sexta-feira, 29 de maio de 2020

Maioria do STF defende manutenção de inquérito de fake news


 (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Foto: Arquivo/Agência Brasil
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal defende a manutenção do inquérito de fake news, conduzido por Alexandre de Moraes. Os ministros têm conversado por meio de videoconferência. Ao menos sete já mostraram apoiar a continuação da investigação.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu a suspensão do inquérito.

Nesta quarta (27), a Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão contra empresários e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. O empresário Luciano Hang, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e influenciadores bolsonaristas foram alvo da ação.

Nesta quinta-feira (28), Bolsonaro queixou-se e atacou o STF.

"Não teremos outro dia como ontem, chega", disse, na saída do Palácio da Alvorada, em declaração transmitida pela rede CNN Brasil. "Querem tirar a mídia que eu tenho a meu favor sob o argumento mentiroso de fake news."

Em outro trecho, Bolsonaro afirmou ter em mãos as "armas da democracia". E disse que "ordens absurdas não se cumprem" e que "temos que botar limites".

Também nesta quinta, o ministro Edson Fachin voltou a liberar para julgamento do plenário do STF a ação que questiona a legalidade do inquérito.

Agora, cabe ao presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, determinar uma data para julgamento do caso. Fachin pediu preferência na análise da matéria

Pernambuco registra 1.542 novos casos da Covid-19 e 103 mortes, nas últimas 24h

Teste de vacinas na Tailândia
Teste de vacinas na TailândiaFoto: Mladen ANTONOV / AFP

Entre os novos casos confirmados nesta sexta, 425 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 1.117 como leves. No total, Pernambuco tem 13.779 casos graves e 18.476, leves. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Bolsonaro condecora Weintraub e Aras


Foram agraciados também Jorge Oliveira, Marcelo Álvaro Antônio, Hélio Lopes e Luiz Philippe de Orleans e Bragança.

É um Titanic.
Bolsonaro condecora Weintraub e Aras

Gilberto Dimenstein, jornalista e escritor, morre em SP aos 63 anos


Ganhador de prêmios literários e fundador do site Catraca Livre, ele lutava contra um câncer desde 2019 e faleceu na manhã desta sexta (29).

Por G1 SP — São Paulo


O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu em São Paulo nesta sexta-feira (29).  — Foto: Iara Morselli/Estadão Conteúdo
O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu em São Paulo nesta sexta-feira (29). — Foto: Iara Morselli/Estadão Conteúdo

O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu em São Paulo na manhã desta sexta-feira (29).

Autor de mais de 10 livros, Dimenstein lutava desde 2019 contra um câncer no pâncreas. Segundo divulgado pelo portal Catraca Livre, do qual o jornalista era fundador e dono, ele morreu às 9h, enquanto dormia.

Dimenstein deixa dois filhos, Marcos Dimenstein e Gabriel Dimenstein, a esposa, Anna Penido, e um neto.

"Morre hoje, 29, o jornalista Gilberto Dimenstein. A luta contra o câncer levou o fundador da Catraca Livre, mas sua determinação em construir uma comunidade mais igualitária, saudável e gentil, continua nesta página", diz uma postagem publicada no perfil do site nas redes sociais.

Em um vídeo postado numa rede social em abril, o jornalista disse que vivia o momento mais difícil de sua vida.

“Meu nome é Gilberto Dimenstein, sou fundador do Catraca Livre, sou presidente do Conselho da Orquestra Sinfônica Heliópolis, e vivo o momento mais difícil da minha vida. Estou há oito meses lutando contra um câncer de pâncreas que criou metástase. Estou lutando, ainda vou vencer, mas estou lutando”, disse.

Paulistano e de origem judaica, Dimenstein se formou em jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, na capital paulista.

Em 1994, publicou "O Cidadão de Papel", que ganhou os Prêmios Jabuti e Esso de melhor livro de não-ficção daquele ano.

