quinta-feira, 23 de abril de 2020

Volta do PAC, rebatizado como Pró-Brasil, é a derrota definitiva de Paulo Guedes


Dilma Rousseff, General Braga Netto e Paulo GuedesIronicamente, os generais brasileiros que embarcaram na aventura golpista de 2016, liderada pelo PSDB e pelo MDB para afastar a ex-presidente Dilma Rousseff, agora terão que resgatar as ideias e os métodos de Dilma para tirar o Brasil do atoleiro.

A prova disso ocorreu no fim da tarde desta quarta-feira 22, quando foi lançado o "Pró-Brasil", também chamado de 'Plano Marshall brasileiro', e que nada mais é do que a volta do PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento, que foi capitaneado pela então ministra Dilma Rousseff. Ela comandava a área de Minas e Energia no segundo mandato do ex-presidente Lula e, como "mãe do PAC", viabilizou sua candidatura presidencial em 2010.

O novo PAC, com R$ 300 bilhões em investimentos, dos quais R$ 250 bilhões em concessões privadas e R$ 50 bilhões em gastos públicos em infraestrutura, também terá um "pai". Será o general Braga Netto, ministro da Casa Civil, que a cada dia que passa se consolida como "presidente operacional". O 'Posto Ipiranga' Paulo Guedes, por sua vez, se opôs ao programa, alegando que é a volta do modelo Dilma.

Guedes tem razão em lamentar sua derrota. Sim, é a volta do modelo do Dilma – e este é o único caminho para reativar a economia. Aumentar a despesa pública é crucial justamente porque não há nem haverá investimento privado nos próximos anos. O que falta agora é afastar de vez não apenas Paulo Guedes, como todo seu pacote de ideias neoliberais que apodreceram.


Bolsonaro segue negociatas com Centrão e irrita aliados e antigos aliados


Negociação do governo com o Centrão irrita antigos aliados de Bolsonaro

  • Governo dobra os joelhos à velha política, diz Delegado Waldir sobre oferta de cargos por apoio no Congresso; problema é a demagogia, afirma Julian Lemos
  • Muita gente ficou sem entender quando o presidente Jair Bolsonaro gritou “não vamos negociar nada”, durante a manifestação a que se juntou no domingo 19 em frente do quartel-general do Exército, em Brasília. O que parecia apenas a repetição de um de seus mantras de campanha foi, na verdade, uma espécie de ação preventiva, na tentativa de neutralizar as notícias — que já vinham circulando, mas tomariam volume esta semana — de que o governo está em plena negociação de cargos com partidos do Centrão, o maior bloco de de deputados federais, em busca de apoio no Congresso.

Não adiantou. “Diante da inépcia de seus articuladores políticos, o governo está dobrando os joelhos à velha política”, resumiu o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO), que, na condição de líder do partido que já abrigou Bolsonaro – e que o levou ao poder na eleição de 2018 -, sempre foi um defensor do atual governo.

Nas últimas semanas, Bolsonaro já havia conversado com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e o deputado federal Marcos Pereira, presidente do Republicanos, outros dois promeninentes líderes do Centrão. Também se encontrou o deputado Arthur da Lira (PP-AL), Wellington Roberto (PL-PB e Diego Andrade (PSD-MG), todos com algum cargo de liderança em suas legendas. Pelos bastidores da capital federal também é dado como certo que o PP passará a responder pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento (FNDE) e o Departamento Nacional de Obras Contra Secas (Dnocs).

As negociações têm provocado a fúria de apoiadores tradicionais do governo. O deputado federal Julian Lemos (PSL-PB), um dos mais ativos na campanha de 2018, disparou pelo Twitter: “Agora temos uma ‘aliança pelo Brasil’, e ela já tem seu fundo eleitoral, Banco do Nordeste, Funasa”, referindo-se ao partido Aliança pelo Brasil, fundado por Bolsonaro e que ainda busca registro na Justiça Eleitoral. A VEJA Lemos afirmou: “O problema não é o Centrão, mas a demagogia desse governo, e, pior ainda, a sua inabilidade política. ‘Negociar’ não é palavra proibida. A negociação pode ser totalmente republicana, discutida no mérito, mas o próprio Bolsonaro destrói a política atacando todos, quem merece e quem não merece”.

