quarta-feira, 29 de abril de 2020

Barragem do Gurjão, em Capoeiras atinge mais de 60% da capacidade


As chuvas caídas no município de Capoeiras nos últimos dias, elevaram o nível da Barragem Gurjão, que agora acumula 61,5% da sua capacidade, o correspondente a 2.361.300 metros cúbicos de água. A informação de servidores da Compesa que estiveram realizando o monitoramento do manancial na manhã deste domingo(26).


O Rio Una que tem sua nascente no município de Capoeiras e é a principal fonte que desagua na Barragem Gurjão, botou enchente na tarde da sexta-feira (24), elevando o nível do reservatório de 50% registrado no dia (18/04), para os atuais 61,5%.


A Barragem Gurjão é utilizada pela Compesa para abastecer os moradores da cidade de Capoeiras e eventualmente também, Caetés.

‘E daí?, diz Bolsonaro sobre recorde de mortes por coronavírus


'E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’, diz Bolsonaro sobre recorde de mortes por coronavírus
© Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 29, que lamenta, mas não tem o que fazer em relação ao recorde de mortes registradas em 24 horas, com 474 óbitos, ultrapassando a China no número total de óbitos pelo novo coronavírus.

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”, disse Bolsonaro, em referência ao próprio sobrenome.

Durante a entrevista em frente ao Palácio da Alvorada, uma jornalista disse ao presidente: “A gente ultrapassou o número de mortos da China por covid-19…” Foi quando Bolsonaro o respondeu que não poderia fazer nada.

Nesta terça-feira, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de mortes confirmadas por covid-19, a doença provocada pelo coronavírus, ultrapassou a marca dos 5 mil, chegando a 5.017. Na China, são 4.643.

Momentos depois, na mesma entrevista, Bolsonaro disse se solidarizar com as famílias das vítimas. “Mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente, a gente quer ter uma morte digna e deixar uma boa história para trás”, disse o presidente.

Questionado se conversaria com o ministro da Saúde, Nelson Teich, sobre a flexibilização do distanciamento social, Bolsonaro afirmou que não dá parecer e não obriga ministro a fazer nada

terça-feira, 28 de abril de 2020

Brasil tem 5.017 mortes por Coronavírus; total supera o registrado na China

Por G1


Mortes por coronavírus nos últimos 7 dias — Foto: Arte/G1

Mortes por coronavírus nos últimos 7 dias — Foto: Arte/G1

Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (28) o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil. Os principais dados são:

  • 5.017 mortes, na segunda-feira (28) eram 4.543.
  • Em 24 horas, foram 474 mortes a mais, aumento de 10,4%.
  • Número de mortes é maior do que na China, que teve 4.643.
  • 71.886 casos confirmados, na segunda-feira (28) eram 66.501. Foram 5.385 casos a mais (8,1%).
  • Em 7 dias, foram mais 2.111 mortes.
  • 34.325 estão em acompanhamento(48%).
  • 32.544 pessoas estão recuperadas (45%).
  • 1.156 mortes em investigação.
  • São Paulo tem 2.049 mortes e 24.041 casos confirmados

Bolsonaro nomeia André Mendonça como novo ministro da Justiça. Alexandre Ramagem é o novo diretor-geral da PF



O presidente Jair Bolsonaro nomeou, nesta terça-feira (28), o advogado André Mendonça como novo ministro da Justiça. Também foi confirmada a ida de Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para a direção geral da Polícia Federal (PF).

As vagas no Ministério da Justiça e no comando da PF ficaram abertas após a saída do ex-ministro Sergio Moro e do ex-diretor-geral Maurício Valeixo. Moro decidiu deixar o governo depois de Bolsonaro exonerar Valeixo. O ex-ministro alegou que o presidente tenta interferir politicamente na PF, o que Bolsonaro nega.

Jose Levi Mello do Amaral Júnior foi nomeado para o cargo de Advogado-Geral da União.


