quinta-feira, 23 de abril de 2020
Homem desmaia na fila da Caixa em Garanhuns e revela que sua mãe morreu de Covid-19
Coronavírus: número de pacientes graves em UTIs aumenta 83% em 24 horas em Pernambuco
Número saiu de 76 pessoas com a doença internadas em UTI, na terça-feira (21), para 139 na quarta-feira (22)

Com pouco mais de um mês em isolamento social, mais de 3,2 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 282 mortes, Pernambuco tem uma assistência hospitalar que opera no limite diante da franca aceleração da curva epidêmica. Só na quarta-feira (22), o Estado viu saltar, nas últimas 24 horas, o número de pacientes graves (considerando só aqueles com diagnóstico confirmado de covid-19) nas suas unidades de terapia intensiva (UTI) das redes públicas e privadas. Saiu de 76 pessoas com a doença internadas nesse tipo de leito, na terça-feira (21), para 139 na quarta-feira. O avanço, em percentuais, representa um aumento de 83%, o que retrata a pressão que a covid-19 joga na rede hospitalar. A exaustão é duradoura, levando em consideração que os pacientes com insuficiência respiratória por causa da covid-19 passam de duas a três semanas em UTI.
“Temos uma situação crítica, mas é fato que o nosso poder de reação existe e está acontecendo todos os dias. Hoje (dia 22), até fim do dia, estamos na expectativa de colocar em operação novos leitos na rede estadual. Falar em colapso agora parece ser precoce, porque temos força de reação. Só no Hospital Alfa (dedicado exclusivamente à covid-19, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife), temos 20% da capacidade de UTI. Com equipamentos, colocamos muito mais leitos lá em funcionamento”, disse, em coletiva de imprensa online, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. Quando o assunto é a criação das novas vagas de terapia em intensiva, os respiradores ganharam o papel de calcanhar-de-aquiles. O Estado está à espera de cem respiradores, já adquiridos há um mês, para alcançar, até a marca de 400 leito até o fim deste mês.
Há um entrave no percurso: segundo Longo, a empresa, a mesma que também fornece o equipamento para o Ministério da Saúde, alegou que a entrega não foi efetuada porque prioriza o órgão federal. “Nossa PGE (Procuradoria Geral do Estado) acionou a empresa, e o ministério deu uma carta destacando que Pernambuco tem razão em buscar esses respiradores e informou que a empresa deve nos atender. Então, existe um descumprimento contratual, pois os ventiladores deveriam ter sido entregues até segunda-feira (20). Éramos para estar com novos leitos”, ressaltou o secretário. Em nota enviada na quarta-feira (22) ao JC, o Ministério da Saúde esclareceu que os ofícios enviados a empresas brasileiras produtoras de respiradores deixam claro que o que há em estoque poderia ser usado para atender os contratos já firmados com a rede pública de saúde (incluindo os Estados).
Na quarta-feira (22), das 327 vagas de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS), 98% estavam ocupadas por pacientes com diagnóstico de covid-19 e por outros com suspeita da doença. Como mais um caminho para evitar o colapso, o governo de Pernambuco contratou 84 leitos no Hospital Armindo Moura, no município de Moreno, no Grande Recife. Serão 20 vagas de UTIs e 64 enfermarias. Os 10 primeiros leitos de terapia intensiva e 20 de enfermaria já estarão disponíveis a partir de amanhã para os pacientes.
Volta do PAC, rebatizado como Pró-Brasil, é a derrota definitiva de Paulo Guedes

