domingo, 31 de maio de 2020

Eduardo Bolsonaro cita imunidade parlamentar


A notícia-crime pede que o filho do presidente Jair Bolsonaro seja investigado por incitação à subversão da ordem política ou social

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Deputado Federal Eduardo Bolsonaro (PSL) - FOTO: Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comentou em sua conta oficial no Twitter, neste sábado (30), o pedido de investigação contra ele que foi encaminhado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello ao procurador-geral da República, Augusto Aras. A notícia-crime pede que o filho do presidente Jair Bolsonaro seja investigado por incitação à subversão da ordem política ou social, depois de ter falado em "ruptura".

"É instrumento do parlamentar o falar e essa atitude do ministro Celso de Mello vai na contramão do ofício de um deputado", diz Eduardo, em um vídeo publicado na rede social. Eduardo cita o artigo 53 da Constituição Federal, que versa sobre a imunidade parlamentar. "Vocês vão ver que, sobretudo, eu falo que aquilo é a minha opinião", afirma. O filho do presidente diz, também, que um deputado não pode "ficar com medo de falar e expressar sua opinião" e que isso seria ruim para o eleitor.

"Então, a cada quatro anos, ao contrário do ministro Celso de Mello, o eleitor vai ter a oportunidade de me tirar do jogo político", afirma Eduardo Bolsonaro. No vídeo, o deputado fala, ainda, que as autoridades devem estar focadas na resolução dos problemas gerados pela pandemia de covid-19. "A gente não pode dar margem para que, durante essa pandemia, venham aplicar qualquer tipo de medida contra o presidente da República de maneira arbitrária ou contra qualquer parlamentar", diz.

No vídeo publicado neste sábado em sua conta no Twitter, Eduardo mostra trechos de suas falas em uma "live" do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que levaram ao pedido de investigação. "Eu até entendo quem tenha uma postura mais moderada, vamos dizer, para não chegar a um momento de ruptura, um momento de cisão ainda maior... Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos. Mas, falando bem abertamente, opinião do Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opinião de se, mas sim de quando isso vai ocorrer", afirmou o deputado na "live".

O blogueiro Allan dos Santos foi um dos alvos da operação da Polícia Federal realizada na quarta-feira, 27, que mirou em empresários, apoiadores e políticos bolsonaristas investigados no chamado inquérito das fake news, que tramita junto ao STF

Após virar alvo de seus colegas da milícia digital, Carla Zambelli diz que passou mal e que não vai a ato pró-Bolsonaro

Foto: Reprodução

Deputada passou a ser atacada por Allan dos Santos e outros apoiadores do presidente ao se opor a ato contra o STF neste domingo; depois, voltou atrás, convocou para as manifestações mas cancelou sua participação

‌A equipe da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) anunciou, na manhã deste domingo (31), pelo Twitter, que a parlamentar passou mal e, por isso, não comparecerá às manifestações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio a Jair Bolsonaro em Brasília.
‌“Amanhã não há manifestação prevista e JÁ ADIANTO q a extrema imprensa tentará comprar o ato de domingo passado c a possível presença de apoiadores no Planalto amanhã”, havia dito, a princípio, a deputada.

A postagem gerou revolta no blogueiro Allan dos Santos, que atacou a parlamentar: “Carla Zambelli dizendo que amanhã não haverá manifestação. Sim, os ônibus de todo Brasil estão aqui para fazer um tour na esplanada. Eu vou, nem que seja para ficar sozinho”, escreveu no Twitter o blogueiro Allan dos Santos, um dos investigados no inquérito das fake news. O lema do protesto seria “Acabou, porra”, em razão da investida de Bolsonaro contra o STF.

O tuíte do blogueiro motivou uma série de outros ataques à deputada que, pressionada, voltou atrás e confirmou as manifestações, dizendo que, na verdade, não concordava com o fato de não haver unificação entre os diversos atos marcados, mas ponderando que apoia os protestos.

“Mal entendidos entre a direita não deveriam acontecer”, disse Zambelli em vídeo antes de anunciar que não participaria mais da manifestação por estar sentindo-se mal.

Macabra - Milícia de Sara Winter protesta com tochas em frente ao STF


Reprodução

Bolsonarista que organiza acampamento armado em apoio ao presidente está a frente de um protesto contra a Corte que abusa da simbolo supremacista

  
‌Alvo do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a máquina de fake news e ataques às instituições de bolsonaristas, a ex-funcionária do Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, Sara Winter, liderou na madrugada desta domingo (31) um protesto bizarro em frente ao prédio da Corte em Brasilia. 
Sara estava com os seus ‘300 do Brasil’, grupo que segundo ela mesma teria membros armados. Mascarados e segurando tochas, o grupo praticamente reeditou uma marcha da Ku Klux Klan (KKK), grupo supremacista estadunidense que ficou famoso por perseguir negros. Supremacistas modernos também costumam a usar tochas em suas atividades.
‌Com passos marcados, como soldados, os presentes no ato gritavam “ahu”, expressão que vem se tornando comum entre grupos de extrema-direita ao redor do mundo. 

