domingo, 31 de maio de 2020

Celso de Mello teme golpe militar


O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello revela temer nova intervenção militar no Brasil. Na madrugada de hoje, o decano da Suprema Corte enviou aos demais integrantes do STF uma mensagem, com teor de preocupação. Ele citou Hitler no texto, conforme relata O Antagonista.

“É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar, quando Hitler não hesitou em romper e nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar”, escreveu o ministro.

Leia a mensagem completa:

“GUARDADAS as devidas proporções, O “OVO DA SERPENTE”, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) , PARECE estar prestes a eclodir NO BRASIL! É PRECISO RESISTIR À DESTRUIÇÃO DA ORDEM DEMOCRÁTICA, PARA EVITAR O QUE OCORREU NA REPÚBLICA DE WEIMAR QUANDO HITLER, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo Presidente Paul von Hindenburg, em 30/01/1933, COMO CHANCELER (Primeiro Ministro) DA ALEMANHA (“REICHSKANZLER”), NÃO HESITOU EM ROMPER E EM NULIFICAR A PROGRESSISTA  DEMOCRÁTICA E INOVADORA CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR, de 11/08/1919 , impondo ao País um sistema totalitário de poder viabilizado pela edição, em março de 1933, da LEI (nazista) DE CONCESSÃO DE PLENOS PODERES (ou LEI HABILITANTE) que lhe permitiu legislar SEM a intervenção do Parlamento germânico!!!! ‘INTERVENÇÃO MILITAR’, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, NADA MAIS SIGNIFICA, na NOVILÍNGUA bolsonarista, SENÃO A INSTAURAÇÃO , no Brasil, DE UMA DESPREZÍVEL E ABJETA DITADURA MILITAR !

Pernambuco registra 1.023 novos casos e 67 óbitos por Covid-19


 (Foto: Pixabay)
Foto: Pixabay
A Secretaria Estadual de Saúde confirmou, neste domingo (31),  mais 1.023 novos casos da Covid-19 em Pernambuco. Entre os confirmados hoje, 236 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 787 como leves. Também foram confirmadas laboratorialmente 67 mortes. 

Ao todo, o estado soma 34.450 confirmações (sendo 14.336 graves e 20.114 leves) e totaliza 2.807 mortes pela Covid-19.

Os dados sobre número de pacientes curados, taxa de ocupação dos leitos e detalhamento sobre perfil dos pacientes são comunicados ao longo do dia.

Confronto entre PM e manifestantes em SP


Em São Paulo, um ato convocado por torcidas uniformizadas resultou em confusão, na tarde de hoje. Houve confronto entre os manifestantes e a Polícia Militar, que utilizou bombas e balas de borracha para dispersar os manifestantes na Avenida Paulista.

O ato surgiu com o mote de defesa da democracia. O conflito segue e parte dos manifestantes continua no local. Alguns deles estão arrancando diversos objetos para fazer barricadas no meio da Avenida.

Neste domingo, grupos a favor e contrários ao presidente Jair Bolsonaro estiveram na Avenida Paulista.

Decreto de Covas prorroga quarentena até dia 15 de junho na cidade de São Paulo



                A gestão Bruno Covas (PSDB) prorrogou até o dia 15 de junho a proibição de atendimento presencial em estabelecimentos na cidade de São Paulo. Decreto do prefeito prorroga suspensão imposta por decreto de 24 de março, que proibiu este tipo de atendimento para "estabelecimentos comerciais de bens e mercadorias, atacadistas, varejistas e ambulantes, e prestadores de serviço em funcionamento no Município de São Paulo.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), incluiu a capital paulista na zona laranja, que possibilita a reabertura. No entanto, a decisão cabe aos prefeitos.

Em São Paulo, Covas já havia dito que a reabertura não seria imediata, uma vez que os protocolos para isso teriam que ser aprovados.

O decreto de Covas também disciplina como será a retomada no atual estágio da cidade, laranja, que permite abertura de comércios, serviços e shopping centers.

A capacidade dos estabelecimentos deve estar limitada a 20% e por quatro horas seguidas, além de adoção de protocolos padrões e setoriais específicos, que deverão ser aprovados pela prefeitura.

No caso dos shoppings, há uma proibição adicional, que se refere ao uso das praças de alimentação.

O decreto afirma que o procedimento para retomada de atividades acontecerá a partir de apresentação de proposta por entidades dos setores econômicos previstos conforme cada classificação epidemiológica.

As propostas devem ter os seguintes pontos: protocolos de distanciamento, de orientação a clientes e colaboradores, horários alternativos, sistema de agendamento para atendimento, fiscalização e monitoramento, esquema de apoio para colaboradores que não tenham com quem deixar dependentes em período de escolas e abrigos fechados.

Último dia de quarentena tem movimentação reduzida de pessoas, mas ainda registra aglomerações

Bairro de Peixinhos, em Olinda, tinha movimento intenso no último dia de quarentena — Foto: Apilly Ribeiro/TV Globo

Este domingo (31) é o último dia em que vigora a quarentena mais rígida em cinco cidades da Região Metropolitana: Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata, por conta da pandemia do novo coronavírus. Ainda que a determinação de isolamento social ainda esteja em vigor, muita gente foi às ruas, principalmente para fazer compras.

