sexta-feira, 8 de maio de 2020

Pernambuco registra 82 mortes por Covid nas últimas 24 horas, e as filas de UTI não param de crescer

Com fila de espera para UTI, Pernambuco registra recorde diário de mortes por coronavírus

Até agora, o Estado tem 11.587 casos confirmados de covid-19 e 927 pessoas que morreram em decorrência de complicações causadas pela infecção


Imagem ilustrativa: Arek Socha/pIXABAY
Pernambuco já conta com mais de 10 mil casos de coronavírus - FOTO: Imagem ilustrativa: Arek Socha/pIXABAY

Pernambuco confirmou, nesta sexta-feira (8), 763 novos casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde do Estado (SES). Agora, o número total de pessoas com covid-19 é 11.587. Além disso, também foram confirmadas 82 novas mortes, o que eleva o total de óbitos para 927.

Dos 763 novos casos, 297 se enquadram como síndrome respiratória aguda grave (srag), condição caracterizada por quadros mais severos da doença, que exigem internamento. Outros 466 casos são leves. Já com relação ao número total de casos, 6.599 são graves; 4.988, leves.

Os detalhes epidemiológicos, como datas em que as mortes aconteceram e idades das vítimas, serão repassados pela SES ao longo dia.

Isolamento social 

“Acreditamos muito no isolamento social, que é a única medida capaz de salvar vidas no momento e evitar o sofrimento das famílias, além do trabalho de expansão da capacidade instalada, que temos feito todos os dias”, disse, em coletiva de imprensa, nesta semana, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. Para ele, a redução do contato físico é questão de primeira ordem quando se fala em prolongar a chegada ao pico epidêmico. “Manter o isolamento é imprescindível para evitar o adoecimento e o contato com pessoas que possam estar contaminadas. A medida vale para cidadãos de qualquer faixa etária. Vale destacar que a recomendação é fundamental para pacientes com idade superior a 60 anos, já que constituem o grupo mais vulnerável”, frisou Longo

Weintraub chamou ministros do STF de fdp em vídeo que governo esconde


Da coluna de Thaís Oyama no UOL:

O Planalto resiste em entregar ao STF o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril sob o argumento de que o encontro tratou de “assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de relações exteriores”. A Advocacia Geral da União, que representa o presidente da República no inquérito aberto a partir das acusações do ex-ministro Sérgio Moro, pede para ser autorizada a entregar apenas parte do registro da reunião.

Já se sabe que o vídeo — além de trazer a suposta ameaça do presidente de demitir Sérgio Moro caso ele não concordasse com a substituição do delegado Maurício Valeixo- mostra uma reunião pródiga em palavrões e menções a assuntos que o governo preferiria tratar em volume baixo, como os acordos com o Centrão.

E também é sabido que a China foi citada na reunião em termos pouco elogiosos — pelo próprio Bolsonaro e logo na abertura do encontro. Mas a frase mais potencialmente danosa dita na mesa não saiu da boca do presidente, e sim do seu ministro da Educação. Depois de comentar medidas tomadas pelo STF que desagradaram o governo, Abraham Weintraub afirmou que a Corte era composta por onze filhos da puta. Um deles é o destinatário do vídeo. E ainda pode compartilhar com os outros dez o comentário “sensível” do ministro.

PF nas ruas de PE

PF nas ruas, em Pernambuco: segunda fase da Operação Outline prende envolvidos em desvios em obras de 190 milhões do governo de Pernambuco

BR 101, em Pernambuco 

Foram coletadas também, evidências de que provavelmente a Secretaria de Transporte do Estado de Pernambuco (atualmente extinta), à qual era vinculado o DER/PE, foi condescendente com as práticas criminosas apuradas, podendo ter havido recebimento de vantagens por pessoa ligada à pasta. 

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 8/5, a Segunda Fase da “Operação Outline”, que decorre de investigação de atuação de organização criminosa que praticava desvios de recursos que deveriam ter sido empregados na obra de Requalificação da BR-101 - trecho do Contorno Viário da Região Metropolitana de Recife/PE - além de outros crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito do Departamento de Estradas e Rodagens e da antiga Secretaria de Transportes do Estado de Pernambuco . 

