terça-feira, 28 de abril de 2020

Casos e mortes explodem e governo abandona população à própria sorte


Mortes por insuficiência respiratória aumentam 1.012% no País, aponta Portal da Transparência dos Cartórios. Negligente, governo Bolsonaro agrava tragédia causada pela pandemia do coronavírus. Há quase duas semanas no cargo, ministro da Saúde não apresenta plano de ação enquanto vírus se alastra
 Foto: Alex Pazuello

Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida, em Manaus (AM)

Sem plano de ação, metodologia e afundado no negacionismo, o governo de Jair Bolsonaro colhe os resultados trágicos de sua incompetência no combate à pandemia do coronavírus: O Brasil passa de 67 mil casos de infecção pelo vírus e 4.603 mortos. As subnotificações descortinam o cenário mais assombroso do pesadelo no país. As mortes por Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) aumentaram 1.012% desde março. A insuficiência respiratória é a principal causa associada a óbitos por Covid-19. Os dados constam do Portal da Transparência dos Cartórios, organizado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). O aumento coincide com a explosão de novos casos e mortes no país.

De acordo com o portal ‘ Brasil de Fato’, os dados apontam um aumento ainda mais extraordinário em alguns estados. Pernambuco lidera o ranking, com 6.357% de óbitos, seguido por Amazonas, com 4.050%. No Rio de Janeiro, a taxa chegou a 2.500% e, no Ceará, a 1.666%. As mortes por causa indeterminada tiveram aumento de 43%, segundo reportagem do ‘Estado de S. Paulo’. O levantamento cobre o período de 26 de fevereiro, data do primeiro registro de infecção no Brasil, até 17 de abril. Em 2020, o País teve 1.329 mortes por causa indeterminada. Em 2019, foram 925 óbitos registrados pelos cartórios no mesmo intervalo.

Especialistas avaliam que os óbitos podem estar relacionados à disseminação da pandemia em solo brasileiro. Há quase duas semanas no cargo, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich parece não se dar conta da gravidade histórica da crise sanitária, limitando-se a dizer que o relaxamento do isolamento social será decidido por região. Em meio ao início do pico da doença, o quadro agrava-se pela total falta de conhecimento sobre o avanço da pandemia.

Os testes não chegam e o governo não divulga o número exato das amostras adquiridas. Teich anunciou o fantasioso número de  46,2 milhões de testes que serão feitos até setembro mas a imprensa noticia que o governo tem dificuldade em coletar e organizar os dados dos testes já realizados por estados e municípios. O Brasil é um dos países que menos testam no mundo; A média é de 1,5 mil testes por milhão de habitantes. Nos Estados Unidos, a média é de 17 mil testes.

Para piorar o cenário, há um descompasso na coordenação das medidas de enfrentamento adotadas por governo, estados e municípios. Secretários estaduais de Saúde reclamam que o ministro não recebe ninguém desde que tomou posse, no dia 17 de abril. Segundo a coluna Painel, da  ‘ Folha de S. Paulo’, os secretários de Saúde descrevem Teich como “frio, distante, tutelado e vacilante”. A prática era de reuniões diárias durante o período em que Henrique Mandetta era ministro.

Subnotificações são ameaça grave

Cientistas advertem que as subnotificações constituem grave ameaça para as estratégias de combate global à doença.  Um levantamento do jornal britânico ‘Financial Times’ afirma que o número de  mortes provocado pela Covid-19 pode ser até 60% maior do que o anunciado oficialmente. O jornal reuniu informações sobre óbitos registrados em 14 países desde o início da pandemia.

Segundo o diário, nesses países, durante a pandemia, houve 122 mil mortes acima da média de anos anteriores, bem mais do que as 77 mil mortes oficiais por covid-19 anunciadas no período. “Se o mesmo nível de subnotificações observado estiver ocorrendo em todo o mundo, o número total de mortos por covid-19 subiria de 201 mil, total oficial atual, para 318 mil”, alerta o ‘Financial Times’.

Para calcular o número de mortes acima da média histórica, o  jornal informa que comparou as mortes por todas as causas de cada país nas semanas de epidemia entre março e abril com as médias de fatalidades no mesmo período entre 2015 e 2019. “Em todos os países analisados, com exceção da Dinamarca, o número de mortes acima da média histórica supera amplamente a contagem oficial de mortes atribuídas ao coronavírus”, aponta a reportagem.

