Comentarista esportivo da Rádio Jornal está internado no Recife com a covid-19 desde quinta-feira (23)
Maciel Jr - Foto: Heudes Regis/JC Imagens
Em tratamento após ter resultado positivo para a covid-19, o comentarista esportivo da Rádio e TV Jornal Maciel Júnior segue internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Esperança, no Recife. Na madrugada deste domingo (26), ele teve uma piora no quadro respiratório e precisou passar por intubação orotraqueal para proteção pulmonar.
No momento, Maciel está sedado e respirando com ajuda de aparelhos.
De acordo com informações passadas pelo filho dele, Kelvin Maciel, apesar da intubação, o pai permanece estável clinicamente e não apresenta quaisquer outras complicações.
Confira o boletim deste domingo (26):
Na madrugada de hoje (26), Maciel Júnior apresentou piora do padrão respiratório, com queda da saturação de oxigênio e alteração da gasometria arterial. Foi necessário realização intubação orotraqueal para proteção pulmonar. Nesse momento Maciel continua na UTI, sedado e respirando com ajuda de aparelhos. Apesar da intercorrência apresentada, permanece estável clinicamente e não apresenta quaisquer outras complicações.
Confira o comunicado do SJCC
Por meio de nota, o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) informa que Maciel Júnior estava de férias da Rádio Jornal desde o dia 1º de abril e presta solidariedade ao comentarista. Confira:
Nesta quinta-feira, dia 23, a Rádio Jornal tomou conhecimento de que o comentarista Maciel Júnior está internado com sintomas da Covid-19. De acordo com a família, Maciel Júnior está internado desde segunda-feira, dia 20/04. Hoje, deu entrada na UTI. Ainda segundo os familiares, ele está consciente e em observação. Desde o dia 01 de abril Maciel Júnior está de férias da Rádio Jornal. Ele fez o teste para o novo coronavírus, mas o resultado ainda não saiu. Nós, do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, estamos solidários a Maciel e seus familiares e torcemos pela sua pronta recuperação.
É preciso pedir licença à dor para contar as histórias, mostrar os rostos. Remexer nas lembranças carregadas de afetos. O mais difícil é não poder dizer adeus.
André Tomé (Irmão da auxiliar de enfermagem vítima de covid19 que trabalhava no HGV e na Barros Lima) - Como ficam as famílias depois de perder alguém para o coronavírus. - FOTO: LEO MOTTA/JC IMAGEM
Os números são assustadores. Na contagem divulgada até este sábado (25), 381 mortos. Trezentas e oitenta e uma vidas interrompidas por um inimigo invisível. Não, não são só números. São pessoas. Com filhos, netos, sobrinhos, vizinhos, contas para pagar, um jardim para regar, aquele sonho prometido para daqui a pouco. Ana Cristina tinha três empregos para dar conta de criar sozinha a filha. Djalma era fanático pelo Sport e adorava tocar tambor na roda de samba. José Carlos cuidava da mulher portadora de Alzheimer com tanto amor que ganhou até homenagem. Lenira escreveu o primeiro livro aos 100 anos. É preciso pedir licença à dor para contar as histórias, mostrar os rostos. Remexer nas lembranças carregadas de afetos. Nem todos conseguem. Não nesse momento. O mais difícil é não poder dizer adeus. Ver pela última vez, dar um beijo, se despedir. Na voz de quem sempre esteve perto, o susto de tudo ser tão rápido.
A saudade tem tantos rostos. E silenciou lares tão diversos, de endereços nobres a casas muito humildes, sem água nem esgoto. É certo que os mais velhos são os mais vulneráveis. Mais de 70% das vitimas da covid-19 em Pernambuco tinham idade a partir dos 60 anos. Mas há perdas também na juventude. O marido de Mysleid, o motorista de aplicativo Djalma Ramos, tinha só 38 anos. Homem alto, forte, saudável, trabalhava 12 horas rodando pela cidade. Em um mês, as mortes diárias para o coronavírus cresceram de forma brutal. Foram duas, no dia 25 de março, data do primeiro registro oficial. No balanço da última sexta-feira, o Estado já somava 30 óbitos contabilizados em 24 horas. Para cada uma dessas famílias, a dor extrapola a perda. Ela se potencializa, e isso é algo totalmente novo, na impossibilidade de viver o luto. Pelo menos da forma como sempre fizemos.
