Na guerra de propaganda contra os Estados Unidos e seu presidente, o regime iraniano está agora usando uma tática particularmente perversa.
A televisão estatal anunciou durante a transmissão de um serviço funerário sobre o general Ghassem Soleimani que US $ 80 milhões seriam concedidos pela cabeça do presidente dos EUA, Donald Trump.
Bolsonaro e ministros estão caindo da borda da Terra
Por Kennedy Alencar
Créditos da foto: Ministro recebe regalo de Rodrigo Camacho: uma obra feita com cartuchos de bala (Reprodução/Facebook)
O debate público no Brasil está muito pobre. A miséria política e intelectual do país cresceu demais nos últimos tempos.
Abraham Weintraub voltou a mentir a respeito de cultivo de drogas nas universidades federais. O ministro da Educação é a síntese dessa miséria intelectual e política. Foi leviano ao depor nesta quarta-feira na Comissão de Educação da Câmara. Levou informações falsas ao Congresso.
As universidades não têm envolvimento com plantio de maconha. Pode ter havido um caso ou outro de alguém que plantou um pé de maconha num terreno público.
É uma irresponsabilidade um ministro da Educação agir dessa forma em relação às universidades federais. Ele é um inimigo do ensino. É um semeador da ignorância e do ódio. Atua como ponta de lança dessa estratégia de guerra cultural do bolsonarismo, difundindo bobagens e mentiras.
O ministro foi ao Congresso Nacional fazer um papelão. É um cidadão que não tem condição de comandar a Educação. Fala mal e porcamente o português. Pensa mal. Espalha fake news. Repetindo: ocupa o Ministério da Educação uma pessoa que não tem gabarito para a função.
É um perigo para a democracia
O ministro da Justiça, Sergio Moro, é outro que deveria tomar aulas de português. Assim como Abraham Weintraub, Moro usa mal as vírgulas em particular e o idioma de modo geral. Mas vamos deixar isso de lado _apesar de não pegar bem para quem tem formação de magistrado falar e escrever com tantos erros de português.
O importante é analisar um tuíte de Moro a respeito das críticas do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz. Entre as queixas de Santa Cruz, está a de não ser recebido em audiência no Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segue o tuíte como Moro o escreveu (nem é dos piores): “Tenho grande respeito pela OAB, por sua história, e pela advocacia. Reclama o Presidente da OAB que não é recebido no MJSP. Terei prazer em recebê-lo tão logo abandone a postura de militante político-partidário e as ofensas ao PR e a seus eleitores”.
Segundo Santa Cruz, os apoiadores de Bolsonaro teriam desvio de caráter.
É inacreditável que um ministro de Estado imponha condições de abandono de suposta atitude de “militante político-partidário” para receber o presidente da OAB. A manifestação é de um autoritarismo enorme.
É aquela coisa: a ideologia está sempre nos outros, a militância está sempre nos outros. Moro não é um ideólogo de direita autoritário, não é um militante de um projeto regressivo para o Brasil.
O ministro da Justiça também costuma dar aula de jornalismo a respeito de reportagens e artigos de análise e opinião que o desagradam. Exibe visão medíocre sobre o exercício da função pública, como se o cargo fosse propriedade privada dele. Ele tem de receber, sim, o presidente da OAB, por mais que fique contrariado com críticas.
Moro está ministro, mas não tem compreensão da função pública. Demonstra visão estreita do cargo e propaga um mantra autoritário contra os críticos. Se há uma discordância, rapidamente a resposta de Bolsonaro, de ministros e da milícia digital é a de uma militância partidária, uma militância jornalística, uma militância eleitoral, uma militância partidária na advocacia e por aí vai…
Isso é loucura, porque a militância está sempre nos outros, a ideologia está sempre nos outros. Moro é o senhor da razão. Trata-se de estratégia para minar a credibilidade das instituições e dos críticos a fim de impor medidas autoritárias paulatinamente, normalizando absurdos.
