quarta-feira, 29 de abril de 2020

Vírus vai atingir 70% da população, diz Bolsonaro


 (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Foto: Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta terça-feira (28) que o novo coronavírus deve atingir 70% da população, ao comentar sobre o dia em que o país registrou recorde na notificação de óbitos pela doença em 24 horas, um total de 474.

"O vírus vai atingir 70% da população, infelizmente é uma realidade", previu o presidente em entrevista concedida na portaria do Palácio do Alvorada, residência oficial, onde parou para cumprimentar apoiadores. Ao ser questionado pela imprensa sobre os números, o presidente disse "lamento, quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre, ninguém nunca negou que não vai haver mortes", acrescentou.

Segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada mais cedo, o total subiu de mortos pela covid-19 subiu para 5.017, aumento de 10,4%. O acréscimo mais alto até então havia sido na última quinta-feira (23), quando foram contabilizados 407. O Brasil chegou a 71.886 pessoas infectadas. Nas últimas 24 horas foram adicionadas às estatísticas mais 5.385 casos, aumento de 8,1% em relação a ontem, quando foram registradas 66.501 pessoas nessa condição. Foi o segundo maior número em um dia, perdendo apenas para o sábado (25), quando foram acrescidos 5.514 novos casos ao balanço.

Bolsonaro ainda comentou sobre os efeitos da pandemia nos empregos com carteira assinada. "A gente não sabe os números, Já está na casa de milhões de empregos formais", disse.

Luto: basquete brasileiro perde o gigante Gerson Victalino, aos 60 anos


29.04.2020   |   Confederação Brasileira de Basketball
O basquete brasileiro perdeu um gigante nesta quarta-feira, 29 de abril. Gerson Victalino, jogador que mais vezes vestiu a camisa da Seleção Brasileira, faleceu na madrugada, em Minas Gerais, vítima da Esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que o ex-jogador lutava contra há alguns anos. Querido por todos na comunidade do basquete, Gerson era um gentleman e nos deixa aos 60 anos. Como sempre fez em quadra, nunca se entregou e fazia planos para os próximos anos. A Confederação Brasileira de Basketball agradece mais uma vez pelo amor com que Gerson se entregava ao esporte e por todos os anos defendendo a camisa do Brasil. Força aos familiares e nossos pêsames.

Acervo CBB

Gerson começou no basquete aos 18 anos, mas primeiro se destacou no futebol por conta de sua altura. Fez sua estreia como profissional em 1979, pelo Ginástico, em Minas Gerais. Em 1981, atuou pela primeira vez na Seleção Brasileira, e desde então fez uma carreira linda com nosso manto, sendo o atleta que mais vezes vestiu a camisa do Brasil.

O ex-atleta defendeu Monte Líbano, Corinthians, Lençóis Paulista, Jales, Manresa-ESP, Sport-PE e Remo, onde se aposentou em 2002. Pelo Brasil, Gerson esteve em quadra no título do inesquecível Pan de Indianapólis 1987, diante dos Estados Unidos. Ainda jogou três Olimpíadas, em Los Angeles 1984, Seul 1988 e Barcelon 1992. Vestiu a camisa do Brasil de 1981 a 1994.

Acervo CBB

Em 2020, Gerson Victalino foi homenageado pela CBB como um dos nomes das Conferências do Campeonato Brasileiro Adulto, com um selo comemorativo. Na época, foi entrevistado pela CBB e falou sobre a homenagem e sua luta contra a doença.

- Me senti lisonjeado com esta homenagem. Ser escolhido dentre tantos nomes que fizeram e fazem história no nosso basquete. Quando recebi essa notícia, fiquei em êxtase, pois sei a importância de ter o nome vinculado a um evento da CBB - disse Gerson.

