sexta-feira, 24 de abril de 2020

Investigação da Polícia Federal contra Carlos deixa Jair Bolsonaro irritado


A equipe da Polícia Federal que investiga as fake news contra o Supremo Tribunal Federal chegou ao gabinete do ódio, comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (RJ), o zero dois do presidente Jair Bolsonaro. As informações são do "Blog do Vicente", no Correio Braziliense.

Reprodução

Agentes que trabalham na operação garantem que o filho do presidente é o mentor de todos os ataques que foram disparados contra o STF e o Congresso. Há um processo aberto pelo Supremo para investigar esse movimento de notícias falsas.

Bolsonaro sabe que não tem controle sobre a Polícia Federal e teme que, quando todas as provas contra Carlos forem reunidas, muita coisa vazará para a imprensa.

Por coincidência, a mesma equipe que trabalha na investigação aberta pelo Supremo para apurar fake news é a mesma que tocará o inquérito que vai apurar os responsáveis pelas manifestações pró-golpe militar, no último domingo (19), nas quais Bolsonaro foi a grande estrela.

Ainda segundo o blog do jornal de Brasília, por conta disso, o presidente está muito irritado com o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A demissão dele selaria também a saída, a pedido, de Sergio Moro, ministro da Justiça. O Planalto tenta costurar um acordo.

PF identificou Carlos Bolsonaro como mentor de fake news

Moro convoca entrevista coletiva e deve anunciar demissão do Ministério da Justiça

Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

Aliados do ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmaram que ele foi pego de surpresa com a publicação, no "Diário Oficial" desta sexta-feira (24), da exoneração do delegado Maurício Valeixo, agora ex-diretor-geral da Polícia Federal. De acordo com interlocutores do ministro, Moro não gostou da decisão do presidente Jair Bolsonaro e vai anunciar sua saída do governo em entrevista coletiva marcada para as 11h na sede do ministério.

A Polícia Federal é subordinada ao ministro da Justiça, e é praxe , em casos como o esse, o chefe da pasta assinar a exoneração. A assinatura aparecer sem o consentimento de Moro foi mais um movimento inusual que confirma que a saída de Valeixo não estava combinada com o ministro, muito menos para esta sexta.

O governo publicou que que a exoneração foi “a pedido” (quando o próprio servidor público pede para sair do cargo), mas fontes confirmam que Valeixo não pediu demissão, foi exonerado. Considerava que não havia motivo objetivo para que não permanecesse no cargo.

Na quinta , em conversa com Bolsonaro, Moro disse que se Valeixo saísse, ele deixaria o ministério.

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro — Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Exoneração de Valeixo

A exoneração de Valeixo é desejo antigo de Bolsonaro, pelo menos desde agosto do ano passado. Na época, Moro e outros integrantes do governo conseguiram convencer o presidente a manter o diretor-geral da PF.

Valeixo é homem de confiança de Moro. Bolsonaro avisou ao ministro que substituiria o diretor-geral da PF numa reunião às 9h de quinta-feira

Prefeitura confirma fechamento de 7 corredores de entrada em Serra Talhada no combate ao covid-19



Nesta última quinta-feira dia (23), o secretário de Obras de Serra Talhada, Cristiano Menezes confirmou o bloqueio de sete corredores de entrada na cidade para um melhor controle do fluxo de veículos com o objetivo de fortalecer as barreiras sanitárias já abertas no início da semana para o combate à covid-19.

Menezes afirmou que o governo ficou preocupado ao constatar que muitos carros, caminhões e motos estão evitando passar nas barreiras de controle epidemiológico, que buscam orientar para a prevenção ao coronavírus e realizar exames preliminares, como testagem de temperatura.

“Isso faz parte da estratégia de combate ao coronavírus, antes disso foram implantadas algumas barreiras sanitárias, com orientação, monitoramento, para saber de onde as pessoas estão vindo. Então, para conduzir as pessoas a passarem por estas barreiras sanitárias houve a necessidade do fechamento de alguns acessos e aí onde entrou a Secretaria de Obras”.

