quinta-feira, 14 de maio de 2020

Ex-ministro volta a opinar sobre coronavírus e Bolsonaro se irrita: "Esquece o Mandetta"


Ex-ministro fez alerta sobre o pico do vírus e recriminou governo federal por procurar atrito com a China

EVARISTO SÁ/AFP
Ex-ministro Luiz Henrique Mandetta desejou "toda a sabedoria para conduzir nesse nosso País" - FOTO: EVARISTO SÁ/AFP

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se irritou e encerrou a entrevista coletiva que deu na manhã desta quinta-feira (14), na portaria do Palácio da Alvorada, com a menção ao nome do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

"A impressão que eu tenho é que, num local cheio de pólvora, o Itamaraty entra fumando", disse o ex-chefe da Saúde.

Irritado com o questionamento, Bolsonaro respondeu: "Esquece o Mandetta", antes de se encerrar a entrevista.

Opinião de Mandetta

O ex-ministro Mandetta demonstrou preocupação quanto ao posicionamento internacional do país. Nas últimas semanas, o chanceler Ernesto Araújo passou a criticar a China por conta da crise internacional.

Além disso, passou a difundir em diferentes fóruns e textos a ideia de que existe um "plano comunista" para moldar a nova ordem internacional que vai se formar no momento pós-pandemia. Filhos do presidente e deputados aliados ao governo também usaram as redes sociais para atacar Pequim.

Mandetta não escondeu que tem sérias dúvidas sobre os números divulgados pelos chineses e que acredita que a ciência irá desnudar os problemas que ocorreram no país asiático. Mas insistiu que esse debate precisa ficar para depois.

Vai faltar dinheiro para pagar servidor público, diz Bolsonaro


"O Brasil está quebrando. E depois de quebrar não é como alguns dizem a economia recupera. Não recupera. Vamos ser fadados a viver um país de miseráveis, como alguns países da África subsaariana", disse Bolsonaro


EVARISTO SA/AFP
O vídeo teria sido gravado no último dia 22 de abril na reunião do conselho de ministros. - FOTO: EVARISTO SA/AFP

Depois de o Congresso aprovar projeto do governo que autoriza reajustes às polícias do Distrito Federal, o presidente Jair Bolsonaro disse que "não tem cabimento" o funcionalismo querer aumento salarial no momento em que o "Brasil está quebrando" e há risco até mesmo de faltar dinheiro para os pagamentos em decorrência da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

"Vai faltar dinheiro para pagar servidor público. E tem servidor que quer ter a possibilidade de ter aumento neste ano e ano que vem. Não tem cabimento, não tem dinheiro", disse Bolsonaro, que tem até 27 de maio para sancionar a lei que autoriza o repasse direto de R$ 60 bilhões aos Estados e municípios e cumprir a promessa feita ao ministro da Economia, Paulo Guedes, de barrar a possibilidade de reajustes ao funcionalismo até o fim de 2021. Essa é uma das contrapartidas exigidas pela equipe econômica a governadores e prefeitos em troca da ajuda federal.

"O Brasil está quebrando. E depois de quebrar não é como alguns dizem a economia recupera. Não recupera. Vamos ser fadados a viver um país de miseráveis, como alguns países da África subsaariana", disse Bolsonaro nesta quinta-feira. Ao falar com os jornalistas, o presidente usava uma máscara da Polícia Militar do Distrito Federal. Ao lado dele, também com máscara da PM do DF, estava o titular da Secretaria-Geral, ministro Jorge Oliveira, que é da reserva da PM do DF e também será beneficiado com o aumento.

Como o jornal O Estado de S. Paulo e Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostraram, o presidente segura os vetos à possibilidade de aumento para servidores públicos para atender ao pedido do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), de conceder reajustes de 8% a 25% aos policiais militares e civis do DF.

Na noite de quarta-feira, 13, deputados e senadores aprovaram o projeto de lei do Congresso Nacional que autoriza a recomposição salarial das polícias do DF, pago com dinheiro da União pelo Fundo Constitucional do DF. O custo estimado é de R$ 505 milhões por ano. O texto agora depende da sanção do presidente.

O presidente diz agora que vai vetar a blindagem feita pelo Congresso a uma série de categorias, que continuaram tendo permissão para ter reajustes até 2021. No entanto, como mostrou o Estadão/Broadcast, o projeto foi aprovado com o aval do próprio presidente, que deu autorização para poupar as carreiras, principalmente as de segurança, mesmo atropelando a orientação do ministro da Economia.

