domingo, 28 de fevereiro de 2021

Atores Rômulo Estrela, Luciano Szafir e Oscar Magrini estão com covid-19


Atores Rômulo Estrela, Luciano Szafir e Oscar Magrini estão com covid-19

Rômulo Arantes, Luciano Szafir e Oscar Magrini - Fotos: reprodução

A pandemia da covid-19 – doença infecciosa causada pelo coronavírus e que pode levar à morte – no Brasil vai em escala assustadora de crescimento. Só de sexta (26) para sábado (27) foram mais 50.840 casos confirmados e 1.275 mortes. Em números consolidados, já são, no País, 10.508.634 casos e 254.263 óbitos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa, que tem feito o cálculo diante da ausência do Ministério da Saúde. No meio artístico, só nestes últimos dias, três atores testaram positivo para a doença: Rômulo Estrela, Luciano Szafir e Oscar Magrini.

Pesquisa: Bolsonaro registra 58% de reprovação; 72% querem auxílio até retorno à normalidade


O governo Bolsonaro é reprovado por 58% da população. Esse é o índice apresentado pela primeira pesquisa do instituto Ipec, que sucede o extinto Ibope Inteligência.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, 38% aprovam a condução de Jair Bolsonaro (sem partido) e 5% "não sabem".

Ainda de acordo com o estudo, 72% dos brasileiros acham que o auxílio emergencial "deveria ser pago até a situação econômica voltar ao normal".

Dos 2.002 entrevistados, 61% dizem não confiar em Bolsonaro, enquanto 36% afirmam confiar (3% não sabem).

A pesquisa foi feita entre os dias 19 e 23 de fevereiro em todos os estados do país.

Missão da OMS encontra sinais de que Wuhan teve surto amplo do coronavírus ainda em 2019


A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que sua equipe que investiga as origens do coronavírus na China descobriu sinais de que o surto em Wuhan teria sido muito maior do que se pensava anteriormente. Os pesquisadores estão buscando na cidade acesso a centenas de milhares de amostras de sangue que a China ainda não disponibilizou para análise, segundo apurou o site Poder 360.

O principal investigador da missão da OMS, Peter Ben Embarek, disse que o grupo encontrou 13 cepas do vírus que teriam circulado em Wuhan antes de dezembro de 2019. A descoberta de tantas variantes do vírus pode sugerir que ele estava circulando há mais tempo do que apenas naquele mês. Este material genético é provavelmente a 1ª evidência física a emergir internacionalmente para reforçar tal teoria.

Embarek, que acaba de voltar para a Suíça , afirmou à CNN que “o vírus estava circulando amplamente em Wuhan em dezembro, o que é uma nova descoberta”.

O especialista da OMS acrescentou que a equipe foi apresentada por cientistas chineses a 174 casos de coronavírus registrados em Wuhan e nos entornos da cidade em dezembro de 2019. Destes, 100 foram confirmados por exames laboratoriais, segundo ele, e outros 74 por meio do diagnóstico clínico dos sintomas do paciente.

Embarek afirmou que era possível que esse número maior de casos significasse que a doença poderia ter atingido cerca de 1.000 pessoas em Wuhan em dezembro.

“Não fizemos nenhuma modelagem disso desde então. Mas nós sabemos que cerca de 15% são casos graves, e a grande maioria são casos leves.”

Ben Embarek disse que a missão –que incluía 17 cientistas da OMS e 17 chineses– havia ampliado o tipo de material genético do vírus que eles examinaram a partir de casos de coronavírus precoces de dezembro. Isso permitiu que eles olhassem para amostras genéticas parciais, em vez de apenas completas.

“Alguns deles são dos mercados… Alguns deles não estão ligados aos mercados”, ressaltou.

Agora, a equipe espera examinar urgentemente amostras biológicas que os especialistas dizem não estarem disponíveis nesta primeira viagem, especificamente milhares de amostras do banco de doadores de sangue de Wuhan que datam de 2 anos atrás.

“Há cerca de 200.000 amostras disponíveis lá que agora estão protegidas e podem ser usadas para um novo conjunto de estudos”, disse Ben Embarek.

No entanto, pode haver dificuldades técnicas para estudar essas amostras. “Entendemos que essas amostras são amostras extremamente pequenas e usadas apenas para fins de litígio. Não há mecanismo que permita estudos de rotina com esse tipo de amostra”.

Ben Embarek disse que as circunstâncias da missão, de intensos períodos de quarentena e distanciamento social levaram a algumas frustrações, juntamente com o escrutínio global de sua conduta e descobertas.

