quinta-feira, 14 de maio de 2020

Lava Jato: PF cumpre 5 mandados de prisão por fraudes na saúde


Polícia Federal

Policiais federais cumprem hoje (14) cinco mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em uma investigação sobre desvios de R$ 3,95 milhões em recursos públicos na área da saúde, no Rio de Janeiro.

A operação é feita em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Segundo o MPRJ, os valores foram repassados a uma organização social (OS) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio, para a administração de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

De acordo com as investigações, a organização social recebeu, desde 2012, pelo menos R$ 763 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro para a gestão das UPAs.

Os valores repassados à empresa responsável pelo fornecimento de alimentação às unidades de saúde eram superfaturados, o que beneficiava os alvos da operação de hoje.

Um ex-presidente da OS é apontado como o chefe da organização e, segundo o MPRJ, contou com a ajuda de dois subordinados e dos responsáveis pela empresa fornecedora de alimentação às unidades de saúde e de outra empresa, fornecedora de insumos hospitalares, para articular o esquema criminoso.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

Agência Brasil

Brasil pode se tornar o país com mais casos de Covid-19 no mundo, diz Mandetta



Da CNN, em São Paulo
O-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou nesta quarta-feira (13), durante entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, que o Brasil pode atingir o patamar de 1.000 mortes ao dia por Covid-19 e se tornar o país com maior número de casos da doença no mundo. Mandetta também criticou o presidente Jair Bolsonaro por defender a volta da população ao trabalho em meio à pandemia.

"Ele fez o que ele quis fazer, mas a história vai dizer quem estava errado e quem estava certo", disse Mandetta sobre Bolsonaro.

O ex-ministro disse que, em uma escala de zero a dez, está "preocupado no nível dez" com a evolução do novo coronavírus no Brasil. 

"Os números falam por si só. Nós temos subido e subido no número de mortos, e provavelmente nessa semana ou na próxima teremos mil mortes por dia", disse. 

Até a noite de terça-feira (12), o Ministério da Saúde tinha registrado 12.400 pessoas mortas por Covid-19 no Brasil e 177.589 casos confirmados da doença.

Auxílio emergencial é travado por falta de cédulas, e Banco Central pede impressão de R$ 9 bilhões


Segunda parcela do benefício deveria ter sido paga entre os dias 27 e 30 de abril; Até hoje, 14 de maio, não foi anunciado um novo calendário


Foto: Agência Brasil
Já foram liberados aproximadamente R$ 124 bilhões para a execução do programa - FOTO: Foto: Agência Brasil

Banco Central pediu que a Casa da Moeda imprima o correspondente a R$ 9 bilhões em cédulas e moedas até o fim de maio, após a escassez de cédulas de dinheiro travar os pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais. As informações são da Folha de S. Paulo.

A autoridade monetária monetária explica que o valor corresponde ao adiantamento, mas a quantidade usual de dinheiro em circulação contará ainda com a produção já programada.

Segundo apurado pela Folha, há risco de faltar cédulas nos bancos para os saques feitos pelos beneficiários, embora o crédito orçamentário esteja liberado.

Atraso

O calendário da segunda parcela do Auxílio Emergencial de R$ 600 ainda não foi divulgado pelo governo, duas semanas após a data originalmente anunciada para dar início ao pagamento, que deveria ter acontecido entre os dias 27 e 30 de abril. De início, a terceira parcela estava programada para ser paga entre os dias 26 e 29 de maio, mas também ainda não ganhou nova data.

Desde então, nenhuma nova data foi apresentada. O anúncio da divulgação do novo calendário foi sendo postergado. O ministério da Cidadania chegou a informar que apresentaria as datas ainda em abril - que depois passou a primeiros dias de maio.

Os balanços diários divulgados pela Caixa Econômica Federalbanco responsável pelo pagamento, mostram que não há novos repasses no programa desde o início de maio.

Pessoas que participam das discussões informaram à reportagem que o problema não está relacionado a uma falta de orçamento do governo, já que, até o momento, já foram liberados aproximadamente R$ 124 bilhões para a execução do programa. A falta de papel-moeda seria o principal entrave

Rodolfo emplaca diretor do DNOCS


Já passou pela Abin e segue para nomeação pelo diretor-geral do DNOCS o nome de Kléber Cruz, ex-secretário da Prefeitura de Salgueiro, para substituir Marcos Leão Filho na diretoria do órgão em Pernambuco, demitido ontem com portaria publicada no Diário Oficial de hoje. Kléber é apadrinhado do deputado  Fernando Rodolfo, na cota do PL em distribuição de cargos do segundo e terceiro escalões federais.