Na obra, o autor busca mostrar o desrespeito aos direitos humanos na nossa sociedade e apresenta uma rede que une o assassinato de crianças, a violência, a fome e a falta de escola com o desenvolvimento da economia, a crise da educação, a falta de emprego.

Gilberto Dimenstein, jornalista, escritor, fundador e proprietário da Catraca Livre  — Foto: Divulgação/Catraca Livre
Gilberto Dimenstein, jornalista, escritor, fundador e proprietário da Catraca Livre — Foto: Divulgação/Catraca Livre

O livro discute o papel dos jovens como cidadãos de deveres e direitos , analisa as instituições do país e trata de questões sociais, como a má distribuição de renda e a desigualdade social. A obra também traz reflexões sobre documentos como a "Declaração Universal dos Direitos Humanos".

Também escreveu "Aprendiz do Futuro" e "Meninas da Noite".

Ele trabalhou também como colunista no jornal "Folha de S. Paulo" e como comentarista da rádio CBN, dos quais se desligou para se dedicar a um projeto particular, o site Catraca Livre, uma plataforma multimídia de jornalismo educativo que divulga atividades culturais gratuitas em São Paulo.

Na "Folha de S.Paulo", foi diretor na sucursal de Brasília e correspondente em Nova York.

Ao longo da carreira como jornalista, trabalhou também em outros veículos de comunicação, como "Jornal do Brasil", "Correio Braziliense" e a revista "Veja". Ficou conhecido pela defesa de direitos nas áreas de educação e de meio-ambiente, nos quais atuava com projetos sociais.

Governo prevê retomada gradual das atividades ao longo de 11 semanas



A pandemia do novo coronavírus paralisou atividades econômicas em Pernambuco e em todo o Brasil. Essa medida de suspensão se fez necessária para conter ainda mais o avanço do contágio da doença. Em paralelo, foi necessário também construir um plano para o retorno. 

Um grupo de técnicos do Governo de Pernambuco, com o apoio de uma consultoria externa, está se dedicando a avaliar toda essa situação desde os últimos dois meses. Através de secretarias ligadas à economia, o governo montou um cronograma que prevê a retomada gradativa e planejada das atividades econômicas no período de 11 semanas. Esse retorno está atrelado aos dados de evolução da pandemia em Pernambuco.

Atualmente, esse cronograma está no gabinete do governador Paulo Câmara para ser analisado. "Aguardamos que os dados da saúde para conter o estágio de contaminação seja melhor para podermos anunciar a divulgação da retomada no fim da quarentena, que está programada para domingo", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, em coletiva de imprensa virtual, nesta quinta-feira (28).

Pelo planejamento, está previsto a cada setor produtivo um plano de trabalho em horários diferenciados com o objetivo de reduzir o número de trabalhadores nos horários de pico do transporte público da Região Metropolitana do Recife (RMR). Cada atividade econômica também terá um protocolo de funcionamento específico com três eixos: regras de distanciamento social; de higiene, de comunicação e monitoramento. "Os técnicos avaliaram cada atividade econômica, sua essencialidade, os cuidados com a saúde e a relevância na geração de empregos", contou Schwambach.

Com essa suspensão das atividades econômicas, Pernambuco deixou de arrecadar muito do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que representa 74% de toda receita corrente líquida do Estado. A estimativa anunciada pela secretaria da Fazenda de Pernambuco é que o Estado tenha queda de R$ 3,7 bilhões na arrecadação do ano. "Em março deixamos de arrecadar R$ 90 milhões, que foi naquele início de pandemia. Em abril, com a pandemia crescente, foram R$ 246 milhões a menos. Em maio, a previsão é de arrecadar entre R$ 545 milhões e R$ 550 milhões a menos da principal receita de Pernambuco", explicou o secretário da Fazenda, Décio Padilha.

A expectativa é que junho e julho ainda sejam de queda. "O efeito vai até o final do ano, ou seja, até lá a economia estará retraída", disse Padilha, ao informar que Pernambuco teve um gasto de R$ 950 milhões que não estava previsto no orçamento, para o combate à pandemia.