- Passo por um problema temporário. Sei da gravidade, mas também sei que as lutas vem na nossa vida para lutarmos e mostrarmos nossas forças. Para os médicos, a cura não existe, mas não posso me apegar no que eles pensam e sim na minha certeza que há um caminho para a cura. Imagina uma coisa até tempos atrás que não tinha cura e hoje tem. Com certeza eu vou ser o primeiro desta moléstia (risos) porque tenho fé em Deus e não me entrego facilmente - contou G

Brasil ultrapassa a China em número de mortos e passa dos 5 mil, ministro da saúde diz que não há "agravamento"


O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse nesta terça-feira (28) que há "agravamento da situação" da Covid-19 no Brasil. A avaliação foi feita após o país registrar recorde com 474 mortes confirmadas em 24 horas, elevando o total a 5.083. Com isso, o Brasil superou a China, que teve 4.643 óbitos causados pelo novo coronavírus.

Na quinta-feira (23), quando foram anunciadas 407 mortes, Teich afirmou que era preciso esperar os dias seguintes para avaliar se o aumento representava uma tendência ou apenas a divulgação de casos acumulados.

Ao reavaliar a situação, Teich fez a ressalva de que, na análise da pasta, o agravamento "continua restrito" a algumas localidades que estão enfrentando as "maiores dificuldades". Ele listou Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, fez uma previsão de agravamento dos casos nas próximas semanas

Barragem do Gurjão, em Capoeiras atinge mais de 60% da capacidade


As chuvas caídas no município de Capoeiras nos últimos dias, elevaram o nível da Barragem Gurjão, que agora acumula 61,5% da sua capacidade, o correspondente a 2.361.300 metros cúbicos de água. A informação de servidores da Compesa que estiveram realizando o monitoramento do manancial na manhã deste domingo(26).


O Rio Una que tem sua nascente no município de Capoeiras e é a principal fonte que desagua na Barragem Gurjão, botou enchente na tarde da sexta-feira (24), elevando o nível do reservatório de 50% registrado no dia (18/04), para os atuais 61,5%.


A Barragem Gurjão é utilizada pela Compesa para abastecer os moradores da cidade de Capoeiras e eventualmente também, Caetés.

‘E daí?, diz Bolsonaro sobre recorde de mortes por coronavírus


'E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’, diz Bolsonaro sobre recorde de mortes por coronavírus
© Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 29, que lamenta, mas não tem o que fazer em relação ao recorde de mortes registradas em 24 horas, com 474 óbitos, ultrapassando a China no número total de óbitos pelo novo coronavírus.

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”, disse Bolsonaro, em referência ao próprio sobrenome.

Durante a entrevista em frente ao Palácio da Alvorada, uma jornalista disse ao presidente: “A gente ultrapassou o número de mortos da China por covid-19…” Foi quando Bolsonaro o respondeu que não poderia fazer nada.

Nesta terça-feira, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de mortes confirmadas por covid-19, a doença provocada pelo coronavírus, ultrapassou a marca dos 5 mil, chegando a 5.017. Na China, são 4.643.

Momentos depois, na mesma entrevista, Bolsonaro disse se solidarizar com as famílias das vítimas. “Mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente, a gente quer ter uma morte digna e deixar uma boa história para trás”, disse o presidente.

Questionado se conversaria com o ministro da Saúde, Nelson Teich, sobre a flexibilização do distanciamento social, Bolsonaro afirmou que não dá parecer e não obriga ministro a fazer nada

terça-feira, 28 de abril de 2020

Brasil tem 5.017 mortes por Coronavírus; total supera o registrado na China

Por G1


Mortes por coronavírus nos últimos 7 dias — Foto: Arte/G1

Mortes por coronavírus nos últimos 7 dias — Foto: Arte/G1

Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (28) o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil. Os principais dados são:

  • 5.017 mortes, na segunda-feira (28) eram 4.543.
  • Em 24 horas, foram 474 mortes a mais, aumento de 10,4%.
  • Número de mortes é maior do que na China, que teve 4.643.
  • 71.886 casos confirmados, na segunda-feira (28) eram 66.501. Foram 5.385 casos a mais (8,1%).
  • Em 7 dias, foram mais 2.111 mortes.
  • 34.325 estão em acompanhamento(48%).
  • 32.544 pessoas estão recuperadas (45%).
  • 1.156 mortes em investigação.
  • São Paulo tem 2.049 mortes e 24.041 casos confirmados

Bolsonaro nomeia André Mendonça como novo ministro da Justiça. Alexandre Ramagem é o novo diretor-geral da PF



O presidente Jair Bolsonaro nomeou, nesta terça-feira (28), o advogado André Mendonça como novo ministro da Justiça. Também foi confirmada a ida de Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para a direção geral da Polícia Federal (PF).

