sexta-feira, 13 de março de 2020

Bolsonaro faz teste para coronavírus; resultado sai na sexta-feira, 13


O exame foi realizado após o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, testar positivo para a doença

O presidente da República, Jair Bolsonaro, realizou nesta quinta-feira, dia 12, o teste para o coronavírus Covid-19. O resultado sairá na sexta-feira (13). O receio dos médicos é que o presidente possa ser assintomático, ou seja estar infectado, mas sem apresentar os sintomas.

Até a conclusão do exame, a recomendação é o presidente permanecer no Palácio do Alvorada. Bolsonaro completa 65 anos no próximo dia 21.

O exame foi realizado após o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, ter tido teste confirmado para a doença. Ele viajou com o presidente aos Estados Unidos e esteve boa parte do tempo ao seu lado

Outros integrantes da comitiva que viajaram para os Estados Unidos também estão sendo chamados para fazer o exame.

Participaram da comitiva os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). Também viajaram os senadores Nelsinho Trad (PTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC); os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Daniel Freitas (PSL-SC), o assessor especial Filipe Martins, o presidente da Embratur, Gilson Machado, e o secretário especial de Pesca, Jorge Seif Jr., entre outros.

Wajngarten e Bolsonaro estiveram com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no jantar em Mar-a-Lago, no sul da Flórida, no sábado.

Nesta quinta, Trump afirmou não estar preocupado.

Secretário está em quarentena 

De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o secretário de Comunicação está cumprindo todas as recomendações médicas, em quarentena domiciliar, e só retornará ao seu trabalho quando não houver risco de transmissão da doença. A Secom informou ainda que governo brasileiro também já comunicou às autoridades do governo norte-americano a ocorrência do evento para que elas também adotem as medidas cautelares necessárias.


quinta-feira, 12 de março de 2020

Remédios caros que estão fora da lista do SUS, não serão pagos pelo governo

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje que estados e municípios não são obrigados a fornecer à população medicamentos de alto custo que não estão na lista do Sistema Único de Saúde (SUS).

A decisão da corte deve solucionar cerca de 42 mil processos judiciais que aguardavam decisão sobre o assunto. O fornecimento de medicamentos de alto custo é um dos temas que mais geram processos e contribuem para a chamada judicialização da saúde. Em todo o país, cidadãos carentes procuram a justiça para terem acesso a remédios que não estão nas listas de medicamentos que são fornecidos nos hospitais públicos em busca de tratamento para doenças raras.

De acordo com o parecer dos ministros, decisões judiciais só podem obrigar o governo a dar remédios fora da lista do SUS em casos excepcionais. As situações em que a medida será possível serão definidas em outra sessão do Supremo, cuja data ainda não foi marcada.

O caso começou a ser julgado em 2016, mas foi interrompido por um pedido de vistas do ministro Teori Zavascki. Com morte do ministro, em 2017, o processo ficou parado e foi remetido ao ministro Alexandre de Moraes, sucessor de Zavascki.

Na sessão de hoje, ao votar sobre a questão, Moraes entendeu que o fornecimento de remédios sem registro em listas oficiais não pode ocorrer, no entanto, em casos específicos, a medida pode ser liberada pela justiça.

O ministro disse que a falta de critérios faz com que os recursos que seriam utilizados pelo governo para cumprir as liminares sejam retirados do orçamento das despesas de saúde que estavam previstas. Moraes também ressaltou que as decisões judiciais sem fundamento podem privilegiar quem tem recursos para pagar advogados e tornar o sistema de saúde seletivo.

“O dinheiro retirado para determinado medicamento ou tratamento especificado pela decisão judicial, esse dinheiro não surge do nada, não é criado, esse dinheiro sai do orçamento da saúde e deixará de atender outros medicamentos, outros tratamentos que foram planejados pelos órgãos responsáveis pela saúde. Não há milagre.”, afirmou o ministro.