Segundo fontes em Brasília, a demissão de Marcos Leão Filho não teve conotação política. Foi consequência do parentesco em terceiro grau dele com o diretor-geral Fernando Marcondes Leão, de quem é sobrinho. Trata-se de um caso típico que vai de encontro à lei do nepotismo.

Mourão: “O Brasil está causando mal a si mesmo”


O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, afirmou que vê o país a caminho do caos e que não enxerga outro lugar no mundo que esteja "causando tanto mal a si mesmo como o Brasil', em texto que assina no jornal O Estado de S. Paulo, publicado hoje.

Para o general da reserva, a pandemia do novo coronavírus não é só uma questão de saúde, mas já se tornou econômica e "pode vir a ser de segurança", em um momento de "estrago institucional".

"A crise que ela [a covid-19] causou nunca foi, nem poderia ser, questão afeta exclusivamente a um ministério, a um Poder, a um nível de administração ou a uma classe profissional. É política na medida em que afeta toda a sociedade e esta, enquanto politicamente organizada, só pode enfrentá-la pela ação do Estado", escreve ele no artigo. Clique aqui e confira a matéria na íntegra.

Jatinho com Gusttavo Lima e Leonardo faz pouso de emergência; assista



Nesta quarta-feira (13), um vídeo de Gusttavo Lima sendo flagrado pela esposa Andressa Suíta, enquanto se preparava para sair de casa furando o isolamento social, viralizou nas redes sociais. Nas imagens, compartilhadas pelo próprio cantor, ele afirma que iria pescar e é visto entrando no carro pela companheira, que após chamar atenção, "autoriza" a saída do esposo.

Tal saída foi para encontrar o também cantor Leonardo, para uma tarde de pesca em uma chácara de Goiás. No entanto, o que era para ser um momento de diversão, acabou se tornando um grande susto para os dois. O avião em que estavam foi forçado a fazer um pouso de emergência depois de passar por forte tempestade.
Quando estava dentro do avião, o sertanejo filmou a tempestade. "Como é que pousa? Pelo amor de Deus, que situação!", exclamou o dono do hit "Cem Mil". Ele ainda filmou o cantor Leonardo nervoso. "Isso é praga de mulher, Leo", opinou o Embaixador. Após o pouso forçado, ele acrescentou: "Santo de mulher mesmo tem poder mesmo! Eu nunca vi. Nós íamos pousar e pegamos uma turbulência do tamanho do mundo".
Segundo Gusttavo, os planos da pescaria foram cancelados e eles iriam retornar para casa. "Estamos esperando para ver se lá abre, se o tempo melhora para voltar", afirmou. Ao ver Leonardo saindo do banheiro, também não perdeu a chance de brincar com o amigo. "O Leonardo já tomou dois banhos, cagou na roupa todinho", afirmou, em tom divertido.

Vídeo:

Blog: O Povo com a Notícia

Surge suspeita de que Bolsonaro entregou exame falso

Foto: Andre Coelho/Getty Images

Um dos três exames de covid-19 apresentados pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal não possui CPF, RG, data de nascimento nem qualquer outra informação que vincule o laudo ao chefe do Executivo ou a qualquer outra pessoa.

No papel da Fiocruz, atribuído pela Advocacia-Geral da União (AGU) a Bolsonaro, aparece apenas uma identificação de nome: “paciente 5”. O mesmo não ocorre nos outros dois laudos, feitos pelo laboratório Sabin.

Nos dois exames do Sabin, constam codinomes (Continua depois da publicidade

Airton Guedes e Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz), mas esses documentos informam dados pessoais do presidente da República – a data de nascimento, RG e CPF são do próprio Bolsonaro.

Segundo a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, a legislação “impõe a correta identificação do paciente no momento da coleta de amostra biológica e da entrega do laudo, inclusive com a apresentação de documento de identidade civil”.

A resolução 302/2005 da Anvisa exige que o laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial solicitem ao paciente documento que comprove identificação. O cadastro do paciente deve incluir número de registro de identificação do paciente gerado pelo laboratório, o nome dele; idade, sexo e procedência, entre outras informações.

A resolução também exige que o laudo mostre “nome e registro de identificação do cliente no laboratório” e identificação do responsável técnico, profissional que liberou a análise, entre outros registros. Procurada para comentar o modelo de divulgação dos laudos, a Fiocruz não se manifestou.

Uma decisão absolutamente correta. Foi assim que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Grau classificou a decisão do antigo colega, o ministro Ricardo Lewandowski, que determinou a entrega ao jornal O Estado de S. Paulo dos exames de covid-19 feitos pelo presidente Jair Bolsonaro. “Não há conflito entre o direito à privacidade e o de liberdade de imprensa quando esta é exercida em relação a uma pessoa pública”, afirmou.

