quarta-feira, 24 de março de 2021

Anvisa inclui sono e diarreia como reações adversas na bula da vacina da Oxford/AstraZeneca


Duas reações adversas foram incluídas na bula da vacina contra a covid-19 Oxford/Astrazeneca/Fiocruz. A primeira é uma reação que pode ser comum, a diarreia. A segunda reação, considerada uma reação incomum após a administração da vacina, é a sonolência. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a agência, as alterações na bula foram realizadas no dia 16 de março, após análise da área de farmacovigilância.

Mudança

A inclusão das duas reações identificadas nos estudos clínicos e em bulas do produto em outros países foi solicitada pela Anvisa, por ocasião da análise do Plano de Gerenciamento de Riscos, durante a etapa de registro da vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz.

“O plano de gerenciamento de riscos é uma das etapas para o registro dos medicamentos e vacinas no Brasil. Nenhum produto é isento de riscos e por isso devem ser monitorados. Ele é registrado quando os benefícios superam os riscos, mas essa relação deve ser constantemente avaliada”, explicou a Anvisa em nota.

Uma vez no mercado é iniciada a etapa de monitoramento dos riscos das vacinas ou farmacovigilância. Nessa etapa são avaliadas informações de notificações e da análise de causalidade dos casos suspeitos relatados, sumários executivos de eventos adversos, relatórios periódicos de análise de benefício-risco e de gerenciamento de sinais de segurança. Também são feitas consultas a especialistas, além do constante intercâmbio de informações com autoridades regulatórias de outros países e com a Organização Mundial da Saúde (OMS). (Via: Agência Brasil)

terça-feira, 23 de março de 2021

Novo recorde de mortes por Covid no Brasil

*CORONAVÍRUS 🦠 Brasil tem novo recorde e confirma mais 3.251 mortes por covid-19; total se aproxima de 300 mil*

Casos confirmados da doença passam de 12,1 milhões.

Situação da Covid-19 no Estado de Pernambuco permanece crítica, afirma cientista


O epidemiologista alertou para o alto risco de contágio em cidades como Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Riacho das Almas.

NE10 INTERIOR
  • Por Berg Santos
O epidemiologista Jones Albuquerque participou de entrevista na Rádio Jornal Caruaru
O epidemiologista Jones Albuquerque participou de entrevista na Rádio Jornal Caruaru (Reprodução/Rádio Jornal Caruaru)

A situação dos casos de Covid-19 continua muito crítica em todo o Estado de Pernambuco. É o que relata o cientista e epidemiologista Jones Albuquerque, durante entrevista no programa Além da Notícia, da Rádio Jornal Caruaru. O estado está todo vermelho a tem até partes escuras por conta da grave situação, que em alguns locais está fugindo do controle.

Jones explica que as medidas restritivas impostas pelo Governo do Estado não vão adiantar muita coisa. Na visão do cientista, existe muita fragilidade no decreto e os números mostram que não houve recuo nos casos da doença em Pernambuco. Algumas cidades do agreste preocupam pela velocidade de contaminação e de busca por leitos de UTIs.

Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Riacho das Almas estão em alto risco e o contágio da doença permanece muito forte nessas cidades. “O vírus todo está todo espalhado e de novo a gravidade seguindo a BR-232 por que é a grande circulação de pessoas, é o fato, e o vírus segue como hospedeiro”, explicou Jones.

Para o cientista, a vacinação em massa seria a solução, mas, é algo que dificilmente ocorrerá por conta da demanda mundial em busca dos imunizantes. “A gente perdeu o “time” […] e vacinamos cerca de 5% da população, o que é muito pouco para um país com mais 209 milhões de habitantes”, afirmou.

Confira a entrevista completa:

STF declara Moro parcial


Em uma das maiores derrotas da história da Lava Jato, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (23) que o ex-juiz federal Sérgio Moro foi parcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação do triplex do Guarujá. O placar sofreu uma reviravolta com a mudança na posição da ministra Cármen Lúcia, que alterou o voto proferido em dezembro de 2018. Com o entendimento da Segunda Turma, o caso agora terá de voltar à estaca zero.

“Neste caso o que se discute basicamente é algo que para mim é basilar: todo mundo tem o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal e à imparcialidade do julgador”, disse Cármen Lúcia, ao iniciar a leitura do voto. A ministra buscou restringir o entendimento à questão específica de Lula na ação do triplex, tentando delimitar os efeitos do julgamento. Um dos temores de investigadores é que a declaração da suspeição de Moro provoque um efeito cascata, contaminando outros processos da operação que também contaram com a atuação do ex-juiz.


“Tenho para mim que estamos julgando um habeas corpus de um paciente que comprovou haver estar numa situação específica. Não acho que o procedimento se estenda a quem quer que seja, que a imparcialidade se estenda a quem quer que seja ou atinja outros procedimentos. Porque aqui estou tomando em consideração algo que foi comprovado pelo impetrante relativo a este paciente, nesta condição. Essa peculiar e exclusiva situação do paciente neste habeas corpus faz com que eu me atenha a este julgamento, a esta singular condição demonstrada relativamente ao comportamento do juiz processante em relação a este paciente”, acrescentou Cármen.

O entendimento da Segunda Turma do STF marca um dos maiores reveses da história da Lava Jato no STF, que já derrubou as conduções coercitivas e a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, dois dos principais pilares da operação.