Também votaram pela restrição do fornecimento dos medicamentos os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

O caso que motivou o julgamento é um recurso protocolado em 2007 pelo estado do Rio Grande do Norte contra uma decisão judicial que determinou o fornecimento ininterrupto de remédio de alto custo para uma portadora de cardiopatia isquêmica e problemas pulmonares. Atualmente, o medicamento está na lista oficial do governo e é fornecido aos pacientes do estado. (Da Ag Br)

quarta-feira, 11 de março de 2020

País já tem 69 casos confirmados do novo coronavírus



O número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil subiu para 69. Após o Ministério da Saúde divulgar 52 casos, a Secretaria estadual de Saúde da Bahia confirmou mais um paciente com a Covid-19. No início da noite, o hospital Albert Einstein anunciou que mais 16 pessoas tiveram o diagnóstico positivo, elevando o total no país para 69. Há 907 casos suspeitos.

Na terça-feira (10), havia 35 diagnósticos positivos no país.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul já havia confirmado na manhã desta quarta-feira o segundo caso do novo coronavírus em território gaúcho. O paciente mora em Porto Alegre, na capital do estado.

Segundo o boletim do Ministério da Saúde, houve cinco novos casos no Rio de Janeiro, agora 13 no total (um em Barra Mansa, um em Niterói e os outros 11 na capital). A atualização contabiliza também o marido da primeira paciente diagnosticada no Distrito Federal, cujos exames indicaram diagnóstico positivo para Covid-19. (Fonte: O Globo)

Pais invadem escolas em Serrita e retiram filhos das salas após boato sobre rompimento de barragem


Um boato que se espalhou por Serrita na manhã desta quarta-feira, 11, sobre um possível rompimento da Barragem das Traíras, fez pais desesperados invadirem escolas e retirarem seus filhos das salas de aula. Ao menos duas unidades escolares foram completamente evacuadas e muitas crianças ficaram sem entender o que estava acontecendo. O expediente foi normalizado esta tarde.

Moradores de Serrita ficaram apreensivos em relação ao referido reservatório, após o Governo do Estado encaminhar ofício à prefeitura do município, alertando sobre risco de rompimento da barragem.

O governo municipal informou que não tem condições técnicas de resolver o problema e pediu ajuda da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Recursos Hídrico. Ontem, as comportas da barragem foram abertas no intuito de minimizar o risco de ruptura.

Da redação do Blog Alvinho Patriota

OMS declara pandemia de coronavírus


Diretor-geral da OMS disse que declaração não muda o que a Organização e os países estão fazendo para "detectar, proteger, tratar e reduzir a transmissão" do novo coronavírus (Sars-Cov-2), causador da doença Covid-19.

Por Lara Pinheiro, G1


Diretor-geral da OMS declara pandemia por coronavírus — Foto: Fabrice Coffrini/AFP
Diretor-geral da OMS declara pandemia por coronavírus — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira (11) a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). Segundo o órgão, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar. Apesar disso, os diretores ressaltam que a declaração não muda as orientações e os governos devem manter o foco na contenção da circulação do vírus

Na prática, o termo pandemia se refere ao momento em que uma doença se espalhou por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas.

"A descrição da situação como uma pandemia não altera a avaliação da OMS da ameaça representada por esse vírus. Isso não muda o que a OMS está fazendo nem o que os países devem fazer " - Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

Também o diretor-executivo do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, ressaltou que a declaração não significa que a OMS vá adotar novas recomendações no combate ao vírus.

"A declaração de uma pandemia não é como a de uma emergência internacional - é uma caracterização ou descrição de uma situação, não é uma mudança na situação. (...) "Não é hora para os países seguirem apenas para a mitigação" - Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS

Mitigação é a estratégia de saúde pública que busca sobretudo cuidar dos doentes e públicos prioritários. Como afirmaram os diretores, a OMS ainda acredita que a contenção da circulação do vírus precisa ser buscada por todos os países e é apontada como pilar das ações.

Nesta tarde, ao chegar ao Congresso, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a declaração de pandemia já era esperada e que ela não muda nada na prática. Ele retomou uma crítica que já tinha feito antes à OMS, afirmando que o órgão demorou para usar essa definição.