Ele é autoritário. Não tolera críticas. Tem pensamento regressivo na área de segurança pública. Manifesta frequentemente visão atrasada a respeito do projeto para o Brasil. No entanto, goza de imagem muito boa na opinião pública, fruto do trabalho como cavaleiro do combate à corrupção, de paladino da Lava Jato. Essa boa imagem tem repercussão no cenário político e nos destinos do país.
Circula nas redes sociais, por exemplo, uma foto de Moro com dois homens que levaram uma suposta obra de arte com a imagem do ministro feita com cartuchos de bala. E o ministro da Justiça acha bom exibir isso. Faz até pose com mão na cintura.
Claro que esse episódio transmite uma mensagem errada para a política de segurança pública. O responsável por essa política pública deveria tomar mais cuidado. A mensagem estimula a violência.
Elite irresponsável
Nesta quarta, o presidente da República falou de novo um monte de bobagens, inclusive recorrendo a informações erradas para opinar sobre a escolha do ministro da Defesa da Argentina. Bolsonaro não tem que se meter nesse assunto, ainda mais tão desinformado.
Apesar de inadequado, seria interessante que outros mandatários comentassem o nível do ministério do Bolsonaro. É um nível muito baixo. Com raras exceções, ministros não conhecem execução orçamentária. Até um estudo do governo concluiu que o programa Verde Amarelo não vale a pena, pois tem custo maior do que o benefício que pode gerar ao empregar jovens.
Mas essa equipe econômica do ministro Paulo Guedes é elogiada pelos empresários e o mercado financeiro. Essa elite deveria ter mais responsabilidade. Os empresários e o mercado financeiro precisam ter mais espírito crítico em relação ao que está acontecendo no país.
A reforma da Previdência só foi aprovada por causa do Centrão, de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Não foi mérito de Guedes nem de Bolsonaro. Isso é um fato. Quem acompanha o poder em Brasília vê que a agenda econômica está nas mãos do Congresso.
Esse é um governo ruim, mas empresários e o mercado financeiro fingem não ver em nome de seus interesses. Estão se lixando para o país e o povo. Esse é o governo real que o Brasil tem. E os problemas reais que o país precisa resolver estão em segundo plano, passando ao largo do debate público.
Ontem, a Justiça revogou decisão de Bolsonaro de tirar os radares das rodovias federais. Há alto índice de mortes nas estradas. Claro que foi uma ideia absurda de Bolsonaro. Ainda bem que algum sistema de freios e contrapesos funciona.
A Justiça, o STF, o Congresso e a imprensa reagem. Ainda é possível fazer críticas no rádio, na TV, na internet e nos jornais. Muito bom.
A voracidade regressiva do governo Bolsonaro e o projeto de barbárie proposto ao país são imensos e demandam reação democrática e firme.
Caindo da borda da Terra
Anunciada nesta quarta, a escolha da ativista sueca Greta Thunberg como personalidade do ano pela revista “Time” foi uma infeliz coincidência para o presidente Jair Bolsonaro, que a atacou de modo infantil e descortês nos últimos dias.
Greta ganha protagonismo por defender uma causa boa, a do meio ambiente. Bolsonaro ganha protagonismo por não prezar o meio ambiente. Ao contrário da sueca, o brasileiro termina o ano com uma péssima imagem internacional, o que prejudica a credibilidade do Brasil no exterior. O país perdeu importância no mundo em 2019 e deixou de ser respeitado como potência ambiental.
Bolsonaro tem atitudes que não estão à altura do cargo. Nesta quarta, criticou a imprensa brasileira por dar destaque às falas de Greta Thunberg na COP-25 na Espanha, dizendo que a sueca fazia um “showzinho” e voltando a chamá-la de “pirralha”.
Há uma visão autoritária do presidente sobre o papel da imprensa. Esse negacionismo ambiental, mentindo a respeito do desmatamento e das queimadas na Amazônia, envia uma mensagem errada doméstica e internacionalmente.
Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendem posições que contrariam todos os dados científicos sobre mudança climática. Ambos negam o evidente aumento da destruição ambiental no Brasil.