Em uma explicação confusa, o “movimento” informou, através de seu Instagram, que o uso das tochas seria para “provar que todo poder emana do povo”. 

‌“Diferentemente dos Black blocks e ANTIFA de Guilherme Boulos, com guerrilha armada, treinada e preparada para matar, depredar patrimônios públicos e culturais, e gerar o caos por onde passa — o *ACAMPAMENTO OS 300* apenas mostra que veio para ficar e defender a soberania da nossa pátria amada, óh mãe gentil, e apoiar DE GRAÇA o presidente Bolsonaro”, diz a postagem.

Após ser alvo da operação da PF no inquérito das fake News, Sara Winter fez novas ameaças a Alexadre de Moraes e, inclusive, desafiou o ministro a prendê-la. Neste sábado (30), Moraes remeteu o caso de Winter para a primeira instância e ela será investigada agora pela Procuradoria da República no Distrito Federal

sábado, 30 de maio de 2020

Com 28.834 mortes, Brasil supera França e passa a ser o 4º do mundo em número de óbitos


Pela primeira vez em cinco dias, número de mortos entre um balanço e outro foi menor do que mil.

Trabalhadores do Cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, usam equipamento de proteção para evitar o contágio pelo coronavírus(foto: Carl de Souza/AFP)
Trabalhadores do Cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, usam equipamento de proteção para evitar o contágio pelo coronavírus(foto: Carl de Souza/AFP)
Números divulgados pelo Ministério da Saúde neste sábado indicam que o Brasil já registra 28.834 mortes provocadas pela COVID-19. Com essa atualização, o Brasil supera as 28.771 mortes da França e passa a ser o 4º país do mundo em número de óbitos causados pela doença.

Nas últimas 24 horas desde o último balanço foram 956 óbitos confirmados. É a primeira vez em cinco dias que o país registra menos de mil mortes entre um balanço e outro. Esse fato pode se dever à queda do ritmo de trabalho de atualização de dados pelas Secretarias Estaduais de Saúde nos fins de semana.
Com um aumento de 33.274 ocorreências nas últimas 24 horas ao todo são 498.440 casos comprovados da doença no país.

O número de brasileiros recuperados da doença é de 200.892

Em Minas Gerais, já são 9.630 casos confirmados de coronavírus. Nas últimas 24 horas foram registradas mais seis mortes, totalizando 263 óbitos desde o início da pandemia.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 4.657 pessoas se recuperaram da COVID-19.

Pernambuco registra 1.172 novos casos e 71 óbitos por Covid-19


 (Dany Lawson/AFP )
Dany Lawson/AFP
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, nesta sábado (30.05), 1.172 novos casos da Covid-19 em Pernambuco. Entre os confirmados 321 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 851 como leves. Além disso, a SES informou 71 novos óbitos.

Agora, Pernambuco totaliza 33.427 casos já confirmados, sendo 14.100 graves e 19.327 leves. Com isso, o estado registra 2.740 mortes pela Covid- 19.

Os dados sobre número de pacientes curados, taxa de ocupação dos leitos e detalhamento sobre perfil dos pacientes são comunicados ao longo do dia

Zé de Irmã Teca reassume comando de Itapissuma por decisão judicial

Zé de Irmã Teca reassume comando de Itapissuma por decisão judicial



Após 5 meses afastado do cargo após a Operação da Polícia Civil, intitulada de Dragão do Mar, Zé de Irmã Teca (PSD), retorna ao comando da cidade de Itapissuma por decisão do desembargador Assunção.

Além do prefeito, volta ao cargo a vice-prefeita, irmã Leonilda.

Confira a decisão na íntegra:

Decisão Terminativa
(Clique para resumir) HABEAS CORPUS Nº 0005781-91.2019.8.17.0000 (544598-3) IMPETRANTES : JOSÉ RAFAEL FONSECA DE MELO LUIS ALBERTO GALLINDO MARTINS VICTOR DE LEMOS PONTES PACIENTE : JOSÉ BEZERRA TENÓRIO FILHO RELATOR : DES. ALEXANDRE GUEDES ALCOFORADO ASSUNÇÃO ORGÃO JULGADOR : SEÇÃO CRIMINAL __________ DECISÃO TERMINATIVA Cuida-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado pelos advogados JOSÉ RAFAEL FONSECA DE MELO, LUIS ALBERTO GALLINDO MARTINS e VICTOR DE LEMOS PONTES visando o trancamento do inquérito policial nº 0005600-90.2019.2019.8.17.0000 (543685-7), a que responde JOSÉ BEZERRA TENÓRIO FILHO, qualificado às fls. 02. Os impetrantes sustentam que o paciente teve seu direito de defesa cerceado em face da flagrante ilegalidade do sigilo das provas produzidas no inquérito supracitado. A inicial veio acompanhada dos documentos às fls. 31/560. Examino: Considerando que o inquérito policial em questão foi concluído e ofertada a denúncia pelo Ministério Público bem como que em 22/05/2020 proferi a decisão acostada às fls. 597, levantando o sigilo processual do feito, verifico que a presente ordem está prejudicada, nos termos do art. 659 do CPP1, pela perda de objeto. Diante do exposto e com fundamento no art. 150, IV, do Regimento Interno desta E. Corte de Justiça2, julgo prejudicado o presente Writ. Publique-se e intime-se. Após, arquive-se. Recife, de 2020. Des. Alexandre Guedes Alcoforado Assunção Relator 1 Art. 659. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou coação ilegal, julgará prejudicado o pedido. 2 Art. 150.São atribuições do relator: IV – não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida;