Antes da declaração da pandemia, a definição de casos suspeitos usada no Brasil excluía viajantes que retornavam da África e Américas do Sul. Agora, segundo Mandetta, serão investigados como possíveis casos suspeitos pessoas que voltarem de qualquer viagem ao exterior e apresentarem febre e mais um sintoma (dificuldade respiratória, dor no corpo e/ou tosse).

Ressalva da OMS

Os diretores da OMS ressaltaram ao longo das suas exposições que o quadro da circulação do novo coronavírus mostra que ainda é possível diminuir seus impactos e disseminação.

"(Os países) devem fazer o máximo para evitar qualquer caso importado", disse Tedros. Ele ressaltou que 57 países têm menos ou 10 casos e 90% dos casos do mundo vêm de 4 países. "Seria um erro abandonar a estratégia de contenção", disse.

"Esse é o primeiro coronavírus a ser chamado de pandemia, mas também acreditamos que será o primeiro a ser contido ou controlado", afirmou Tedros.

Com a mesma preocupação, o diretor de programas de emergência alerta para o risco a ser evitado com o uso da palavra: as pessoas não devem usar a declaração de pandemia como desculpas para desistir do combate e tentativas de conter a circulação do vírus.

"Se não tentar suprimir, pode sobrecarregar o sistema de saúde. Tem que haver esforços para frear a disseminação da infecção", disse Ryan.

Perspectivas de novos casos

De acordo com a OMS, o número de casos, mortes e países afetados deve subir nos próximos dias e semanas. Nas últimas duas semanas, o número de casos fora da China aumentou 13 vezes e o número de países afetados triplicou.

"Pandemia não é uma palavra para ser usada de maneira leviana ou descuidada. É uma palavra que, se mal utilizada, pode causar medo irracional ou aceitação injustificada de que a luta acabou, levando a sofrimento e morte desnecessários" - Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

De acordo com o mais recente balanço do órgão, há mais de 118 mil casos em 114 países e 4.291 pessoas morreram.

"Essa é uma crise que vai afetar todos os setores" - Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

Foco de ação dos países

De acordo com Tedros, os países precisam preparar respostas em áreas chaves: detectar, proteger, tratar, reduzir a transmissão, inovar e aprender.

Perguntado pelos jornalistas se há recomendação para fechar escolas e fronteiras, o diretor-executivo do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, avaliou que essas decisões têm sido tomada com base na avaliação de risco dos países.

De acordo com ele, países com número menor de casos não alcançarão grande impacto com medidas de isolamento social.

Brasil x Bolívia na Arena de Pernambuco tem 22 mil ingressos vendidos em apenas uma hora



Pouco mais de uma hora depois do começo das vendas dos ingresso de Brasil e Bolívia, no próximo dia 27, na Arena de Pernambuco, pela primeira rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, várias opções de entradas para setores do estádio já estão esgotados. Apenas o Leste inferior teve as vendas quase completamente concluídas, restando apenas os tickets reservados às pessoas com deficiência. De acordo com o colunista do Jornal do Commercio, Carlyle Paes Barreto, 22 mil ingressos para a partida já foram vendidos.

As categorias de ingressos, por setores, da Arenas de Pernambuco são: inteira, meia, idoso, pessoa com deficiência e obeso.

As vendas estão acontecendo exclusivamente no ambiente online, por meio do link:

CONFIRA O PANORAMA PARCIAL DE VENDAS POR SETOR 

Leste inferior: Praticamente esgotado, disponível apenas para pessoa com deficiência

Vip Loung: esgotado apenas para pessoa obesa

Norte inferior: esgotados categorias inteira e idoso

Sul Inferior: esgotado apenas pessoa com deficiência

Leste superior: meia entrada esgotada

Oeste Superior: meia entrada esgotada

Sul Superior: meia entrada esgotada

Deck sem serviço: meia entrada esgotada

Fonte: JC

Indianos tentam driblar coronavírus com banho de fezes de vaca


 (Foto: Reprodução/Vídeo/New York Post)
Foto: Reprodução/Vídeo/New York Post
Indianos tomam banho de fezes de vaca para, segundo eles, terem imunização contra o coronavírus. O grupo se reúne dentro de um tanque cheio de material fecal e tomam um banho completo.