Após a votação, Bolsonaro mudou de postura e fez promessas públicas, ao lado de Guedes, para vetar a lista de categorias que ficariam de fora do congelamento de salários. Para cumprir com a promessa, o presidente terá de rejeitar o aumento para todas as categorias, pois as flexibilizações constam todas em um único parágrafo do artigo 8º do projeto.

No projeto, foram poupados do congelamento servidores da área de saúde (como médicos e enfermeiros), policiais militares, bombeiros, guardas municipais, policiais federais, policiais rodoviários federais, trabalhadores de limpeza urbana, de assistência social, agentes socioeducativos, técnicos e peritos criminais, professores da rede pública federal, estadual e municipal, além de integrantes das Forças Armadas.

Apelo a governadores

A menção do presidente aos servidores públicos foi feita quando ele mais uma vez criticou medidas de isolamento que foram adotadas por governadores e prefeitos durante a pandemia do coronavírus. Bolsonaro disse que os chefes dos executivos estaduais e municipais deveriam se desculpar e fez um apelo para que eles revejam a política de distanciamento social, recomendada pelas autoridades sanitárias como forma de evitar o colapso do sistema hospitalar.

"O apelo que faço aos governadores. Reveja essa política, eu estou ponto para conversar. Vamos preservar vida? Vamos. Mas o preço lá na frente serão centenas demais de vida que vão perder por causa dessas medidas absurdas de fechar tudo", disse afirmando que governadores e prefeitos deveriam "se desculpar e fazer a coisa certa."

Bolsonaro criticou o lockdown , o isolamento total, dizendo que a medida é o "caminho do fracasso". "O Brasil está se tornando um país de pobre. O que eu falava lá atrás que era esculachado, estão vendo a realidade agora aí para onde está indo o Brasil. Vai se chegar a um ponto que o caos vai se fazer presente aqui. Essa história de lockdown, vão fechar tudo, não é esse o caminho Esse é o caminho do fracasso, quebrar o Brasil", disse.

Governo Bolsonaro demite secretário do Ministério da Saúde e Centrão quer o cargo


Vaga deve ser ocupada por um nome indicado pelo PL, sigla comandada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão

PL chegou a negociar nomes para ocupar a Secretaria de Vigilância em Saúde, pasta estratégica para formular ações sobre o avanço da covid-19 no Brasil
PL chegou a negociar nomes para ocupar a Secretaria de Vigilância em Saúde, pasta estratégica para formular ações sobre o avanço da covid-19 no Brasil (Erasmo Salomão/Min. Saúde)

O administrador de empresas Francisco de Assis Figueiredo foi demitido nessa quarta-feira (13), do cargo de Secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde. O ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) foi assinado pelo ministro da Casa Civil, Braga Netto.

Como parte da negociação do governo Jair Bolsonaro (sem partido) com partidos do Centrão, o posto deve ser ocupado por um nome indicado pelo PL, sigla comandada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão.

Sob pressão de aliados e após sofrer sucessivas derrotas políticas, o presidente Jair Bolsonaro começou a distribuir cargos aos partidos do bloco informal formado por, além do PL, o Progressistas (antigo PP), Republicanos, PTB, Solidariedade, DEM e PSD em troca de votos no Congresso, ressuscitando a velha prática do "toma lá, dá cá".

Figueiredo atuava no ministério desde 2016. Ele foi indicado ao cargo pelo Progressistas durante a gestão do ex-ministro Ricardo Barros (Progressistas-PR). A demissão já era esperada desde a chegada de Nelson Teich ao cargo de ministro da Saúde.

O PL chegou a negociar nomes para ocupar a Secretaria de Vigilância em Saúde, pasta estratégica para formular ações sobre o avanço da Covid-19 no Brasil, como orientações de distanciamento social.

A Secretaria de Atenção Especializada, no entanto, é mais atrativa, e virou novo alvo do partido. A secretaria autoriza o custeio (habilitação) de leitos de UTI em todo o país, também certifica entidades que fazem serviços complementares ao SUS, entre outros serviços.

Até agora, a pasta autorizou o custeio, com verba federal, de 3.352 leitos de UTI exclusivos para a infectados pelo vírus, em todos os Estados, durante 3 meses. Cada espaço recebe diária de cerca de R$ 1,6 mil, totalizando R$ 484,6 milhões de recursos transferidos para bancar as internações durante a crise.

