quinta-feira, 14 de maio de 2020

No Brasil, 31.790 profissionais de saúde contraíram covid-19

Pandemia de coronavírus no Brasil

Técnicos e auxiliares de enfermagem são os mais afetados

O secretário-substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, participou de entrevista no Palácio do Planalto sobre o enfrentamento à pandemia de covid-19 no Brasil. Ele apresentou dados captados pelo SUS Notifica, sistema criado no início da pandemia para reunir os dados sobre o novo coronavírus no país. 

Segundo o secretário, até o momento foram identificados 199.768 profissionais de saúde com suspeita de covid-19. Destes, 31.790 foram confirmados e 114.301 estão em investigação. Outros 53.677 descartados. Do total dos casos suspeitos, as modalidades mais atingidas são técnicos ou auxiliares de enfermagem (34,2%), enfermeiro (16,9%), médico (13,3%), recepcionista (4,3%).

Tendência de alta

Eduardo Macário ressaltou que o Brasil passou a França em número de casos. De acordo com o gráfico, o Brasil apresenta uma tendência de alta, assim como os Estados Unidos, enquanto outros países com grande número de casos já sinalizam uma tendência de queda. 

Distribuição dos óbitos por covid-19 em sete países com mais casos confirmados.
Distribuição dos óbitos por covid-19 em sete países com mais casos confirmados. - Ministério da Saúde


“Estamos numa tendência crescente principalmente por conta do quantitativo de testes assim como a transmissão que está ocorrendo em várias cidades. Estamos em uma ascendência no número de óbitos [por covid-19], mostrando que situação epidemiológica é de alerta no Brasil. Não há perspectiva de estabilização ou diminuição”, pontuou o secretário.

Essa avaliação, acrescentou, serve para os gestores locais balizarem suas medidas e para que a população tome os devidos cuidados para evitar a infecção. Ele defendeu a estratégia de testar, identificar os infectados e isolar os contatos. 

Contudo, não comentou as medidas de distanciamento mais rígidas sendo adotadas por diversos estados e cidades nem informou como ficou a situação das orientações para o distanciamento cuja versão preliminar foi anunciada na segunda-feira(11). Ontem o Ministério da Saúde cancelou a entrevista coletiva diária sob a alegação de que não havia conseguido consenso com secretários estaduais e municipais. 

Estados e cidades

De acordo com o mapa do Ministério da Saúde, em 2.988 cidades do país já foram registrados casos da doença. E em outros 1.087 municípios já ocorreram óbitos por conta da covid-19. A equipe da pasta também elaborou levantamento para identificar a velocidade de avanço da pandemia, considerando a evolução a partir do registro do 50º caso. Este indicador não compara o número de casos. 

No Brasil, a média de aumento diário dos casos de covid-19 foi de 7,3%. Na Região Nordeste, os estados com maior velocidade de disseminação do vírus são a Paraíba, com 10,4%; e Maranhão, 8,9%. Na Região Norte, os de maior intensidade de aumento da epidemia são Pará (10,4%) e Amazonas (9,1%). No Sudeste, os estados com evolução mais rápida da pandemia são Rio de Janeiro ( 6,4%) e São Paulo (6,1%). No Sul, Rio Grande do Sul (5,8%) e Santa Catarina (5,1%). E no Centro-Oeste, Mato Grosso (7,2%) e Distrito Federal (6,8%). 

Testes de covid-19

Macário declarou que foram distribuídos até agora três milhões de testes. Segundo ele, agora o momento é da 2ª fase, para a qual está previsto o encaminhamento de sete milhões de testes de laboratório (PCR) e 9,5 milhões de kits para exames sorológicos. Até o fim do ano, a previsão é chegar a 46 milhões realizados. De acordo com o representante do Ministério da Saúde, 128 mil exames ainda estão em processamento.

VÍDEO: Depois do feijão de Valdemiro Santiago, pastor Adélio lança máscara invisível para proteger contra o coronavírus


O pastor Adélio é um personagem criado pelo humorista Márcio Américo e faz sucesso na internet. Em 2015, ele foi o tema da dissertação de mestrado em literatura de Patricia Leonor Martins, com orientação do professor Salma Ferraz, na Universidade Federal de Santa Catarina. Márcio Américo criou o personagem por volta de 2010, quando as igrejas pentecostais e neopentecostais começaram a ocupar grande parte da grade de programação das TVs.

