quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Analisando mais um retrocesso de Bolsonaro - DPVAT

Analistas acreditam em veto

O que é DPVAT e o que significa a extinção do seguro obrigatório

Especialista acredita que a MP não será aprovada pelo Congresso, pois o DPVAT é um benefício social importante

SÃO PAULO – O presidente Jair Bolsonaro assinou na última segunda-feira (11) uma MP (medida provisória) que acaba com o DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre). A medida entra em vigor em 1° de janeiro de 2020, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 6 meses a partir da publicação no “Diário Oficial da União” para começar a valer de fato.

Na prática, o DPVAT é o seguro que faz a cobertura de casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

O pagamento era anual, obrigatório para todos os donos de veículos do país e realizado junto com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O seguro foi instituído por lei em 1974 e era requisito para que os condutores conseguissem renovar o licenciamento do veículo. Em 2019, o valor do DPVAT ficou entre R$ 16,21 (carro particular) e R$ 84,58 (moto).

Por que pode acabar?

O governo alegou que o fim do seguro tem como objetivo evitar fraudes e amenizar os custos de supervisão e de regulação por parte do setor público, atendendo a uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) foi questionada pelo Ministério da Economia sobre fraudes, problemas com órgãos de controle e alto índice de reclamações em relação ao DPVAT e apresentou dados que “apontam a baixa eficiência do seguro”, segundo nota enviada ao InfoMoney.

Segundo a Susep, o volume de reclamações do DPVAT é um dos maiores do mercado, sendo o consórcio que administra o seguro, chamado Seguradora Líder, o segundo colocado no ranking de reclamações da superintendência.

Em decorrência de uma operação deflagrada pela Polícia Federal que tinha o objetivo de descontinuar fraudes nas esferas administrativa e judicial relativas ao pagamento do seguro, foram executados em 2015 mandados de prisão temporária, conduções coercitivas, busca, apreensão, sequestro de bens e afastamento de cargo público.

Hoje, o DPVAT é alvo de processos movidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e milhares de ações judiciais.

A Susep também destacou que a execução do seguro não é rentável para o negócio. A fiscalização da Seguradora Líder consome em torno de 19% dos recursos de fiscalização da superintendência, enquanto a operação representa apenas 1,9% do volume de receitas do mercado.

“Espera-se que o próprio mercado ofereça coberturas adequadas para proteção dos proprietários de veículos, passageiros e pedestres, tal como seguros facultativos de responsabilidade civil e acidentes pessoais”, afirmou a superintendência.

O órgão também acredita que existem outras formas de proteção aos passageiros. Mas hoje, apenas cerca de 30% da frota circulante de veículos no país conta com coberturas do mercado que não são o DPVAT.

“A proteção social, para a camada da população de renda mais baixa, permanece atendida pela rede de seguridade, com instrumentos como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) nos casos de invalidez em pessoas de baixa renda. É importante lembrar que a justiça pode sempre estabelecer uma indenização em casos de danos causados a terceiros”.

Vai mesmo acabar?

Gedeon Silva, representante da 3B Consultorias, empresa especializada em cobrança de indenizações para vítimas de acidentes, acredita que a MP não será aprovada pelo Congresso da forma que está. Isso porque o DPVAT é um benefício social importante, principalmente, para as populações carentes, que contam com esse dinheiro para realizar seus tratamentos.

Porém, o consultor pontua que o momento durante a vigência da MP será importante para debater questões que inviabilizam a aplicação efetiva do seguro, como monopólio e burocracias para concessão ou até a criação de um outro seguro obrigatório de livre mercado, onde cada seguradora possa vender sua apólice sob regulação da Susep.

“Acredito que, se concretizando a medida provisória, a discussão será levada para uma nova modalidade de seguro, porque o grande problema do DPVAT é o monopólio de uma seguradora que inviabiliza a aplicação do benefício. Se não existe concorrência, não tem porque o serviço ser melhorado e evoluído. Já estamos há 12 anos em que o seguro não tem o valor atualizado e a burocracia para se conseguir é muito grande”, opina.