Bolsonaro, seus filhos políticos e seus apoiadores estão caindo da borda da Terra com esse terraplanismo ambiental. E o mundo inteiro assiste de camarote.
Muitas pessoas já esqueceram a sua carteira de motorista em casa por alguma razão e ficaram com medo de serem abordadas por um policial; afinal, dirigir sem estar com os documentos corretos ocasiona apreensão do veículo, multa e, consequentemente, 7 pontos adicionados.
Para ajudar a esses motoristas mais esquecidos, o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) liberou a CNH Digital, que nada mais é do que uma reprodução do documento, mas para ser usada no smartphone. Aprenda já como funciona esse aplicativo, se todas as carteiras de motorista são compatíveis e como agir se a sua não for.
Esse aplicativo serve para recriar a habilitação em versão digital: ela terá um QR Code que garantirá que o documento é verdadeiro. Por meio dele, qualquer autoridade que parar o veículo poderá consultar a quantidade de multa, se a CNH está cassada e muito mais informações. Ele é compatível com os aparelhos IOS e Android e, apesar de ser usado mais comumente nos smartphones, também pode ser instalado no iPad ou no tablet.
Quais motoristas podem usar o app CNH Digital?
A carteira de motorista virtual só pode ser emitida para uma parte dos condutores, atualmente: aqueles que fizeram seu documento a partir de 2017. A justificativa é que a CNH emitida a partir de então tem o QR Code, que é uma tecnologia de segurança e de compartilhamento de informações.
Sendo assim, a carteira de motorista tem de ser atualizada por meio de segunda via ou renovada: em qualquer um desses processos, um novo documento impresso será feito, com QR Code, e poderá ser transformado na versão virtual.
Alguns ficam em dúvida se devem pedir a segunda via da sua carteira de motoristas ou se devem renová-la. A renovação só é indicada quando o documento atual está próximo de completar cinco anos; fora isso, indica-se optar pela segunda via.
Primeiro, deve-se contatar o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) para que ele informe as taxas e os documentos necessários, não havendo necessidade de passar por qualquer exame: afinal, o indivíduo ainda tem permissão para conduzir veículos, ele só precisa de uma nova versão da CNH vigente.
Se a carteira de motorista está próxima do vencimento e é preciso renovar, o processo é mais burocrático e envolve aulas teóricas e práticas nas autoescolas e prova do DETRAN. Em certos casos, também é solicitado exame psicotécnico e exame médico e não existe valor fixo para a renovação de CNH: cada Estado tem uma taxa.
Como se cadastrar para ter a CNH Digital
Baixe o app CNH Digital: Disponível para a Plataforma Google Play Store Android, e Apple Store IOS ;
Faça o cadastro de usuário no próprio aplicativo.
Ativar a conta através do link enviado para o e-mail cadastrado.
Após validar o cadastro no e-mail, volte ao aplicativo CNH Digital e digite seu CPF . Em seguida, informe a senha que acabou de cadastrar. Finalize em “Entrar” Após entrar na conta, toque no ícone de “+”, no canto inferior a direita. Em seguida, escolha a opção “CNH Digital” Selecione a opção “Validação pelo celular” para prosseguir sem precisar do certificado digital;
Selecione “Conceder acesso” para autorizar o acesso do app à câmera. Escaneie o QR Code da sua CNH. Clique em “Avançar” para realizar a biometria facial. De “OK” e siga os passos indicados no aplicativo.
Digite o número de seu telefone e clique em “Concluir”. Logo em seguida crie uma senha com quatro dígitos , que deverá ser digitada toda vez que a CNH digital for utilizada.
Depois disso, todas as informações que o DENATRAN possui sobre o motorista são copiadas para o app CNH Digital e podem ser lidas pelos policiais por causa do QR Code.
As pessoas que precisarem fazer a segunda via da carteira de motorista ou renová-la devem, quando estiverem com o novo documento, seguir o passo a passo acima também.
