domingo, 26 de abril de 2020

PE: Suspeito de covid-19 morre em carro de mão, no meio da rua e sem socorro



Natanael Roseno de Oliveira, 60 anos, apresentava tosse, vômito e falta de ar. Segundo sua ex-esposa, não queria ser internado. Na quinta-feira (23), ele foi encontrado debilitado, no chão de casa. Socorrido por populares e posto em um carro de mão, foi levado para o meio da avenida Presidente Kennedy, no bairro de Peixinhos, em Olinda.

Ali encontraria uma ambulância do SAMU para levá-lo ao hospital. Não aguentou e morreu no local. Populares fizeram um protesto cobrando melhores condições de atendimento aos mais pobres.

Governador de Alagoas é diagnosticado com covid-19


Cada Minuto

O governador Renan Filho comunicou, por meio das redes sociais, hoje, que refez o teste para covid-19 e que deu positivo.

No Twitter, Renan declarou: "Seguindo recomendação médica, refiz o exame para a covid-19, o resultado saiu hoje e deu positivo". Filho disse que está bem, sem sintomas graves e que iniciará hoje os 14 dias de quarentena para recuperação. "Se puder, me inclua nas orações", pediu.

Mais cedo, o Cada Minuto publicou uma matéria mostrando que o tio, o primo e a esposa do primo de Renan também testaram positivo para a covid.

Em um vídeo publicado na rede social, Olavo Neto - que é filho do deputado estadual Olavo Calheiros - disse que ele e a esposa estavam com sintomas relacionados a covid. "Fizemos os testes, os resultados saíram e deram positivo". O prefeito disse que ele e a esposa estão em casa, bem, e seguindo a recomendação dos médicos. "Quero agradecer todas as mensagens de carinho que tenho recebido e prestar solidariedade aos que tem um parente, ou amigo, que está nesse momento acometida pelo vírus".


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Bolsonaro agoniza e perde seu principal Ministro

Moro pede demissão do governo: “Foi prometida carta branca”

Crédito: EVARISTO SA / AFP
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, pediu demissão do governo hoje pela manhã. A demissão foi motivada pela troca no comando da Polícia Federal. A entrevista de Moro está sendo concedida no Ministério da Justiça.

“Disse ao presidente que não havia problema em trocar o comando da PF. Mas para isso era necessário uma causa, um motivo concreto”, disse o agora ex-ministro. “Não é a questão do nome. Há outros bons nomes. O problema da troca era uma violação da promessa de que eu teria carta branca. Em segundo lugar não havia causa para a troca. E haveria interferência política na Polícia Federal”, disse Moro.

“Falei ao presidente quer seria uma interferência política. Ele disse ‘seria mesmo'”, afirmou Moro. “O presidente me disse que queria ter uma pessoa da confiança dele, que ele pudesse ligar, obter informações. E esse não é o papel da Polícia Federal. As investigações têm que ser preservadas”, afirmou. “O grande problema não é quem entra, mas por que entra”, afirmou Moro. “Busquei uma solução alternativa para tentar evitar uma crise política durante a pandemia. Mas entendi que não podia deixar de lado meu compromisso com o estado de direito”, disse. “A exoneração é um sinal de que o presidente não me quer no cargo”, afirmou.

Ele ainda falou sobre seu futuro após deixar o governo. “Abandonei a magistratura. É um caminho sem volta. Agora vou descansar um pouco. Depois vou procurar um emprego. Não enriqueci, nem como magistrado nem como ministro”.

Mudança durante pandemia

Moro lamentou precisar fazer pronunciamento durante pandemia. “Queria ao máximo evitar que isso acontecesse; mas aconteceu. Não foi por minha opção”, afirmou.  Ele abriu o pronunciamento relembrando a carreira e ressaltando a importância da Operação Lava Jato. “Antes de assumir o cargo, fui juiz federal por 23 anos, tive diversos casos criminais relevantes e desde 2014 tivemos em particular a Lava Jato. Que mudou o patamar de combate à corrupção no país. Aquela grande corrupção, que em geral era impune, esse cenário foi modificado”.

“Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive dos órgãos policiais, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal”. O agora ex-ministro afirmou que entende as críticas que recebeu e que seu objetivo principal era o “combate à corrupção”.

Ele negou ainda que tivesse exigido um cargo no STF para assumir o ministério. Moro afirmou ainda que a única condição que pediu foi um auxílio para sua família em caso de “algo acontecesse”, pois havia aberto mão de seu benefício da Previdência ao deixar o Judiciário. “Uma única condição eu coloquei, não ia revelar, mas agora não faz mais sentido escolher. Como eu estava abandonando 22 anos de magistratura, perdia a previdência. Pedi apenas que se algo me acontecesse, que a minha família não ficasse desamparada, sem uma atenção”, afirmou.

Segundo Moro, ele aceitou o cargo após Bolsonaro concordar com as condições impostas por ele. “Minha avaliação é que a aceitação foi bem acolhida pela sociedade. Me via como também um garantidor, pelo meu passado de juiz e meu compromisso com o estado de direito, que eu poderia ser um garantidor da lei e da imparcialidade e autonomia dessas instituições.” Na coletiva, ele exaltou ainda o desempenho do Ministério da Justiça no combate ao tráfico de drogas e à corrupção. Ele citou dados como a queda de 19% em assassinatos em 2019.

Troca na PF

A postura do presidente perante a pandemia de coronavírus também pesou na decisão do ministro. O presidente tem contrariado orientações do órgão de saúde e provocado aglomerações em saídas por Brasília. Bolsonaro também demonstra publicamente ser contrário ao isolamento social, atualmente a única medida considerada eficaz de combate da doença.

Na Polícia Federal, a expectativa é de que Bolsonaro nomeie o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, como chefe da PF.

Investigação da Polícia Federal contra Carlos deixa Jair Bolsonaro irritado


A equipe da Polícia Federal que investiga as fake news contra o Supremo Tribunal Federal chegou ao gabinete do ódio, comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (RJ), o zero dois do presidente Jair Bolsonaro. As informações são do "Blog do Vicente", no Correio Braziliense.

Reprodução

Agentes que trabalham na operação garantem que o filho do presidente é o mentor de todos os ataques que foram disparados contra o STF e o Congresso. Há um processo aberto pelo Supremo para investigar esse movimento de notícias falsas.

Bolsonaro sabe que não tem controle sobre a Polícia Federal e teme que, quando todas as provas contra Carlos forem reunidas, muita coisa vazará para a imprensa.

Por coincidência, a mesma equipe que trabalha na investigação aberta pelo Supremo para apurar fake news é a mesma que tocará o inquérito que vai apurar os responsáveis pelas manifestações pró-golpe militar, no último domingo (19), nas quais Bolsonaro foi a grande estrela.

Ainda segundo o blog do jornal de Brasília, por conta disso, o presidente está muito irritado com o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A demissão dele selaria também a saída, a pedido, de Sergio Moro, ministro da Justiça. O Planalto tenta costurar um acordo.

PF identificou Carlos Bolsonaro como mentor de fake news

Moro convoca entrevista coletiva e deve anunciar demissão do Ministério da Justiça

Por Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

Aliados do ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmaram que ele foi pego de surpresa com a publicação, no "Diário Oficial" desta sexta-feira (24), da exoneração do delegado Maurício Valeixo, agora ex-diretor-geral da Polícia Federal. De acordo com interlocutores do ministro, Moro não gostou da decisão do presidente Jair Bolsonaro e vai anunciar sua saída do governo em entrevista coletiva marcada para as 11h na sede do ministério.

A Polícia Federal é subordinada ao ministro da Justiça, e é praxe , em casos como o esse, o chefe da pasta assinar a exoneração. A assinatura aparecer sem o consentimento de Moro foi mais um movimento inusual que confirma que a saída de Valeixo não estava combinada com o ministro, muito menos para esta sexta.