Falta de leitos põe sistema de saúde à prova

Enquanto segue o baile de terror, com o silêncio mórbido das subnotificações ecoando por todo o país, o esgotamento dos leitos nos hospitais em capitais e cidades do interior põe à prova o sistema de saúde. Em várias estados, há uma corrida desenfreada de pacientes para conseguir uma vaga na UTI. Profissionais de saúde descrevem um cenário de guerra, com pessoas morrendo em casa ou dentro de ambulâncias. No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde informa que, das 2.235 pessoas internadas com suspeita ou confirmação da infecção, 326 aguardam transferência para um leito. Mesmo hospitais de campanha, caso de São Paulo, cuja unidade do Pacaembu pode atingir capacidade máxima ainda nesta semana, não darão conta da demanda. No litoral paulista, a taxa de ocupação se aproxima do limite máximo e o sistema está à beira do colapso.

A face mais perversa da incompetência do governo é sentida de modo mais cruel nas periferias, cujos habitantes vivem o martírio causado pela falta do Estado. “O impacto social e econômico do novo coronavírus é alarmante nas favelas do país, com parte dos moradores flertando com a fome após terem suas fontes de renda, como o trabalho autônomo e informal nas ruas, interrompidas pelo período de quarentena” , afirmou Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas (Cufa), em entrevista ao jornal ‘Valor Econômico’. A apatia do governo federal está custando caro demais.

Da Redação, com agências de notícias

Militares vetaram amigo dos filhos de Bolsonaro no Ministério da Justiça


Jorge Oliveira no casamento de Eduardo Bolsonaro (Reprodução)

Jorge Oliveira, ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência, chegou a ser avisado por Bolsonaro para se preparar para assumir a pasta, que ficou sob o comando do ex-AGU André Mendonça

‌Avisado por Jair Bolsonaro para se preparar para assumir o Ministério da Justiça, Jorge Oliveira, ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência, teve o nome vetado pelos militares do Planalto, que deram aval para a oficialização de André Mendonça no cargo nesta terça-feira (28).
Segundo a coluna de Andreia Sadi, no portal G1, além de Oliveira, os militares também tentaram convencer Jair Bolsonaro a desistir do nome de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal.
‌Tanto Oliveira, quanto Ramagem têm ligações estreitas com os filhos de Jair Bolsonaro, que são alvos de investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Para generais, a indicação de ambos corroboraria as declarações de Moro de que Bolsonaro tirou Maurício Valeixo da PF para intervir politicamente no órgão.

Entretanto, o presidente insistiu no nome do delegado que fez sua segurança durante a campanha e se aproximou de Carlos Bolsonaro durante o episódio da facada desferida por Adélio Bispo dos Santos.

Tragédia - País e filha morrem em Bom Jardim tudo indica por Covid-19

Bom Jardim: Pais morrem com suspeita de Covid-19; filha também faleceu e teve doença confirmada

Uma verdadeira tragédia ocorreu em uma família de Bom Jardim, causando forte comoção na cidade. Um casal de 67 e 65 anos, faleceu com suspeita de Covid-19 e a filha deles, de 38 anos também morreu e teve a doença confirmada. O resultado dos exames dos idosos ainda não foi divulgado. As mortes ocorreram em um intervalo de cinco dias.

O primeiro a falecer foi o idoso, Cristóvão Pereira de Oliveira, conhecido como “Cristóvão dos Correios” ou “Cristóvão de Zé Cirilo”. Ele morreu na quinta-feira (23). A esposa dele, identificada apenas por Ana, faleceu na sexta-feira (24), dia em que o marido foi enterrado e a filha do casal, Raquel Oliveira, foi à óbito nesta segunda-feira (27). Todos os sepultamentos aconteceram no Cemitério de Bom Jardim, sem velório, como recomenda as autoridades sanitárias para casos suspeitos ou confirmados de Covid-19.

O casal morava no Centro de Bom Jardim mas estava na casa da filha, em Recife. Os três foram internados em unidades de saúde da capital. O esposo de Raquel e o filho de 10 anos, apresentaram sintomas leves da doença e estão cumprindo a quarentena em casa.