“Nós tentamos fazer [os primeiro bloqueios] com estacas, mas a população foi lá e arrancou para continuar passando. Então aí tivemos, infelizmente, que tomar uma atitude um pouco mais drástica, que foi jogar barro nas ruas, para conduzir as pessoas a passarem pelos pontos onde estão implantadas as barreiras sanitárias, visando um melhor monitoramento”.

A repercussão do fechamento tem gerado polêmica entre a população, que vem gravando vídeos e compartilhando queixas e insatisfações nas redes sociais diante a medida. Serra Talhada atualmente registra seis casos confirmados da doença. (Via: Farol de Notícias)

PONTOS BLOQUEADOS – BARREIRAS FÍSICAS
1. Ao lado posto 411
2. Após Secretaria de Serviços Públicos
3. Calista Veículos (João Kehrle)
4. Após Pajeú Veículos
5. Após Ouro Pneus
6. Rua José Olinto (Entrada do São Cristóvão)
7. Cemitério

Bolsonaro desafia Moro,e exonera diretor-geral da PF no meio da madrugada


Bolsonaro exonera diretor-geral da PF em meio a confusões com Moro

Sergio Moro afirmou na quinta ao presidente Bolsonaro ,que deixaria o governo se o diretor-geral da PF fosse demitido.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, levado ao cargo pelo ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (24). O decreto foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e foi publicado no Diário Oficial da União.

O ato é de "exoneração a pedido". Na prática, Valeixo deixa o comando da PF por determinação de Bolsonaro.

Maurício Valeixo estava na direção geral da Polícia Federal por indicação do ministro da Justiça, Sergio Moro. Aliados do ministro afirmam que ele não deve ficar na pasta uma vez confirmada a demissão de Valeixo.

"É o momento ideal. As pessoas estão preocupadas se vão viver, se vão voltar a trabalhar, se vão comer, não estão pensando no comando da PF", avaliou à coluna um experiente delegado da corporação, contrário à demissão.

Juízes federais, amigos de Moro, dizem que ele está no limite e que não quer manchar a biografia. Avaliam que uma porta de saída será a vaga no STF, a ser aberta ainda neste ano, com a aposentadoria de Celso de Mello.


Bolsonaro exonera diretor-geral da PF, Maurício Valeixo


Exoneração ocorreu a pedido, segundo decreto publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira. Na quinta, Moro havia dito que pediria demissão se troca ocorresse.

Por G1



Diretor-geral da PF é exonerado do cargo nesta sexta-feira (24)

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (24). A exoneração ocorreu a pedido, segundo decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e publicado no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (24).

Na quinta, Moro havia dito ao presidente que pediria demissão se Valeixo fosse demitido, segundo informaram as colunistas do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo, Andreia Sadi e Natuza Nery. Oficialmente, o Ministério da Justiça nega que Moro tenha chegado a pedir demissão.

Questionado por apoiadores no fim da tarde, ao chegar à residência oficial do Palácio do Alvorada, Bolsonaro não respondeu

Não foi nomeado um substituto para o comando da PF.

Decreto de exoneração do diretor-geral da PF, Maurício Leite Valeixo, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24) — Foto: Reprodução / Diário Oficial da União
Decreto de exoneração do diretor-geral da PF, Maurício Leite Valeixo, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (24) — Foto: Reprodução / Diário Oficial da União

Bolsonaro avisou a Moro que substituiria o diretor-geral da PF numa reunião às 9h de quinta-feiracom Moro foi o primeiro compromisso na agenda oficial de Bolsonaro na quinta, às 9h. O presidente comunicou a Moro que substituiria o delegado Maurício Leite Valeixo do comando da PF.

Relatos obtidos pelo blog da jornalista do G1 e da TV Globo Andréia Sadi indicam que não houve uma justificativa clara apresentada para atroca. Segundo esses relatos, o problema para Bolsonaro não é Maurício Valeixo, e sim o próprio ministro.

A intenção, segundo interlocutores, seria colocar na PF um nome próximo do presidente. O atual diretor-geral é visto como um "braço direito" de Sergio Moro na pasta. Com a troca, a avaliação é de que o sucessor não teria um perfil similar.