Em todos os relatos colhidos nessa reportagem, a pressa na hora do adeus, imposta por questões sanitárias, tem sido a parte mais dura de superar. Não dá tempo de chegarem os primos, os amigos, os netos, o colega de trabalho. Os poucos que podem estar presentes no sepultamento, na maioria das vezes, acompanham de longe. A despedida é de um caixão fechado. A imagem do corpo embalado em um saco plástico, sem flores, sem velas, sem tempo de dizer uma palavra derradeira, fazer uma última oração, torna a despedida incompleta, um peso a mais de se carregar.
“O que é o luto? É o tempo de que o cérebro e o corpo precisam para se estruturar da perda. E este primeiro momento está sendo negado, em função da pandemia, do risco de contaminação. Poder se despedir da pessoa querida é o primeiro passo do processo de habituação que envolve o luto e a superação dele”, explica Luciana Gropo, psicóloga cognitiva e comportamental. Uma alternativa, ela ensina, é cada um criar seu próprio ritual de despedida. “Vivenciar de uma maneira subjetiva essa perda, seja colocando uma foto num lugar de destaque, fazendo uma oração. O importante é tentar encontrar uma forma de deixar o cérebro menos reativo àquele sofrimento.”
Falar também é um caminho. Relembrar as histórias, refazer a trajetória de quem se foi. Quatro famílias concordaram em dividir, mesmo num momento tão difícil, a dor dessa saudade. Até como uma forma de homenagear e tornar mais viva a memória de uma vida inteira.
Juliana Fônseca e o pai, José Carlos, que faleceu vitima de covid-19 - Acervo pessoal
Mesmo com a suspeita, ele foi mandado para casa. Após apresentar uma piora na capacidade de respirar, o aposentado voltou ao hospital já com os dois pulmões comprometidos. O quadro se agravou e, apesar de não ter nenhuma comorbidade ou doença preexistente, José Carlos veio a óbito, quase três semanas após o início dos sintomas.
“É muito violento todo o processo. São muitos medos, muitos fantasmas. Como estive com ele todo o tempo, precisei ficar de quarentena e não pude receber um abraço dos meus filhos. É devastador”, conta a professora. Já na UTI, o aposentado chegou a tomar hidroxicloroquina, medicamento que tem sido alvo de polêmica no tratamento da covid-19. Após o uso da medicação, José Carlos teve duas paradas cardíacas. “Fiquei com a suspeita de que o remédio tenha contribuído para a morte dele. Mas não temos como ter certeza”, relata Juliana.
Uma das recordações mais difíceis do período em que o pai esteve lutando contra a doença foi o momento em que ele recebeu o diagnóstico de que poderia ser um quadro de covid. “Somos evangélicos. Ele era um homem que tinha muita fé, mas ali sentiu o peso da notícia. Ficou abalado. Disse que eu não me preocupasse. Porque ele tinha 75 anos e já havia vivido muito tempo. Foi quando ele falou: ‘Seja feita a vontade de Deus’”, conta, emocionada, Juliana.
José Carlos sempre foi a referência de todos. Forte, saudável, paciente, carregava uma sabedoria que norteava os passos dos filhos. Perdeu o pai ainda adolescente e logo precisou virar arrimo de família. De todas as lembranças que deixou, uma era especial. A de cuidador. Foram 45 anos de casados. E o cuidado com a esposa, portadora de Alzheimer, virou um exemplo para os filhos. “Anotava tudo em planilhas, os remédios, os horários; era ele quem levava mamãe para as consultas médicas. Por onde passava, chamava atenção a dedicação com que cuidava dela”, recorda a filha.