O ministro Teich chegou a convidar Mauro Junqueira para ocupar a secretaria. Ele é ex-presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A negociação se encerrou quando o PL pediu o cargo. Para gestores do SUS, Teich é "tutelado" pelo Planalto e pela ala militar. E terá dificuldades para montar a própria equipe, pois além do PL, o PP já demonstrou interesse em cargos do ministério.

Equipe

A composição da equipe de Teich irá refletir acordos do governo Bolsonaro para costurar apoio tanto da ala militar como de partidos do Centrão no Congresso, avaliam integrantes do governo Bolsonaro e gestores do SUS.

Teich tem sido acompanhado em reuniões pelo secretário-executivo da pasta, o general Eduardo Pazuello, apontado em tom irônico por secretários de estados e municípios como verdadeiro chefe da Saúde. Além de Pazuello, mais de uma dezena de militares já ganharam ou devem receber cargos na secretaria-executiva.

Gestores do SUS que participaram recentemente de reuniões com o ministro afirmaram ao Estado que Teich parece "perdido", sem dar uma diretriz sobre o que pretende fazer no ministério. Nesta semana, ele foi informado pela imprensa sobre decisão de Bolsonaro em ampliar o rol de atividades essenciais durante a pandemia.

O ministro fez poucas nomeações "na sua cota". Um de seus indicados é o médico e biofísico Antonio Carlos Campos de Carvalho, que assumiu a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde. Alguns técnicos de dentro do ministério têm sido promovidos a chefes substitutos. A ideia de Teich é nomeá-los definitivamente, o que ainda depende de aval do Planalto.

Currículo

O ex-secretário Francisco Figueiredo atua há mais 20 anos na área da saúde com larga experiência em Gestão Hospitalar. Foi diretor do Hospital Maternidade Therezinha de Jesus em Juiz de Fora durante três anos, presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais, superintendente Geral do Hospital da Baleia (Belo Horizonte) e Gestor Administrativo do Hospital Municipal Odilon Behrens. Foi também gestor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

Figueiredo também atuou como professor da disciplina Gestão de Serviços de Saúde e Gestão de Suprimentos, do curso de Administração Hospitalar da FEA em Juiz de Fora. Foi também professor convidado do curso de pós-graduação de Gestão Organizacional em Serviços em Saúde da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. O titular da SAS recebeu em 2010 e em 2012 o prêmio de Destaque em Administração do Conselho Regional de Administração de Minas Gerais.


Agência Estado

Pernambuco tem mais de 15 mil casos e se aproxima de 1.300 mortes por coronavírus

 FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM


 Secretaria de Saúde confirmou, nesta quinta-feira (14/05), 687 novos casos de Covid-19 em Pernambuco.

Entre os confirmados hoje, 329 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 358 são casos leves.

Agora, Pernambuco totaliza 15.588 casos já confirmados, sendo 8.205 graves e 7.383 leves.

Mortes

Também foram confirmados 74 óbitos.

Com isso, o Estado totaliza 1.298 mortes pela Covid-19

Sikêra Jr aparece fazendo exercícios durante tratamento para recuperação do coronavírus; assista



Depois da foto que chocou o país, uma imagem bem melhor de Sikêra Jr ganhou a internet nesta semana. O apresentador, que se recupera do coronavírus, apareceu fazendo exercícios. Segundo informações divulgadas pela colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, a atividade, acompanhada por fisioterapeutas, é para melhorar a respiração e a circulação sanguínea.

Veja o vídeo: Sikêra Jr se recupera da Covid-19 e já faz exercícios para melhorar a respiração
Vídeo incorporado
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"Ele está se recuperando bem e acredito que daqui a 20 dias já vai poder ter alta e apto para poder voltar a trabalhar", contou Jerônimo Correa, um dos profissionais que cuida do apresentador da RedeTV!. No vídeo, quem aparece é João Paulo Ribeiro, sócio de Jerônimo, e os dois são responsáveis pelo tratamento de Sikêra Jr.

"O João tirou a máscara para fazer o vídeo, mas ele já teve a Covid-19, está totalmente curado e não tem mais risco de contaminação. O Sikêra também já passou da fase viral, mas usamos máscaras de proteção, sim", explicou Jerônimo à coluna. Ele confirmou que durante as sessões, o apresentador utiliza um oxigênio suplementar.