O aplicativo CNH Digital serve para identificação oficial?
Um número alto de brasileiros costuma usar sua carteira de motorista como substituto do RG quando precisam se identificar. Isso gera a seguinte pergunta: é possível mostrar o app CNH Digital no aeroporto, na hora de abrir uma conta em banco ou em qualquer situação que exija documento de identificação com foto?
Isso não pode ser feito: o aplicativo da SERPRO foi criado somente para facilitar a consulta das informações da pessoa enquanto motorista. Sempre que ela precisar se identificar oficialmente e estiver sem RG, terá de recorrer à CNH impressa ou aos outros documentos que também têm essa funcionalidade, como o passaporte.
Aplicativo CNH Digital e a segurança dos condutores
As fraudes relacionadas à pontuação dos motoristas são frequentes, já que ninguém deseja ter a sua carteira suspensa. Por isso, é claro que os usuários do aplicativo CNH Digital precisam ficar sempre atentos:
Indica-se ir ao DETRAN, de vez em quando, para saber como está a pontuação;
Ter um antivírus no smartphone ou tablet é necessário para que ninguém consiga invadir o app CNH Digital;
O app só é seguro se baixado de lojas oficiais.
Baixar Aplicativo
App CNH Digital: Disponível para a Plataforma Google Play Store Android, e Apple Store IOS
Natural de Crato, no Ceará, o jornalista e escritor Xico Sá respondeu a mais uma ofensa de Jair Bolsonaro, que neste sábado disse que "todo cearense é cabeçudo": "Cabeça-chata com todo orgulho, mas jamais ignorante, preconceituoso, racista, homofóbico"
(Foto: Divulgação)
247 - Em resposta a mais uma ofensa de Jair Bolsonaro aos nordestinos - desta vez ao povo cearense, chamado por Bolsonaro de "cabeçudo" -, o jornalista e escritor Xico Sá, natural de Crato, no Ceará, escreveu: "Cabeça-chata com todo orgulho, mas jamais ignorante, preconceituoso, racista, homofóbico".
Em live com os eleitores, Jair Bolsonaro disse que "chamar cearense de cabeçudo você não consegue identificar ninguém, lá todo mundo é cabeçudo".
"Acho que foi primeiro estado que tivemos grande recepção em aeroporto. Tudo começou por aí, se não me engano, um dos grandes articuladores disso acho que foi Alex Ceará, um cara cabeçudo. Se bem que chamar cearense de cabeçudo você não consegue identificar ninguém, lá todo mundo é cabeçudo", disse.
No entanto, quadro não deve se estender, dizem analistas
Agência Brasil
Iranianos queimam a bandeira de Israel e dos Estados Unidos durante protestos
O assassinato do general Qassem Soleimani, da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, na quinta-feira (2) em Bagdá (Iraque), após ataque aéreo dos Estados Unidos, aumentará a tensão em uma região marcada há décadas por instabilidade. Em curto prazo, o novo episódio de conflito no Oriente Médio vai provocar aumento do preço do petróleo, como previu o presidente Jair Bolsonaro e volatilidade no mercado financeiro, mas esse quadro não deverá se estender, conforme especialistas ouvidos pela Agência Brasil.
De acordo com o professor de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Mattar Nasser, livre docente com tese sobre a geopolítica norte-americana no Oriente-Médio, o Irã não vai revidar. “Eles não vão entrar em guerra. Não fazem também porque a assimetria militar é muito grande. O Irã não tem condição de entrar em guerra nem com Israel, muto menos com os Estados Unidos”.
“Eles não agem de forma intempestiva como se constrói aqui no ocidente. Agem de forma muito prudente, muito pensada, em médio e longo prazo. É improvável que ajam em um ataque aéreo ou em bateria militar. Nunca fizeram e não é agora que vão fazer. O Irã vai ser ainda mais precavido e não vai haver contra-ataque”, assinala.
