domingo, 26 de abril de 2020

Brasil fica de fora da aliança da OMS para uma vacina contra o coronavírus

Foto: ONU / Jean-Marc Ferré

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou, nesta sexta-feira (24), um encontro com lideranças mundiais para formar uma nova aliança em relação à descoberta e distribuição de medicamentos e vacina contra o novo coronavírus. O Brasil, contudo, não participou do evento.

Segundo a coluna de Jamil Chade, do Uol, parte do governo brasileiro sequer sabia sobre a reunião, sendo que o país já foi líder na discussão de medicações e tratamentos.

O evento foi coordenado pela OMS e liderado pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Além disso, contou com a presença de personalidades como Bill Gates, representantes de empresas de farmácia mundiais, lideranças de diversos países e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A reunião determinou o compromisso de que qualquer vacina ou tratamento descobertos ao redor do mundo seriam motivo para um esforço internacional com foco em garantir sua distribuição ao redor de todo o mundo. Também foi lançado um fundo de R$ 8 bilhões para investir em produção e distribuição de remédios e no fortalecimento dos sistemas de saúde.

‌Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS, reforçou que é essencial garantir a distribuição mundial de uma vacina e não cometer os mesmos erros do passado. Já Macron afirmou que a ação representa líderes que “decidiram agir concretamente para criar uma parceria inédita” e lembrou a esperança de reconciliar Estados Unidos e China com a proposta.
Já a chanceler alemã Angela Merkel ressaltou a importância da liderança da OMS para fortalecer os sistemas de saúde e orientar os países na luta contra a Covid-19.
‌Sem preocupações diplomáticas, Bolsonaro já ofendeu tanto o presidente francês quanto o líder da OMS, em discursos e manifestações nas redes sociais.

Trump sugere injetar desinfetante em pacientes com coronavírus

Sugestão do presidente dos Estados Unidos foi criticada por inúmeros cientistas e médicos

Uma “injeção de desinfetante” para combater o coronavírus? As declarações de Donald Trump feitas na quinta-feira (23) chocaram a comunidade científica e muitos acusaram o presidente americano de ser irresponsável ao fazer essa sugestão “perigosa”.

Referindo-se à apresentação de um estudo do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, segundo o qual a covid-19 resistiria mal ao calor, à luz e à umidade, o chefe de Estado entendeu que um tratamento poderia ser implementado após essas conclusões.

“Eu vejo que o desinfetante nocauteia [o coronavírus] em um minuto. Um minuto. Existe uma maneira de fazer algo assim com uma injeção interna ou quase como uma limpeza?”, disse Trump na coletiva de imprensa diária, na Casa Branca, sobre a pandemia de coronavírus.

“Como vocês podem ver, isso entra nos pulmões e tem um efeito enorme, por isso seria interessante verificar. Teríamos de chamar médicos para isso, mas parece interessante para mim”, continuou ele.

“A ideia de injetar no corpo ou ingerir qualquer tipo de limpador é irresponsável e perigosa”, declarou à emissora NBC o doutor Vin Gupta, especialista pulmonar e em cuidados intensivos.

Inúmeros médicos e cientistas também criticaram os comentários de Trump nas redes sociais.

“Da mesma forma, a autoimolação pelo fogo pode ser uma alternativa útil”, ironizou o centro de pesquisa francês Marseille Immunopôle, enfatizando que os métodos sugeridos pelo presidente americano “matam o vírus e os pacientes!”

“Pare de transmitir essas coletivas de imprensa sobre o coronavírus. Elas ameaçam a vida. E, por favor, não beba nem injete desinfetante”, tuitou Walter Shaub, ex-diretor do escritório federal encarregado das questões éticas (EMB) sob a administração democrata de Barack Obama.

“As conferências de imprensa de Trump são um perigo para a saúde pública. Boicote a propaganda. Ouça os especialistas. E, por favor, não beba desinfetante”, criticou Robert Reich, ex-secretário do Trabalho do presidente Democrata Bill Clinton.

Além do desinfetante, Donald Trump também falou de “luz ultravioleta”, ou “uma luz muito poderosa”, que poderia ser projetada “dentro do corpo” para combater o coronavírus.

Nas redes sociais, muitos internautas se divertiram com o óbvio embaraço da dra. Deborah Birx, membro da célula de crise da Casa Branca sobre o vírus, durante as declarações do presidente.

Novo estudo indica que ar-condicionado pode espalhar coronavírus


O estudo foi feito por pesquisadores da China, mas ainda carece de revisão da comunidade científica. Divulgação preliminar é em caráter informativo

Na cidade de Guangzhou, na China, um estudo aponta que um ar-condicionado pode ter sido responsável por transmitir coronavírus para alguns indivíduos que jantavam em um restaurante local. O estudo, feito por pesquisadores do país, aponta que nove pessoas que estavam presentes no restaurante, que não possui janelas, no mesmo dia foram diagnosticadas com covid-19, sendo quatro da mesma família.