Em Recife e Olinda, dois dos municípios em que a quarentena está em vigor, foram presenciados aglomerações, desrespeito ao decreto de distanciamento social e à determinação de uso de máscaras.

Em Olinda, no bairro de Peixinhos, o movimento de pessoas no centro comercial era menor que o normal. Entretanto, havia comerciantes de mercadorias que não são consideradas essenciais e, por isso, não deveriam estar trabalhando. Além disso, uma vendedora estava sem máscara ao atender os clientes.

No Centro do Recife, a movimentação era ainda menor que em dias de domingo, quando o tráfego de pessoas já diminui consideravelmente. Na Rua da Aurora, algumas pessoas passavam pela calçada, a maioria utilizando máscara.

A restrição mais rigorosa na circulação de pessoas também institui um rodízio de veículos nessas cidades, que vale até este domingo (31). Na sexta-feira (29), o governo informou que essas medidas não seriam prorrogadas.

O governo do estado disse que há “indícios de estabilização da epidemia”, mas o governador Paulo Câmara (PSB) informou que “não é hora de um retorno em massa às ruas” e que a reabertura gradual segue um cronograma de 11 semanas.

Em cinco meses, Bolsonaro já pagou a deputados mais em emendas que em 2019

Em cinco meses, o governo federal liberou mais emendas parlamentares que nos 12 meses de 2019. Já foram pagos R$ 6,86 bilhões — cerca de R$ 1 bi a mais que o montante registrado em todo o ano passado, que somou R$ 5,74 bi. O valor é, inclusive, o mais alto desde 2016. O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), liberou mais recursos públicos que o ex-presidente Michel Temer (MDB).

Diferentemente do ano passado, 2020 tem sido marcado pela crise de saúde pública em decorrência da pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 27 mil pessoas no país. Dessa forma, cerca de 79,39% das emendas foram destinadas à área da Saúde, o equivalente a R$ 5,4 bilhões.

Desse total, a maior parte (38%) foi encaminhada à atenção básica, que recebeu R$ 2 bilhões. A segunda área que mais recebeu emendas foi assistência hospitalar (27%), ou seja, R$ 1,5 bilhão. Os dados fazem parte de um levantamento com base no Portal da Transparência, plataforma com dados de gastos, receitas e prestação de contas, organizados pela Controladoria Geral da União (CGU).

Os outros destinos da verba pública foram para encargos especiais, com R$ 466,3 milhões; segurança pública, que recebeu R$ 240,1 milhões; assistência social, com R$ 225 milhões e, por último, saneamento básico, com R$ 169,5 milhões.

Já as bancadas mais atendidas foram as de São Paulo (R$ 214,2 milhões), Ceará (R$ 180,9 milhões), Bahia (R$ 126,9 milhões) e Maranhão (R$ 125,5 milhões).

A Secretaria de Relações Institucionais da Secretaria de Governo da Presidência é responsável pelo direcionamento das emendas e a Secretaria de Orçamento Federal (SOF), do Ministério da Economia, faz a coordenação da gestão orçamentária dessas emendas, ou seja, a aplicação delas.

Apoio do Centrão

No âmbito político, para mitigar o desgaste entre as relações do governo com o Parlamento, o governo decidiu construir uma base aliada com o Centrão. Na prática, a liberação de recursos públicos funciona como um termômetro da articulação entre o Planalto e o Congresso.

Para firmar a aliança com o bloco, composto pelos partidos Republicanos, PP, PL, Avante, PRB, PATRIOTA, PSC,PTB, PSD e PROS, Bolsonaro destinou cargos do segundo e terceiro escalão do Executivo, que foram indicados por líderes partidários dessas siglas.

Para o analista político Creomar de Souza, fundador da Consultoria Dharma, a liberação das emendas reflete as negociações, mas o volume total tem mais a ver com a pandemia. “Obviamente que, à medida em que consegue construir a base e os parlamentares atuam a seu favor, o processo relativo às emendas fica mais fluido”, explicou.

Assim como Souza, Thiago Vidal, analista político da consultoria Prospectiva, entende que o maior empenho do governo em liberar as emendas reflete a situação crítica de saúde da pandemia. Vidal citou ainda a saída do ex-ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni (DEM) do cargo que tinha como uma de suas responsabilidades negociar com parlamentares e a capacidade do general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, na condução desse processo.

“A aliança ao Centrão pode explicar o aumento no pagamento das emendas, junto com a Covid-19. Tinha muita demanda represada que tinha sido negociada com Onyx e ele não conseguiu entregar. O [general] Ramos conseguiu ter esse diálogo e parte das emendas antigas podem ter entrado nesse dividendo”. As informações são do Portal Metrópoles


Bolsonaro quer retomada do futebol, apesar da pandemia


Presidente fez apelo para o futebol brasileiro ser retomado

PR
Bolsonaro apoia o retorno do futebol brasileiro - FOTO: PR

No Brasil, país severamente afetado pela pandemia do novo coronavírus, os campeonatos de futebol estão paralisados desde meados de março. Mas o presidente Jair Bolsonaro já fez um apelo por sua retomada, algo que está longe de ser uma unanimidade.