Ainda de acordo com Padilha, o pacote de socorro financeiro do Governo Federal anunciado nesta quinta-feira (28) é insuficiente. "O cenário é muito adverso. Temos um plano para enfrentar, mas precisamos de ajuda federal porque o déficit de caixa do governo no Estado já é de R$ 2 bilhões", informou o secretário.

Petrolina

A cidade de Petrolina, no Sertão, vai iniciar a reabertura gradual das atividades econômicas. Após entendimento com o governador Paulo Câmara, o prefeito Miguel Coelho vai anunciar as etapas de liberação do comércio e diversos outros segmentos econômicos locais, nesta sexta-feira (29), às 17h.

O plano da prefeitura já estava pronto, mas a liberação das atividades, no entanto, dependiam de autorização do Governo do Estado, que decretou a restrição do comércio e outros setores. A autorização veio nesta quinta.

A autonomia do município para decidir a liberação de atividades econômicas vinha sendo defendida nas últimas semanas pelo prefeito. O gestor salienta que esse processo só será possível porque Petrolina tem um quadro de contaminação da Covid-19 muito diferente de cidades como o Recife, Olinda entre outras da região metropolitana, permitindo assim a retomada gradual e com medidas de segurança sanitária. Até esta quinta-feira (28), o site da prefeitura de Petrolina registrava 228 casos confirmados e sete mortes pelo novo coronavírus. (Via: Folha PE)

Pico de mortes por coronavírus no Brasil deverá ser até fim de agosto, avalia professor da UFPE


PhD em Estatística afirma que número de mortes no País é dado mais confiável em comparação aos casos registrados de infectados

Pico de mortes por coronavírus no Brasil deverá ser até fim de agosto, avalia professor da UFPE

Número de mortes é estudado pelos estatísticos - Foto: Pixabay

Em entrevista à Rádio Jornal nesta sexta-feira (29), o professor Gauss Cordeiro, do Departamento de Estatística da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e PhD em Estatística pelo Imperial College, do Reino Unido, afirmou que as mortes causadas pelo novo coronavírus no Brasil são o grande balizador de como a pandemia está se comportando. Gauss acredita que o número de mortes no País ainda deve aumentar.

“O pico da curva é muito difícil de ser avaliado porque esse vírus tem dois tipos de comportamento de variáveis: um é temporal, que tem uma grande variabilidade, tanto que nenhum estatístico faz inferência com mais de 15 dias. Para se ter um nível de precisão de 95%, as previsões têm que ser curtas, de, no máximo, 15 dias. Então, o pico da curva de mortes deverá ocorrer na segunda metade de julho e o final de agosto", disse o professor.

Com relação ao número de mortes, Gauss avalia que passaremos dos 100 mil óbitos até o fim de ano. “A situação no país é que nós temos uma média semanal de 1000 mortes por dia e está numa taxa de crescimento de 1.5%. Vamos chegar em 110 mil mortos, é o valor esperado em dezembro deste ano.”

Segundo o estatístico, a grande subnotificação de casos de covid-19, com a baixa testagem da população, provoca imprecisão para os pesquisadores de quando a curva de crescimento irá achatar.

“As pessoas se preocupam muito com casos confirmados. Em termos estatísticos, no Brasil, casos confirmados não indicam nada. Porque temos uma subnotificação muito grande. No Reino Unido, o pessoal do Imperial College estimava que, para cada caso confirmado de covid, nós tínhamos 19 infectados. Aqui no Brasil, é muito mais.Com a subnotificação dos testes, nós podemos ter, a cada caso confirmado, mais de 50. A única série confiável que nós temos é a média semanal de mortes.” 