Para Antônio Azevedo, gerente comercial da Alper Consultoria em Seguros, acabar com o DPVAT irá gerar bastante impacto, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.  Azevedo acredita que a MP, caso aprovada, possa ser revertida no futuro – considerando a obrigatoriedade do seguro e a sua função social.

“A extinção é um retrocesso muito grande e sem ele muitas pessoas irão ficar sem amparo. O DPVAT atua com coberturas pequenas e, em um cenário que 70% da frota não possui o seguro facultativo, ele era utilizado para cobrir indenizações, sobretudo por morte”, explica.

Outros caminhos

O advogado Sergio Ruy Barroso de Mello, diretor da Associação Internacional de Direito do Seguro concorda que o fim do DPVAT gera uma fragilidade nas indenizações por morte, mas enxerga a mudança como positiva.

Segundo o jurista, o próximo passo é resolver problemas referente a normas que regulamentem a obrigatoriedade de contratação de um seguro de responsabilidade civil para todos os veículos em circulação, como acontece em países da Ásia e Europa.

“Tirar o encargo é algo positivo. Se o legislador criar normas eficientes podemos dar passos gigantes na questão social e, em alguns casos até melhorar as condições de indenizações”, opina Barroso.

Érica Diniz Oliveira, professora do Insper e uma das organizadoras do livro “Regulação do Seguro DPVAT: Marco Regulatório e Econômico”, ressalta que os impactos do fim do seguro podem ser negativos caso uma das naturezas do seguro, a de promoção de políticas públicas de saúde e educação no trânsito não seja mais contemplada.

“A maior importância do DPVAT é sua dimensão de política pública de financiamento do SUS e auxílio às famílias mais pobres para quem o valor da indenização tem uma relevância maior. Caso sejam criadas políticas públicas que substituam essas funções, a mudança pode ser positiva, pois eliminaria a ocorrência de fraude.

Corpo de criança é encontrado em praia de Olinda


O corpo foi encaminhado ao IML após registro do Instituto de Criminalística.

Foto: reprodução/TV Jornal Recife

A Polícia Civil já está investigando a ocorrência de localização do corpo de uma criança, encontrado boiando na praia de Casa Caiada, em Olinda, região metropolitana do Recife (RMR).

A vítima, garoto de apenas 12 anos, foi avistado por uma mulher que caminhava pela orla. Efetivos do Corpo de Bombeiros Militar (CBMPE) foram acionados para retirar o corpo da água.

A polícia acredita que o menino tenha sido vítima de afogamento. O corpo foi encaminhado ao IML após registro do Instituto de Criminalística.

Menina de 12 anos dopada após receber doce de idoso na porta da escola


A polícia orienta e pais e responsáveis peçam para criança não receberem doces e comida de estranhos.

A Polícia Civil já está investigando a ocorrência onde uma menina de apenas 12 anos passou mal após receber doces de um idoso na porta da escola onde estuda na cidade de Igarassu, litoral norte da região metropolitana do Recife (RMR).

A criança foi socorrida para a emergência da Unidade de Pronto Atendimento, e segundo relatos, a menina está consciente, orientada, mas não tem previsão de alta.

A vítima chegava na escola quando foi abordada pelo suspeito, ainda não identificado. A polícia orienta e pais e responsáveis peçam para criança não receberem doces e comida de estranhos.

Matadouro de jumentos e cavalos é descoberto em Limoeiro; carne também era vendida para o Recife


Carne de cavalo e jumento era vendida como 'charque' e de carneiro. Há risco de contaminação e transmissão de doenças, já que a maioria dos animais estavam debilitados, feridos e doentes

A Polícia conseguiu localizar e interditar um matadouro clandestino de cavalos e jumentos. A ocorrência foi registrada pela PM na zona rural de Limoeiro, região agreste de Pernambuco.