A prova disso ocorreu no fim da tarde desta quarta-feira 22, quando foi lançado o "Pró-Brasil", também chamado de 'Plano Marshall brasileiro', e que nada mais é do que a volta do PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento, que foi capitaneado pela então ministra Dilma Rousseff. Ela comandava a área de Minas e Energia no segundo mandato do ex-presidente Lula e, como "mãe do PAC", viabilizou sua candidatura presidencial em 2010.
Guedes tem razão em lamentar sua derrota. Sim, é a volta do modelo do Dilma – e este é o único caminho para reativar a economia. Aumentar a despesa pública é crucial justamente porque não há nem haverá investimento privado nos próximos anos. O que falta agora é afastar de vez não apenas Paulo Guedes, como todo seu pacote de ideias neoliberais que apodreceram.
Bolsonaro segue negociatas com Centrão e irrita aliados e antigos aliados
Negociação do governo com o Centrão irrita antigos aliados de Bolsonaro
- Governo dobra os joelhos à velha política, diz Delegado Waldir sobre oferta de cargos por apoio no Congresso; problema é a demagogia, afirma Julian Lemos
- Muita gente ficou sem entender quando o presidente Jair Bolsonaro gritou “não vamos negociar nada”, durante a manifestação a que se juntou no domingo 19 em frente do quartel-general do Exército, em Brasília. O que parecia apenas a repetição de um de seus mantras de campanha foi, na verdade, uma espécie de ação preventiva, na tentativa de neutralizar as notícias — que já vinham circulando, mas tomariam volume esta semana — de que o governo está em plena negociação de cargos com partidos do Centrão, o maior bloco de de deputados federais, em busca de apoio no Congresso.
Não adiantou. “Diante da inépcia de seus articuladores políticos, o governo está dobrando os joelhos à velha política”, resumiu o deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO), que, na condição de líder do partido que já abrigou Bolsonaro – e que o levou ao poder na eleição de 2018 -, sempre foi um defensor do atual governo.
Nas últimas semanas, Bolsonaro já havia conversado com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e o deputado federal Marcos Pereira, presidente do Republicanos, outros dois promeninentes líderes do Centrão. Também se encontrou o deputado Arthur da Lira (PP-AL), Wellington Roberto (PL-PB e Diego Andrade (PSD-MG), todos com algum cargo de liderança em suas legendas. Pelos bastidores da capital federal também é dado como certo que o PP passará a responder pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento (FNDE) e o Departamento Nacional de Obras Contra Secas (Dnocs).
As negociações têm provocado a fúria de apoiadores tradicionais do governo. O deputado federal Julian Lemos (PSL-PB), um dos mais ativos na campanha de 2018, disparou pelo Twitter: “Agora temos uma ‘aliança pelo Brasil’, e ela já tem seu fundo eleitoral, Banco do Nordeste, Funasa”, referindo-se ao partido Aliança pelo Brasil, fundado por Bolsonaro e que ainda busca registro na Justiça Eleitoral. A VEJA Lemos afirmou: “O problema não é o Centrão, mas a demagogia desse governo, e, pior ainda, a sua inabilidade política. ‘Negociar’ não é palavra proibida. A negociação pode ser totalmente republicana, discutida no mérito, mas o próprio Bolsonaro destrói a política atacando todos, quem merece e quem não merece”.

De acordo com o deputado, a gestão Bolsonaro foi absolutamente inábil desde o início do mandato. “Esse governo destruiu as conexões políticas com o Congresso. Desprezou e denegriu a imagem de todo o Legislativo, batendo até naqueles que o apoiavam — e ainda apoiam — sem pedir nada em troca. Agora está procurando garantir a governabilidade com negociações de custarão muito caro. Por que precisa dar banco em troca de apoio?”, concluiu o parlamentar.A inabilidade política do governo também é apontada por Delegado Waldir. Segundo o parlamentar, nem o líder do governo na Câmara, deputado Major Victor Hugo (PSL-DF), nem o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, vêm atuando com eficiência para garantir vitórias do governo no Legislativo. Exemplo disso, explica Waldir, foi a “derrota fragorosa” na semana passada, quando a Casa aprovou por 471 votos a ajuda a estados e municípios, sem a definição de contrapartidas. “Eu fui um dos 70 que votaram contra a farra fiscal, mas votei por coerência. A liderança do governo e a Casa Civil ficaram de braços cruzados”, completa.
A deputada Professora Dayane Pimentel (PSL-BA) também se manifestou a respeito das negociações. No Twitter, a parlamentar ironizou: “Se essas pessoas fossem filme, como vc titularia?”, referindo-se a cinco líderes do Centrão. Em seguida, a parlamentar deu sugestões nada abonadoras: Ciro Nogueira (PP) seria “O $abidão”; Gilberto Kassab (PSD-SP), “Nem esquerda nem direita. Apenas o que for lucrativo”; Roberto Jefferson (PTB), que denunciou o Mensalão e acabou preso por também fazer parte do esquema, seria “O delator envolvido”; Marcos Pereira (Republicanos) seria “O enviado… de Edir Macedo ” (ambos são pastores da Igreja Universal); por fim, Valdemar da Costa Neto (PL) teria o título “Eu ouvi raposa?”.
As críticas da deputada foram rebatidas pelo vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). O Zero Dois chamou a parlamentar de desconhecida e a acusou de ter usado a imagem do pai para se eleger. Os ataques a Dayane levaram outros pesselistas a defendê-la, entre eles , Julian Lemos e Joice Hasselmann, que já foi líder do governo no Congresso e que também vem criticando o modus operandi político do governo. Pelo visto, o descontentamento e os barracos tendem a continuar.
Suicídio em Itaíba

Um jovem que sofria de problemas mentais cometeu suicídio na tarde desta quarta-feira (22), no Sítio Pedra do Mocó, na zona rural de Itaíba, no Agreste de Pernambuco.
Samuel Alexandre Machado dos Santos, de 25 anos, usou uma corrente para se enforcar dentro da casa que morava, ele foi encontrado por familiares dentro de um dos quartos.
O corpo foi periciado pelo Instituto de Criminalística (IC), e encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.