“Se todos começarmos a tomar banho de esterco de vaca, obteremos imunidade contra o vírus”, disse um integrante do grupo.

Não se sabe de onde a ideia surgiu. 

Médicos anunciam segundo caso mundial de cura de paciente com HIV

Símbolo da luta contra o HIV
Símbolo da luta contra o HIVFoto: divulgação


Quase dez anos após o primeiro caso confirmado de um paciente com HIV que conseguiu se livrar dele, este segundo caso, conhecido como "paciente de Londres", não apresenta sinais do vírus há 30 meses, segundo os resultados publicados na revista "The Lancet HIV".


Em março de 2019, o professor Ravindra Gupta, da Universidade de Cambridge, anunciou que este homem diagnosticado soropositivo em 2003 estava em remissão, não mostrando sinais do vírus há 18 meses. O médico pediu cautela, porém, e insistiu no termo remissão - e não cura -, pedindo mais tempo. Um ano depois, sua equipe deu esse passo.


"Sugerimos que nossos resultados representam uma cura do HIV", escrevem, depois de testarem amostras de sangue, tecido e esperma. "Testamos um número considerável de lugares, onde o vírus gosta de se esconder e praticamente tudo deu negativo", fora alguns restos "fósseis" de vírus inativos, disse o dr. Gupta à AFP.

"É difícil imaginar que todos os vestígios de um vírus que infecta bilhões de células foram eliminados", comemorou. Como o "paciente de Berlim", o americano Timothy Ray Brown considerado curado em 2011, esse "paciente de Londres" foi submetido a um transplante de medula óssea para tratar um câncer de sangue e, assim, recebeu células-tronco de doadores portadores de uma mutação genética rara que impede o HIV de se estabelecer, o CCR5.

O fato de a cura do paciente de Berlim ter permanecido única por quase dez anos sugeriu a alguns que era apenas um golpe de sorte. "Nossas descobertas mostram que o sucesso do transplante de células-tronco como tratamento para o HIV, relatado pela primeira vez há nove anos para o paciente de Berlim, pode ser replicado", afirmam os pesquisadores, que agora esperam obter outros casos de sucesso. "Outros pacientes receberam tratamento semelhante, mas nenhum está em remissão (...). Provavelmente haverá outros, mas isso levará tempo", comentou o professor Gupta.

Procedimento arriscado
Enquanto isso, o paciente de Londres decidiu revelar sua identidade esta semana em uma entrevista ao jornal "The New York Times". "Quero ser um embaixador da esperança", disse Adam Castillejo, de 40 anos, que cresceu em Caracas, na Venezuela.

Os pesquisadores reconhecem, contudo, que seu método ainda não é uma solução para as milhões de pessoas que vivem com a doença em todo mundo e que a controlam com antirretrovirais por toda vida.

O procedimento usado para os dois pacientes curados é muito pesado e arriscado, além de levantar questões "éticas", ressalta o professor Gupta. "Temos que colocar na balança a taxa de mortalidade de 10% para um transplante de células-tronco e o risco de morte, se não fizermos nada", segundo ele.

"Um trabalho como esse é importante para o desenvolvimento de estratégias de tratamento que possam ser mais amplamente aplicáveis", comenta o dr. Andrew Freedman, da Universidade de Cardiff, que não está envolvido no estudo. Outros cientistas são mais cautelosos.

"O paciente de Londres está realmente curado?", questiona Sharon Lewin, da Universidade de Melbourne. "Os dados (...) obviamente são empolgantes e encorajadores, mas, no final, apenas o tempo dirá", observou, estimando ser necessário "mais do que um punhado de pacientes curados do HIV para avaliar a probabilidade de um retorno tardio e inesperado da replicação do vírus".

O "paciente de Londres" também continuará a ser testado regularmente para monitorar um possível reaparecimento do vírus. Quase 38 milhões de pessoas vivem com HIV em todo mundo, mas apenas 62% recebem terapia tripla. Quase 800.000 pessoas morreram em 2018 por doenças relacionadas à aids. O surgimento de formas de HIV resistentes a medicamentos também é uma preocupação crescente