André Tomé, irmão da auxiliar de enfermagem Ana Cristina, que faleceu vítima da covid-19 - Acervo Pessoal
Uma vida dedicada a cuidar dos outros
No dia 27 de março, a auxiliar de enfermagem Ana Cristina Tomé, 52 anos, fez uma fotografia ao lado das companheiras de trabalho no plantão noturno da Policlínica e Maternidade Professor Barros Lima. Ana Cristina é a segunda em pé, da direita para a esquerda, na foto ao lado. Elas posaram para endossar a campanha “Fique em casa”, protagonizada por trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente de combate à covid-19. No cartaz, o apelo pelo isolamento social. Foi a última vez que Ana esteve na maternidade.
No dia seguinte, já trabalhando na UPA da Bomba do Hemetério, ela passou mal, com cansaço e falta de ar. Liberada do plantão, foi mandada para casa. Como os sintomas continuaram ainda mais fortes, Ana procurou, quatro dias depois, a UPA de São Lourenço da Mata. Chegou por volta de meio-dia. Foi mandada direto à UTI para ser entubada. Às 15h, estava morta, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. A família teve menos de quatro horas para providenciar o enterro. Por volta das 18h30, o corpo de Ana, envolto em um saco plástico e dentro de um caixão fechado, foi sepultado no Cemitério de Camaragibe, cidade onde morava. Apenas sete pessoas da família estavam presentes.
“Na sexta, ela chorou a morte de Betânia. No sábado, foi a vez dela.” A frase é do gerente de supermercado André Tomé, irmão de Ana Cristina. Betânia Ramos, 55, a quem André se refere, também era auxiliar de enfermagem. Trabalhava com Ana no Hospital Getúlio Vargas. Adoeceu e foi levada ao Hospital dos Servidores, onde veio a falecer. Ana só teve o material colhido para exame após a morte. O resultado, confirmando a contaminação, a família só ficou sabendo pela imprensa. Na segunda-feira (6), na coletiva diária feita pelo governo do Estado, o secretário André Longo anunciava, em meio ao balanço diário, a morte das duas auxiliares de enfermagem. Foram as primeiras vítimas da covid-19 entre profissionais de saúde do Estado.
Não ter recebido nenhuma ligação, nenhuma informação por parte das autoridades de saúde, revoltou a família de Ana Cristina. “Nenhuma das três secretarias de Saúde deu importância ao caso dela. Nem a de São Lourenço, onde ele foi atendida; nem a de Camaragibe, para onde mandaram o resultado do teste; nem a do Recife, onde ela trabalhava. Ficamos muito tristes. Não recebemos nenhuma assistência”, afirma André. Ana Cristina tinha uma filha, de 24 anos. A jovem também teve confirmação positiva para covid. Felizmente, os sintomas foram leves e ela está se recuperando. Como as duas moravam juntas, ela agora está sozinha, em casa. Em isolamento social. “Tem sido muito difícil para ela. Porque, além de superar a perda da mãe, não pode receber visitas.”
De todas as dores que carrega, André fala especialmente de uma. “Não pudemos fazer uma homenagem a ela, por toda a dedicação que ela sempre teve no trabalho. Antes de adoecer, ela mandava áudios para a família, orientando sobre a prevenção, dando dicas de como se proteger. Foram 28 anos de carreira na saúde”, destaca o irmão. A homenagem veio das colegas de trabalho. As auxiliares de enfermagem gravaram um vídeo, postado nas redes sociais: “Nós, amigos da Barros Lima, estamos de luto por nossa amada amiga. Ela deixou seu legado, lutando pela vida de tantos. Você nunca será esquecida. Saudades”.