“Você tem discussão acalorada e, em seguida, argumentação sobre isso e aquilo… Lembre-se, tivemos todo o planeta em nossos ombros 24 horas por dia durante 1 mês, o que não torna o trabalho de cientistas mais fácil.”

Paulo Câmara negocia compra da vacina Sputnik V para Pernambuco


Anúncio de compra da vacina foi feito pelo governador Paulo Câmara, neste domingo (28)

  

Anúncio foi feito pelo governador Paulo Câmara, neste domingo (28)
Ísis Lima

Na próxima terça-feira (2), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, se reúne, em Brasília, com a diretoria da farmacêutica União Química, produtora no Brasil da vacina Sputnik V, para negociar a aquisição direta do imunizante russo. A iniciativa é uma ação conjunta do Fórum de Governadores do Brasil.


O laboratório União Química protocolou na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido para uso emergencial no Brasil de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V. A empresa também informou que o imunizante será produzido no Brasil nas fábricas de Brasília e Guarulhos.

Eficácia da Sputnik V

A vacina tem origem russa e apresentou eficácia acima de 90% contra o novo coronavírus na última etapa de testes, segundo a Rússia.

Autorização do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou Estados e municípios a adquirir vacinas contra o novo coronavírus, mesmo sem a certificação da Anvisa, no caso de as doses previstas no Plano Nacional de Imunização (PNI) serem consideradas insuficientes. Decisão saiu na última terça-feira (23).

Como sempre, Bolsonaro minimiza falta de leitos: 'saúde sempre teve problemas'

Colapso na rede de atendimento foi desprezado pelo presidente neste domingo; chefe do Planalto segue 'cruzada' contra medidas restritivas

Presidente utilizou conteúdo jornalístico de 2015 para defender o fim de medidas restritivas(foto: Evaristo Sá/AFP)
Presidente utilizou conteúdo jornalístico de 2015 para defender o fim de medidas restritivas(foto: Evaristo Sá/AFP)
Enquanto os números da COVID-19 continuam a subir no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar medidas restritivas tomadas por governadores e prefeitos. No pior momento da pandemia de COVID-19 no país, localidades têm enfrentado a falta de leitos de terapia intensiva. Neste domingo (28/02), contudo, o chefe do poder Executivo nacional disse que a ausência de vagas de UTI sempre foi um dos problemas da saúde.

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“A saúde no Brasil sempre teve seus problemas. A falta de UTIs era um deles e certamente um dos piores. Hoje, ao fecharem o comércio e novamente te obrigar a ficar em casa, vem o desemprego em massa, com consequências desastrosas para o país”, escreveu o presidente, em sua conta no Twitter.


Para justificar a posição, Bolsonaro compartilhou uma reportagem de 3 de março 2015, feita pela "Rede Globo", em que pacientes de diversas regiões do país relatam preocupação com a ausência de vagas de alta complexidade.

Colapso em 17 estados


O novo coronavírus faz com que a taxa de ocupação das UTIs para adultos destinadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) esteja acima de 80% em 17 estados, o que configura estado crítico, segundo o comitê Observatório COVID-19, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em nove unidades da federação, os níveis de ocupação já ultrapassam os 90%. No acre, o índice ultrapassa os 97%; no Distrito Federal, beira 95%.

O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), endureceu as medidas restritivas nas redondezas de Brasília. A atitude gerou insatisfação de Bolsonaro, que usou a internet para dizer, nas primeiras horas deste domingo, que “o povo quer trabalhar”.

Fraudes para desvio de benefícios emergenciais custaram R$ 142 milhões à Caixa


Quadrilhas especializadas em fraudes bancárias já desviaram R$ 142,5 milhões destinados a beneficiários de programas do governo federal em função da pandemia.

O montante representa um prejuízo para a Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, pois foi restituído para as 229.542 vítimas que, por meio de procedimento administrativo no banco, comprovaram não ter sido responsáveis pelos saques.

As informações integram a Base Nacional de Fraudes ao Auxílio Emergencial (BNFAE), coordenada pela Polícia Federal (PF), e foram obtidas via Lei de Acesso à Informação. Além de valores do auxílio, também integram o banco de dados desvios relacionados ao complemento pago a quem teve redução de salário e jornada e aos saques emergenciais do FGTS.