“Como humorista pensei em falar deste assunto, a religião, de forma que não ficasse muito maçante, depois de ver os vídeos de alguns comediantes norte-americanos que defenestram Deus e a igreja, pensei em fazer algo nesta linha, mas acabei desistindo, achei que ficaria parecendo proselitismo, então imaginei um pastor que pudesse falar destes assuntos, um pastor ateu, e aí me veio o Pastor Adélio, o pastor que só fala a verdade”, disse.

Pastor Adélio é mais generoso que Valdemiro Santiago. O feijão sai por R$ 1.000,00. Já a máscara custa 300

Garanhuns confirma mais 12 casos de COVID-19, e chega a 88 casos nesta quinta feira dia 14



A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foram confirmados, nesta quinta-feira (14), 12 novos casos de Covid-19, em Garanhuns. Os casos foram confirmados após resultado de testagem emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE), e também por testes rápidos, feitos por laboratórios da rede particular do município. As pessoas que testaram positivo para Covid-19 estão em fase de isolamento/tratamento, e permanecem sob o monitoramento da equipe da Secretaria de Saúde. 

O boletim de hoje registra também a recuperação de quatro pessoas que não apresentam mais sintomas da doença. Outros nove casos foram descartados para Covid-19, após resultado de testagem laboratorial. 16 casos seguem aguardando resultado de testagem laboratorial, para posterior confirmação ou descarte da Covid-19.

Atualmente Garanhuns tem 88 casos confirmados de Covid-19. Deste total oito pessoas vieram a óbito, 23 estão recuperadas após cumprirem o período de isolamento domiciliar e não apresentarem mais sintomas; e 57 pessoas que foram confirmadas com Covid-19 estão em fase de tratamento e/ou isolamento. Ao todo, 74 casos já foram descartados, após serem submetidos ao exame e obtiverem resultado negativo.

A Secretaria de Saúde reforça o pedido para que a população permaneça em casa! Se for necessário sair, faça o uso de máscara, lembrando também dos cuidados com a higiene. Todos aqueles que não estão envolvidos com os serviços essenciais devem cumprir as medidas de distanciamento social, de acordo com as orientações das autoridades sanitárias

Prefeitura de São Bento do Una cancela a Corrida da Galinha 2020


A prefeitura de São Bento Una cancelou a Corrida da Galinha 2020, que aconteceria no primeiro final de semana do mês de agosto, naquela cidade. O anuncio do cancelamento foi feito pela prefeita Débora Almeida em entrevista  juntamente com secretários nas redes sociais.

O cancelamento foi devido a pandemia do novo coronavírus que já ceifou milhares de vidas, e força os governos tomarem medidas de isolamento social para preservar a saúde das pessoas, evitando a contaminação por essa doença.

A prefeita Debora Almeida disse que a realização de um evento com a grandiosidade da Corrida da Galinha requer planejamento para a contratação das bandas e da estrutura.

E além da Festa da Galinha 2020, a prefeitura de São Bento do Una também comunicou o cancelamentos das festividades juninas e da Feira da Avicultura do Nordeste, que não mais serão realizadas neste ano de 2020 no município.

Dez lojas são fechadas no centro comercial de Camaragibe nesta quinta


 (Foto: Prefeitura de Camaragibe/divulgação)
Foto: Prefeitura de Camaragibe/divulgação
Dez lojas na Rua Eliza Cabral, no centro comercial de Camaragibe, foram fechadas pelo controle urbano do município nesta quinta-feira (14). O município é um dos cinco que entram em quarentena a partir de sábado (16).

COs estabelecimentos fiscalizados não atendiam aos decretos municipal e estadual que determina o funcionamento apenas do comércio essencial. As equipes do Controle Urbano também realizaram a distribuição de máscaras para os cidadãos e orientaram as pessoas sobre a necessidade do isolamento social.

A partir de sábado, a prefeitura vai interditar as lojas que reincidirem nas irregularidades - para tal, contará com o apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar. 