Cerca de 40 policiais federais estão cumprindo 9 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal no Recife/PE. 

Além disso, foi decretado o sequestro de imóveis situados em Recife/PE e Gravatá/PE, pertencentes aos investigados. 

A ação ocorre nos municípios de Recife/PE, Paulista/PE, Serra Talhada/PE e Brasília/DF. 

O valor total do contrato firmado para execução da obra citada supera a cifra de R$ 190 milhões, e a maior parte dos recursos é oriunda de repasse do Governo Federal para o Estado de Pernambuco, sob a gestão do DER/PE. 

De acordo com relatórios de auditoria do TCU e TCE recebidos pela PF, a obra vinha sendo executada com material (especialmente asfalto) de baixa qualidade e pouca durabilidade, o que pode estar afetando trechos de rodovias já entregues à circulação. 

Na primeira fase da operação, foram apreendidos documentos e mídias digitais, cuja análise revelou mais evidências de desvios, a exemplo de transações entre empresa contratada para execução da obra e firmas fantasmas, que chegam ao patamar aproximado de R$ 4,2 milhões. 

Além disso, foi constatado que ex-servidores do DER/PE, que foram responsáveis pela fiscalização e liberação de recursos da obra, tiveram acréscimo patrimonial incompatível com os seus rendimentos nos últimos anos. Um deles, inclusive, adquiriu bens de luxo, como embarcações, veículos, apartamentos e ainda realizou diversas viagens ao exterior, inclusive em classe executiva. Todos os bens adquiridos por ele eram registrados em nome de terceiros.  

Foram coletadas também, evidências de que provavelmente a Secretaria de Transporte do Estado de Pernambuco (atualmente extinta), à qual era vinculado o DER/PE, foi condescendente com as práticas criminosas apuradas, podendo ter havido recebimento de vantagens por pessoa ligada à pasta. 

Todo o conjunto probatório converge para a prática de crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas, somadas, chegam a 42 anos de reclusão. 

Os policiais federais estão efetuando as prisões e arrecadando material (documentos e arquivos digitais), que serão analisados posteriormente pela equipe de investigação da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF em Pernambuco. Os presos serão encaminhados ao COTEL.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Polícia Federal em Pernambuco

Pandemia expõe “necropolítica à brasileira” e uma certa elite que não vê além do umbigo


Para psicanalista Christian Dunker, desigualdade provoca distorção da realidade que atinge parte importante das classes altas

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em uma carreata de protesto contra as medidas de isolamento social para o combate à covid-19 recomendadas pelo governador de São Paulo, João Doria.
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em uma carreata de protesto contra as medidas de isolamento social para o combate à covid-19 recomendadas pelo governador de São Paulo, João Doria.AMANDA PEROBELLI / REUTERS

"O pico da doença [da covid-19] já passou quando a gente analisa a classe média, classe média alta. O desafio é que o Brasil é um país com muita comunidade, muita favela, o que acaba dificultando o processo todo.” A fala de Guilherme Benchimol, presidente da corretora XP, uma importante peça no mercado financeiro brasileiro — e um dos executivos mais engajados no movimento Não Demita, incentivando empresas a manter suas equipes durante a pandemia —, aconteceu durante uma transmissão ao vivo do jornal O Estado de S. Paulo nesta semana e causou uma enxurrada de críticas e revolta nas redes sociais. Ao fatiar a gravidade da pandemia do novo coronavírus entre uma crise de pobres e outra de ricos, o bilionário mostrou a faceta mais caricata da elite brasileira, que se põe à parte frente aos mais de 8.500 mortos em decorrência da doença, o que coloca o país na 6ª posição em número de óbitos.

O próprio Benchimol veio à público se desculpar pela frase “mal construída”, que, segundo ele, foi tirada do contexto e não representa o que acredita. Mas na medida em que a população mais rica começa a se sentir confiante de que a maior ameaça― para eles ― já passou, um movimento perigoso avança no Brasil, na visão do psicanalista e professor da USP, Christian Dunker. “Há uma negação do que se sabe de outros países: de que quando chega o ponto mais crítico, o ponto de saturação do sistema de saúde público e privado, não adianta você ter dinheiro ou ser de uma classe mais alta porque não haverá sistema disponível”, afirma. Segundo a Confederação Nacional de Saúde (CNS), em ao menos seis Estados já há saturação dos sistemas públicos e privados de atendimento.