Novo ministro da Justiça

Mendonça conheceu Bolsonaro em 21 novembro de 2018, no mesmo dia em que foi escolhido para comandar a Advocacia-Geral da União. O agora ministro da Justiça chegou ao gabinete do governo de transição em Brasília pelas mãos de Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), inicialmente favorito para substituir Sergio Moro.

No entanto, para evitar questionamentos, já que Jorge é amigo da família Bolsonaro, o governo preferiu a escolha de André Mendonça para poupar críticas sobre tentativa de tutela do Palácio do Planalto sobre a Justiça. A avaliação é a de que a nomeação de Jorge Oliveira daria força à tese de que o Planalto estaria atuando para ter controle sobre a Polícia Federal e, assim, ter acesso a relatórios de investigações.

André Mendonça é cotado para substituir Celso de Mello em novembro no Supremo Tribunal Federal (STF), quando o decano da Corte se aposentará. O presidente já disse, sem citar André Mendonça, poderia indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o STF. Mendonça é evangélico.

Polícia Federal

Já Alexandre Ramagem atuou na Lava-Jato do Rio de Janeiro e tem experiência em investigações contra o tráfico de drogas e coordenou a segurança de eventos internacionais.

Ele ficou próximo à família Bolsonaro após ter coordenado a segurança de Bolsonaro na campanha eleitoral à Presidência, em 2018. Ele é próximo a Bolsonaro e aos filhos do presidente. (Via: Agência Brasil)

Farmácias vão poder fazer testes rápidos para diagnosticar COVID-19



Com votação unânime, a Diretoria Colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta terça-feira (28) que farmácias possam realizar os testes rápidos de diagnóstico do novo coronavírus. A medida não ajudará o governo federal a alimentar suas bases de dados, porém, vai diminuir a procura nos hospitais.

A medida passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União. Os testes rápidos deverão ser devidamente registrados no Brasil e poderão ser feitos somente em farmácias e drogarias regularizadas pela agência. De acordo com a Anvisa, os testes não serão obrigatórios para todos os estabelecimentos, mas os que aderirem deverão adotar as diretrizes, protocolos e orientações estabelecidas pela agência e pelo Ministério da Saúde.

Entre as diretrizes estão: os testes deverão ser realizados por farmacêutico treinado; a garantia de registro e rastreabilidade dos resultados; a delimitação de fluxo de pessoas, além de áreas de atendimento, espera e pagamento diferentes para os usuários que buscam os serviços de teste rápido em relação aos que buscam os outros serviços na farmácia.

O relator da proposta foi o diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, que, em seu voto, informou que a vigência das novas normas valerá enquanto for mantida a emergência de saúde pública de importância nacional provocada pela COVID-19, decretada pelo Ministério da Saúde em fevereiro deste ano.

Os testes rápidos em questão são aqueles que o paciente leva uma pequena picada no dedo e, através dessa amostra de sangue, é possível identificar se a pessoa desenvolveu anticorpos para combater a doença ou não. O resultado sai em, no máximo, 30 minutos. (Via: Natália André/CNN)

Casos e mortes explodem e governo abandona população à própria sorte


Mortes por insuficiência respiratória aumentam 1.012% no País, aponta Portal da Transparência dos Cartórios. Negligente, governo Bolsonaro agrava tragédia causada pela pandemia do coronavírus. Há quase duas semanas no cargo, ministro da Saúde não apresenta plano de ação enquanto vírus se alastra
 Foto: Alex Pazuello

Cemitério Público Nossa Senhora Aparecida, em Manaus (AM)

Sem plano de ação, metodologia e afundado no negacionismo, o governo de Jair Bolsonaro colhe os resultados trágicos de sua incompetência no combate à pandemia do coronavírus: O Brasil passa de 67 mil casos de infecção pelo vírus e 4.603 mortos. As subnotificações descortinam o cenário mais assombroso do pesadelo no país. As mortes por Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) aumentaram 1.012% desde março. A insuficiência respiratória é a principal causa associada a óbitos por Covid-19. Os dados constam do Portal da Transparência dos Cartórios, organizado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). O aumento coincide com a explosão de novos casos e mortes no país.