Valeixo foi superintendente da PF no Paraná durante a operação Lava Jato, quando Moro era juiz federal responsável pelos processos da operação na primeira instância. O ministro anunciou a escolha de Valeixo em novembro de 2018, antes mesmo da posse do governo Jair Bolsonaro.

Ao escolher Moro para o cargo, em 2018, Bolsonaro havia prometido "carta-branca", de maneira a que o trabalho do ministro não sofresse interferências. Mas, desde então, Bolsonaro e Moro acumulam divergências.

Associações reagem

Em nota divulgada na quinta, a Associação de Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) criticaram o retorno da possível substituição do diretor à pauta do governo.

"Essas especulações, infelizmente, prejudicam a estabilidade da Polícia Federal, a sua governança e colocam em risco a própria credibilidade na lisura dos trabalhos da instituição. O problema não reside nos nomes de quem está na direção ou de quem vai ocupá-la. Mas sim, na absoluta falta de previsibilidade na gestão e institucionalidade das trocas no comando", diz o comunicado.

"Nos últimos três anos, a Polícia Federal teve três Diretores Gerais diferentes. A cada troca ou menção à substituição, uma crise institucional se instala, com reflexos em toda a sociedade que confia e aprova o trabalho de combate ao crime organizado e à corrupção."

A nota também pede que o Congresso aprove projetos que garantam um mandato por prazo determinado à direção-geral da PF e a autonomia da corporação. "Somente tais medidas irão proteger a PF de turbulências e garantir a continuidade do trabalho de qualidade prestados ao Brasil", dizem as entidades.

Lajedo registra primeiro caso de Coronavírus


O município de Lajedo, no Agreste de Pernambuco, teve o primeiro caso de coronavírus confirmado na tarde desta quinta-feira (22). A vítima é uma mulher de 50 anos que realizou o exame na rede particular, a informação foi confirmada pela prefeitura e secretaria de saúde que divulgaram a seguinte nota.

NOTA INFORMATIVA 

A Prefeitura de Lajedo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde informa que uma cidadã de 50 anos do nosso município testou positivo para COVID-19. A paciente realizou o exame na rede particular e está aguardando confirmação do LACEN – Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco. 

A Vigilância Epidemiológica de Lajedo esclarece que possível caso confirmado em questão não entre no boletim das 18h de hoje, 23 de abril de 2020, porque precisamos submeter o exame da paciente à validação do Estado e por isso estamos aguardando a confirmação do LACEN. Ou seja, estamos tomando os devidos procedimentos burocráticos e talvez o caso só saia no boletim de amanhã, após validação da V Gerência Regional de Saúde, legalmente. 

Enquanto isso, a paciente de 50 anos encontra-se com sintomas leves e devidamente isolada pela nossa equipe que utilizou todo o procedimento e paramentados para essa ocorrência como recomendam as autoridades sanitárias. Pedimos mais uma vez que a população redobre os cuidados, não saiam de casa, se possível, e tome os devidos cuidados de higienização das mãos, rosto e etc. Além de reforçar o uso de máscaras para reduzir os riscos. Reiteramos também que estamos atentos e trabalhando para que nossa Lajedo saia dessa Pandemia da melhor maneira possível. 

E ainda frisamos que as pessoas continuem acompanhando as páginas oficiais da Prefeitura de Lajedo para acompanhar a validação e andamento do caso, sem interferências de outros meios de comunicação não oficiais para não dar atenção às notícias falsas.

Jucati confirma primeiro caso de Coronavírus


A Prefeitura de Jucati informou a confirmação do primeiro caso para COVID-19 em Jucati, após resultado de análise laboratorial. Trata-se de uma mulher jovem que estava internada no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP). A paciente encontra- se em casa, cumprindo o período de Isolamento Domiciliar.

De acordo com a prefeitura, "os familiares e pessoas que tiveram contato direto com o caso confirmado, estão sendo monitorados e orientados, por meio das equipes de Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica de Saúde do Município, com o objetivo de que cumpram, rigorosamente, o período de isolamento determinado pelos Órgãos Públicos de Saúde”.