não é suficiente para tirar as pessoas da extrema pobreza.

Educação

Pernambuco é o terceiro estado do Brasil com mais jovens entre 15 e 17 anos fora da escola. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o instituto, isso representa 15,4% desse recorte da população.

Em primeiro lugar vem o estado do Acre, com 17,4%, seguido por Alagoas, com 16,8%. Paraná, Maranhão, Espírito Santo e Amapá são os estados seguintes

No Brasil os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres

Extrema pobreza e desigualdade crescem a cada dia

Os 10% da população com os maiores rendimentos ganham, em média, 13 vezes mais do que os 40% da população com os menores rendimentos

Da Agência Brasil
O levantamento começou a ser feito em 1999, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad)
O levantamento começou a ser feito em 1999, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad)
Foto: Arquivo Agência Brasil

A leve recuperação econômica observada nos últimos dois anos no Brasil não se refletiu de forma igual entre os diversos segmentos sociais. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país) cresceu 1,1% em 2017 e 2018, após as quedas de 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, o rendimento dos 10% mais ricos da população subiu 4,1% em 2018 e o rendimento dos 40% mais pobres caiu 0,8%, na comparação com 2017.

Com isso, o índice que mede a razão entre os 10% que ganham mais e os 40% que ganham menos, que vinha caindo até 2015, quando atingiu 12, voltou a crescer e chegou a 13 em 2018. Ou seja, os 10% da população com os maiores rendimentos ganham, em média, 13 vezes mais do que os 40% da população com os menores rendimentos.

É o que mostra a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, divulgada hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo analisa as condições de vida da população brasileira.

O levantamento começou a ser feito em 1999, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), e, desde 2012, passou a utilizar os dados da Pnad Contínua, ou seja, uma nova metodologia e, portanto, uma nova série histórica. Os dados divulgados hoje são referentes a 2018 e utilizam também outras informações, como a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) e o Sistema de Contas Nacionais.

Desigualdade

Segundo o IBGE, o aumento da desigualdade é reflexo da falta de ganho real no salário mínimo ocorrida em 2018, além da informalidade e da subutilização no mercado de trabalho, que atingem níveis recordes atualmente, com 41,4% das pessoas ocupadas nessa condição, de acordo com o gerente dos Indicadores Sociais do IBGE, André Simões.

“No mercado de trabalho, o que nós observamos é uma pequena redução na taxa de desocupação entre 2017 e 2018, juntamente com isso um pequeno aumento do rendimento do trabalho também. Apesar disso, vemos um aumento da subutilização da força de trabalho, encampado pelo aumento da proporção de pessoas com insuficiência de horas trabalhadas” disse. A subutilização passou de 15,8% em 2015 para 24,6% em 2018.

O Índice de Gini, um padrão clássico para medir desigualdade, vem subindo há quatro anos no Brasil. Em 2015, atingiu o mínimo da série histórica, com 0,524 e chegou a 0,545 em 2018. Quanto mais próximo de zero, mais igualitária é a sociedade.

Extrema pobreza

No indicador da pobreza monetária, ou seja, que leva em conta apenas a renda, o Brasil também tem apresentado piora nos últimos quatro anos. Ao todo, 13,5 milhões de pessoas no Brasil viviam em 2018 com até R$ 145 por mês, o que corresponde a 6,5% da população, após a mínima de 4,5% em 2014.

O IBGE destaca que no Brasil há mais pessoas em situação de pobreza extrema do que toda a população de países como Bolívia, Bélgica, Grécia e Portugal. Desse total, 72,7% são pretas ou pardas. Na faixa da pobreza, considerando o rendimento per capita de até R$ 420 por mês, houve uma leve redução, passando de 26% em 2017 para 25,3% em 2018, com 52,5 milhões de pessoas. Ou seja, 1,1 milhão de pessoas deixaram essa condição na comparação anual.

O mínimo foi alcançado em 2014, com 22,8%. Por estado, o Maranhão tem a maior proporção de pobres, com 53% da população nesta condição, enquanto Santa Catarina tem a menor proporção, com 8%.

Redução da pobreza

André Simões explicou que o ingresso no mercado de trabalho é o principal meio de redução de pobreza. Porém, como os dados indicam que a faixa dos maiores rendimentos apresenta crescimento de renda enquanto os menores rendimentos estão estagnados ou com perdas, ele destacou a necessidade de outras medidas para reduzir as desigualdades sociais.