Segundo informações, no local da ocorrência foram encontrados cinco animais mortos e 45 cavalos e jumentos vivos. Um agricultor, identificado como JOSÉ MÁRIO FONTES DE OLIVEIRA, 26 anos, foi preso em flagrante e levado para delegacia da cidade.

A carne apreendida deverá ser descartada e queimada pela Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (ADAGRO). A ocorrência já está sendo investigada pelo Serviço de Inteligência da 6ª CIPM, e só foram ao local no dia destinado para o abate. Para não despertar atenção, alguns policiais caminharam alguns quilômetros a pé.

Pernambuco tem mais um dia violento com 13 assassinatos


Foto: Reprodução/Portal Agreste Violento

Treze pessoas foram assassinadas em Pernambuco nesta terça-feira (12), sendo seis crimes na Região Metropolitana do Recife e sete no interior. No mês de novembro são 124 homicídios e de janeiro até agora 2.987 assassinatos no Estado.

Em São Caetano, o vaqueiro Geraldo Júnior Macedo Bezerra, 32 anos, foi morto a tiros quando passava de moto entre dois assentamentos dos Sem Terra. Ele foi atingido, caiu da motocicleta e em seguida foi executado. Não há informações sobre autoria nem motivação do crime.

Em Garanhuns, uma mulher foi morta a tiros no bairro Jardim Petrópolis. Maria Jéssica Martins Ferreira, 27 anos, estava em casa quando dois desconhecidos chegaram em uma moto, invadiram a residência e efetuaram vários tiros contra a vítima. Segundo a polícia, ela tinha envolvimento com drogas.

Em Cupira, houve tentativa de homicídio. Um popular conhecido por “Jubileu” foi baleado no bairro Boa Vista e socorrido pelo Samu para o hospital da cidade, sendo transferido em seguida para o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru.

Bolsonaro acaba com registro profissional para jornalistas



De Lorenna Rodrigues no Estado de S.Paulo.

O governo aproveitou a medida provisória que cria o programa Verde Amarelo para acabar com a exigência de registro profissional para jornalistas, publicitários, radialistas, químicos, arquivistas e até guardador e lavador de veículos. 

Em relação aos jornalistas, a MP acaba ainda com a exigência legal de diploma de jornalismo para o exercício de algumas funções. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) já tinha derrubada a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. 

Incêndio de grandes proporções atinge depósito em Santo Amaro


Chamas altas consumiram diversos veículos que estavam em um pátio e fumaça preta foi vista em diversos pontos do Centro do Recife

Um incêndio de grandes proporções atingiu um depósito de veículos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na noite desta terça-feira (12), na Rua Treze de Maio, no bairro de Santo Amaro, no Recife. O fogo teve início por voltas das 21h15 e, mesmo com chuva, a fumaça preta e as chamas altas foram vistas em vários pontos do Centro da cidade.

O fogo atingiu dezenas de veículos antigos, incluindo caminhões e viaturas desativadas da Polícia Militar, que estavam em um pátio aberto no depósito. Diante da gravidade do incêndio, dez viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas, além de unidades da Autarquia de Trânsito e Transporte do Recife (CTTU) e da Polícia Militar.

O fogo foi controlado por volta das 22h40. Uma das integrantes da equipe que combateu o incêndio chegou a ser atendida no posto de saúde após inalar fumaça, mas foi liberada logo em seguida.

Incêndio de grandes proporções atingiu depósito do Ministério Público em Santo Amaro. Foto: Renato Mota/TV Clube

Incêndio de grandes proporções atingiu depósito do Ministério Público em Santo Amaro. Foto: Renato Mota/TV Clube

Polícia Civil realiza operação em Lajedo para desarticular organização criminosa


A Polícia Civil desencadeou na manhã desta quarta-feira (13), em Lajedo, Agreste de Pernambuco, a Operação “Lajeiro”, com o objetivo de desarticular organizações criminosas voltadas para a prática de homicídios tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As investigações foram iniciadas em maio deste ano. Devem ser cumpridos 22 mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão domiciliar. Os detalhes da ação serão divulgados em Garanhuns.