Mysled Gonçalves perdeu o marido para a Covid-19. Ele era motorista de aplicativo. - BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
“Acreditem. Essa doença é terrível”
A voz já estava ofegante. “Tô indo para a UTI. A doutora veio agora falar comigo. Disse que vai me transferir porque lá tem mais gente para cuidar de mim. Ela falou para eu não ter medo. Não comenta com mainha que eu vou para a UTI, não, visse? A médica explicou que o oxigênio do meu sangue está baixando. Mas não fica preocupada, não. Tá tudo certo.”
Foram dois áudios gravados e enviados na noite da sexta-feira, dia 17 de abril, para a esposa, Mysleid Gonçalves, 41 anos. Naquele mesmo dia, o motorista de aplicativo Djalma Ramos, 38, havia sido internado no Hospital Oswaldo Cruz, com cansaço, dificuldade de respirar, após dias de febre e dores no corpo. Chegou com uma equipe do Samu. A coleta para a testagem do coronavírus foi feita na porta do hospital, quando ele ainda estava na ambulância. Mysleid, o tempo todo ao lado de Djalma. “Internaram logo ele. Foi a última vez que vi meu marido vivo”, conta. No dia seguinte, no sábado, já na UTI, o motorista foi entubado. Dois dias depois, na segunda-feira (20), teve uma parada cardíaca e não resistiu.
Mysleid conversou com o JC na noite da última quarta-feira, no dia seguinte ao enterro do marido. Ainda sem chão, sofria por não ter conseguido sequer despedir-se, nem mesmo depois da morte. “Eu nem pude vê-lo. Esse vírus não mata só a pessoa. Mata a família, os amigos. Ele foi enterrado num saco branco, tive que ficar de longe no sepultamento.” Quando fala do marido, ela lembra a paixão dele pelo Sport Club do Recife e o gosto pelas rodas de samba. “Ele adorava tocar, gostava de música, amava a vida.”
Djalma era motorista de aplicativo há dois anos. Entrou na atividade depois de ficar desempregado. Já tinha conquistado uma lista grande de clientes fixos e isso era um motivo de orgulho para ele e a esposa. “As mães confiavam nele para levar os filhos na escola, no médico. Era uma pessoa muito boa, trabalhadora. Fazia amizade com todos os clientes.” Quando a pandemia começou a somar vítimas, ele ficou extremamente preocupado. Pensou em deixar de rodar, mas dependia das corridas para sustentar a família. “Como a gente ia fazer para comer? Pagar o aluguel? Ele estava tomando todas as precauções, usando álcool em gel no carro. Estava seguro de que nunca ia pegar esse vírus”, conta.
Uma semana antes de ser internado na UTI, Djalma começou a sentir febre alta. Peregrinou por UPAs lotadas. Após horas de espera, era medicado e sempre mandado de volta para casa. Chegou a pagar consulta particular, quando o quadro se agravou muito. “É uma dor sem fim. Acreditem. Essa doença é terrível. Ela destrói a pessoa. Meu marido era forte, saudável, um homem de muita garra. Lutou muito para continuar vivendo.”
Ana d’Azevedo e João Paulo são filha e neto de Dona Lenira que tinha 102 anos e morreu vítima da Covid-19. Pandemia do novo coronavírus em Recife, Pernambuco, Brasil. - ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
102 anos de muito amor e apego à vida
Lenira Sales de Azevedo e Silva sempre gostou de ler. Lia o jornal todos os dias, deitada na rede, sem precisar de óculos, como fazia questão de ressaltar. Gostava também de escrever. Aos 100 anos, publicou seu primeiro e único livro, contando a história de sua família. Já tinha essa idade, quando pegou a estrada para votar na eleição para presidente da República, em 2018. Moradora do Recife, foi aplaudida na sessão eleitoral onde votava, em Bezerros, sua cidade natal, no Agreste do Estado. “Fizeram questão de fazer fotos com ela”, conta, orgulhosa, a filha Ana d’Azevedo, 62. Vovó Lenira ou Tia Lenira, como sempre a chamavam, tinha uma saúde perfeita. “O coração dela era melhor do que o de muito jovem de 20 anos”, emenda a filha. No dia 13 de abril, a vitalidade e a energia de uma vida inteira perderam a batalha para o coronavírus. Dona Lenira havia completado 102 anos, exatamente um mês antes.