“Como é um grupo muito vulnerável e não está com uma propensão tão grande de entrar no mercado de trabalho quanto os outros grupos sociais, com rendimentos mais elevados, necessita de cuidados maiores, como políticas públicas, políticas de transferência de renda, políticas de dinamização do mercado de trabalho para que elas possam ter acesso a uma renda que as tire dessa situação de pobreza”, ponderou.

O IBGE também analisou as condições da moradia e constatou que, no total do país, 12,8% das pessoas moram em domicílios com pelo menos uma inadequação, que são a ausência de banheiro exclusivo, paredes feitas com material não durável, adensamento excessivo ou ônus muito alto com o aluguel. Na população que vive com até R$ 420 mensais, a proporção sobe para 29,3%.

Quanto à ausência de serviços de saneamento, que são a coleta de lixo, o abastecimento de água e o esgotamento sanitário, 58% dos pobres vivem com pelo menos uma dessas situações, enquanto a proporção geral é de 37,2%.

Acidente envolvendo cinco caminhões deixa um morto e feridos na BR-423


Engavetamento deixou um morto e feridos

Acidente envolveu cinco caminhões na BR-423
Acidente envolveu cinco caminhões na BR-423 (Reprodução/TV Jornal Interior)

Um acidente envolvendo cinco caminhões deixou uma pessoa morta e várias feridas por volta de 12h desta quarta-feira (6) no quilômetro 23 da BR-423, em São Caetano, no Agreste de Pernambuco.

Um dos caminhões era do Exército, outro era um caminhão-cegonha e os outros três carregavam sabão, leite e extintores de incêndio. Os veículos teriam se envolvido em um engavetamento. Ainda não se sabe o que provocou o acidente.

Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas; elas foram socorridas pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). Além disto, houve vazamento de combustível e o Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer a limpeza da rodovia, que está interditada nos dois sentidos.


Prefeito da menor cidade do país revela decepção com Bolsonaro


Alaor Machado, que administra Serra da Saudade (MG), considera que proposta de extinção de municípios está na contramão do discurso de campanha

No menor município do Brasil, com 815 habitantes, os eleitores de Serra da Saudade (MG) garantiram uma vitória de 72% dos votos ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas Eleições de 2018. Hoje, a cidade está na mira do Pacto Federativo do governo federal, apresentado ao Senado e que pretende extinguir os municípios com população menor que 5.000 habitantes e arrecadação própria inferior a 10% de suas receitas, incorporando-os aos vizinhos.

Prefeito da cidade desde 2017, Alaor Machado (PP) não esconde sua decepção com o presidente que ajudou eleger, apoiando-o na campanha do ano passado, por causa da proposta encaminhada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional. “Pregavam o municipalismo e a descentralização em favor dos municípios. Agora estão traindo a confiança de quem o elegeu”, afirma. “É preciso respeitar a Constituição e a forma federativa do estado”, acrescenta.

Além de achar a proposta inconstitucional, o prefeito também vê pouco efeito prático em uma eventual mudança. “O custo para o Estado vai ser muito maior. Vão administrar de longe? As despesas que já existem não vão deixar de acontecer”, afirma, apostando também na resistência das cidades que abrigarão os municípios que deixarão de existir e num risco de aumento da judicialização para os moradores manterem as políticas públicas existentes. Como alternativa, defende maior rigor na criação de novos municípios — sem mexer nos que já existem

Machado conta que não é a primeira vez que o município que administra desde 2017 convive com uma ideia vinda de Brasília para alterar o status de pequenas cidades. Tampouco aposta que, dessa vez, vingará. “Não acredito que vão votar isso. Só em Minas são 231 municípios nessa situação e praticamente 95% dos deputados têm suas bases nessas localidades, que são bastante fiéis”, explica.

Emancipada em 1963, Machado conta que a cidade era uma das uma paradas da linha de trem que foi usada na construção de Brasília. “Servimos muito ao Brasil”, diz. Com menos de 20 ruas pavimentadas, uma escola, uma creche, um posto de saúde e um posto da Polícia Militar, a cidade tem a vantagem de conviver com a calmaria típica dos pequenos municípios: Serra da Saudade não registra um único caso de homicídio há mais de 40 anos.