O psicanalista afirma que a onda negacionista e a percepção de estar fora de perigo abrange, sim, uma parte importante da elite nacional, e tem como base uma crença dessas pessoas de que são excepcionais, fora de grupos de riscos, já que são privilegiados. Por isso, podem relaxar regras de isolamento e até promover encontros com amigos. “Escuto muito isso no consultório. Que as pessoas se sentem especiais, que são saudáveis, atletas como Bolsonaro e que isso é uma gripezinha. O presidente repetiu à exaustão esse discurso de negação da realidade assim com várias lideranças religiosas.”

Dunker ressalta que essa narrativa se instala mais fortemente na sociedade brasileira pela negação da desigualdade social já existente. “Esta é a realidade primeira da qual nós não queremos saber”, pontua. Em seu livro Mal-estar, sofrimento e sintoma: Uma psicopatologia do Brasil entre muros, o psicanalista explica como, há anos, as classes média e alta lidam com o conflito: com a construção de um muro e a designação de seus síndicos, responsáveis por manter em dia a dia de seu status quo. “Essa ideia de negação do conflito e da diferença já estava lá em 1970, quando inventamos um Brasil em que a gente aparta a diferença. E acho que agora estamos regredindo para uma maneira de ver o mundo, até favorecida pelas medidas sanitárias, em que o mundo é o tamanho do seu condomínio”, diz.

A vida privada dos condomínios é também uma janela que expõe abismos sociais —em geral, quanto maior a renda, maior a chance de realizar trabalho remoto. Em meio à escalada do coronavírus, os locais, em geral, mudaram regras de convivência, com restrições de acesso a visitas e entregadores. Áreas de lazer e academias de uso coletivo também foram interditadas, mas, já passadas algumas semanas de isolamento, embates começam a ser travados entre vizinhos para afrouxar as medidas, o que pode colocar em riscos moradores, mas também funcionários que seguem trabalhando. “Esse trabalhadores nunca deixaram de ser invisíveis, assim como os moradores de ruas, pedintes, os informais, os precarizados. Eles são formas de vidas que não fazem parte dos ‘outros’. Mas, no contexto da pandemia, são também elementos que transmitem o vírus, o que se choca muito com essa administração imaginária do mundo ”, lembra o psicanalista. Nesta quarta, provocou debate o fato de o serviço doméstico ter sido considerado essencial em Belém, que está em regime de bloqueio total de atividades não essenciais (lockdown), já que os profissionais ficariam impedidos de fazer a quarentena ou cuidar da própria família por causa da ausência de creches e escolas. O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), argumentou que pessoas, como profissionais de saúde, "precisam, pela necessidade de trabalho essencial, ter alguém em casa”.

Necropolítica já estava aí

Na visão de Christian Dunker, a pandemia trouxe mais à tona a “equação obscena” da escolha entra a vida ou a economia fortemente martelada pelo empresariado. O grupo, por sua vez, tem respaldo ativo de Jair Bolsonaro. O psicanalista frisa que o movimento apenas escancara a ideia de ter vidas matáveis que já existia na necropolítica à brasileira, diz ele, citando um conceito desenvolvido em 2003 pelo intelectual camaronense Achille Mbembe, que questiona os limites da soberania do Estado na escolha de quem deve viver e quem deve morrer. “Neste momento de impasse e crise da economia, vai se comunicar com as classes mais elevadas e populares a ideia de que é melhor continuar trabalhando e ganhando do que morrer de fome. Apesar do aumento do sofrimento e da crise alimentar, obviamente a gente teria medidas de suporte para isso sem chegar a essa equação”, afirma.

A insistência no argumento de que é preciso privilegiar o funcionamento da economia em detrimento das medidas de isolamento social ficou evidente de novo nesta quinta-feira. Em mais um movimento para pressionar a retomada da atividade econômica, o presidente levou uma comitiva de empresários e ministros para a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) para alertar o presidente da Corte, Antonio Dias Toffoli, sobre os impactos que o isolamento social tem gerado na iniciativa privada e como a paralisia econômica pode transformar o Brasil “em uma Venezuela”. “Nós devemos nos preocupar com economia, sim. Mas também com empregos”, declarou Bolsonaro. “Emprego é vida.” Na ocasião, empresários procuraram chamar a atenção dizendo que as “indústrias estão no UTI”, alheios às filas de pessoas que estão morrendo por falta de leitos em vários pontos do país.

