domingo, 14 de março de 2021

PE: entidades médicas falam em inércia paralisante do governo e pedem ação contra a Covid-19


Neste sábado (13), o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Associação Médica de Pernambuco (AMPE) e a Academia Pernambucana de Medicina (APM) divulgaram uma nota de repúdio ao negacionismo em relação à pandemia da Covid-19 e reforçando a necessidade da adoção de medidas efetivas para o enfrentamento do problema, ao qual classificaram como "uma crise nunca vista na história recente da humidade”. 

Os órgãos lamentaram ainda a falta de uma coordenação nacional responsável. Disseram também não admitir a falta de leitos, insumos e equipamentos. "É hora de um esforço conjunto de todos, indistintamente”, diz o documento. 

"Em nossa realidade, encontramos unidades municipais e estaduais em situações caóticas; o sentimento dos profissionais de saúde é de desalento e a sensação física, é a de exaustão. Os médicos se sentem impotentes em não conseguir socorrer, de forma adequada, os pacientes, vítimas da Covid-19”, continua.

O documento fala também em "um cenário politizado e a falta de medidas eficazes para conter a propagação do vírus” e pede vacinação urgente. 

Os órgãos frisaram ainda que é importante o reforço nas campanhas educativas, mas que só isso não é suficiente. E elencaram medidas necessárias, como "ampliação da frota de transporte público, horários alternados de funcionamento das atividades produtivas afim de diminuir a circulação de indivíduos no mesmo momento; distanciamento social em ambientes públicos de saúde, estações de metrô, terminais rodoviários, salas de espera; linhas de crédito voltados à garantia do emprego, auxílio para subsistência dos vulneráveis, amplas medidas restritivas coordenadas em todos os estados da federação, entre outras”, exibe a nota, que finaliza com um chamado. "É tempo do governo, sair da inércia paralisante e adotar medidas que efetivamente, visem a preservação da vida!”

Pernambuco vive um cenário de aceleração exponencial de casos da Covid-19, com ocupação elevada nos leitos destinados ao tratamento de pacientes com suspeita ou confirmação da doença. 

Um decreto estadual foi imposto no final de fevereiro, com a proibição do funcionamento de serviços não essenciais aos finais de semana e entre às 20h e 5h nos dias úteis. 

Também prevê o fechamento de parques e a proibição de comércio e atividades de lazer na praia, bem como o banho de mar, o que não vem sendo respeitado pela população. 

Esse decreto se encerra na próxima quarta-feira (17), e o governador Paulo Câmara já sinalizou que pode haver prorrogação ou até medidas mais restritivas, a depender do curso da pandemia. Só na última semana, o número de notificações de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, passou de mil.  (Via: Portal Folha PE)

Bolsonaro deverá se reunir com Ludhimila Hajjar, médica cotada para assumir o Ministério da Saúde


A cardiologista Ludhimila Hajjar, do Incor e da rede de hospitais Vila Nova Star, cotada para assumir o ministério da Saúde no lugar de Pazuello, deve ser reunir com o presidente Bolsonaro nos próximos dias. HAjjar, que é cardiologista do Incor e da rede de hospitais Vila Nova Star, já desembarcou em Brasília para conversar com o presidente sobre a possibilidade de assumir o Ministério.

O ministro já teria pedido demissão, segundo o jornal O Globo. Outros nomes estão no páreo, como o do cardiologista Marcelo Queiroga, que também foi chamado para conversar.

Ludhmila é cardiologista e se especializou no tratamento da Covid-19. Em Brasília, ela estreitou relacionamento com dezenas de autoridades. A cardiologista tratou, por exemplo, do próprio Pazuello, quando ele foi infectado pelo novo coronavírus. Ela atendeu também o ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o ministro Dias Toffoli quando presidia o Supremo, e também os ex-presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre

Pazuello pede pra sair do Ministério

Mais um ministro da Saúde dança: Pazuello 
O presidente Jair Bolsonaro deve trocar nos próximos dias o comando do Ministério da Saúde, hoje a cargo do general Eduardo Pazuello, segundo fontes do Planalto. De acordo com esses interlocutores do presidente, o atual ministro comunicou a Bolsonaro estar com problemas de saúde e que, por isso, precisará de mais tempo para se a reabilitar. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

O pedido de afastamento coincide com o auge da pressão de deputados do Centrão, que pleiteiam mudança no comando da pasta sob pretexto de má gestão durante a pandemia.

Pessoas próximas ao presidente já entraram em contato com dois médicos cardiologistas cotados para substituir Pazuello: Ludhmilla Abrahão Hajjar, professora associada da USP, e Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O primeiro nome, como divulgou o blog de Andreia Sadi, é o preferido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e de deputados do Centrão.