Sem muita margem para aumentar a arrecadação, o prefeito cobra um maior incentivo para que empresas se instalem nas pequenas localidades do país. “Nossa maior dificuldade é a falta de indústria, o que impede a geração de emprego”, afirma. A prefeitura é a maior empregadora do município. Nas contas de Machado, são cerca de 160 servidores e uma folha salarial de aproximadamente 350 mil reais líquidos por mês.

Com arrecadação local mínima, as principais fontes de receita do município são o Fundo de Participação dos Municípios, pago pelo do governo federal, e o ICMS, do governo estadual: 12 milhões de reais por ano — o prêmio de 60 milhões de reais acumulados pela Mega Sena nesta quarta, 6, cobriria o orçamento de Serra da Saudade pelos próximos cinco anos.

Entenda

Pacto Federativo, que foi entregue nesta terça-feira, 5, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, prevê a redução do número de municípios com a restrição para a criação de novas cidades e a incorporação pelo município vizinho de cidades com menos de 5.000 habitantes e com arrecadação própria menor que 10% de sua receita total.

O governo não informou, até o momento, quantas localidades seriam atingidas pela nova regra. Segundo o secretário de Fazenda do ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, 1.254 cidades tem o potencial de serem atingidas. A extinção dos municípios que tivessem dentro desses requisitos aconteceria a partir de 2026, caso a PEC do Pacto Federativo seja aprovada. 

O Brasil tem 1.253 municípios com menos de 5.000 habitantes, segundo a última estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada em agosto. O número equivale a 22,5% do total de 5.570 municípios brasileiros. Desses, três deles têm menos de 1.000 habitantes, de acordo com a última estimativa, de julho de 2019: Serra da Saudade (MG), com 781 pessoas; a paulista Borá, com 837; e Araguainha (MT), com 935.

Pernambuco quer conceder desconto de até 70% para pagar débitos com o IPVA

Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

O governador Paulo Câmara (PSB) enviou à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) um projeto para conceder descontos de até 70% nos juros e multas de quem possui débitos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e pretenda quitar até o final do ano. A medida, segundo uma fonte no governo, tem como objetivo aumentar a arrecadação até 30 de dezembro de 2019 para “garantir o pagamento do décimo terceiro salário” do funcionalismo estadual.

Os projetos estão ainda tramitando na Assembleia, mas o governador pediu regime de urgência na votação.

A assessoria do Palácio afirmou que medidas como essa são feitas em todos os anos pela gestão e por prefeituras como a do Recife, do prefeito Geraldo Julio (PSB), a exemplo dos descontos para o pagamento de débitos do IPTU.

E acrescentou que o projeto não tem o objetivo principal de garantir recursos para o 13º salário do funcionalismo, mas que o aumento da arrecadação acaba ajudando.

Pelo projeto de lei complementar 703/2019, haverá desconto de “70% (setenta por cento), na hipótese de pagamento integral e à vista, efetuado até 30 de dezembro de 2019” e “50% (cinquenta por cento), na hipótese de pagamento parcelado, em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais e sucessivas, com o pagamento da primeira parcela até 30 de dezembro de 2019”.

“A medida proposta revela-se como meio indutor de arrecadação e de regularização da situação fiscal dos contribuintes, que preencherem determinadas condições e requisitos quitarem suas obrigações tributárias pendentes”, diz o governador, na justificativa do projeto.

De acordo com técnicos estaduais, entretanto, esta não é a única medida para incentivar a arrecadação. Na mesma data, o governador enviou o projeto de lei complementar 704/2019, pelo qual também propõe descontos para quem pagar o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ICD), também conhecido como imposto do inventário, até 30 de dezembro.

“A proposição ora submetida a essa Casa propicia ao contribuinte condições excepcionais e transitórias para regularização de débitos tributários relativos ao ICD. As reduções propostas alcançam, em certos casos, a dispensa de até 100% (cem por cento) do valor das multas e dos juros, condicionados ao pagamento à vista do valor do imposto. Quanto ao pagamento parcelado, a presente Lei Complementar prevê a oportunidade do recolhimento em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais e sucessivas também com reduções na multa e nos juros”, explica o projeto, sobre o ICD.