De acordo com o portal ‘ Brasil de Fato’, os dados apontam um aumento ainda mais extraordinário em alguns estados. Pernambuco lidera o ranking, com 6.357% de óbitos, seguido por Amazonas, com 4.050%. No Rio de Janeiro, a taxa chegou a 2.500% e, no Ceará, a 1.666%. As mortes por causa indeterminada tiveram aumento de 43%, segundo reportagem do ‘Estado de S. Paulo’. O levantamento cobre o período de 26 de fevereiro, data do primeiro registro de infecção no Brasil, até 17 de abril. Em 2020, o País teve 1.329 mortes por causa indeterminada. Em 2019, foram 925 óbitos registrados pelos cartórios no mesmo intervalo.

Especialistas avaliam que os óbitos podem estar relacionados à disseminação da pandemia em solo brasileiro. Há quase duas semanas no cargo, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich parece não se dar conta da gravidade histórica da crise sanitária, limitando-se a dizer que o relaxamento do isolamento social será decidido por região. Em meio ao início do pico da doença, o quadro agrava-se pela total falta de conhecimento sobre o avanço da pandemia.

Os testes não chegam e o governo não divulga o número exato das amostras adquiridas. Teich anunciou o fantasioso número de  46,2 milhões de testes que serão feitos até setembro mas a imprensa noticia que o governo tem dificuldade em coletar e organizar os dados dos testes já realizados por estados e municípios. O Brasil é um dos países que menos testam no mundo; A média é de 1,5 mil testes por milhão de habitantes. Nos Estados Unidos, a média é de 17 mil testes.

Para piorar o cenário, há um descompasso na coordenação das medidas de enfrentamento adotadas por governo, estados e municípios. Secretários estaduais de Saúde reclamam que o ministro não recebe ninguém desde que tomou posse, no dia 17 de abril. Segundo a coluna Painel, da  ‘ Folha de S. Paulo’, os secretários de Saúde descrevem Teich como “frio, distante, tutelado e vacilante”. A prática era de reuniões diárias durante o período em que Henrique Mandetta era ministro.

Subnotificações são ameaça grave

Cientistas advertem que as subnotificações constituem grave ameaça para as estratégias de combate global à doença.  Um levantamento do jornal britânico ‘Financial Times’ afirma que o número de  mortes provocado pela Covid-19 pode ser até 60% maior do que o anunciado oficialmente. O jornal reuniu informações sobre óbitos registrados em 14 países desde o início da pandemia.

Segundo o diário, nesses países, durante a pandemia, houve 122 mil mortes acima da média de anos anteriores, bem mais do que as 77 mil mortes oficiais por covid-19 anunciadas no período. “Se o mesmo nível de subnotificações observado estiver ocorrendo em todo o mundo, o número total de mortos por covid-19 subiria de 201 mil, total oficial atual, para 318 mil”, alerta o ‘Financial Times’.

Para calcular o número de mortes acima da média histórica, o  jornal informa que comparou as mortes por todas as causas de cada país nas semanas de epidemia entre março e abril com as médias de fatalidades no mesmo período entre 2015 e 2019. “Em todos os países analisados, com exceção da Dinamarca, o número de mortes acima da média histórica supera amplamente a contagem oficial de mortes atribuídas ao coronavírus”, aponta a reportagem.