Um integrante do núcleo de Bolsonaro ouvido pelo Globo alega que a mudança não ocorrerá por pressão de parlamentares, mas, segundo ele, por motivos de saúde de Pazuello. Para sustentar seu argumento, essa fonte diz que, se fosse para ceder ao Centrão, o escolhido seria o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), que teria sido o primeiro nome indicado pelo bloco.

Além de criticarem a gestão de Pazuello, principalmente por conta do atraso no cronograma de vacinação, deputados do Centrão disseram em caráter reservado ao Globo que, com a volta de Lula ao cenário eleitoral, o bloco, hoje na base de Bolsonaro, ganha mais força para pleitear espaço na administração pública.

Sem citar especificamente o Ministério da Saúde, esses parlamentares lembraram que o grupo integrou o governo do petista e, em 2022, servirá como fiel da balança na composição de forças políticas entre o atual presidente e o ex.

No sábado, a troca no comando da pasta foi tratada em conversa de Bolsonaro com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL). No final do dia, Bolsonaro se reuniu com os ministros Eduardo Pazuello, Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Fernando Azevedo (Defesa) no hotel de Trânsito do Exército, onde mora Pazuello.

Partidos do Centrão têm pressionado para a troca do ministro sob argumento de que a imagem de Pazuello está desgastada por conta das ações de combate à pandemia. Alegam ainda que o ministro apresentou números divergentes sobre a vacinação da população.

O ministro declarou formalmente ao Congresso que pretende distribuir 38 milhões de doses em março. Em solenidade na quarta-feira no Palácio do Planalto, Pazuello admitiu que o número pode ser menor. "Estamos garantindo para março entre 22 e 25 milhões de doses, podendo chegar a até 38 milhões de doses", disse.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Fiocruz: país nunca teve redução significativa na transmissão de Covid


O Brasil registra 10,3% de todas as mortes por Covid-19 no mundo

Hospital com tratamento para a Covid-19 no Brasil
Hospital com tratamento para a Covid-19 no Brasil - André Coelho/AFP
Com menos de 3% da população mundial, o Brasil registra 10,3% de todas as mortes por Covid-19 no mundo. O dado faz parte do Boletim do Observatório Covid-19, divulgado nesta quinta-feira (11), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“O mundo acumula um total de 117.573.007 de casos confirmados e 2.610.925 de óbitos registrados por Covid-19. O Brasil se encontra entre os países com piores indicadores, totalizando 11.122.429 casos e 268.370 óbitos, o que corresponde a 9,5% e 10,3% do total global respectivamente, ainda que sua população corresponda a menos de 3% da população mundial”, alertaram os cientistas da Fiocruz.

Os pesquisadores observaram que o Brasil enfrenta o pior cenário desde o início da pandemia, sendo que o país nunca alcançou uma redução significativa de sua curva de transmissão. Segundo eles, os recordes de novos casos e óbitos vêm sendo superados diariamente, acompanhados por uma situação de colapso dos sistemas de saúde em grande parte dos estados e municípios.
 

Conforme dados do sistema InfoGripe, apresentados no boletim, os níveis de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) encontram-se em níveis muito altos em todas as unidades da Federação, com uma tendência de aumento em todos os estados das regiões Sul e Sudeste. Entre os registros com resultado positivo para os vírus respiratórios, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos são em decorrência do novo coronavírus, de acordo com os cientistas.

UTIs
De acordo com a Fiocruz, as taxas de ocupação de UTIs Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) se mantêm muito críticas. As taxas obtidas em 8 de março de 2021 mostram evolução do indicador desde 17 de julho de 2020, apontando uma tendência de piora tanto nos estados e no Distrito Federal, como nas capitais. Na última semana, somente o Pará apresentou melhora para saída da zona de alerta crítico e retorno à zona de alerta intermediário.

Dezessete estados e o Distrito Federal mantiveram taxas iguais ou superiores a 80% de ocupação, e mais dois estados somaram-se a eles, resultando em um total de 20 unidades federativas na zona de alerta crítico, das quais 13 com taxas superiores a 90% dos leitos ocupados.

Os pesquisadores defendem como principal medida de controle e redução da transmissão e do número de casos por covid-19, assim como para a diminuição do contínuo crescimento de óbitos diários, a adoção de medidas de supressão ou bloqueio, com incorporação de medidas mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais. Soma-se a estas medidas o uso de máscaras em larga escala social.

Mulheres
Dados disponibilizados pelo Conselho Federal de Enfermagem mostram que, até o dia 9 de março de 2021, foram registrados 49.117 casos de Covid-19 em profissionais de enfermagem, sendo 85,25% em mulheres, e 648 óbitos, sendo 66,98% de mulheres

quinta-feira, 11 de março de 2021

Mandetta diz que Bolsonaro e família têm obsessão por 'região anal'

 
 (Foto: Sérgio Lima/Poder360)
Foto: Sérgio Lima/Poder360
Ao comentar a notícia de que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) mandou a população brasileira enfiar as máscaras de proteção contra a Covid-19 "no rabo", o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos têm uma obsessão por "essa parte da anatomia".