Sairemos melhores da pandemia?

A disputa sobre o presente e como será o futuro pós-pandemia está por toda parte, não só na política. Se há os negacionistas, há também os que encaram a crise global econômica e sanitária como uma espécie de purgação, limpeza ou uma catarse que o mundo está atravessando. Na meio disso, as marcas e empresas tentam se sintonizar e se atrelar inclusive a ações positivas do combate à doença ou à crise econômica, mas nem sempre o objetivo é alcançado. Nesta semana, a marca carioca Osklen, do grupo Alpargatas, lançou uma campanha em que vendia duas máscaras de proteção por 147 reais. Para cada kit vendido, ela doaria uma cesta básica no valor de 70 reais para a comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. A campanha, no entanto, recebeu fortes críticas nas redes sociais, já que o preço foi considerado abusivo pelos usuários. Máscaras são tecido são vendidas por menos de dez reais em São Paulo. Muitos questionavam como a marca queria lucrar em um item essencial para prevenir a doença. A empresa justificou-se dizendo que o projeto foi pensado com uma margem de retorno “que apenas viabilizaria a operação”, além da doação de comida, mas a força da crítica a fez recuar e "repensar o projeto”.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Covid-19: Teich admite piora e diz que Brasil pode ter mil mortes diárias


Ministro da Saúde reconheceu que está havendo crescimento na curva de casos da COVID-19 no país

(foto: Agência Brasil/Divulgação)
(foto: Agência Brasil/Divulgação)
Diante do aumento de mortes e casos confirmados do novo coronavírus, o ministro da Saúde, Nelson Teich, adotou um tom de cautela ao falar sobre a flexibilização de medidas de isolamento e admitiu a possibilidade de se chegar a mil mortes diárias. Na coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30/4), Teich disse que é preciso acompanhar cada dia para tomar as decisões certas.

“Hoje a gente está perto de 500 mortes, 400. O número de 1.000, se estivermos num movimento, num crescimento significativo da pandemia, é possível acontecer. Não quer dizer que vai acontecer. A gente tem que acompanhar a cada dia para ver o que está acontecendo para tomar as decisões”, afirmou o ministro.

Os números que fecham o mês de abril mostram o aumento crescente que pode ser observados desde a última semana. Nesta quinta (30/4) houve novo recorde da confirmação de casos nas últimas 24 horas. O sistema recebeu mais 7.218 novos registros e, com isso, o país tem, na somatória, 85.380 infectados. No balanço de mortes pela doença, mais 435 óbitos foram adicionados totalizando 5.901 vítimas no Brasil. 

No início da coletiva, Teich declarou que o distanciamento social continua sendo a orientação da pasta. “Nesse momento temos uma definição clara: o distanciamento permanece como orientação. Vamos avaliar cada lugar, região, cidade. Como está evoluindo a curva, qual é o recurso que cada cidade tem para tratar as pessoas. Isso é o que vai definir como se vai caminhar”, reforçou.
Teich ressaltou que não está pensando no relaxamento das medidas de isolamento social apesar do Ministério da Saúde já ter formulado uma diretriz para balizar decisões de governadores e prefeitos.  

“Ninguém está pensando em relaxamento. A gente está criando uma diretriz, o que é completamente diferente. Nesse momento ninguém está pensando em flexibilizar nada. A gente só está desenhando um projeto e uma diretriz”, disse Teich. De acordo com o ministro, o documento já está pronto. No entanto, só será apresentado aos governadores e prefeitos. 

Morre o empresário pernambucano Raymundo da Fonte

Raymundo da Fonte
Raymundo da FonteFoto: Reprodução

O sepultamento será restrito à família e seguirá todos os protocolos orientados pelos órgãos de saúde e vigilância sanitária. 