 

 Reprodução/Reprodução

De acordo com o deputado, a gestão Bolsonaro foi absolutamente inábil desde o início do mandato. “Esse governo destruiu as conexões políticas com o Congresso. Desprezou e denegriu a imagem de todo o Legislativo, batendo até naqueles que o apoiavam — e ainda apoiam — sem pedir nada em troca. Agora está procurando garantir a governabilidade com negociações de custarão muito caro. Por que precisa dar banco em troca de apoio?”, concluiu o parlamentar.A inabilidade política do governo também é apontada por Delegado Waldir. Segundo o parlamentar, nem o líder do governo na Câmara, deputado Major Victor Hugo (PSL-DF), nem o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, vêm atuando com eficiência para garantir vitórias do governo no Legislativo. Exemplo disso, explica Waldir, foi a “derrota fragorosa” na semana passada, quando a Casa aprovou por 471 votos a ajuda a estados e municípios, sem a definição de contrapartidas. “Eu fui um dos 70 que votaram contra a farra fiscal, mas votei por coerência. A liderança do governo e a Casa Civil ficaram de braços cruzados”, completa.

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A deputada Professora Dayane Pimentel (PSL-BA) também se manifestou a respeito das negociações. No Twitter, a parlamentar ironizou: “Se essas pessoas fossem filme, como vc titularia?”, referindo-se a cinco líderes do Centrão. Em seguida, a parlamentar deu sugestões nada abonadoras: Ciro Nogueira (PP) seria “O $abidão”; Gilberto Kassab (PSD-SP), “Nem esquerda nem direita. Apenas o que for lucrativo”; Roberto Jefferson (PTB), que denunciou o Mensalão e acabou preso por também fazer parte do esquema, seria  “O delator envolvido”; Marcos Pereira (Republicanos) seria “O enviado… de Edir Macedo ” (ambos são pastores da Igreja Universal); por fim, Valdemar da Costa Neto (PL) teria o título “Eu ouvi raposa?”.

 Reprodução/Reprodução

As críticas da deputada foram rebatidas pelo vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). O Zero Dois chamou a parlamentar de desconhecida e a acusou de ter usado a imagem do pai para se eleger. Os ataques a Dayane levaram outros pesselistas a defendê-la, entre eles , Julian Lemos e Joice Hasselmann, que já foi líder do governo no Congresso e que também vem criticando o modus operandi político do governo. Pelo visto, o descontentamento e os barracos tendem a continuar.

Suicídio em Itaíba

Um jovem que sofria de problemas mentais cometeu suicídio na tarde desta quarta-feira (22), no Sítio Pedra do Mocó, na zona rural de Itaíba, no Agreste de Pernambuco.

Samuel Alexandre Machado dos Santos, de 25 anos, usou uma corrente para se enforcar dentro da casa que morava, ele foi encontrado por familiares dentro de um dos quartos.

O corpo foi periciado pelo Instituto de Criminalística (IC), e encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.

Senado aprova PL que amplia beneficiários do auxílio emergencial



O plenário do Senado Federal, em sessão remota, aprovou por unanimidade (81 votos) o texto substitutivo do PL 873/2020, que amplia o auxílio emergencial de R$ 600 previsto na Lei nº 13.982/2020 para categorias de trabalhadores ainda não contempladas e que tenham perdido renda em função da pandemia do novo coronavírus.

Com a decisão, o Congresso Nacional incluiu mais de 20 categorias na lista do benefício, entre eles extrativistas, assentados da reforma agrária, artesãos, profissionais da beleza (como cabeleireiros), ambulantes que comercializem alimentos, diaristas, garçons, motoristas de aplicativos, taxistas e catadores de recicláveis.

O texto aprovado proíbe que instituições financeiras façam descontos ou compensações sobre o valor do auxílio emergencial, mesmo que o beneficiário esteja em débito com a Caixa Econômica Federal ou outra instituição responsável pelo pagamento do auxílio.

O substitutivo proíbe a recusa de concessão do auxílio emergencial a trabalhador civilmente identificado sem CPF ou título de eleitor regularizado e estabelece, também, mecanismos de regularização do CPF.