Da Redação, com informações do portal Ne10, de Alfredo Neto da Rádio Jornal Limoeiro, do Blog do Sérgio Ramos e do Blog do Professor Edgar de Bom Jardim

Dez profissionais de saúde de Pernambuco morreram com Covid-19, diz secretário estadual


 (Foto: Governo de Pernambuco/Divulgação)
Foto: Governo de Pernambuco/Divulgação
Dez profissionais de saúde morreram com a Covid-19 em Pernambuco. O dado foi apresentado pelo secretário estadual de Saúde, André Longo, em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (27). Os óbitos registrados foram de quatro enfermeiros, dois técnicos de enfermagem, um auxiliar de enfermagem, um técnico de laboratório, um dentista e um condutor de ambulância. Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, até agora, 1.524 casos foram confirmados e 1.034 descartados. Os testes abrangem profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública  - estadual e municipal - ou privada.

De acordo com André Longo, os profissionais que morreram não necessariamente atuavam em unidades que recebem pacientes com o novo coronavírus. "Nem sempre a atividade que ele estava desempenhando era nas unidades hospitalares que atendem Covid. Em relação aos casos confirmados, não temos o registro por área de atuação (ou seja, quantos são médicos, quantos enfermeiros, técnicos, etc)", afirmou.

Nesse sábado (25), O governo de Pernambuco abriu dois centros de testagem para profissionais das áreas de saúde e da segurança, sob a coordenação das secretarias estaduais de Saúde (SES) e de Administração (SAD). Os postos funcionam diariamente, inclusive aos sábados e domingos, das 8h às 17h, no Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos do Estado de Pernambuco (Cefospe), bairro da Boa Vista, área central do Recife, e no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE), no Complexo de Salgadinho, em Olinda.

Familiares dos profissionais, com os quais tenham contato domiciliar e que estejam apresentando sintomas de gripe, também poderão ser testados. O secretário estadual de Saúde disse, nesta segunda, que outras categorias dos serviços essenciais devem ser incluídas posteriormente. "Temos recebido pedidos de sindicatos. Uma das áreas que deve ser acrescentada é a de jornalistas, por exemplo", informou. 

Testes

Ao todo, considerando todos os pacientes e não só profissionais de saúde, Pernambuco já processou 11.264 testes, sendo 523 nas últimas 24 horas. Do total, 7.666 foram analisados no Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE); 1.657 em laboratórios privados; 1.390 no Genomika Diagnósticos e 551 no Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco). A capacidade atual do estado é de 2,5 mil testes por semana. "Esse esforço ocorre também nos fins de semanas e feriados. Estamos adquirindo mais testes e equipamentos e esperamos chegar à marca de 1 mil testes por dia", pontuou André Longo.

Pernambuco registra 58 mortes e 366 novos casos da Covid-19


 (Thomas Kienzle/AFP)
Thomas Kienzle/AFP
Pernambuco confirmou, nesta terça-feira (28), 366 novos casos da Covid-19, sendo 196 casos que se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), portanto internados e/ou mais graves, além de outros 170 casos leves. O Estado totaliza agora, 5.724 casos confirmados (3.884 casos graves e 1.840 casos leves). 

Também foram confirmados laboratorialmente 58 óbitos. É o maior número de mortes desde o início da pandemia em Pernambuco. Com isso, o Estado ultrapassa a marca das 500 mortes pela covid-19, chegando a 508 óbitos. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Números oficiais de casos e mortes por Covid-19 em Garanhuns causam estranheza a população

Após Três Mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave no Dom Moura, Informações divulgadas por Órgãos Oficias caem em Descrédito


Até as 20h de ontem, dia 27, Garanhuns tem oficialmente dez casos registrados da COVID-19. Desses, duas pessoas vieram a óbito. Porém, a cada dia que se passa e diante do crescente número de casos registrados no Estado (hoje já são 5.358 e 450 mortes pela doença), aumenta no Município o sentimento de que muitos casos vem sendo sub-notificados, ou seja, pessoas adoecem, se recuperam, ou até mesmo morrem pela COVID-19 e os dados não são registrados pelas autoridades sanitárias locais.