Hoje o grupo, que é referência no mercado, produz mais de 350 produtos de limpeza, higiene pessoal, condimentos e inseticidas de marcas de sucesso como Brilux, Minhoto, Even e Sonho. A empresa tem cerca de 2.700 funcionários, 5 fábricas, espalhadas nos estados de Pernambuco, Bahia, Ceará, Pará e Rio de Janeiro.

Nota de pesar 

Paulo Câmara, Governador de Pernambuco:
"Nosso Estado perdeu um dos seus empreendedores mais expressivos: o empresário Raymundo da Fonte. Fundador de várias marcas de sucesso, sempre manteve um olhar atento ao desenvolvimento de Pernambuco. Quero manifestar meu pesar e minha solidariedade a todos os seus familiares, amigos e funcionários neste momento de dor".

Geraldo Julio, prefeito do Recife:

"Lamento profundamente o falecimento de Raymundo da Fonte. Empresário de sucesso e com papel destacado no desenvolvimento industrial do Estado, criou produtos e marcas que se tornaram verdadeiros símbolos de Pernambuco e do Nordeste brasileiro. Desejo que sua família encontre conforto na certeza de que seu legado fez a diferença na vida de muitas outras famílias nas últimas décadas."  

Eduardo de Queiroz Monteiro, presidente do Grupo EQM:
"Dr. Raimundo da Fonte, uma extraordinária figura, do alto dos seus 99 anos, vividos intensamente, nos deixa como exemplo uma trajetória absolutamente reta, pautada na formação de uma família decente, numerosa e respeitável e na edificação de um grupo empresarial modelar no Norte e no Nordeste brasileiro. Para minha geração, será sempre um farol luminoso a balizar nossa caminhada." 

Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco:
“Raymundo da Fonte faz parte da história empresarial de Pernambuco por sua liderança nos negócios, mas também porque soube, como poucos, criar uma identidade com os consumidores. São mais de 70 anos de atuação na indústria, o grupo cresceu e colocou grandes marcas no mercado nacional, batendo de frente com multinacionais. Sua trajetória segue sendo um exemplo para Pernambuco”.

Bernardo Peixoto, presidente da Fecomercio: 

"Em nome da Fecomércio-PE, o presidente Bernardo Peixoto se solidariza e transmite seus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos pelo falecimento do empresário pernambucano Raymundo da Fonte. Com um grande legado para o comércio do Estado, ratificamos nosso voto de pesar pela grande perda e agradecemos à dedicação e trabalho prestado."

Ricardo Essinger, presidente da Fiepe:
"É com profundo sentimento de pesar que a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) lamenta o falecimento do empresário Raymundo da Fonte, aos 99 anos. Líder incomparável, o empresário industrial fundou uma das empresas mais importantes do Estado, criando marcas de sucesso e de amplitude nacional.

O empresário deixa um legado inovador, que o colocou como um dos gigante do setor de limpeza, higiene pessoal, condimentos e inseticidas do Brasil. Um homem íntegro e um empresário criativo que fará muita falta para as nossas vidas. Nós, que fazemos a diretoria da FIEPE, manifestamos a nossa solidariedade e as mais sinceras condolências à família e amigos por esta inestimável perda."


Jarbas Vasconcelos, senador:
“Tinha por Raymundo da Fonte uma amizade de muitos anos e admiração pessoal. Ele foi uma das personalidades mais preciosas do nosso tempo. Um homem extremamente simples, discreto, trabalhador, correto, um líder impecável, empreendedor sólido que construiu um conglomerado empresarial, gerador de centenas de empregos. Mas, certamente seu maior patrimônio foi a família que construiu e se dedicou durante toda a sua vida. Meus sentimentos a D. Elza e seus familiares pela irreparável perda.”  

Brasil registra 610 mortes por Covid-19 nas últimas 24h; Total ultrapassa 9 mil


 (Foto: Michael Dantas/AFP )
Foto: Michael Dantas/AFP
O Brasil registrou mais 610 óbitos por Covid-19 nas últimas 24h, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (7). Este é o terceiro dia consecutivo que o país fecha o número de mortos acima de 600 durante o perído de 24h. Ao todo, são contabilizadas 9.146 vítimas fatais em razão da doença. 

