Da Redação do Blog – Fontes do Blog da Noelia Brito confirmaram que o deputado federal Sebastião Oliveira, apontado como “dono” do Avante em Pernambuco, integrante do chamado “Centrão”, foi alvo de buscas e apreensões em suas residências, no Recife e em Brasília, no âmbito da segunda fase da Operação Outline, deflagrada, hoje, pela Polícia Federal, em Pernambuco, com autorização da Justiça Federal no Estado.
Sebastião Oliveira, era o secretário de transportes do governo Paulo Câmara (PSB) quando os desvios apurados pela operação teriam ocorrido.
A Operação
A Operação Outline foi realizada na terra de Sebastião Oliveira: Serra Talhada, além de Brasília, onde o parlamentar mora durante a semana, Recife e Gravatá, onde ele tem residência.
A ação investiga uma organização criminosa nas obras de requalificação da BR-101, no trecho do Contorno Viário da Região Metropolitana de Recife. Também apura crimes como corrupção e lavagem de dinheiro no DER comandado por Sebastião e seu grupo por quatro anos.
Cerca de 40 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal no Recife. Acredita-se que assessores de Sebastião tenham sido presos.
Prisões
Além das buscas e apreensões contra Sebastião Oliveira 02 ex-servidores do DER foram presos:
Silvano José Queiroga Salgado Filho e Schebna Machado de Albuquerque.
O valor total do contrato firmado para execução da obra citada supera a cifra de R$ 190 milhões, e a maior parte dos recursos é oriunda de repasse do Governo Federal para o Estado de Pernambuco, sob a gestão do DER/PE.
De acordo com relatórios de auditoria do TCU e TCE recebidos pela PF, a obra vinha sendo executada com material (especialmente asfalto) de baixa qualidade e pouca durabilidade, o que pode estar afetando trechos de rodovias já entregues à circulação.
Na primeira fase da operação, foram apreendidos documentos e mídias digitais, cuja análise revelou mais evidências de desvios, a exemplo de transações entre empresa contratada para execução da obra e firmas fantasmas, que chegam ao patamar aproximado de R$ 4,2 milhões.
Além disso, foi constatado que ex-servidores do DER/PE, que foram responsáveis pela fiscalização e liberação de recursos da obra, tiveram acréscimo patrimonial incompatível com os seus rendimentos nos últimos anos. Um deles, inclusive, adquiriu bens de luxo, como embarcações, veículos, apartamentos e ainda realizou diversas viagens ao exterior, inclusive em classe executiva. Todos os bens adquiridos por ele eram registrados em nome de terceiros.
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Com informações do Blog do Silvinho e do Blog da Noelia Britto