Outra medida para incentivar a arrecadação, também sobre o ICD, é a redução temporária da alíquota. “Durante o período compreendido entre o início da vigência da Lei Complementar e o dia 31 de março de 2020, a alíquota do ICD sobre transmissões por doação ficará reduzida para os percentuais de 1% (um por cento) a 3% (três por cento), viabilizando a regularização de doações de bens, que vêm sendo obstadas também em decorrência do não pagamento do imposto devido nessas situações”, diz o texto. Com informações do Blog de Jamildo.

Parlamentares pernambucanos têm pé atrás com possível fusão de municípios

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Parlamentares pernambucanos com base eleitoral em Itacuruba e Ingazeira, ambas no sertão do estado, apontam ressalvas diante da possibilidade delas se incorporarem a municípios vizinhos. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo, apresentada pelo governo federal nessa terça-feira (05), prevê a fusão para municípios com população inferior a 5 mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total. Em Pernambuco, Itacuruba com 4.369 habitantes, e Ingazeira, com 4.496, se enquadram nessas condições. 

Segundo o deputado federal Danilo Cabral (PSB), a ideia de fusão tem que ser melhor debatida. “Em tese, a proposta tem uma coerência, mas não sei se esse era o momento de fazer esse tipo de movimento. Essas cidades se encontram com seu funcionamento ocorrendo e a sua institucionalidade já está instalada, mas acho que para uma situação futura essa proposta seria favorável”, afirmou Cabral. Ele também chama atenção para o fato de que o debate acabará sendo feito em pleno ano eleitoral. “A situação fiscal que estamos hoje mostra a necessidade de ter equilíbrio das contas públicas, então isso precisa ser discutido mais para frente. Você desfazer o que já existe, que já tem legitimidade, em ano pré-eleitoral pode não ter efetividade”, considera Danilo.

O senador Humberto Costa (PT) mostra-se cético a aprovação da medida no Congresso Nacional. “A gente sabe que as cidades lutam durante muito tempo para conseguir ter a sua autonomia, para ter a sua emancipação. Haverá sem dúvida uma resistência muito grande. No caso de Pernambuco nem tanto, mas estados como Bahia, Minas, Rio Grande do Sul, eu creio que vai haver rejeição a essa proposição”, projeta o senador. 

O deputado estadual Doriel Barros (PT/foto) considera que a proposta só penaliza os municípios mais pobres. “Eu entendo que é um erro do governo federal. Já há uma estrutura organizada, você vai desorganizar, criar uma dificuldade ainda maior em relação às famílias. Eu também acho que a gente não pode sair criando município sem estrutura, mas é o papel do governo apoiar os municípios para melhorar vida do seu povo, uma condição maior de ampliar o município com ações concretas, mas não retroceder. Para o futuro (criação de novos municípios), isso poderia até ser discutido”, afirma Doriel.

O deputado estadual Fabrizio Ferraz (PHS) considera que é preciso estudar o tema a fundo para avaliar os impactos gerados na vida da população dos dois municípios. “Iremos aguardar os desdobramentos da discussão no Congresso e debater o tema com os líderes de Itacuruba e Ingazeira, como também, ouvir o povo da região”, diz Fabrizio.

Já o deputado estadual Alberto Feitosa (SD), um dos principais defensores da instalação de uma usina nuclear em Itacuruba, a solução para que o município não seja incorporado a outro é justamente a construção da usina. “De acordo com o próprio ministério (de Minas e Energia) vai haver um impacto de 10 mil trabalhadores só na construção da obra, e com a usina funcionando, mais 6 mil funcionários”, diz o parlamentar.

Mulher assaltada e estuprada em São João


O caso já está sendo investigado pela DEPOL local, mas até agora nenhum suspeito foi preso ou identificado.

A vítima foi uma agricultora, cuja identidade não foi revelada. Ela estava na frente da casa onde mora, quando um homem usando capaz e armado com uma faca rendeu a vítima e exigiu que ela entrasse no imóvel.

O criminoso praticou o estupro e ainda fugiu levando uma quantia em dinheiro e o celular da vítima. O caso já está sendo investigado pela DEPOL local, mas até agora nenhum suspeito foi preso ou identificado.