Desde o ano passado, a União gastou cerca de R$ 293,45 bilhões com o pagamento de benefícios emergenciais a pessoas de baixa renda, desempregadas em meio à crise financeira e sanitária. As investigações sobre a retirada indevida da verba direcionada a esses cidadãos representam um dos eixos da atuação da PF e do Ministério Público Federal (MPF), que atuam em conjunto com Ministério da Cidadania, Caixa, Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

A outra vertente trata de repasses feitos indevidamente a quem não se enquadra nos parâmetros para receber o auxílio emergencial — apurações são abertas quando identificados, por exemplo, pagamentos a servidores públicos e militares. Sobre este recorte, não há dados consolidados, mas, em novembro, uma auditoria do TCU identificou 439 mil cadastros com indícios de irregularidades, que receberam R$ 813 milhões entre abril e julho.

Trinta operações

As fraudes bancárias já deram origem a 516 inquéritos da PF e 30 operações. Uma delas, batizada de Terceira Parcela, ocorreu no último dia 18 e é considerada a maior já feita para combater fraudes nos benefícios emergenciais. Em Minas Gerais, Bahia, Paraíba e Tocantins, foram cumpridos 66 mandados de busca e apreensão contra pessoas que teriam se inscrito no auxílio usando dados de cidadãos que não o solicitaram. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para quitar boletos.

Foi por um golpe desses que a dona de casa Ângela Rosário, de 43 anos, buscou ressarcimento junto à Caixa, em junho do ano passado. Uma parcela de R$ 1,2 mil do auxílio emergencial dela foi gasta em Santa Catarina, a mais de dois mil quilômetros de Vitória da Conquista (BA), onde ela vive com a filha. Foram quatro operações financeiras, nenhuma delas feita por Ângela.

— Busquei duas agências da Caixa para resolver o problema e fui ressarcida um mês após a contestação. Fiquei com dó de muitas pessoas que vi na porta das agências e ajudei quem eu pude. Havia pessoas com pouca instrução, que não sabiam ler e que não conseguiam proceder com a reclamação, conta Ângela, cuja ocorrência foi registrada junto à PF pela própria Caixa.

Relatos como esse são frequentes nas redes sociais, sobretudo em páginas oficiais da Caixa. A orientação da PF é buscar uma agência do banco para relatar movimentações e saques atípicos. Uma vez aberto o pedido de contestação, um processo de investigação interna busca identificar a existência de fraude.

De acordo com Cleo Mazzotti, coordenador-geral de Polícia Fazendária da PF, as informações descobertas nessas apurações e registradas no BNFAE estão ajudando a embasar as operações realizadas pela corporação. Os materiais apreendidos também ajudam a enriquecer a base de dados sobre fraudes, explicou.

Procurada, a Caixa destacou que os R$ 142,5 milhões usados para ressarcir as fraudes bancárias representam 0,0485% do total do auxílio emergencial, e que as mais de 229 mil contestações atendidas equivalem a 0,0428% dos 535 milhões de pagamentos.

O banco disse ainda que “tem investido fortemente no combate às fraudes ”, em parceria com a PF e demais órgãos.

71º BI Mtz divulga nota de pesar por trágico falecimento de sargento neste sábado, 27 de fevereiro


 


NOTA DE FALECIMENTO


É com extremo pesar que anunciamos o falecimento do nosso 3º Sargento Robislan Araújo Barbosa, ocorrido no dia de ontem, 27 de fevereiro de 2021.

O militar sofreu um acidente de moto enquanto se deslocava da Cidade de Lagoa do Ouro ao Povoado de Campo Alegre, onde residia sua namorada, vindo a óbito em decorrência da gravidade dos ferimentos.

O Sargento Robislan nasceu no dia 30 de outubro de 1998, na cidade de Lagoa do Ouro-PE e incorporou às fileiras do Exército no ano de 2017, no 71º Batalhão de Infantaria Motorizada (71º BI Mtz), em Garanhuns-PE.

O Comando do  71º BI Mtz, o Comandante da Companhia de Comando e Apoio,  e o Adjunto de Comando do 71º BI Mtz estão dando, desde o início da situação, todo o apoio emocional e administrativo necessário aos familiares do nosso Sargento Robislan.

Profundamente consternados, os integrantes da 71º BI Mtz, se solidarizam com os familiares e amigos do Sgt Robislan.

Rogamos que o Sgt Robislan descanse em Paz ao lado do nosso bom Deus e que este, com toda a sua bondade e misericórdia, dê forças aos familiares, amigos e “Irmãos de Arma” neste momento.