"Isso aí é o álibi que muita gente quer para terceirizar sua responsabilidade. O presidente, o filho têm um certo tropismo por essa região anal", declarou o ex-ministro em entrevista à GloboNews.

Segundo Mandetta, Bolsonaro e sua família agem como verdadeiros negacionistas. "Essas pessoas quando o fato chegam dizem: eu nunca fui contra a vacina/máscara%u2026 é capaz deles condecorarem algum cientista para rever a sua narrativa. Isso serve para justificar o injustificável", afirma o ministro.

O ex-ministro comentou fez críticas à comitiva enviada para Israel. Em imagens no Brasil, os ministros e acompanhantes não usavam máscaras. Já em Israel todos estavam com o equipamento de segurança.

"Não adianta não saber usar a máscara, deixar o nariz aparecendo ... quem deixa o nariz para fora também deixa outras regiões do corpo de fora%u201D, disse. %u201CIsso só alimenta o negacionismo", afirmou Mandetta.

Covid mata mais 2233 pessoas no Brasil

*CORONAVÍRUS 🦠 Mais 2.233 mortes por covid-19 no Brasil; total chega a 272.889*

Casos confirmados da doença são mais de 75 mil nesta quinta-feira (11/03). Total de infectados passa de 11,2 milhões.

Morre irmão de Roberto Carlos


Faleceu, no início da tarde de hoje, um dos irmãos do cantor Roberto Carlos, Lauro Braga. A informação foi confirmada ao UOL pela assessoria do artista.

Lauro – que recebeu o nome de sua mãe, Lady Laura – tinha 89 anos e morreu em um hospital da Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele estava internado há quatro meses, depois de ter meningite e sofrer um AVC

Policiais chamam Bolsonaro de traidor e ameaçam protestos pelo país


Os policiais são proibidos de fazer greve, por isso, dizem eles, o plano é realizar paralisações ao longo do dia

Delegados, peritos, agentes da Polícia Federal, policiais rodoviários federais e outras 20 carreiras da segurança pública ameaçam realizar protestos em cidades de todo país na quarta-feira (10).

Integrantes da UPB (União dos Policiais do Brasil), os servidores se dizem traídos pelo presidente Jair Bolsonaro, que teria prometido apoio aos pedidos das categorias para serem poupados de congelamentos na PEC Emergencial.

Os policiais são proibidos de fazer greve, por isso, dizem eles, o plano é realizar paralisações ao longo do dia.

O texto da PEC enviado à Câmara pelo Senado teve apoio do Palácio do Planalto, inclusive, com o voto do senador Flávio Bolsonaro contra a exclusão dos policiais da PEC

Se aprovado, o texto estipula um gatilho para congelamento de salário e proibição de progressão na carreira e novas contratações sempre que houver decretação de estado de calamidade ou quando a relação entre despesas correntes e receitas correntes alcançar 95%

"É um movimento de traição, são montadas estratégias, deixando o Congresso ser culpado. Com Rodrigo Maia era mais fácil. Agora, no Senado, o governo votou contra a emenda defendida pelos policiais. É uma estratégia de fazer um discurso público e nos bastidores fazer outra coisa", diz Luis Antônio Boudens, presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais).

Tanto Boudens como o presidente da FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais), Dovercino Borges Neto, classificam a postura de Bolsonaro nos últimos dias, quando sinalizou apoio aos policiais, como "jogar pra galera".

Para o líder dos policiais rodoviários, as categorias estão muito chateadas e o encaminhamento para os protestos e paralisação tem como objetivo ser um "ato simbólico de que a segurança pública desembarcou no governo Bolsonaro".

Representante dos peritos federais, o presidente da APCF, Marcos Camargo, afirma que os protestos são para chamar a atenção para o que eles consideram "equívocos e absurdos" da PEC.

"É a terceira traição (do governo de Jair Bolsonaro), a primeira foi na reforma da previdência, a segunda na votação da lei complementar 173, que também já trouxe vedações, e a terceira agora. E essa é muito grave", diz ele.

Edvandir Paiva, presidente da ADPF, que representa os delegados da PF, afirma que o apoio do governo e de alguns parlamentares à versão atual da PEC não é compatível com o discurso que elegeu o presidente.

"Estamos trabalhando, fazendo operação, evitando desvio de recurso do combate à pandemia. Ai, de repente, coloca na Constituição um congelamento salarial por tanto tempo, a gente entende que é desproporcional", diz Paiva.