General Santos Cruz rechaça golpe de Eduardo e Jair Bolsonaro e diz que “governos são passageiros”



Ex-ministro de Bolsonaro, general Carlos Alberto Santos Cruz expõe divisão militar em relação ao projeto golpista e diz que militares “não se deixarão tragar e atrair por disputas políticas nem por objetivos pessoais, de grupos ou partidários”

247 – O general Carlos Alberto Santos Cruz, que foi ministro de Jair Bolsonaro e acabou demitido após pressões do gabinete do ódio, liderado por Carlos Bolsonaro e composto pelo “guru” Olavo de Carvalho, publica importante artigo nesta sexta-feira, em que deixa claro que as Forças Armadas não irão embarcar no golpe convocado por Jair Bolsonaro, que ontem disse que não vai mais cumprir ordens judiciais com seu “acabou, porra”, e por Eduardo Bolsonaro. Confira:

O Militar e a Política

As Forças Armadas, por serem instituições de Estado, não devem fazer parte da dinâmica de assuntos de rotina política

Todos os militares são eleitores, do soldado/marinheiro ao general-de-exército / brigadeiro / almirante. E todos votam com total liberdade de escolha nos seus candidatos e partidos de preferência. É o exercício da cidadania, na mais absoluta liberdade. É um dos pontos altos da democracia. É quando cada cidadão, em seu voto e por seu voto, vale o mesmo, independente de qualquer consideração de classe social, credo, etnia, etc. Mas a democracia é mais que isso. É também o funcionamento harmônico das instituições. É também a liberdade de imprensa e de associação. É também um processo coletivo de construção, a partir da diversidade da nossa sociedade, de um País mais justo, próspero e tolerante.

Na cultura militar, não existe propaganda nem discussão política sobre preferência de candidatos e partidos dentro dos quartéis. Quando o cidadão coloca a farda e representa a instituição, ele tem compromisso institucional e constitucional. Seu compromisso é com a Nação.

As Forças Armadas são instituições permanentes do Estado brasileiro e não participam nem se confundem com governos, que são passageiros, com projetos de poder, com disputas partidárias, com discussões e disputas entre Poderes ou autoridades, que naturalmente buscam definir seus espaços e limites. No jogo político, muitas vezes os atores são levados por interesses de curto prazo, influenciados por emoções, limitados por suas convicções. Isso é normal no ambiente democrático.

O militar da reserva, seja qual for a função que ocupa, não representa a instituição militar.  O desempenho de qualquer função, quando o militar está na reserva, é de responsabilidade pessoal. As instituições militares são representadas pelos seus comandantes, que são pessoas de longa vida militar e passaram por inúmeras avaliações durante a vida profissional, seguramente escolhidos entre os melhores do seu universo de escolha. O processo seletivo acontece em todos os níveis, desde a escolha de soldados para o Curso de Formação de Cabo até a promoção para general-de-exército. A estrutura hierárquica e a conduta disciplinar são baseadas no exemplo, no respeito, na liberdade de expressão e na união de todos. A união é que realmente faz a força. Mesmo com orçamento reduzido, basta entrar em qualquer instalação para ver a educação, a dedicação e o zelo com que o patrimônio público é mantido e administrado.

As Forças Armadas estão presentes na história do Brasil, na defesa da pátria, na pacificação do país, na educação, na ciência, na construção, no desenvolvimento, etc, e até mesmo na política, em tempos passados, com todos os riscos, responsabilidades e desgastes inerentes a isso. Não por acaso, foi justamente no regime militar que as FA decidiram, acertadamente, sair da política e ater-se ao profissionalismo de suas funções constitucionais. As FA também são responsáveis por terem contribuído para o Brasil, com todos os problemas que temos, ser um dos dez maiores países do mundo. O país evoluiu e as Forças Armadas continuam presentes na defesa da pátria, nas diversas  situações em que são chamadas para auxiliar a população em emergências e em apoio a algumas políticas de governo. Suas tarefas estão estabelecidas na Constituição – defender a pátria e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem. O prestígio e a admiração que a sociedade lhes dedica foram construídos com sacrifício, trabalho e profissionalismo.

