Por: Correio Braziliense
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| Foto: ATTA KENARE / AFP |
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| Foto: ATTA KENARE / AFP |
Esse alerta também é válido para o Sertão de Pernambuco. Os moradores das seguintes cidades devem ficar atentos: Afrânio, Belém do São Francisco, Bodocó, Cabrobó, Dormentes, Floresta, Lagoa Grande, Orocó, Ouricuri, Petrolina, Salgueiro, Santa Maria da Boa Vista, Serrita e Trindade.
Em Juazeiro, a Prefeitura divulgou um número para emergências: (74) 9 8821-4915 (também é WhatsApp).
BRASÍLIA - A Chancelaria do Irã pediu explicações à diplomacia brasileira, no domingo, sobre o posicionamento do Brasil frente aos acontecimentos, no Iraque, que culminaram com a morte do general Qassem Soleimani, da Guarda Revolucionária do Irã. Soleimani foi atingido por um míssil americano há cinco dias.
"A conversa, cujo teor é reservado e não será comentado pelo Itamaraty, transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática", informou o Ministério das Relações Exteriores.
Como reação ao episódio, o Itamaraty divulgou uma nota, na última sexta-feira, praticamente respaldando o assassinato do militar pelos Estados Unidos. O órgão condenou várias vezes o terrorismo e, sem citar nomes, usou uma linguagem diplomática para demonstrar que, para o governo brasileiro, o general iraniano e a própria Guarda Revolucionária poderiam ser classificados como terroristas.
"Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo", diz um trecho do comunicado, intitulado "Acontecimentos no Iraque e luta contra o terrorismo".
Na nota, o governo afirma que "o Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento". Destaca, ainda, que o terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, "e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul".
O presidente Jair Bolsonaro também deu declarações parecidas, e disse que o Brasil é "aliado de qualquer país no combate ao terrorismo" .
A nota recebeu críticas de diplomatas brasileiros da ativa e aposentados, por avalizar o assassinato de um funcionário de um governo estrangeiro, o que é considerado um ato de guerra, e romper a tradição brasileira de considerar como terroristas as organizações dispostas em listas do Conselho de Segurança da ONU. Oficialmente, o Brasil só considera como terroristas os grupos al-Qaeda e Estado Islâmico, seguindo resoluções tomadas pelas Nações Unidas.
Além do Brasil, Teerã pediu esclarecimentos para representantes de outros países que se manifestaram sobre a questão. São exemplos a Alemanha e a Suíça, que representa os EUA no Irã.
Uma enorme multidão se reuniu nesta segunda-feira para a cerimônia fúnebre de Soleimani em Teerã. Pedidos de uma vingança dura contra os autores do seu assassinato, vindo da filha do militar, de altas autoridades e também de manifestações espontâneas da população iraniana, foram a tônica da despedida da capital ao general

“Dr. Ezequiel é um daqueles homens predestinados por Deus, que fez da medicina seu sacerdócio e ensinou a filhos, netos, bisnetos a amar a cidade da Pedra, de onde nunca saiu apesar dos convites feitos para atuar em outros municípios”, afirmou Osório dizendo-se sentir-se feliz ao ouvir as pessoas darem depoimentos que receberam a visita do Dr. Ezequiel em algum momento de suas vidas.Em novo ataque à imprensa, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira, 6, que jornalistas são uma "raça em extinção" e que ler jornal "envenena". Bolsonaro afirmou que vincularia os repórteres ao Ibama, órgão que, entre outras atribuições, defende animais ameaçados. "Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama. Vocês são uma raça em extinção."
A declaração foi feita em frente ao Palácio da Alvorada, onde o presidente costuma falar com a imprensa e tirar selfies com apoiadores. Bolsonaro disse que a imprensa "não sabe nem mentir mais", mas que não iria estender as críticas a todos os jornalistas. "Para não ser processado pela ANJ (Associação Nacional de Jornais) e não sei o quê", justificou.
O presidente disse que "cada vez mais gente não confia" na imprensa. E lembrou que mandou cancelar a compra de jornais e revistas impressas ao Planalto.
A Presidência não renovou contrato para compra de periódicos - nacionais e internacionais -, que se encerrou no fim de 2019. Firmada em 2017, a compra era de R$ 582.911,40 anuais e abastecia o Palácio do Planalto e o escritório regional da Presidência em São Paulo, além de fornecer assinaturas digitais.
"Todos, todos (foram cancelados). Não recebo mais papel de jornal ou revista. Quem quiser que vai comprar. Porque envenena a gente ler jornal. Chega envenenado", disse ele. O novo ataque do presidente à imprensa hoje começou após ele ser questionado se enviaria antes ao Congresso Nacional a reforma administrativa ou tributária.
Na mesma entrevista, o presidente ainda disse que tem uma vida difícil. E acusou, sem provas, que jornalistas "ensaboavam" ex-presidentes devido a pagamentos mais altos de publicidade às empresas de comunicação.
"A vida do presidente que quer fazer pelo Brasil não é fácil. Nunca vocês tiveram um presidente que conversasse tanto com vocês. Nunca. E quando conversavam, era só ensaboar, e vocês aceitavam por quê? Porque recebiam mais de R$ 1 bilhão por ano a título de propaganda. Aí, pô, fica quieto, vai dizer que papai e mamãe está tudo bem, mas não estava. O Brasil estava afundando", declarou.
Ataques à imprensa
Em 20 de dezembro, o presidente se irritou com repórteres ao ser questionado sobre a operação de busca e apreensão que teve como alvo seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ). Na ocasião, Bolsonaro disse a um repórter que ele tinha "uma cara de homossexual terrível".
No dia seguinte, o presidente recebeu jornalistas no Palácio da Alvorada, quando não elevou o tom de voz ao responder sobre o mesmo tema. Naquela entrevista, Bolsonaro disse que se controla ao falar com jornalistas e que a mídia o "provoca" para ter manchete.
Bolsonaro afirmou à época que reflete sobre algumas declarações e que se arrepende, em alguns casos. Bolsonaro comparou a relação com a imprensa ao futebol e continuou, em tom irônico: "É igual futebol: ali na frente, de vez em quando, você manda seu colega para a ponta da praia (base da Marinha que teria sido usada como local de tortura na ditadura militar). Depois vai tomar uma tubaína com ele", afirmou.