A contaminação, a família acredita, ocorreu no hospital. É que cerca de dez dias após o aniversário, ela levou uma queda, enquanto separava o lixo reciclável de casa. Quebrou o fêmur e precisou passar por uma cirurgia. A operação foi um sucesso. Voltou para casa disposta e com boa recuperação. A preocupação surgiu quando ela começou a dar sinais de indisposição, sem vontade de ler o jornal de todo dia. Quando a família decidiu levá-la para o hospital, a recuperação já foi mais lenta, ela terminou sendo transferida de unidade e logo em seguida foi para a UTI. “Os médicos acharam que podia ser o vírus. A partir do momento que coletaram amostra para o exame, não pude mais visitá-la”, conta o neto João Paulo.
Mysled Gonçalves perdeu o marido para a Covid-19. Ele era motorista de aplicativo. - FOTO:BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Ana d’Azevedo e João Paulo são filha e neto de Dona Lenira que tinha 102 anos e morreu vítima da Covid-19. Pandemia do novo coronavírus em Recife, Pernambuco, Brasil. - FOTO:ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Juliana Fônseca e o pai, José Carlos, que faleceu vitima de covid-19 - FOTO:Acervo pessoal
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André Tomé, irmão da auxiliar de enfermagem Ana Cristina, que faleceu vítima da covid-19 - FOTO:Acervo Pessoal
Boletim da SES-PE divulgado neste domingo (26) apresentou 391 novos casos de covid e confirmou mais 34 óbitos no Estado
Novo coronavírus já foi detectado em mais de 4 mil pessoas em Pernambuco - Foto: Pixabay
Pernambuco confirmou, neste domingo (26), 391 casos novos da Covid-19, sendo 169 casos que se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), portanto que foram internados e/ou mais graves, além de outros 222 casos leves. As informações são da Secretaria Estadual de Saúde. (SES-PE)
Agora, o Estado totaliza 4.898 casos confirmados (3.485 casos graves e 1.413 casos leves).Também foram confirmados laboratorialmente 34 óbitos. Com isso, o Estado totaliza 415 mortes pela Covid-19.
Boletim completo
Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo dia pela SES-PE.
Neste domingo (26), Pernambuco confirmou 391 casos novos da Covid-19. Destes, 169 casos se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), portanto que internados e/ou mais graves, além de outros 222 casos leves.
Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.
Como prevenir o coronavírus?
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:
Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
Evitar contato próximo com pessoas doentes.
Ficar em casa quando estiver doente.
Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95
A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou, nesta sexta-feira (24), um encontro com lideranças mundiais para formar uma nova aliança em relação à descoberta e distribuição de medicamentos e vacina contra o novo coronavírus. O Brasil, contudo, não participou do evento.
Segundo a coluna de Jamil Chade, do Uol, parte do governo brasileiro sequer sabia sobre a reunião, sendo que o país já foi líder na discussão de medicações e tratamentos.
O evento foi coordenado pela OMS e liderado pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Além disso, contou com a presença de personalidades como Bill Gates, representantes de empresas de farmácia mundiais, lideranças de diversos países e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A reunião determinou o compromisso de que qualquer vacina ou tratamento descobertos ao redor do mundo seriam motivo para um esforço internacional com foco em garantir sua distribuição ao redor de todo o mundo. Também foi lançado um fundo de R$ 8 bilhões para investir em produção e distribuição de remédios e no fortalecimento dos sistemas de saúde.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS, reforçou que é essencial garantir a distribuição mundial de uma vacina e não cometer os mesmos erros do passado. Já Macron afirmou que a ação representa líderes que “decidiram agir concretamente para criar uma parceria inédita” e lembrou a esperança de reconciliar Estados Unidos e China com a proposta.