Hoje pela manhã, dia 28, a Rádio Jornal de Garanhuns trouxe a informação do registro de duas novas mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Hospital Regional Dom Moura, aqui em Garanhuns. Trata-se de dois homens, um de 59 anos, que residia na comunidade do Indiano, e outro de 53 anos que residia no bairro Francisco Figueira, a Cohab 2. Antes, no último sábado, dia 25, outro homem, de 76 anos, morador da Brasília, já havia falecido por SRAG no Dom Moura. Os mortos foram sepultados cumprindo o protocolo da COVID-19, porém não há informação se foram testados e, consequentemente, confirmação ou negação se estariam contaminados pelo Coronavírus.

Além da tristeza vivida por familiares, vizinhos e amigos, que não conseguem realizar as homenagens aos falecidos, cresce também o sentimento de medo na população, que diante da escassez de informações passam a não mais confiar nos Boletins divulgados, já que a falta de exames para testar os casos suspeitos, seja a partir dos Postos de Saúde ou do Hospital Regional Dom Moura, não gera confiança nos dados oficiais divulgados diariamente pelos Órgãos Sanitários.

A desconfiança se amplia ainda mais diante da demora na divulgação dos resultados por parte do Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE), que por não suportar a demanda do Estado, passa diversos dias para divulgar resultados que são obtidos em algumas horas ou até minutos na rede laboratorial particular.

DESABAFO DE UM MÉDICO - Diante desse quadro de incerteza gerado pela falta de informações, cabe o registro de um recente desabafo de um Médico de Garanhuns, postado em um grupo composto por autoridades estaduais e municipais no aplicativo de mensagens WhatsApp. “Não dá para ficar batendo na tecla: fica em casa, fica em casa e não fazer nada além desta orientação! Já deu. Já estamos há (mais de) 40 dias das medidas restritivas e o que o Governo do Estado fez até o momento para a região do Agreste?”, indagou o Médico, complementando: “cadê os respiradores que não chegaram ao HRDM (Hospital Regional Dom Moura)? Ficaram presos na alfândega? Estão sendo usados em Recife? O MS (Ministério da Saúde) não mandou ainda? Cadê a UPAE equipada com os leitos e respiradores? A UPA quem está organizando é o município de Garanhuns, mas precisa da ajuda do Governo Estadual para complementar os serviços! O Hospital Perpétuo (Socorro) já está quase pronto? Sim, é verdade, mas está pronto graças a família Tinoco que fez a reforma sem receber até o momento nada do ponto de vista financeiro por parte do Estado! (...); não estou politizando minhas perguntas, mas, ou mudamos o plano estratégico ou irão morrer muitas pessoas em nosso Município!”, chamou a atenção o Profissional de Saúde.

Ajudante de Caminhão morre com suspeita de Covid em Garanhuns



Um homem de 53 anos, que trabalhava como ajudante de caminhão, morreu na madrugada desta terça-feira (28) com suspeita de coronavírus. Valter Mendes da Silva, residia no bairro da Cohab  ll, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.

Segundo informações, Valter deu entrada no Hospital há alguns dias com os principais sintomas do Covid-19, No Hospital ele foi inicialmente diagnosticado, com Síndrome Respiratória Aguda. Valter ficou até o dia de ontem entubado, e apresentou um quadro de melhoras porém veio a óbito.

Um exame para COVID-19 foi solicitado em breve o resultado será noticiado se positivo ou negativo para COVID-19.

Walter vai ser enterrado como suspeito do CONVID-19, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Após 40 dias, Pernambuco cumpre meta de mil leitos para a Covid-19


 (Fotos: Aluisio Moreira/SEI/Divulgação)
Fotos: Aluisio Moreira/SEI/Divulgação
No dia 18 de março, ou seja, há 40 dias, o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, anunciaram a criação de mil leitos exclusivos para o atendimento aos casos da Covid-19, sendo 400 leitos de UTI e 600 de enfermaria. A marca prometida foi atingida nesta segunda-feira (27), quando um total de 1.067 leitos estão em funcionamento, sendo 418 de terapia intensiva e 649 de enfermaria, espalhados por todas as regiões do estado. Em média, 10 novas vagas de UTI estão sendo abertas diariamente em Pernambuco.