O velório e o sepultamento serão realizados no dia 28 de fevereiro (domingo)


Via VeC Garanhuns

Gravatá: nove médicos alegam sobrecarga ao se demitir


Por Igor da Nóbrega, do Correio Notícias

A reestruturação no Hospital Municipal de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, que recebe aproximadamente 200 pessoas por dia, levou nove médicos a pedirem demissão em apenas dois meses. Os plantonistas falam em sobrecarga de trabalho e estresse provocado pela diminuição de um médico do local.

O Correio Notícias já havia divulgado uma matéria sobre a saída de Dr. Carlos Fraga, que atuou no Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade por quatro anos. Entramos em contato com ele, que demonstrou indignação com o anúncio feito pela Secretaria Municipal de Saúde sobre a retirada de um plantonista e incluir outro médico para tratar de casos ambulatoriais.

“Eu nunca ouvi falar, em canto algum, de colocar um ambulatório dentro de uma urgência, ou seja, querem disponibilizar um médico para atender os pacientes com casos de menor complexidade, durante 12 horas diárias. Isso não existe. Pegando o gancho do secretário de saúde, que disse que 85% dos casos são ambulatoriais, enquanto 15% é de urgência e emergência, quer dizer que apenas um médico vai dar conta de atender 85% dos pacientes, enquanto outros três vão atender apenas 15%? São coisas que não fazem sentido”, disse.

Dr. Carlos faz uma observação quanto aos atendimentos realizados em hospitais do interior, que ele intitula de "amburgências", uma mistura de ambulatórios com emergências. “O hospital de Gravatá recebe cerca de 200 pessoas diariamente, com casos de muita complexidade, então, muitas vezes, os pacientes necessitam de retorno ao consultório, pois realizaram um raio-x, um hemograma ou outro exame. Com isso, esse número passa a ser de 300 ou 350. Existem as voltas dos pacientes e os encaminhamentos, fora que, em alguns dias, um médico se ausenta do plantão”, explicou.

Por fim, o plantonista deixa uma mensagem. “Eu desejo boa sorte à população de Gravatá, com esse plantão de três médicos. Diga-se de passagem, que toda a classe médica do interior ficou estarrecida com esta iniciativa. Hoje a Secretaria de Saúde está tendo dificuldades para manter a escala, pois ninguém tá querendo ficar lá”, concluiu Dr. Carlos.

Nossa redação também entrou em contato com Dr. Rodrigo Lira, outro médico a pedir demissão. O clínico geral relata os motivos que o fizeram sair: “A redução de quatro para três médicos nos plantões semanais e nos fins de semana gerou um desconforto em todos os profissionais e na própria administração do Hospital de Gravatá – porteiros, técnicos enfermeiros, recepcionistas, etc. Todo mundo que sabe como funciona o sistema do hospital, sabe o quanto é difícil não ter médicos suficientes no plantão. Por outro lado, destaco a redução salarial que ocorreu no quadro da semana – uma gratificação para igualar com os salários dos médicos dos fins de semana -, e a retirada do recebimento do quinto plantão, que é o trabalho dos médicos por contrato – o médico recebe um valor ‘x’ por mês, e não pelo número de plantões. Consequentemente, em alguns meses, alguém ia trabalhar cinco plantões, mas só receberia pelo valor de quatro.”

O novo modelo proposto pela atual gestão ainda tentou ser negociado pelos plantonistas, conforme relata Dr. Rodrigo. “Tivemos alguns encontros com a Secretaria de Saúde. O primeiro ficou caracterizado por um critério de ‘imposição’ sobre esta reestruturação. Tentamos uma nova conversa, mas novamente sem sucesso. Baseado nas mesmas imposições, eu vi que não tinha jeito e pedi demissão. Eu não vou perder minha sanidade mental e não vou atender paciente de lugar nenhum sem conseguir racionar direito por conta de estresse físico e mental. Não estou falando do registro médico, mas da vida de paciente que vai ser colocada em risco. Isso é meu ponto de vista. Quem me conhece, sabe o quanto eu amo a cidade e o quanto eu me dediquei à população”, pontuou.

Dentro do Agreste pernambucano, o plantão de Gravatá é tido como um dos mais difíceis, considerado bastante cansativo e “duro” para médicos, enfermeiros e profissionais de saúde em geral. Além de Dr. Carlos e Dr. Rodrigo, os outros médicos que pediram demissão são Germana, Julhio, David, Carlos, Liara, Fred e Breno.

Segundo informações repassadas ao nosso site, os plantonistas Wanderla e Bruno também devem sair daqui para este sábado (27). O Correio Notícias já havia conversado com o atual secretário de Saúde, José Edson de Souza, sobre o pedido de demissão de Dr. Carlos Fraga