Em sua opinião, a iniciativa dos EUA vai gerar coesão interna entre os grupos políticos do Irã, e vai aumentar a influência do país na região como ocorreu em outros momentos beligerantes na região. “Nos anos de guerra no Afeganistão e no Iraque, o Irã aumentou a influência política, militar e econômica na região. Ele cresceu à medida que seus vizinhos enfraqueceram, inclusive por causa das intervenções norte-americanas”, descreve Nasser.
O professor chama atenção que o general iraniano assassinado pelos americanos, era considerado “low-profile” e “não era terrorista”. Conforme o acadêmico, Qassem Soleimani defendia as estratégias do Irã de combater o Estado Islâmico e o Taleban.
Iranianos choram durante protesto contra a morte de Qasem Soleimani - Foto: ATTA KENARE / AFP
No Paquistão, protestantes queimam a bandeira dos Estados Unidos - Foto: Aamir QURESHI / AFP
Protestantes seguram cartazes contra EUA e Israel após ataque que provocou morte do general iraniano - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Território protegido e estoques garantido
Reginaldo Nasser afirma que o aumento de tensão na região não afeta a segurança do território norte-americano, a única exceção na história dos EUA foi o atentado de 11 de setembro de 2001.
Se em termos militares os Estados Unidos mantêm segurança, por causa da distância do território e da superioridade bélica em relação a outros países, em termos econômicos o episódio contra o Irã também terá poucas consequências. Quem acrescenta essa avaliação é de Jorge Camargo, ex-presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e hoje vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).
“Os Estados Unidos tornaram-se autossuficientes e exportadores de petróleo e gás. Em dez anos, os norte-americanos aumentaram a produção de petróleo em 10 milhões de barris [por dia], o que é equivalente a uma Arábia Saudita”, contabiliza Camargo. Segundo ele, essa capacidade de produção de petróleo, especialmente a partir do xisto, “serve como colchão.”
O mercado mundial de petróleo “está abastecido”, descreve Camargo, a ponto de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) recentemente ter decido retirar 2 milhões de barris de petróleo por dia de circulação e os preços do petróleo terem oscilado por pouco após o ataque de drones na principal refinaria da Arábia Saudita em setembro passado, “aquilo praticamente não mexeu no preço do petróleo.”
Conforme o especialista, o Brasil também “não corre risco de desabastecimento”. O país, no entanto, sofrerá impacto com o aumento já previsto do preço do combustível. Ele não sabe quando ocorrerão os ajustes nas refinarias e, consequentemente, nas bombas de diesel e de gasolina.
Clima positivo de mercado
Jorge Camargo não recomenda que haja subsídio e que eventuais aumentos do preço de petróleo deixem de ser repassados. “O país está em transição para mercado mais aberto de petróleo. A Petrobras está desinvestindo em refinaria para acabar com o monopólio do refino. É fundamental para quem quer investir tenha convicção de que não vai haver intervenção”, recomenda.
De acordo com o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, “os mercados ainda estão avaliando pontais desdobramentos [da nova crise no Oriente Médio}. Há muita incerteza sobre isso.” O seu palpite é que “pode se pensar em uma certa acomodação, mesmo que em um grau de nervosismo mais alto ou com agravamento dessas tensões.”
“Nos próximos dias, o mercado vai conseguir precificar melhor o grau de risco desse fato novo. Por ora, está estacando o otimismo recente, gerando correção no preço dos ativos”. O economista pondera que antes do ataque, “havia um clima positivo de mercado, somando fatores externos [por causa da trégua comercial entre os EUA e China} e perspectivas melhores para economia brasileira.”
De acordo com o levantamento, apenas 6 das 33 promessas do prefeito foram cumpridas.
Foto: Reprodução
O prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), só cumpriu 6 das 33 promessas de campanha, correspondendo 18,2% das promessas durante a época de campanha. Em ano eleitoral, esse índice deve aumentar, mas ainda ficará abaixo do desejado. O levantamento é feito pelo portal G1.
No total, Geraldo fez 33 promessas nas áreas de: administração, direitos humanos e sociais, economia, educação e cultura, habitação, infraestrutura, meio ambiente, mobilidade urbana e saúde.