Frente fria chega a Pernambuco trazendo fortes rajadas de ventos, afirma Inmet


Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o fenômeno acontece por causa da Zona de Convergência Intertropical que atua sobre o Oceano Atlântico


EDMAR MELO/ACERVO JC IMAGEM
A previsão de chuvas moderadas a fortes, de acordo com a Apac, continuam para o final de semana. - FOTO: EDMAR MELO/ACERVO JC IMAGEM
Leitura: 2min

Ventos fortes foram registrados nesta sexta-feira (29) por moradores de Serrambi, em Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco, e em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A intensidade da ventania assustou quem estava no litoral. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno acontece por causa da Zona de Convergência Intertropical que atua sobre o Oceano Atlântico, causando uma frente fria nos estados de Pernambuco e Alagoas. 

"Essa frente fria estava atuando nos estados de Alagoas e Sergipe e chegou em Pernambuco nesta sexta-feira. Com isso, frente de trovoadas, fortes chuvas e rajadas de vento são esperadas", explica a meteorologista do Instituto Andrea Ramos. O Inmet não especificou a velocidade dos ventos, mas um dos moradores de Serrambi chegou a registrar correntes de ar de té 40km/h.  Se

Alerta

Nesta sexta-feira (29) a Agência de Águas e Climas de Pernambuco (Apac) emitiu um alerta indicando a continuidade das chuvas com intensidade de moderada a forte, nas regiões da Zona da Mata Norte e Sul, e Região Metropolitana do Recife (RMR) com validade para todo o dia do sábado (30).

 

 

APAC
Apac emite alerta para este sábado (30) - APAC

 


APAC
Apac emite alerta para este sábado (30) - FOTO:APAC

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Brasil registra mais 1.124 mortes e passa a Espanha em número de óbitos por COVID-19


Comparação das curvas de contaminação indica que país deve evoluir rapidamente no ranking das mortes, ultrapassando também a França e a Itália.

Brasil registra mais 1,124 mortes e passa a Espanha em número de óbitos por COVID-19(foto: STF-AFP)
Brasil registra mais 1,124 mortes e passa a Espanha em número de óbitos por COVID-19(foto: STF-AFP)

De quinta-feira para esta sexta, o Brasil registrou mais 1.124 mortes por COVID-19. No início desta noite, o Ministério da Saúde ainda confirmou mais 26.928 novos diagnósticos positivos para o novo coronavírus - recorde registrado em 24 horas. O país agora contabiliza 27.878 mortes e 465.166 casos da doença. A taxa de letalidade do vírus no país é de 5,9%.

Esse é o segundo dia consecutivo que o país registra recorde em número da doença em 24 horas. Nessa quinta-feira, o Ministério da Saúde registrou 26.417 novos diagnósticos positivos. Além disso, esse é o quarto dia seguido que o país contabiliza mais de mil mortes de um boletim para o outro.   

Com o aumento crescente e constante do número de mortos e casos em todo o país, vários municípios brasileiros já convivem com restrições ainda maiores de isolamento social. Por outro lado, há governadores que vêm flexibilizando as medidas de prevenção ao contágio. 
 
O balanço anterior da pasta federal registrava 26.754 mortes e 438.238 casos. De quarta para quinta foram contabilizados 1.156 novos óbitos e 26.417  novos diagnósticos positivos. O recorde de mortes em 24 horas foi registrado no último dia 21, quando o ministério contabilizou 1.188 mortes.

Conforme plataforma da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o Brasil passou a Espanha e agora é o quarto país com o maior número de mortes pela doença. Até esta noite, os espanhóis contabilizavam 27.121 óbitos. O Brasil ainda é o segundo país que mais registra casos de coronavírus no mundo, atrás apenas dos estadunidenses, com mais de 1,7 milhões de casos.
Ao contrário do Brasil, EUA e países europeus já passaram pelo pico da doença(foto: Arte/Liliane Corrêa)
Ao contrário do Brasil, EUA e países europeus já passaram pelo pico da doença(foto: Arte/Liliane Corrêa)

Ao contrário dos EUA e países europeus, o Brasil segue registrando recordes de mortes e casos e, segundo especialistas, está longe do pico. Se seguir a tendência de óbitos diários, o país deve passar a França no ranking ainda no final de semana. Os frances registram 28.717 mortes por COVID-19.