Ainda de acordo com o boletim, o país registrou mais 9.888 casos da Covid-19 nas úlimas 24h. Com isto, o número de pacientes confirmados sobe para 135.106

Pernambuco aparece como o quarto estado em situação mais crítica no Brasil. Ao todo, o estado apresenta 10.824 casos já confirmados e 845 mortes pela Covid-19

Regina Duarte tem ataque de fúria e abandona entrevista ao vivo


Confira vídeo: na CNN, secretária da Cultura se recusou a ouvir Maitê Proença, alegando que estavam 'desenterrando mortos'

Regina não gostou de 'cobrança' ao vivo e abandonou entrevista(foto: Reprodução/CNN Brasil)
Regina não gostou de 'cobrança' ao vivo e abandonou entrevista(foto: Reprodução/CNN Brasil)
A entrevista que a secretária Especial da CulturaRegina Duarte, concedeu à CNN Brasil no começo da noite desta quinta-feira (7) terminou em confusão. Ela se recusou a ouvir um apelo da também atriz Maitê Proença e passou a acusar os jornalistas de estarem ‘desenterrando mortos’, alegando que o vídeo era de dois meses atrás. Após o episódio, Regina abandonou o estúdio.

Regina conversava em Brasília com o repórter Daniel Adjuto, que começou abordando temas relacionados ao governo. No entanto, numa determinada parte da conversa, a CNN Brasil exibiu um apelo de Maitê Proença, que reivindicava melhorias para a classe artística, dizendo que os atores ‘tinham sido esquecidos pelo atual governo’. Antes mesmo de a fala ir ao ar, a secretária já demonstrava irritação.
"Acho isso baixo nível. Vai botar uma fala...", disse Regina, tendo o áudio cortado para a exibição do vídeo de Maitê.

No entanto, a tela ficou dividida entre o vídeo de Maitê e a imagem de Regina Duarte. A chefe da pasta da Cultura continuou fazendo gestos de reprovação e chegou até a tirar o fone, enquanto a sua colega de classe artística falava. Já Daniel Adjuto tentava acalmar Regina.

Aparentemente, o vídeo não foi exibido na íntegra. Após o áudio voltar para Regina, ela começou a desabafar. “Obrigada. Precisei dar um chilique aqui. Desculpem, telespectadores”.

Foi quando os âncoras Reinaldo Gottino e Daniela Lima começaram a tentar justificar a exibição do vídeo, afirmando que era uma reivindicação da classe artística. Regina, mais uma vez, mostrou descontentamento com a exibição.

“Ah, para quê? Estão desenterrando a mensagem da Maitê para quê. Quem é você? Está desenterrando uma fala de dois meses atrás. Desculpa”, esbravejou a secretária especial de Cultura.

Os âncoras rebateram Regina, dizendo que o vídeo havia sido gravado e enviado nesta quinta-feira (7) por Maitê. Neste momento, Daniel Adjuto tenta apaziguar a situação, agradecendo pela entrevista, mas ela continuou desabafando em rede nacional.

“Eu tinha tanta coisa para falar, mas vocês estão desenterrando mortos. Vocês estão carregando um cemitério nas costas. Vocês estão cansados. Fiquem leves”, reagiu Regina.

Daniela Lima respondeu do estúdio. “Não estamos desenterrando mortos. Neste momento, estamos enterrando milhares de brasileiros, inclusive colegas seus”, disparou a âncora.

Instantaneamente, é possível ouvir uma pessoa ao fundo da sala em que se encontrava o repórter da CNN Brasil e Regina Duarte, dizendo que era ‘falta de respeito’ e questionando se havia acabado a entrevista. Mais uma vez, a secretária tomou a palavra.

“Achei que era uma entrevista com você, Daniel (Adjuto, repórter da CNN Brasil). Mas entraram umas pessoas e começaram a desenterrar mortos”, alfinetou.

Diante do comportamento de Regina, a CNN Brasil decidiu, por fim, interromper a conversa, tendo em vista que a entrevista não continuaria. Após a imagem voltar em definitivo para o estúdio, Reinaldo Gottino seguiu a linha de Daniela Lima e rebateu a frase de Regina Duarte.

Maitê não está morta. Ela gravou e enviou esse vídeo para que a Regina desse uma resposta à classe dela. Uma fala tranquila, inclusive, para que ela dialogasse com a classe.”
 
Veja o momento do desentendimento
 

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