O projeto original é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e foi aprovado na casa por unanimidade. A proposta foi alterada na Câmara dos Deputados e, por isso, o texto substitutivo teve que voltar à apreciação do Senado. Com a nova votação no Senado, o projeto agora deve ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. (Via: Agência Brasil)

Sem recurso, governo desiste de antecipar segunda parcela dos R$ 600



O governo informou nesta quarta-feira (22) que, devido à falta de recursos, o pagamento da 2ª parcela do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais não terá início nesta quinta-feira (23), como estava  previsto

Por meio de nota, o Ministério da Cidadania afirmou que recebeu recomendação da Controladoria Geral da União (CGU) a respeito da impossibilidade de efetuar novos depósitos. “Por fatores legais e orçamentários, estamos impedidos legalmente de fazer a antecipação da segunda parcela do auxílio emergencial”.

A pasta informou que solicitará mais verba ao Ministério da Economia a fim de quitar o pagamento das 3 parcelas do benefício. De acordo com a Cidadania, o recurso disponível para cada uma das 3 parcelas é de R$ 32,7 bilhões. “Já foram transferidos R$ 31,3 bilhões, e ainda serão avaliados cerca de 12 milhões de cadastros para a 1ª parcela”.

A Caixa prevê que só vai liberar o restante do crédito da 1ª parcela em maio. “Todos os que forem elegíveis de acordo com a lei irão receber”, promete o ministério, que diz que o pagamento da 1ª parcela do auxílio para beneficiários do Bolsa Família não será prejudicado. O valor transferido à Caixa Econômica Federal – responsável pelos pagamentos – será suficiente para auxiliar 43 milhões de pessoas até o fim de abril.

Cerca de 30 milhões de pessoas receberam até esta quarta-feira (22) o total de R$ 22 bilhões, segundo o governo. A Dataprev, segundo nota, recebeu 45 milhões de cadastramentos de 7 a 10 de abril, dos quais processou 32 milhões. De 11 a 17 de abril, foram 7 milhões de solicitações concluídas.

De quem será? PF apreende 650 kg de cocaína em Avião em PE

POLÍCIA FEDERAL APREENDE 650 QUILOS DE COCAÍNA ESCONDIDAS EM AVIÃO E 9 PESSOAS SÃO PRESAS.
A Polícia Federal (PF) apreendeu 650 quilos de cocaína em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, na tarde desta quarta-feira (22). Ao todo, oito pessoas foram presas durante a apreensão da droga, que estava escondida no bagageiro de um avião que pousou no aeródromo da cidade (veja vídeo acima).

Droga foi encontrada por policiais federais no aeródromo de Igarassu.

De acordo com a PF, os policiais federais estavam à espera do avião e prenderam as pessoas que estavam na aeronave e outras que estavam no aeródromo esperando a droga. A operação foi realizada com apoio do 1° e 26° Batalhões da Polícia Militar.

Foram presos sete homens e uma mulher. A cocaína estava distribuída em vários tabletes e também dentro de sacos.

G1/PE
— Foto: Polícia Federal/Divulgação.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

2º caso do coronavírus é confirmado em Caetés


Caetés tem 2 casos confirmados da doença, 66 em investigação e 22 casos descartados, informações é da secretaria de saúde de Caetés.

A Secretaria de Saúde de Caetés, informou que foi notificada com a confirmação do segundo caso de Covid-19 no município, nesta quarta-feira(22).

Segundo a Secretaria, Caetés tem 66 casos sendo investigados, 22 já foram descartados, 2 dos 66 casos, são de SRAG- Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Ricardo Brennand está na UTI do Hospital Português com Covid-19


*Por Ricardo Antunes* – Um dos maiores empresários da região e figura querida por todos, Dr. Ricardo Brennand está internado há três dias no Real Hospital Português, no Recife. Ele testou positivo para covid-19. 

Aos 93 anos, Ricardo Coimbra de Almeida Brennand é engenheiro, empresário, colecionador e foi o fundador do Instituto Ricardo Brennand.

O instituto, famoso no mundo todo, tem um precioso acervo que inclui a maior coleção privada de pinturas do holandês Frans Post