Nesse período, a democracia brasileira evoluiu e se consolidou. Temos um governo e um Congresso legitimamente eleitos, e as instituições funcionando. Os Poderes não são perfeitos, como é normal. Nunca serão, já que são feitos de homens, não de anjos. Democracia se faz com instituições fortes, buscando permanentemente o seu aperfeiçoamento. No Brasil, existe legislação que permite o aperfeiçoamento das instituições e práticas políticas. As discordâncias e conflitos não estão impedindo o funcionamento das instituições. A busca da harmonia é obrigatória aos três Poderes. É uma obrigação constitucional. As diferenças, o jogo de pressões e as tensões são normais na democracia e as disputas precisam ocorrer em regime de liberdade, de respeito e dentro da lei. Por isso mesmo, a Constituição Federal se sobrepõe aos três Poderes da República para limitar seu emprego, para disciplinar seu exercício. É nesse processo que os três Poderes moderam sua atuação, encontram seus limites e definem as condições de emprego dos demais instrumentos do Estado, inclusive as Forças Armadas, na implementação de políticas públicas.

As Forças Armadas, por serem instituições de Estado, não devem fazer parte da dinâmica de assuntos de rotina política. A dinâmica de governo não é compatível com as características da vida militar. Os militares são unidos, os comandantes são preparados, esclarecidos e mantêm o foco na sua missão constitucional.  

As FA são instituições que não participam de disputas partidárias, de assuntos de rotina de governo, de assuntos do “varejo”.

Nas últimas décadas, as FA cruzaram momentos de hiperinflação, impeachment de presidentes, escândalos de corrupção, revezamento de governos com características diversas, sempre com posicionamento profissional, auxiliando a população, atentas à sua destinação constitucional, contribuindo para o prestígio internacional do País. É um histórico de orgulho do povo brasileiro e das próprias instituições. Por isso mesmo, creio que não se deixarão tragar e atrair por disputas políticas nem por objetivos pessoais, de grupos ou partidários.

Acenos políticos não arranham esse bloco monolítico que é formado por pessoas esclarecidas e idealistas, comprometidas com o Estado e com a Nação, que integram uma das instituições mais admiradas pelo povo brasileiro.

* Ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência

Bolsonaro ataca Alexandre de Moraes e escala ministro da Justiça para a defesa de Weintraub no STF

Jair Bolsonaro e André Mendonça, Ministro da Justiça (Foto: Agência Brasil)

Na calada da noite, Bolsonaro anunciou reação e escalou o ministro André Mendonça para apresentar um habeas corpus e tentar evitar que Abraham Weintraub preste depoimento ao STF. Ação foi comemorada por investigados

Na calada da noite e início da madrugada, Jair Bolsonaro iniciou a reação à operação desencadeada pela Polícia Federal (PF) contra a milícia digital de apoiadores que propaga fake news e faz ameaças aos que considera “inimigos” do presidente.

Em tuíte às 23h38, Bolsonaro iniciou os ataques pessoais ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news e mandante dos 29 mandados de busca e apreensão cumpridos pela manhã da quarta-feira (27).

“A liberdade de expressão segundo o Ministro Alexandre de Moraes”, tuitou Bolsonaro, divulgando vídeo editado de uma reportagem do Jornal Nacional, da Globo, em que o ministro diz que “quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado fique em casa, não seja candidato, não se ofereça ao público, não se ofereça para exercer cargos políticos. Essa é uma regra que existe desde que o mundo é mundo. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão é absolutamente inconstitucional”, diz Moraes, complementado na edição do vídeo por Cármen Lúcia: “É uma censura prévia. E a censura é a mordaça da liberdade. Quem gosta de mordaça é tirano, quem gosta de censura é ditador”

Às 23h52, então, o presidente sinaliza que ordenou a ministros que iniciem a estratégia contra o Supremo Tribunal Federal e chamou o inquérito das fake news de “violação” do direito de expressão. “Estamos trabalhando para que se faça valer o direito à livre expressão em nosso país. Nenhuma violação desse princípio deve ser aceita passivamente”.