De acordo com a secretária de Planejamento, Meio Ambiente e Orçamento Participativo do município, Eliana Viana, a preocupação é com o fluxo de pessoas que vão a esses locais que descumprem a quarentena. “Nosso objetivo não é penalizar o comerciante, mas proteger a população camaragibense contra a Covid-19 que tem feito cada vez mais vítimas, não só na nossa cidade, mas no mundo”, destacou.

Os comércios poderão voltar às atividades, após o cumprimento autorização do governo do estado, caso não tenham sua licença de funcionamento cassada. A Prefeitura de Camaragibe está realizando ações constantes de conscientização e fiscalização de ambulantes e comércios não essenciais espalhados por vários pontos do município que não estão cumprindo a quarentena estipulada. Os agentes têm trabalhado na conscientização para que ambulantes e comerciantes mantenham os estabelecimentos fechados.

É guerra, tem que jogar pesado com governadores, diz Bolsonaro a empresários



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conclamou nesta quinta-feira (14) um grupo de grandes empresários a pressionar governadores pela reabertura do comércio, disse que "é guerra" e que o setor empresarial precisa "jogar pesado" com os chefes de governo nos estados. 


"Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, decidindo o futuro da economia do Brasil", afirmou Bolsonaro, referindo-se ao governador paulista João Doria (PSDB), seu adversário político. "Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra."(...)

Ministro Teich vira alvo de bolsonaristas por não defender as insanidades do presidente


Alçado ao posto no meio do furacão do coronavírus e de uma crise política aguda, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, tem trabalhado isolado e vai a reboque das tentativas do presidente Jair Bolsonaro de colocar um fim ao isolamento social, apesar do avanço acelerado do coronavírus no país.

Ministro da Saúde, Nelson Teich
22/04/2020
REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Saúde, Nelson Teich Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Nomeado em 17 de abril para substituir Luiz Henrique Mandetta, com quem Bolsonaro tinha desavenças públicas sobre o isolamento social do coronavírus e o medicamento cloroquina, Teich foi o trunfo do presidente para afirmar que estava trocando o ministro que criticava por um técnico respeitado.

"Foi constrangedor, sem dúvida. Mas parece que aquilo foi um teste, e ele passou", disse à Reuters uma fonte próxima a Teich sobre o episódio das academias e salões de beleza. "Disse que era atribuição do presidente e que ia ver como se fazia depois. Não comprou essa briga", acrescentou.

Na semana passada, quando Bolsonaro recebeu empresários e assinou outro decreto ampliando as atividades essenciais --para incluir atividades industriais e construção civil-- Teich também não estava presente, assim como não foi convidado para a visita surpresa de Bolsonaro, ministros e empresários ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para reclamar das medidas de isolamento social adotadas pelos Estados.

Desde que assumiu, Teich foi recebido pelo presidente somente duas vezes: no dia 20, em audiência com o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, e no dia 23, com o presidente do Conselho Federal de Medicina, que foi apresentar a posição da entidade sobre uso de cloroquina no tratamento da Covid-19.

Sem essa proximidade com o presidente, Teich passou a lentamente fazer uma defesa do isolamento social --apesar da posição firmemente contrária de Bolsonaro-- e chegou a dizer que em alguns lugares seria necessário o lockdown, a forma mais restrita do isolamento.

O ministro também se posicionou diferentemente de Bolsonaro com relação ao uso da cloroquina e lamentou publicamente as mais de 10 mil mortes pela Covid-19 no país, enquanto o presidente já se manifestou dizendo: "E daí?", quando questionado sobre os óbitos.

As posições do ministro acabaram ativando uma campanha das redes bolsonaristas na internet contra Teich.

"Um processo de fritura existe das redes bolsonaristas, isso não tem dúvida. As tags levantadas no final de semana vieram depois dele postar sobre as 10 mil mortes e não foram espontâneas, teve inteligência artificial aí", disse a fonte, acrescentando, no entanto, que a relação com o presidente "não é ruim".

publicidadSegundo a fonte, o ministro conversa constantemente com o presidente, por telefone, para discutir o que está sendo feito e explicar suas posições.

"#FORATEICH"

Ao contrário de Mandetta, que teve discussões privadas acaloradas com o presidente e se posicionava em público frequentemente contrariando o presidente, Teich não levanta eventuais divergência em público e tenta conciliar o que acredita com que o presidente defende.

