sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
Mais 1.337 mortes por covid-19 registradas no Brasil; total chega a 252.835
Chega a 91% a ocupação de leitos de UTI para covid-19 na saúde pública de Pernambuco
Segundo Fiocruz, 17 capitais estão com ocupação de leitos superior a 80%
O documento diz ainda que 12 estados e o Distrito Federal estão na chamada zona de alerta crítica, quando a ocupação está igual ou superior aos 80%; apenas o Mato Grosso está fora da zona de alerta, com apenas 52% dos leitos ocupados
- Por Jovem Pan Ocupação cresceu no período analisado pela Fiocruz
Um boletim divulgado pela Fiocruz nesta sexta-feira, 26, diz que 17 capitais brasileiras estão com ocupação de leitos de UTI superior a 80%, apontando que o Brasil atravessa o pior momento da pandemia até então. São elas: Porto Velho (100,0%), Florianópolis (96,2%), Manaus (94,6%), Goiânia (94,4%), Fortaleza (94,4%), Teresina (93,0%), Curitiba (90,0%), Natal (89,0%), Rio Branco (88,7%), São Luís (88,1%), Campo Grande (85,5%), Rio de Janeiro (85,0%), Porto Alegre (84,0%), Salvador (82,5%), Boa Vista (82,2%), Palmas (80,2%) e Recife 80,0%). O documento diz ainda que 12 estados e o Distrito Federal estão na chamada zona de alerta crítica, quando a ocupação está igual ou superior aos 80%. Enquanto isso, outros 13 Estados estão na zona de alerta intermediária e apenas o Mato Grosso ficou fora da zona de alerta, com ocupação de 52%.
Segundo o boletim, os dados analisados são do período entre os dias 31 de janeiro e 20 de fevereiro e mostram uma piora no avanço da doença no país. “O Brasil apresentou uma média diária de 46 mil casos, valor mais elevado que o verificado em meados do ano passado, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas de fevereiro de 2021. Nenhum estado apresentou tendência de queda no número de casos e óbitos”, diz o boletim da Fiocruz. Nesta semana, o país ultrapassou a marca de 250 mil mortes causadas pela Covid-19. No momento o número de vítimas é de 251.498, enquanto que o total de casos da doença é de 10.390.461, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).
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Com lotação de 104% dos leitos de UTI, Hospital Albert Einstein terá fila de espera
Em São Paulo, o hospital Albert Einstein atingiu, nesta sexta (26), a ocupação máxima, chegando a 104% de lotação, o que provocará uma fila de espera para atendimento, segundo apurou Mônica Bergamo, colunista da Folha de São Paulo.
A alta demanda é agravada pelo aumento de internações provocadas pelo novo coronavírus, mas há pacientes que buscam tratamento para outras enfermidades. O hospital espera que os doentes que aguardam sejam atendidos em breve, com a alta de outros pacientes e o remanejamento de leitos em suas próprias unidades.
O Einstein registrou, na última quinta-feira (25), um recorde de internações por Covid-19: do total de 70 pacientes que buscaram o pronto atendimento, 26 estavam infectadas pelo novo coronavîrus. Nunca tanta gente tinha sido internada por Covid em um mesmo dia, nem mesmo no pico da epidemia no Brasil, em 2020.
O hospital chegou a um recorde de internações pela doença no dia 19 de janeiro, com 155 pacientes, por causa das festas de fim de ano. A procura arrefeceu e as internações giravam em torno de 125 até a semana passada. Agora, saltaram para 141 doentes em tratamento. A alta é creditada ao feriado de Carnaval
Médico infectologista fala em momento "assustador" e diz que estudos provaram ineficácia da cloroquina
O médico infectologista Robson Reis classificou o momento da pandemia do novo coronavírus no Brasil como um "reflexo" de festas e ausência do respeito às medidas de segurança.
Estamos em momento crítico, reflexo de todo período e da maneira como a pandemia foi conduzida. Resquício de um processo eleitoral bem tumultuado, onde as pessoas não respeitaram o distanciamento social, seja na campanha ou nas comemorações. Tivemos festas de final de ano, quando os centros de compras estiveram cheios, réveillon, que muitas pessoas não respeitaram e fizeram festa, coisa que aconteceu também no carnaval”, explicou o infectologista.