"Com essa idade jovem, o jogador, caso seja acometido pelo vírus, a chance de ele partir para a letalidade é infinitamente pequena", disse o chefe de Estado recentemente em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.

Em março, o presidente já havia afirmado que sentiria apenas uma "gripezinha" se fosse infectado, graças a seu "histórico de atleta".

"Não é surpreendente ver Bolsonaro defender a retomada. Ele não está estimulando o isolamento social desde o início. Por que iria fazer isso com o futebol? Ele até está sendo coerente na sua forma de pensar. Está seguindo a mesma linha", afirma à AFP Mauro Cezar Pereira, comentarista do canal ESPN Brasil.

Para o presidente, "o desemprego está batendo na porta dos clubes" e "os jogadores têm que sobreviver".

Ele lembra que no Brasil, se uma minoria ganha fortunas, a maioria dos jogadores profissionais, vivendo de contratos precários e mal remunerados, "precisam jogar para alimentar suas famílias".

Esse discurso anti-confinamento em nome da preservação da economia e a constante minimização de uma pandemia cujo número de mortes no Brasil continua a aumentar provocaram a irritação de Raí, ex-jogador e atualmente diretor-esportivo do São Paulo.

"Irresponsável e genocida"

Mas, como o próprio presidente brasileiro reconheceu, diferentemente da França, onde o governo ordenou que as autoridades interrompessem definitivamente a temporada, a decisão de uma possível retomada não depende dele.

Deve ser aprovado pelos estados e municípios responsáveis pelas medidas de confinamento e pelas federações locais.

Quando as competições foram suspensas em meados de março, os campeonatos regionais estavam em andamento. O campeonato nacional estava programado para começar no início de maio, mas nenhuma nova data foi definida.

Isso não impediu Bolsonaro de receber, no dia 19 de maio, em Brasília, os presidentes de Vasco e Flamengo, também ansiosos para ver o futebol recomeçar o mais rápido possível.

As fotos dos dirigentes ao lado do presidente vestindo uma camisa do Flamengo e de seu filho Flávio com a do Vasco provocaram uma avalanche de críticas de torcedores nas redes sociais.

"Atrelou sua imagem, de forma irreversível, a um presidente irresponsável e genocida, que é apontado pela comunidade científica internacional como a maior ameaça à luta contra a pandemia de Covid-19 no mundo", denunciou o grupo de torcedores 'Flamengo da Gente' no Twitter.

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, citou uma "intolerância política" de certos torcedores e garantiu que só buscou "defender os interesses do clube".

No dia seguinte ao polêmico encontro, imagens feitas de helicóptero pela TV Globo mostraram que sua equipe havia desafiado a proibição municipal em vigor no Rio de Janeiro e retomado o treino em campo sem autorização.

Ana Beatriz Bush, secretária municipal de Saúde do Rio, lamentou que o clube mais popular do Brasil esteja dando o exemplo errado.

"Um clube tão importante e formador de opinião. Imagina os nossos jovens vendo o Flamengo treinar. Eles vão querer sair de suas casas no momento em que isso não é possível".

Retomada polêmica

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, acabou autorizando a retomada dos treinamentos em junho, considerando até jogos com portões fechados em julho.

Para a insatisfação de Fluminense e Botafogo, que consideram a retomada prematura.

"É precipitado, mas é o reflexo do desespero dos clubes. Estão numa situação muito difícil, querendo voltar para pelo menos ter a receita de televisão, de patrocinadores. Quando voltou na Alemanha, a coisa se intensificou aqui", destacou Mauro Cezar Pereira, se referindo à retomada da Bundesliga.

"Acho que o mais lógico seria esperar chegar o pico e depois começar a descer, assim vai liberando como vai acontecendo na Europa", acrescentou.

Em alguns estados menos afetados, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais, a retomada dos treinos já está autorizada há algumas semanas, o que permitiu que grandes clubes como Internacional, Grêmio e Atlético Mineiro voltassem aos gramados.

Uma retomada marcada por outra declaração polêmica: o presidente do Inter afirmou que "jogador que não quiser jogar pede demissão".

Torcidas rivais unidas contra Bolsonaro em SP


UOL

Um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) junta torcedores do Corinthians e do Palmeiras na Avenida Paulista no início da tarde deste domingo (31).

Por volta das 13h, a manifestação juntava centenas de pessoas e bloqueava a via no sentido Consolação. A exemplo de protestos a favor do presidente nas últimas semanas, os manifestantes produziam uma grande aglomeração.

No início da tarde, A segurança da PM era reforçada no local.

"O futebol é o que une as pessoas nesse país, não poderia ser diferente em um momento como esse", afirma o autônomo Wagner de Souza, de 45 anos e torcedor do Palmeiras.

Ele chegou ao vão do Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo), onde a maioria dos manifestantes está de preto ou carrega adereços do Corinthians, acompanhado de um grupo de dezenas de Pmeirenses autodenominado "Palestra Antifacista."