O resultado é que as falas do ministro sobre o assunto são largamente ignoradas por Bolsonaro. "Ele veio sabendo qual era a posição do presidente, não são novidades. Ele veio com a intenção de conciliar", disse a fonte.

Questionado sobre o trabalho do ministro, Bolsonaro disse na terça-feira que ele "pode falar o que quiser, não tem problema", e está fazendo um bom trabalho.

"Se coloque no lugar dele. Pegou uma situação complicada. O Ministério da Saúde, em si, já é um problema, tá? Tendo em vista vícios que tínhamos aí. Ainda pega com a crise da pandemia. Não é fácil, eu não posso cobrar dele muita coisa. Tenho conversado com ele, pretendo amanhã conversar de novo, tá ok?", disse.

Na manhã desta quarta-feira, perguntado novamente sobre o ministro, Bolsonaro disse que todos os seus ministros precisam estar "afinados" com ele e que são escolhas políticas. Em seguida, repetiu que iria falar com Teich sobre o protocolo para uso da cloroquina --o presidente quer uma mudança para permitir o uso nos sintomas iniciais da doença-- mas não criticou o ministro.

De acordo com outra fonte ouvida pela Reuters, não há um problema no Planalto com Teich. A visão é que Bolsonaro gosta do ministro, especialmente da sua "discrição" -- um dos pontos de atrito com Mandetta era justamente o fato de o presidente achar que seu ex-ministro queria ser "estrela".

Depois que as hashtags "Teichliberacloroquina" e "ForaTeich" ganharam destaque nas redes sociais, Teich usou o Twitter para tratar do uso da cloroquina. Lembrou que o ministério já tem protocolos autorizando o uso desde o final de março e acompanha todas as pesquisas sobre medicamentos, mas advertiu que o remédio tem efeitos colaterais.

"A cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o 'Termo de Consentimento' antes de iniciar o uso", escreveu.

Até agora, o ministro também não tem uma equipe para chamar de sua. Poucos dias depois de sua nomeação, foi informado de que seu secretário-executivo seria um general da ativa, Eduardo Pazuello. Depois disso, vários técnicos do ministério foram exonerados, mas boa parte dos cargos se mantém vaga.

Pazuello trouxe para a Saúde cinco militares, alocados em vagas da secretaria-executiva e do gabinete do ministro, para cuidar de coisas como logística e pagamento.

Única pessoa próxima de Teich na equipe, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Denizar Vianna --ex-sócio de Teich-- foi exonerado em 30 de abril com a previsão de que seria renomeado como assistente direto do ministro, o que não aconteceu até hoje, apesar de ele seguir trabalhando.

Para o lugar de Vianna entrou o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Antonio Carlos Campos de Carvalho, uma indicação política do chamado centrão, assinada apenas pelo ministro da Casa Civil.

Teich conseguiu, no entanto, convencer o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, a ficar no cargo. Primeiro a pedir demissão quando soube que Mandetta iria sair, Wanderson ficou para fazer a transição e, segundo uma fonte, desenvolveu uma boa relação com o ministro.

Seu cargo chegou a ser oferecido também ao centrão, mas não apareceu --ao menos por enquanto-- um nome para ocupar a posição

Bolsonaro ‘exige’ que Teich recomende cloroquina contra coronavírus



De Fabio Murakawa no Valor Econômico.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que “exigirá” que o ministro da Saúde, Nelson Teich, modifique o protocolo da pasta em relação à cloroquina – remédio que ele, que não é médico, vem apontando como uma salvação para a covid-19.

Bolsonaro fez a afirmação durante videoconferência com empresários por meio do aplicativo Zoom, que acabou sendo acompanhada também por jornalistas. Na segunda-feira, Teich reiterou que o ministério não recomenda o uso do medicamento porque ele não tem eficácia científica comprovada, mas tampouco proíbe seu uso. A prescrição fica a cargo de cada médico para cada paciente, segundo Teich.

Bolsonaro, porém, tem um entendimento diferente. “Estou exigindo a questão da cloroquina agora também. Se o Conselho Federal de Medicina decidiu que pode usar cloroquina desde os primeiros sintomas, por que o governo federal via ministro da Saúde vai dizer que é só em caso grave?”, questionou.

“Eu sou comandante, presidente da República, para decidir, para chegar para qualquer ministro e falar o que está acontecendo. E a regra é essa, o norte é esse.”