As vagas no Ministério da Justiça e no comando da PF ficaram abertas após a saída do ex-ministro Sergio Moro e do ex-diretor-geral Maurício Valeixo. Moro decidiu deixar o governo depois de Bolsonaro exonerar Valeixo. O ex-ministro alegou que o presidente tenta interferir politicamente na PF, o que Bolsonaro nega.

Jose Levi Mello do Amaral Júnior foi nomeado para o cargo de Advogado-Geral da União.


Novo ministro da Justiça

Mendonça conheceu Bolsonaro em 21 novembro de 2018, no mesmo dia em que foi escolhido para comandar a Advocacia-Geral da União. O agora ministro da Justiça chegou ao gabinete do governo de transição em Brasília pelas mãos de Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), inicialmente favorito para substituir Sergio Moro.

No entanto, para evitar questionamentos, já que Jorge é amigo da família Bolsonaro, o governo preferiu a escolha de André Mendonça para poupar críticas sobre tentativa de tutela do Palácio do Planalto sobre a Justiça. A avaliação é a de que a nomeação de Jorge Oliveira daria força à tese de que o Planalto estaria atuando para ter controle sobre a Polícia Federal e, assim, ter acesso a relatórios de investigações.

André Mendonça é cotado para substituir Celso de Mello em novembro no Supremo Tribunal Federal (STF), quando o decano da Corte se aposentará. O presidente já disse, sem citar André Mendonça, poderia indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o STF. Mendonça é evangélico.

Polícia Federal

Já Alexandre Ramagem atuou na Lava-Jato do Rio de Janeiro e tem experiência em investigações contra o tráfico de drogas e coordenou a segurança de eventos internacionais.

Ele ficou próximo à família Bolsonaro após ter coordenado a segurança de Bolsonaro na campanha eleitoral à Presidência, em 2018. Ele é próximo a Bolsonaro e aos filhos do presidente. (Via: Agência Brasil)

Farmácias vão poder fazer testes rápidos para diagnosticar COVID-19



Com votação unânime, a Diretoria Colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta terça-feira (28) que farmácias possam realizar os testes rápidos de diagnóstico do novo coronavírus. A medida não ajudará o governo federal a alimentar suas bases de dados, porém, vai diminuir a procura nos hospitais.

A medida passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União. Os testes rápidos deverão ser devidamente registrados no Brasil e poderão ser feitos somente em farmácias e drogarias regularizadas pela agência. De acordo com a Anvisa, os testes não serão obrigatórios para todos os estabelecimentos, mas os que aderirem deverão adotar as diretrizes, protocolos e orientações estabelecidas pela agência e pelo Ministério da Saúde.

Entre as diretrizes estão: os testes deverão ser realizados por farmacêutico treinado; a garantia de registro e rastreabilidade dos resultados; a delimitação de fluxo de pessoas, além de áreas de atendimento, espera e pagamento diferentes para os usuários que buscam os serviços de teste rápido em relação aos que buscam os outros serviços na farmácia.

O relator da proposta foi o diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, que, em seu voto, informou que a vigência das novas normas valerá enquanto for mantida a emergência de saúde pública de importância nacional provocada pela COVID-19, decretada pelo Ministério da Saúde em fevereiro deste ano.

Os testes rápidos em questão são aqueles que o paciente leva uma pequena picada no dedo e, através dessa amostra de sangue, é possível identificar se a pessoa desenvolveu anticorpos para combater a doença ou não. O resultado sai em, no máximo, 30 minutos. (Via: Natália André/CNN)