O médico classificou o momento da Bahia como “assutador”. Ele atribui o aumento no número de casos e de mortes às pessoas que não entenderam a gravidade da doença ou que negaram a gravidade do vírus.
O médico destaca que há uma superlotação nos leitos de UTI nos hospitais privados, e exemplifica que isso se dá pelo tempo que o paciente passa em uma UTI Covid-19. Ele exemplifica que o paciente com infarto pode ficar de três a quatro dias na UTI, se for um paciente com infecção, a média é sete dias; com Covid-19, o paciente fica em média 20 dias, permitindo no máximo dois pacientes por mês.
“O distanciamento físico, uso de máscara, ajuda mas não resolve o problema, o que vai colocar fim na pandemia é a vacinação de forma rápida, ampla. Vacinar no mínimo 70% para criarmos uma imunidade de rebanho”, destacou Robson.
Questionado, o profissional da saúde afirmou que não prescreveria Hidroxicloroquina, Ivermectina e Anita.
“Eu não orientaria. Medicina não é na base do achismo, medicina é baseada em evidência científica sólida, robusta. Nos EUA e em qualquer país da Europa ninguém vai prescrever cloroquina, ivermectina e anita. No início era aceitável, quando os trabalhos estavam sendo iniciados. Hoje as revistas especializadas divulgaram estudos que não mostraram benefícios, nem para prevenir e nem para tratar”, destacou Robson Reis.
O especialista classificou o lockdown como uma medida paliativa e que sua aplicação em países da Europa não mostraram uma eficácia muito grande. O médico afirmou que, em sua opinião, não faz sentido fechar praias. Ele sinaliza que o uso de toda faixa de areia é uma das táticas para evitar aglomerações nas praias. O especialista também não indica viagens, pelo risco de contaminações em aeroportos
Com taxa de ocupação em UTIS, acima dos 90%, Pernambuco proíbe atividades não essenciais entre 22h e 5h em todo o estado para conter avanço da Covid-19
O Governo de Pernambuco anunciou nesta sexta-feira (26.02), novas medidas restritivas, válidas para todo o território. A partir da noite do próximo sábado (27.02), até o dia 10 de março, estará proibida qualquer atividade não essencial, entre as 22h e as 5h. A decisão, comunicada pelo governador Paulo Câmara em pronunciamento, tem o objetivo de conter o novo avanço da doença, que pressiona o sistema de saúde estadual, registrando atualmente uma taxa de ocupação de UTI acima dos 90%.
Na última quarta-feira (24.02), o governador já havia divulgado ações restritivas para 63 municípios do interior. Nas Gerências Regionais de Saúde (Geres) II, IV e IX, com sedes em Limoeiro, Caruaru e Ouricuri, as atividades econômicas e sociais estão proibidas, entre 20h e 5h. Nos próximos dois finais de semana, as atividades estarão proibidas entre 17h e 5h, nessas regionais.
“A polícia e os órgãos de fiscalização estarão nas ruas para observar o cumprimento desse novo decreto. Vamos monitorar os dados minuto a minuto neste fim de semana e, caso os índices permaneçam piorando, novas medidas restritivas podem ser anunciadas já no início da próxima semana”, advertiu Paulo Câmara.
Além dessas novas medidas, foi anunciada também a ampliação das equipes de logística, para diminuir ainda mais o prazo de entrega de vacinas assim que elas chegarem ao Recife. O governador informou também que vai avançar na oferta de vagas de UTI, com a entrada em operação, já neste fim de semana, de mais 30 leitos no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, no Recife.
Segundo Paulo Câmara, hoje o Estado conta com quase dois mil leitos dedicados aos pacientes infectados pelo vírus, sendo 998 de UTI, em 16 municípios. É a segunda maior rede de leitos de terapia intensiva do País. “Este é mais um momento decisivo na nossa luta contra a Covid. Já ficou claro que cada um precisa fazer a sua parte, usando máscara, higienizando as mãos e evitando aglomerações”, completou o governador.
Link para o pronunciamento: https://we.tl/t-H9y5k5IlCv