Falta de leitos põe sistema de saúde à prova

Enquanto segue o baile de terror, com o silêncio mórbido das subnotificações ecoando por todo o país, o esgotamento dos leitos nos hospitais em capitais e cidades do interior põe à prova o sistema de saúde. Em várias estados, há uma corrida desenfreada de pacientes para conseguir uma vaga na UTI. Profissionais de saúde descrevem um cenário de guerra, com pessoas morrendo em casa ou dentro de ambulâncias. No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde informa que, das 2.235 pessoas internadas com suspeita ou confirmação da infecção, 326 aguardam transferência para um leito. Mesmo hospitais de campanha, caso de São Paulo, cuja unidade do Pacaembu pode atingir capacidade máxima ainda nesta semana, não darão conta da demanda. No litoral paulista, a taxa de ocupação se aproxima do limite máximo e o sistema está à beira do colapso.

A face mais perversa da incompetência do governo é sentida de modo mais cruel nas periferias, cujos habitantes vivem o martírio causado pela falta do Estado. “O impacto social e econômico do novo coronavírus é alarmante nas favelas do país, com parte dos moradores flertando com a fome após terem suas fontes de renda, como o trabalho autônomo e informal nas ruas, interrompidas pelo período de quarentena” , afirmou Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas (Cufa), em entrevista ao jornal ‘Valor Econômico’. A apatia do governo federal está custando caro demais.

Da Redação, com agências de notícias

Militares vetaram amigo dos filhos de Bolsonaro no Ministério da Justiça


Jorge Oliveira no casamento de Eduardo Bolsonaro (Reprodução)

Jorge Oliveira, ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência, chegou a ser avisado por Bolsonaro para se preparar para assumir a pasta, que ficou sob o comando do ex-AGU André Mendonça

‌Avisado por Jair Bolsonaro para se preparar para assumir o Ministério da Justiça, Jorge Oliveira, ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência, teve o nome vetado pelos militares do Planalto, que deram aval para a oficialização de André Mendonça no cargo nesta terça-feira (28).
Segundo a coluna de Andreia Sadi, no portal G1, além de Oliveira, os militares também tentaram convencer Jair Bolsonaro a desistir do nome de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal.
‌Tanto Oliveira, quanto Ramagem têm ligações estreitas com os filhos de Jair Bolsonaro, que são alvos de investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Para generais, a indicação de ambos corroboraria as declarações de Moro de que Bolsonaro tirou Maurício Valeixo da PF para intervir politicamente no órgão.

Entretanto, o presidente insistiu no nome do delegado que fez sua segurança durante a campanha e se aproximou de Carlos Bolsonaro durante o episódio da facada desferida por Adélio Bispo dos Santos.

Tragédia - País e filha morrem em Bom Jardim tudo indica por Covid-19

Bom Jardim: Pais morrem com suspeita de Covid-19; filha também faleceu e teve doença confirmada

Uma verdadeira tragédia ocorreu em uma família de Bom Jardim, causando forte comoção na cidade. Um casal de 67 e 65 anos, faleceu com suspeita de Covid-19 e a filha deles, de 38 anos também morreu e teve a doença confirmada. O resultado dos exames dos idosos ainda não foi divulgado. As mortes ocorreram em um intervalo de cinco dias.

O primeiro a falecer foi o idoso, Cristóvão Pereira de Oliveira, conhecido como “Cristóvão dos Correios” ou “Cristóvão de Zé Cirilo”. Ele morreu na quinta-feira (23). A esposa dele, identificada apenas por Ana, faleceu na sexta-feira (24), dia em que o marido foi enterrado e a filha do casal, Raquel Oliveira, foi à óbito nesta segunda-feira (27). Todos os sepultamentos aconteceram no Cemitério de Bom Jardim, sem velório, como recomenda as autoridades sanitárias para casos suspeitos ou confirmados de Covid-19.

O casal morava no Centro de Bom Jardim mas estava na casa da filha, em Recife. Os três foram internados em unidades de saúde da capital. O esposo de Raquel e o filho de 10 anos, apresentaram sintomas leves da doença e estão cumprindo a quarentena em casa.

Da Redação, com informações do portal Ne10, de Alfredo Neto da Rádio Jornal Limoeiro, do Blog do Sérgio Ramos e do Blog do Professor Edgar de Bom Jardim