Com taxa de ocupação dos leitos acima de 90% diariamente, o secretário estadual de Saúde, André Longo, enfatizou que a população precisa continuar cumprindo as medidas de distanciamento social para o sistema de saúde não entrar em colapso. "Estávamos um passo à frente da doença e ela nos alcançou. Temos nos esforçado para abrir novas vagas diariamente, mas não há sistema no mundo que suporte caso as pessoas adoençam ao mesmo tempo", afirmou.

Nesta segunda, por exemplo, o estado só tinha vagas nos hospitais de Referência Covid-19 Unidade Boa Viagem (antigo Alpha); Agamenon Magalhães e São Marcos, todos no Recife, e no Neurocardio, em Petrolina. "É um cenário muito dinâmico, que muda a cada hora e, às vezes, em menos tempo. O nosso trabalho na gestão é aumentar os leitos, mas precisamos também que a população fique em casa", reforçou.

Pela gestão estadual, foram colocados em funcionamento 348 leitos de UTI, distribuídos entre o Hospital de Referência Covid-19 – Boa Viagem (38); Hospital de Referência Covid-19 – Olinda; Hospital Universitário Oswaldo Cruz (43); Hospital Agamenon Magalhães (40); Hospital Correia Picanço (5); Hospital Otávio de Freitas (20); Hospital Dom Helder Câmara – Cabo de Santo Agostinho (16); Hospital Mestre Vitalino – Caruaru (27); Imip (35); Hospital Regional de Palmares (5); Procape (8); Hospital Tricentenário (10); Hospital das Clínicas/UFPE (6); Hospital Armindo Moura – Moreno (10); Cesac Paulista (14); Cesac Prado (7); Hospital São Marcos (10); Hospital Santa Joana (5); Hospital Português (10); e Neurocardio - Petrolina (5).

Já os 384 leitos de enfermarias disponibilizados pelo estado estão distribuídos entre o Hospital de Referência Covid-19 – Boa Viagem (55); Hospital de Referência Covid-19 – Olinda (20); Hospital Universitário Oswaldo Cruz (131); Hospital Dom Helder Câmara – Cabo de Santo Agostinho (16); Hospital Mestre Vitalino – Caruaru (25); Imip (23); Hospital Regional de Palmares (15); Hospital Armindo Moura – Moreno (10); Cesac Paulista (5); Cesac Prado (10); Hospital Inácio de Sá – Salgueiro (9); Hospam – Serra Talhada (13); Hospital Dom Moura – Garanhuns (10); Hospital Emília Câmara – Afogados da Ingazeira (4); Hospital Rui de Barros Correia (08); Hospital Dom Malan – Petrolina (10); UPAE Garanhuns (10); e UPAE Petrolina (10).

"O dinamismo da doença fez com que novas necessidades surgissem, e o nosso compromisso é ampliar ainda mais esses leitos para atender às necessidades da população pernambucana, não apenas da capital mas também do interior", afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo. Para esta semana, ele estima que mais 80 leitos serão abertos sob gestão estadual.

Máscaras

Também nesta segunda-feira (27), entrou em vigor o decreto estadual que orienta o uso de máscaras, de preferência artesanais, para aqueles que precisam sair de casa, seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Já os órgãos públicos e os estabelecimentos privados que estejam autorizados a funcionar de forma presencial também terão que exigir dos seus funcionários e colaboradores que façam o uso de máscaras. O item de proteção deverá ser fornecido pelas próprias instituições e empresas.

André Longo ressaltou que as máscaras hospitalares (cirúrgicas e N95) devem ser usadas apenas pelos profissionais de saúde. O secretário também lembrou a importância do uso correto e da higienização das máscaras artesanais. O governo do estado está preparando um vídeo para as mídias sociais com essas orientações.

"O uso da máscara não torna ninguém imune ao vírus. Mesmo com a máscara, só saia de casa se for extremamente essencial e inadiável. Este momento é decisivo para o nosso sistema de saúde. Estamos nos esforçando ao limite para dotar a rede pública da estrutura para combater os efeitos do coronavírus. Mas se as pessoas não se isolam socialmente, nenhum sistema de saúde do mundo vai conseguir suportar a grande demanda de doentes graves", disse o secretário.