Grau se refere ao disposto no artigo 5.º da Constituição Federal, onde o inciso X diz ser inviolável a privacidade das pessoas enquanto os incisos XIV e XXXIII asseguram a todos o acesso à informação ao mesmo tempo em que o artigo 220 garante a liberdade de informação, impedindo qualquer restrição a esta.

“É de todo evidente a necessidade de divulgação, pois não se trata de uma pessoa, mas do membro maior do Poder Executivo. De modo que a decisão do ministro Lewandowski é mais do que correta.”

Também considerou correta a decisão o diretor da faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o professor Floriano de Azevedo Marques. Para ele, ainda que Bolsonaro tenha direito à sua privacidade, o comportamento que ele adotou diante de sua eventual doença tornou o tema público e não mais resguardado pelo direito à privacidade. “Ao frequentar ambientes públicos e dizer que não estava doente, o presidente trouxe o caso para a arena pública, onde prevalece o direito à informação”, afirmou.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, era injustificável a recusa de Bolsonaro em divulgar os exames. O Estado havia ido à Justiça Federal para garantir o direito de poder informar os seus leitores. Por duas vezes a Justiça Federal havia decidido que o jornal tinha razão e deveria receber os exames feitos pelo presidente. Este tentou primeiro entregar um laudo dizendo que Bolsonaro não tinha covid-19. Depois, diante da recusa de a Justiça aceitar a manobra da defesa, a Advocacia Geral da União (AGU) recorrera para o Superior Tribunal de Justiça, que cassara as decisões anteriores. Foi contra esta decisão que o jornal procurou o Supremo.

A ação do jornal foi assinada pelo advogado Afranio Affonso Ferreira Neto. “Mais do que a liberdade de expressão e o direito de informar, essa decisão garante o direito a receber informação Um direito que não é titulado pela imprensa, mas pela coletividade”, afirmou Ferreira Neto. “O presidente já disse que testou negativo. Então por que a recusa? Por que a defesa da recusa de não mostrar os comprovantes disso?”

Bolsonaro alegava ter “o direito de não mostrar”. “Pra que isso? Daqui a pouco quer saber se eu sou virgem ou não, vou ter de apresentar exame de virgindade para você. Dá positivo ou negativo, o que vocês acham aí?”, disse o presidente. Para o ex-presidente do STF, Carlos Ayres Brito, são distintas as privacidades do homem comum e do homem público. “O homem público deve ser um livro aberto e, diante da celeuma que surgiu, cabia ao Presidente da República, já que negou que estava contagiado, cabia mostrar um exame efetuado, o que ele não fez.”

O ex-ministro afirmou ainda que “no momento em que vivemos planetariamente, a matéria não se inscreve no âmbito da intimidade, e nem mesmo da vida privada do presidente”. “Esse tema da saúde do presidente, em um momento de pandemia e de doença amplamente contagiosa, é de interesse geral. Note-se que o próprio presidente antecipou o interesse coletivo no resultado do exame a que se submeteu ao tornar pública a realização desse mesmo exame.”

Na decisão em que determinara a entrega dos exames, a juíza Ana Lúcia Petri Betto afirmou: “Repise-se que ‘todo poder emana do povo’ (art. 1º, parágrafo único, da CF/88), de modo que os mandantes do poder têm o direito de serem informados quanto ao real estado de saúde do representante eleito”. E prosseguiu: “Portanto, sob qualquer ângulo que se analise a questão, a recusa no fornecimento dos laudos dos exames é ilegítima, devendo prevalecer a transparência e o direito de acesso à informação pública”, concluiu Ana Lúcia.

Correio Braziliense 

2°VEZ - PF desmonta farsa de Bolsonaro e diz que não há mandante no caso Adélio


247 - A Polícia Federal (PF) concluiu em um segundo inquérito que não houve mandantes para o ataque a faca contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) na campanha presidencial pelo PSL em 2018. O autor da facada, Adélio Bispo de Oliveira, agiu sozinho, sem ajuda de terceiros. A investigação é coordenada pelo delegado Rodrigo Morais e entregue nesta quarta-feira (13) à Justiça Federal no município mineiro.
"O que a investigação comprovou foi que o perpetrador, de modo inédito, atentou contra a vida de um então candidato à Presidência da República, com o claro propósito de tirar-lhe a vida", destaca o delegado no inquérito.
De acordo com as investigações, não foram comprovadas a participação de agremiações partidárias, facções criminosas, nem de grupos terroristas ou mesmo paramilitares.