Os indivíduos foram contaminados no dia 24 de janeiro e, após apresentarem alguns sintomas, foram ao hospital. O diagnóstico positivo chegou em 5 de fevereiro, e os pesquisadores acreditam que o surto isolado está conectado ao fluxo de ar do restaurante, que foi responsável por espalhar gotículas respiratórias pelo restaurante sem ventilação.

Realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Guangzhou, a pesquisa será oficialmente lançada em julho e ainda carece de revisões feitas por especialistas da comunidade científica. No entanto, a pesquisa foi divulgada com antecedência devido ao seu caráter informativo no contexto da pandemia do novo coronavírus.

O estudo traz um desenho que segue o possível caminho feito pelo vírus, com a mesa dos indivíduos contaminados identificadas pelas letras A, B e C. Confira, abaixo, a planta do lugar com as referências:

Estudo covid-19
 (CDC/Reprodução)

Como representado acima, é possível ver que os infectados estavam no caminho que o fluxo de ar percorreu. O paciente indicado por A1 já estava com sintomas prévios, o que pode ter intensificado a taxa de contaminação. Em nota, os pesquisadores afirmaram que a direção do ar foi a peça chave: “Concluímos que, nesse surto, a transmissão de gotículas foi motivada pela ventilação com ar condicionado. O fator chave para a infecção foi a direção do fluxo de ar”, escrevem os pesquisadores.

A própria pesquisa reconhece suas limitações e informa que o espalhamento do vírus pelo ar-condicionado é apenas uma das possibilidades. É preciso coletar mais evidências científicas e levar em conta outros cenários, como a possibilidade de infecção ter sido gradual, infectando um membro de cada família por vez, considerando que os pacientes estavam sentados em mesas vizinhas.

Contrariando aliados, Bolsonaro confirma Jorge Oliveira no ministério da Justiça


O presidente Jair Bolsonaro confirmou há pouco o nome de Jorge Oliveira para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, na vaga de Sergio Moro que pediu demissão.

Major aposentado da Polícia Militar, Oliveira é velho conhecido da família Bolsonaro: trabalhou no gabinete de Jair na Câmara dos Deputados e sempre foi ligado aos filhos do presidente.

Na primeira crise política da presidência, durante a saída de Gustavo Bebianno, morto recentemente, Oliveira foi guindado ao cargo de secretário-geral da presidência na vaga que ficou descoberta.

Bolsonaro tomou a decisão a contragosto de aliados, que preferiam o nome de alguém com mais peso político e jurídico.olsonaro também confirmou a nomeação de Alexandre Ramagem na diretoria-geral da Polícia Federal, na vaga de Maurício Valeixo, que saiu com Moro nesta semana.

O Rei do Forró é chamado de cachorro por Murilo Couto o humorista sem humor


O cantor serra-talhadense, Assisão, foi comparado com um cachorro pelo comediante Murilo Couto, que participa do programa The Noite, apresentado pelo também comediante Danilo Gentili, do SBT.

Murilo publicou um vídeo na manhã deste sábado (25) na sua conta pessoal do Instagram, mostrando uma verdadeira falta de respeito com um artista, sem pelo menos conhecer sua história e trajetória, na vida artística. Além de ser comparado a um cachorro, o forrozeiro foi chamado de bêbado e drogado.

O vídeo já tem mais de 200 mil visualizações e mais de 1.200 comentários. Veja abaixo no vídeo o comediante fazendo comparações bizarras contra um verdadeiro representante da nossa cultura nordestina.

Assisão faz parte da história de Pernambuco. Merece respeito de todos.

Tocador de vídeo

PE: Suspeito de covid-19 morre em carro de mão, no meio da rua e sem socorro



Natanael Roseno de Oliveira, 60 anos, apresentava tosse, vômito e falta de ar. Segundo sua ex-esposa, não queria ser internado. Na quinta-feira (23), ele foi encontrado debilitado, no chão de casa. Socorrido por populares e posto em um carro de mão, foi levado para o meio da avenida Presidente Kennedy, no bairro de Peixinhos, em Olinda.

Ali encontraria uma ambulância do SAMU para levá-lo ao hospital. Não aguentou e morreu no local. Populares fizeram um protesto cobrando melhores condições de atendimento aos mais pobres.

Governador de Alagoas é diagnosticado com covid-19


Cada Minuto

O governador Renan Filho comunicou, por meio das redes sociais, hoje, que refez o teste para covid-19 e que deu positivo.