O governo publicou que que a exoneração foi “a pedido” (quando o próprio servidor público pede para sair do cargo), mas fontes confirmam que Valeixo não pediu demissão, foi exonerado. Considerava que não havia motivo objetivo para que não permanecesse no cargo.

Na quinta , em conversa com Bolsonaro, Moro disse que se Valeixo saísse, ele deixaria o ministério.

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro — Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Exoneração de Valeixo

A exoneração de Valeixo é desejo antigo de Bolsonaro, pelo menos desde agosto do ano passado. Na época, Moro e outros integrantes do governo conseguiram convencer o presidente a manter o diretor-geral da PF.

Valeixo é homem de confiança de Moro. Bolsonaro avisou ao ministro que substituiria o diretor-geral da PF numa reunião às 9h de quinta-feira

Prefeitura confirma fechamento de 7 corredores de entrada em Serra Talhada no combate ao covid-19



Nesta última quinta-feira dia (23), o secretário de Obras de Serra Talhada, Cristiano Menezes confirmou o bloqueio de sete corredores de entrada na cidade para um melhor controle do fluxo de veículos com o objetivo de fortalecer as barreiras sanitárias já abertas no início da semana para o combate à covid-19.

Menezes afirmou que o governo ficou preocupado ao constatar que muitos carros, caminhões e motos estão evitando passar nas barreiras de controle epidemiológico, que buscam orientar para a prevenção ao coronavírus e realizar exames preliminares, como testagem de temperatura.

“Isso faz parte da estratégia de combate ao coronavírus, antes disso foram implantadas algumas barreiras sanitárias, com orientação, monitoramento, para saber de onde as pessoas estão vindo. Então, para conduzir as pessoas a passarem por estas barreiras sanitárias houve a necessidade do fechamento de alguns acessos e aí onde entrou a Secretaria de Obras”.

“Nós tentamos fazer [os primeiro bloqueios] com estacas, mas a população foi lá e arrancou para continuar passando. Então aí tivemos, infelizmente, que tomar uma atitude um pouco mais drástica, que foi jogar barro nas ruas, para conduzir as pessoas a passarem pelos pontos onde estão implantadas as barreiras sanitárias, visando um melhor monitoramento”.

A repercussão do fechamento tem gerado polêmica entre a população, que vem gravando vídeos e compartilhando queixas e insatisfações nas redes sociais diante a medida. Serra Talhada atualmente registra seis casos confirmados da doença. (Via: Farol de Notícias)

PONTOS BLOQUEADOS – BARREIRAS FÍSICAS
1. Ao lado posto 411
2. Após Secretaria de Serviços Públicos
3. Calista Veículos (João Kehrle)
4. Após Pajeú Veículos
5. Após Ouro Pneus
6. Rua José Olinto (Entrada do São Cristóvão)
7. Cemitério

Bolsonaro desafia Moro,e exonera diretor-geral da PF no meio da madrugada


Bolsonaro exonera diretor-geral da PF em meio a confusões com Moro

Sergio Moro afirmou na quinta ao presidente Bolsonaro ,que deixaria o governo se o diretor-geral da PF fosse demitido.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, levado ao cargo pelo ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (24). O decreto foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e foi publicado no Diário Oficial da União.

O ato é de "exoneração a pedido". Na prática, Valeixo deixa o comando da PF por determinação de Bolsonaro.

Maurício Valeixo estava na direção geral da Polícia Federal por indicação do ministro da Justiça, Sergio Moro. Aliados do ministro afirmam que ele não deve ficar na pasta uma vez confirmada a demissão de Valeixo.

"É o momento ideal. As pessoas estão preocupadas se vão viver, se vão voltar a trabalhar, se vão comer, não estão pensando no comando da PF", avaliou à coluna um experiente delegado da corporação, contrário à demissão.

Juízes federais, amigos de Moro, dizem que ele está no limite e que não quer manchar a biografia. Avaliam que uma porta de saída será a vaga no STF, a ser aberta ainda neste ano, com a aposentadoria de Celso de Mello.