Já a chanceler alemã Angela Merkel ressaltou a importância da liderança da OMS para fortalecer os sistemas de saúde e orientar os países na luta contra a Covid-19.
Sem preocupações diplomáticas, Bolsonaro já ofendeu tanto o presidente francês quanto o líder da OMS, em discursos e manifestações nas redes sociais.
Sugestão do presidente dos Estados Unidos foi criticada por inúmeros cientistas e médicos
Por AFP
Trump: "A ideia de injetar no corpo ou ingerir qualquer tipo de limpador é irresponsável e perigosa", diz médico (Michael Reynolds/Getty Images)
Uma “injeção de desinfetante” para combater o coronavírus? As declarações de Donald Trump feitas na quinta-feira (23) chocaram a comunidade científica e muitos acusaram o presidente americano de ser irresponsável ao fazer essa sugestão “perigosa”.
Referindo-se à apresentação de um estudo do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, segundo o qual a covid-19 resistiria mal ao calor, à luz e à umidade, o chefe de Estado entendeu que um tratamento poderia ser implementado após essas conclusões.
“Eu vejo que o desinfetante nocauteia [o coronavírus] em um minuto. Um minuto. Existe uma maneira de fazer algo assim com uma injeção interna ou quase como uma limpeza?”, disse Trump na coletiva de imprensa diária, na Casa Branca, sobre a pandemia de coronavírus.
“Como vocês podem ver, isso entra nos pulmões e tem um efeito enorme, por isso seria interessante verificar. Teríamos de chamar médicos para isso, mas parece interessante para mim”, continuou ele.
Esses comentários provocaram uma onda de protestos entre os cientistas.
“A ideia de injetar no corpo ou ingerir qualquer tipo de limpador é irresponsável e perigosa”, declarou à emissora NBC o doutor Vin Gupta, especialista pulmonar e em cuidados intensivos.
“É um método comumente usado por pessoas que querem se matar”, disse ele.
Inúmeros médicos e cientistas também criticaram os comentários de Trump nas redes sociais.
“Da mesma forma, a autoimolação pelo fogo pode ser uma alternativa útil”, ironizou o centro de pesquisa francês Marseille Immunopôle, enfatizando que os métodos sugeridos pelo presidente americano “matam o vírus e os pacientes!”
“Pare de transmitir essas coletivas de imprensa sobre o coronavírus. Elas ameaçam a vida. E, por favor, não beba nem injete desinfetante”, tuitou Walter Shaub, ex-diretor do escritório federal encarregado das questões éticas (EMB) sob a administração democrata de Barack Obama.
“As conferências de imprensa de Trump são um perigo para a saúde pública. Boicote a propaganda. Ouça os especialistas. E, por favor, não beba desinfetante”, criticou Robert Reich, ex-secretário do Trabalho do presidente Democrata Bill Clinton.
Além do desinfetante, Donald Trump também falou de “luz ultravioleta”, ou “uma luz muito poderosa”, que poderia ser projetada “dentro do corpo” para combater o coronavírus.
Nas redes sociais, muitos internautas se divertiram com o óbvio embaraço da dra. Deborah Birx, membro da célula de crise da Casa Branca sobre o vírus, durante as declarações do presidente.
O estudo foi feito por pesquisadores da China, mas ainda carece de revisão da comunidade científica. Divulgação preliminar é em caráter informativo
Coronavírus: ar-condicionado pode ter sido responsável pela contaminação de 9 pessoas (Getty Images/Getty Images)
Na cidade de Guangzhou, na China, um estudo aponta que um ar-condicionado pode ter sido responsável por transmitir coronavírus para alguns indivíduos que jantavam em um restaurante local. O estudo, feito por pesquisadores do país, aponta que nove pessoas que estavam presentes no restaurante, que não possui janelas, no mesmo dia foram diagnosticadas com covid-19, sendo quatro da mesma família.