No Twitter, Renan declarou: "Seguindo recomendação médica, refiz o exame para a covid-19, o resultado saiu hoje e deu positivo". Filho disse que está bem, sem sintomas graves e que iniciará hoje os 14 dias de quarentena para recuperação. "Se puder, me inclua nas orações", pediu.

Mais cedo, o Cada Minuto publicou uma matéria mostrando que o tio, o primo e a esposa do primo de Renan também testaram positivo para a covid.

Em um vídeo publicado na rede social, Olavo Neto - que é filho do deputado estadual Olavo Calheiros - disse que ele e a esposa estavam com sintomas relacionados a covid. "Fizemos os testes, os resultados saíram e deram positivo". O prefeito disse que ele e a esposa estão em casa, bem, e seguindo a recomendação dos médicos. "Quero agradecer todas as mensagens de carinho que tenho recebido e prestar solidariedade aos que tem um parente, ou amigo, que está nesse momento acometida pelo vírus".


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Bolsonaro agoniza e perde seu principal Ministro

Moro pede demissão do governo: “Foi prometida carta branca”

Crédito: EVARISTO SA / AFP
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, pediu demissão do governo hoje pela manhã. A demissão foi motivada pela troca no comando da Polícia Federal. A entrevista de Moro está sendo concedida no Ministério da Justiça.

“Disse ao presidente que não havia problema em trocar o comando da PF. Mas para isso era necessário uma causa, um motivo concreto”, disse o agora ex-ministro. “Não é a questão do nome. Há outros bons nomes. O problema da troca era uma violação da promessa de que eu teria carta branca. Em segundo lugar não havia causa para a troca. E haveria interferência política na Polícia Federal”, disse Moro.

“Falei ao presidente quer seria uma interferência política. Ele disse ‘seria mesmo'”, afirmou Moro. “O presidente me disse que queria ter uma pessoa da confiança dele, que ele pudesse ligar, obter informações. E esse não é o papel da Polícia Federal. As investigações têm que ser preservadas”, afirmou. “O grande problema não é quem entra, mas por que entra”, afirmou Moro. “Busquei uma solução alternativa para tentar evitar uma crise política durante a pandemia. Mas entendi que não podia deixar de lado meu compromisso com o estado de direito”, disse. “A exoneração é um sinal de que o presidente não me quer no cargo”, afirmou.

Ele ainda falou sobre seu futuro após deixar o governo. “Abandonei a magistratura. É um caminho sem volta. Agora vou descansar um pouco. Depois vou procurar um emprego. Não enriqueci, nem como magistrado nem como ministro”.

Mudança durante pandemia

Moro lamentou precisar fazer pronunciamento durante pandemia. “Queria ao máximo evitar que isso acontecesse; mas aconteceu. Não foi por minha opção”, afirmou.  Ele abriu o pronunciamento relembrando a carreira e ressaltando a importância da Operação Lava Jato. “Antes de assumir o cargo, fui juiz federal por 23 anos, tive diversos casos criminais relevantes e desde 2014 tivemos em particular a Lava Jato. Que mudou o patamar de combate à corrupção no país. Aquela grande corrupção, que em geral era impune, esse cenário foi modificado”.

“Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive dos órgãos policiais, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal”. O agora ex-ministro afirmou que entende as críticas que recebeu e que seu objetivo principal era o “combate à corrupção”.

Ele negou ainda que tivesse exigido um cargo no STF para assumir o ministério. Moro afirmou ainda que a única condição que pediu foi um auxílio para sua família em caso de “algo acontecesse”, pois havia aberto mão de seu benefício da Previdência ao deixar o Judiciário. “Uma única condição eu coloquei, não ia revelar, mas agora não faz mais sentido escolher. Como eu estava abandonando 22 anos de magistratura, perdia a previdência. Pedi apenas que se algo me acontecesse, que a minha família não ficasse desamparada, sem uma atenção”, afirmou.

Segundo Moro, ele aceitou o cargo após Bolsonaro concordar com as condições impostas por ele. “Minha avaliação é que a aceitação foi bem acolhida pela sociedade. Me via como também um garantidor, pelo meu passado de juiz e meu compromisso com o estado de direito, que eu poderia ser um garantidor da lei e da imparcialidade e autonomia dessas instituições.” Na coletiva, ele exaltou ainda o desempenho do Ministério da Justiça no combate ao tráfico de drogas e à corrupção. Ele citou dados como a queda de 19% em assassinatos em 2019.

Troca na PF

A postura do presidente perante a pandemia de coronavírus também pesou na decisão do ministro. O presidente tem contrariado orientações do órgão de saúde e provocado aglomerações em saídas por Brasília. Bolsonaro também demonstra publicamente ser contrário ao isolamento social, atualmente a única medida considerada eficaz de combate da doença.

Na Polícia Federal, a expectativa é de que Bolsonaro nomeie o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, como chefe da PF.