Entrega das 280 viaturas para municípios pernambucanos começa na segunda-feira (18)

Entrega das 280 viaturas para municípios pernambucanos começa na segunda-feira (18)



As 280 viaturas destinadas ao reforço das guardas municipais de Pernambuco, fortalecimento da segurança e combate à criminalidade começam a ser entregues na próxima segunda-feira, 18. Esses carros são provenientes de uma emenda de bancada e vão contemplar 49 municípios do estado.

“Vínhamos trabalhando para efetivar essas entregas desde fevereiro. Esta semana tivemos a confirmação das datas e, em decorrência dos cuidados por conta da Covid-19, faremos a entrega com um calendário mais objetivo e dividido em vários dias. Será entre os dias 18 e 22, evitando qualquer tipo de aglomeração”, explicou um dos coordenadores da bancada, o deputado Augusto Coutinho (Solidariedade).

No comunicado emitido pela coordenação da bancada, que é composta por Augusto Coutinho juntamente o com o deputado Wolney Queiroz (PDT), os parlamentares foram informaram sobre os detalhes da entrega. A expectativa é de que seja o procedimento seja feito com uma prefeitura por vez, em horários esparsos e sem convidados. O Ministério da Justiça também entrou em contato com as prefeituras para tratar deste cronograma e cuidados a serem tomados.

Os carros começaram a desembarcar no Quartel General da Sétima Região no início desta semana. Todos são Jeeps do modelo Renegade e foram fabricados em Pernambuco. A emenda referente à aquisição das viaturas é a de número 71180005 e totaliza de R$ 18,8 milhões. Além disso, a bancada de Pernambuco também havia garantido via emenda outros R$ 8,4 milhões para compra de equipamentos destinados à modernização da segurança pública no estado de Pernambuco. Foram R$ 27,3 milhões somente para esta área.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Garanhuns registra mais seis casos e mais duas curas do Covid-19


A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foram confirmados, nesta quarta-feira (13), seis novos casos de Covid-19, em Garanhuns. Todos os casos foram confirmados após resultados de testes rápidos, feitos por laboratórios da rede particular do município. As pessoas que testaram positivo para Covid-19 estão em fase de isolamento/tratamento, e permanecem sob o monitoramento da equipe da Secretaria de Saúde.
Hoje, o município também registrou a recuperação de duas pessoas que não apresentam mais sintomas da doença. Outros três casos foram descartados para Covid-19, após resultado de testagem laboratorial. 11 casos seguem aguardando resultado de testagem laboratorial, para posterior confirmação ou descarte da Covid-19.

Atualmente Garanhuns tem 76 casos confirmados de Covid-19. Deste total oito pessoas vieram a óbito, 19 estão recuperadas após cumprirem o período de isolamento domiciliar e não apresentarem mais sintomas; e 49 pessoas que foram confirmadas com Covid-19 estão em fase de tratamento e/ou isolamento. Ao todo, 65 casos já foram descartados, após serem submetidos ao exame e obtiverem resultado negativo.

A Secretaria de Saúde reforça o pedido para que a população permaneça em casa! Se for necessário sair, faça o uso de máscara, lembrando também dos cuidados com a higiene. Todos aqueles que não estão envolvidos com os serviços essenciais devem cumprir as medidas de distanciamento social, de acordo com as orientações das autoridades sanitárias.

Brasil tem 11.385 novos casos de covid-19 e 749 mortes confirmadas em 24 horas

Total de 188.974 diagnósticos

São 13.149 óbitos registrados

Pacientes na porta do Hran (Hospital da Asa Norte), unidade de referência no tratamento da covid-19 no Distrito FederalSérgio Lima/Poder360 11.mai.2020



O Brasil registrou 11.385 novos casos de coronavírus em 24 horas, segundo informou o Ministério da Saúde nesta 4ª feira (12.mai.2020). É o máximo já registrado para 1 dia.

Houve 1 aumento nominal de 2.126 sobre o dia anterior, quando foram registrados 9.259 novos diagnósticos.

O número de mortes confirmadas no período foi de 749. Na 3ª (12.mai), havia sido 881. A redução de 1 dia para o outro foi de 132 óbitos.

O 1º caso de coronavírus no país foi registrado em 26 de fevereiro de 2020. A 1ª morte, em 17 de março de 2020.

Há 17 dias o país acumula mais de 4.000 casos novos diagnosticados a cada 24 horas. No mesmo período, o país registra de mais de 200 mortes a cada 24 horas.

De acordo com o Ministério da Saúde, 78.424 doentes se recuperaram de covid-19 no Brasil e 97.402 permanecem em acompanhamento.