Até o momento, Geraldo cumpriu apenas 6, outras 16 promessas estão em andamento e 11 ainda nem começaram.
Promessas cumpridas
Fazer três centros de comércio popular
Fazer moradias para quem vive nas áreas ribeirinhas do Rio Capibaribe
Fazer obras de contenção de encostas em 90 novas áreas
Realizar o Projeto Grandes Avenidas
Dar passe livre para integrantes do programa ProUni Recife
Criar o aplicativo Saúde em Dia
Promessas em andamento
Reunir os órgãos de regulação em um único espaço
Fazer três Compaz
Criar o programa de microcrédito dentro do Recife Qualifica
Criar laboratórios de ciência e tecnologia nas escolas
Oferecer 1,5 mil vagas de creches
Calçar 480 ruas do Recife
Recuperar 560 novas escadarias
Reformar e recuperar 270 quilômetro de calçadas
Reformar a Avenida Conde da Boa Vista
Levar corrimão para 320 escadarias
Iluminar todas as escadarias da cidade
Aplicar geomanta em 450 novos pontos
Fazer passarelas, parques, ciclovias e áreas de convivência no entorno do Rio Capibaribe
Requalificar 1 mil paradas de ônibus
Fazer a interligação das Faixas Azuis do Recife
Chegar a 60 equipes de Saúde da Família
Promessas não cumpridas
Criar residência inclusiva para pessoas com deficiência
Criar o Centro Dia
Criar uma empresa júnior para ser uma incubadora do Qualifica
A proposta permite que as empresas não contratem trabalhadores PCD, substituindo a contratação pelo pagamento de um valor correspondente a dois salários mínimos mensais.
Esse valor seria recolhido pela União e direcionado a um programa de reabilitação física e profissional, previsto na MP 905, que criou o Programa Verde e Amarelo.
Projeto desrespeita Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência
A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos (AMPID) se reúne hoje (3), na Câmara dos Deputados, para tratar do assunto.
Em nota, a AMPID diz que o projeto do governo confronta a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), pois não consultou as pessoas com deficiência por meio de suas organizações/entidades representativas.
A nota também diz que o PL “frustra os objetivos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI – 13.146/15), especialmente o de incentivar as pessoas com deficiência moderada e grave, que recebem o BPC, a querer voltar ou se inserir pela primeira vez no mercado de trabalho”.
Existem outros pontos controversos no projeto, que prevê contagem em dobro, no caso de contratação de um trabalhador com deficiência grave. No entanto, não estabelece quais serão os critérios nem quem fará a classificação.
Como é hoje
Hoje, as empresas com até 200 funcionários precisam ter 2% de trabalhadores com deficiência. Para empresas com mais de 1.000 empregados, o número passa a 5%.
No entanto, para Tabata Contri, da Talento Incluir, a desobrigação é preocupante. “Hoje, você já tem empresas que preferem pagar a multa a fazer um esforço para cumprir a regra”, afirma.
Papa Francisco pede por inclusão
Neste mesmo dia, no Vaticano, o Papa Francisco pediu que se garanta o “direito a participar” das pessoas com deficiência. Para ele, isso representa “um papel central na luta contra a discriminação e na promoção da cultura do encontro e da qualidade de vida”.
O Papa e o governo Bolsonaro divergem nessa ideia. Vale ressaltar que, como foi encaminhado pelo governo, o Projeto tramita em regime de urgência
Os parlamentares iraquianos aprovaram uma resolução pedindo que tropas estrangeiras deixem o país depois que os EUA mataram um general iraniano em um ataque de drones no aeroporto de Bagdá na semana passada.
O Parlamento também requereu que o governo proíba as forças estrangeiras de usar terra, espaço aéreo ou água por qualquer motivo.
“O governo se compromete a revogar seu pedido de assistência da coalizão internacional que luta contra o Estado Islâmico devido ao fim das operações militares no Iraque e à conquista da vitória”, dizia a resolução.