Por: Diario de Pernambuco
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| Foto: Arquivo/Agência Brasil |
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| Foto: Arquivo/Agência Brasil |

O ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro Gabriell Neves foi preso na manhã desta quinta-feira, 7, em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público estadual. Ele e mais três pessoas, que também foram detidas, são suspeitos de corrupção na compra emergencial de respiradores para pacientes com coronavírus. Em entrevista exclusiva a VEJA, em 24 de abril, Neves responsabilizou seu ex-chefe, o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, por ter autorizado todos contratos de quase um bilhão de reais, mas negou irregularidades.
Gabriell Neves foi exonerado pelo governador Wilson Witzel (PSC) em dia 20 de abril exatamente por denúncias de vantagens indevidas. Além dos respiradores, foram adquiridos sem licitação máscaras e testes rápidos. A ação é uma parceria do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc/MP-RJ) e da Delegacia Fazendária, que ainda cumprem 13 mandados de busca e apreensão na capital.
Procurados por VEJA, Witzel e Edmar Santos ainda não se pronunciaram.
“As compras eram determinadas pelo secretário Edmar Santos ou com anuência dele. Outras pessoas também poderiam, eventualmente, demandar uma necessidade. Mas tudo era feito em consonância com o secretário. Ele avalizava o que era solicitado pelos quadros técnicos”, explicou Neves a VEJA, em seu escritório, no Centro do Rio. A VEJA, no entanto, o ex-secretário-executivo disse que se amparou na lei federal 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que permite compras emergenciais sem concorrência pública em função do coronavírus.
Neves também fez parte da equipe do ex-governador Sérgio Cabral, outro preso na Lava Jato. Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), ocupou a chefia de Gabinete do deputado estadual Gustavo Tutuca (MDB). Trabalhou ainda com o pai do parlamentar quando este era prefeito de Piraí. No município do Sul-Fluminense, Neves batia ponto como procurador. Antes de iniciar na gestão Witzel, ele estava como secretário de Saúde de Seropédica, na Baixada Fluminense.
“Há uma diferença de preços estratosférica. Teve um momento que a proposta era oferecida de manhã e, à tarde, não valia mais. Equipamentos que, antes da pandemia custavam 50 mil reais, hoje custa 220 mil reais no preço médio de mercado. Talvez isso dê a impressão de sobrepreço, o que não é verdade. Nunca houve tentativa de corrupção da parte de ninguém”, justificou Neves a VEJA.
A maior parte dos recursos – 836 milhões de reais – está destinada à Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) para a implementação de 1.400 leitos em hospitais de campanha. Mesmo proibido pela Prefeitura do Rio de participar das licitações no âmbito do município por suspeita de irregularidades, o Iabas teve o aval de Gabriell Neves para prestar o serviço ao governo Witzel. “E de forma satisfatória”, ressaltou Neves, que assinou este contrato em nome do secretário Edmar Santos
Por: Mariana Moraes
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| Foto: Reprodução / Whatsapp |
Na semana em que o estado atinge os seus números mais altos na escala de contaminação por Covid-19, o primeiro paciente confirmado com a doença na capital pernambucana foi liberado após passar dois meses internado, os últimos 31 destes dias em estado grave na UTI. Muito emocionado e sob aplausos, o empresário Sylvio Cavalcanti, de 72 anos, deixou o Hospital Português, localizado no Centro do Recife, na tarde da última terça-feira (05), agradecendo a toda equipe.
Sylvio contraiu o coronavírus após passar férias no Egito e mais três dias em Roma, na Itália, com sua esposa, Solange Catunda, que também foi infectada. A sogra do empresário, de 97 anos, foi visitada pela filha logo depois da volta do casal e, em consequência, testou positivo para a doença. "Após cinco dias que havíamos chegado em Recife começamos a sentir os sintomas. Quando fomos ao Hospital Português apresentávamos todos os indícios de contaminação, então eles escolheram nos internar", relembra o empresário. "Minha esposa passou 17 dias internada e minha sogra também se recuperou. Mas como sou idoso e diabético tipo dois, meu caso foi mais complicado."

Do montante, R$ 10,6 bilhões podem ser remanejados para ser usado conforme o desejo dos políticos do centrão, principalmente do PP, PL, Republicanos e PSD, que juntos somam 146 deputados na Câmara
A banca de negociações armada no Palácio do Planalto por Jair Bolsonaro para montar uma bancada pró-governo no Congresso negocia cargos que controlará cerca de R$ 65,8 bilhões do orçamento em 2020, segundo levantamento realizado por André Shalders, da BBC Brasil.
Desse total, R$ 10,6 bilhões podem ser remanejados para serem usados conforme o desejo dos políticos do centrão, principalmente do PP, PL, Republicanos e PSD, que juntos somam 146 deputados na Câmara. A reboque, Bolsonaro tenta cooptar ainda parlamentares do PTB, PSC, Pros, Solidariedade, PEN, PTN e PHS, que fazem parte do grupo.
O número de pessoas que morreram em casa desde o início da pandemia de covid-19 no Brasil aumentou 14,6% em relação ao ano passado, segundo registros dos cartórios brasileiros.
Na prática, o País teve, nos últimos dois meses, 4.552 óbitos domiciliares a mais do que no mesmo período do ano passado, revelam dados obtidos com exclusividade pelo Estado com o Portal da Transparência do Registro Civil, mantido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). A alta é ainda maior em Estados com alta incidência da doença. No Amazonas, o número de mortes em casa cresceu 94,7%. No Rio de Janeiro, o aumento foi de 34,8%.
A análise refere-se ao período de 26 de fevereiro, data em que o primeiro caso de infecção por coronavírus foi registrado no Brasil, até 26 de abril - foram desconsiderados os dados dos últimos dez dias porque esse é o prazo médio que os cartórios levam para repassar suas informações para a Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional).
A alta de mortes domiciliares já vinha sendo observada em outros países atingidos pela pandemia e, segundo especialistas, está relacionada a fatores como dificuldade de atendimento no sistema de saúde, adiamento de idas a pronto-socorros por medo de contágio e piora repentina de quadros de covid-19.
Segundo o Portal da Transparência, 35.551 brasileiros morreram em casa neste ano no período analisado contra 30.999 no mesmo período de 2019. Houve alta em 19 dos 27 Estados e em 20 capitais. No Amazonas, onde o sistema de saúde já entrou em colapso e foi registrada a maior alta, o número de óbitos em casa passou de 398 para 775 no período analisado. Na capital do Estado, o aumento foi ainda mais expressivo: 120,2%, com o número de óbitos em residência saltando de 331 para 729

Contrariando as bravatas de Jair Bolsonaro, nota da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Presidência da República diz ainda que governo segue orientações da Organização Mundial da Saúde no combate à pandemia