Os indivíduos foram contaminados no dia 24 de janeiro e, após apresentarem alguns sintomas, foram ao hospital. O diagnóstico positivo chegou em 5 de fevereiro, e os pesquisadores acreditam que o surto isolado está conectado ao fluxo de ar do restaurante, que foi responsável por espalhar gotículas respiratórias pelo restaurante sem ventilação.
Realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Guangzhou, a pesquisa será oficialmente lançada em julho e ainda carece de revisões feitas por especialistas da comunidade científica. No entanto, a pesquisa foi divulgada com antecedência devido ao seu caráter informativo no contexto da pandemia do novo coronavírus.
O estudo traz um desenho que segue o possível caminho feito pelo vírus, com a mesa dos indivíduos contaminados identificadas pelas letras A, B e C. Confira, abaixo, a planta do lugar com as referências:
(CDC/Reprodução)
Como representado acima, é possível ver que os infectados estavam no caminho que o fluxo de ar percorreu. O paciente indicado por A1 já estava com sintomas prévios, o que pode ter intensificado a taxa de contaminação. Em nota, os pesquisadores afirmaram que a direção do ar foi a peça chave: “Concluímos que, nesse surto, a transmissão de gotículas foi motivada pela ventilação com ar condicionado. O fator chave para a infecção foi a direção do fluxo de ar”, escrevem os pesquisadores.
A própria pesquisa reconhece suas limitações e informa que o espalhamento do vírus pelo ar-condicionado é apenas uma das possibilidades. É preciso coletar mais evidências científicas e levar em conta outros cenários, como a possibilidade de infecção ter sido gradual, infectando um membro de cada família por vez, considerando que os pacientes estavam sentados em mesas vizinhas.
Especialistas já sabem, no entanto, que a circulação de ar em ambientes fechados espalha patógenos no ar, o que pode ter sido um fator agravante da transmissão do vírus. Em uma futura etapa, a conclusão da pesquisa, prevista para sair no mês de julho, deve apontar quais dos cenários foi o mais aceito pela comunidade científica.
O presidente Jair Bolsonaro confirmou há pouco o nome de Jorge Oliveira para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, na vaga de Sergio Moro que pediu demissão.
Major aposentado da Polícia Militar, Oliveira é velho conhecido da família Bolsonaro: trabalhou no gabinete de Jair na Câmara dos Deputados e sempre foi ligado aos filhos do presidente.
Na primeira crise política da presidência, durante a saída de Gustavo Bebianno, morto recentemente, Oliveira foi guindado ao cargo de secretário-geral da presidência na vaga que ficou descoberta.
Bolsonaro tomou a decisão a contragosto de aliados, que preferiam o nome de alguém com mais peso político e jurídico.olsonaro também confirmou a nomeação de Alexandre Ramagem na diretoria-geral da Polícia Federal, na vaga de Maurício Valeixo, que saiu com Moro nesta semana.
O cantor serra-talhadense, Assisão, foi comparado com um cachorro pelo comediante Murilo Couto, que participa do programa The Noite, apresentado pelo também comediante Danilo Gentili, do SBT.
Murilo publicou um vídeo na manhã deste sábado (25) na sua conta pessoal do Instagram, mostrando uma verdadeira falta de respeito com um artista, sem pelo menos conhecer sua história e trajetória, na vida artística. Além de ser comparado a um cachorro, o forrozeiro foi chamado de bêbado e drogado.
O vídeo já tem mais de 200 mil visualizações e mais de 1.200 comentários. Veja abaixo no vídeo o comediante fazendo comparações bizarras contra um verdadeiro representante da nossa cultura nordestina.
Assisão faz parte da história de Pernambuco. Merece respeito de todos.