Em seu novo voto, Cármen Lúcia criticou a “espetacularização” da condução coercitiva de Lula, determinada por Moro em março de 2016; a quebra do sigilo telefônico de advogados que atuaram na defesa do petista; a divulgação de áudio entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff envolvendo a nomeação do petista para a Casa Civil; e o levantamento do sigilo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci durante a campanha eleitoral de 2018. Para a ministra, esses episódios “maculam” a atuação do ex-juiz federal da Lava Jato.

“Não estou emitindo juízo no voto sobre o combate a corrupção, que não pode de jeito nenhum parar”, frisou Cármen Lúcia.

Cármen se alinhou aos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que votaram no início deste mês para acolher o pedido da defesa de Lula e declarar Moro parcial. A ministra, no entanto, abriu uma divergência pontual dos colegas, ao entender que Moro não deve ser condenado a pagar as custas processuais do caso.

A atuação de Moro em outra ação penal que levou à condenação de Lula na Lava Jato (a do sítio de Atibaia) foi menor: coube ao ex-juiz da Lava Jato aceitar a denúncia e colocar o ex-presidente no banco dos réus mais uma vez. A condenação, no entanto, foi assinada pela juíza Gabriela Hardt, depois que o ex-juiz já tinha abandonado a magistratura para assumir o cargo de ministro da Justiça do governo Bolsonaro. 

A defesa de Lula deverá pedir a extensão para o processo do sítio de Atibaia, mas a Segunda Turma do STF ainda deverá debater o caso.

Indicado ao STF pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro Kassio Nunes Marques pediu vista (mais tempo para análise) no início do mês, suspendendo a discussão sobre a atuação de Moro ao condenar Lula a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação do triplex. Nesta tarde, Nunes Marques surpreendeu ao votar contra o habeas corpus do petista.

Em seu voto, Marques afirmou que o habeas corpus não é o meio processual adequado para alegar a suspeição de um magistrado. Kassio também contestou o uso de mensagens privadas obtidas por hackers e atribuídas ao ex-juiz federal da Lava Jato e a integrantes da força-tarefa em Curitiba para reforçar as acusações contra Moro. Para o ministro, o teor das mensagens não pode ser usado para reforçar a suspeição de Moro. Esses dois pontos foram rechaçados por Gilmar Mendes após a leitura do voto do colega.

“Se o hackeamento fosse tolerado como meio para obtenção de provas, ainda para defender-se, ninguém mais estaria seguro de sua intimidade, de seus bens e de sua liberdade, tudo seria permitido. São arquivos obtidos por hackers, mediante a violação dos sigilos ilícitos de dezenas de pessoas. Tenho que são absolutamente inaceitáveis tais provas. Entender-se de forma diversas, que resultados de tais crimes seriam utilizáveis, seria uma forma transversa de legalizar a atividade hacker no Brasil”, afirmou Kassio.

OUTRA DECISÃO 

No início do mês, o ministro Edson Fachin anulou as condenações impostas pela Lava Jato contra Lula e determinou o envio de quatro ações – inclusive a do triplex de Guarujá – à Justiça Federal do DF. O plenário do Supremo deve decidir até o início de abril se mantém ou não a decisão do ministro. Na prática, com a declaração da suspeição, o novo juiz que assumir os casos de Lula não poderá aproveitar as decisões tomadas por Moro, o que deve atrasar o andamento dos trabalhos.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Homens com metralhadora roubam vacinas contra covid de posto de saúde no RN


Bandidos armados com metralhadoras invadiram a UBS (Unidade Básica de Saúde) da vila de Ponta Negra, localizada na zona sul de Natal (RN), e roubaram entre 20 e 40 doses da vacina contra a covid-19. A ação criminosa ocorreu por volta das 11h da manhã de hoje (22), e um servidor do local chegou a ser agredido pelos criminosos e teve o celular roubado. No início da tarde, dois homens foram presos. 

Ainda de acordo com o UOL, a Sesed (Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social) informou que os criminosos estavam rondando a unidade de saúde no início da manhã e a direção chamou a Guarda Municipal. Mas, depois a equipe precisou sair para atender outra ocorrência, o grupo se aproveitou e invadiu o local. Pelo menos quatro homens participaram da ação, sendo dois que invadiram o local e dois ficaram no lado de fora dando cobertura ao assalto

Recife anuncia vacinação contra Covid-19 para pessoas a partir de 64 anos


A vacinação contra a Covid-19 no Recife, capital pernambucana, passa a atender pessoas a partir de 64 anos. O anúncio foi feito pelo prefeito João Campos, no fim da tarde desta segunda-feira (22). 


O agendamento da imunização, realizado através do app Conecta Recife ou no site Minha Vacina, poderá ser feito a partir das 19h desta segunda-feira. A vacinação será iniciada já na terça-feira (23). 

"Com o recebimento de novas remessas de vacinas, nós anunciamos hoje a abertura para um novo grupo. As pessoas com 64 anos ou mais poderão se agendar e a partir de amanhã já poderão ser vacinadas. O agendamento começa hoje (segunda), às 19h, no Conecta Recife. Todas as pessoas entre 64 e 68 anos de idade poderão fazer o agendamento a partir das 19h de hoje e a partir de amanhã de manhã já podem se vacinar em qualquer um dos centros de vacinação da nossa cidade", explicou o prefeito. 

Até o momento, o Recife já distribuiu 206.609 doses da vacina, o que representa 156.805 pessoas vacinadas, sendo que 49.804 delas já receberam a segunda dose e concluíram o esquema vacinal.

Como agendar
O agendamento para a imunização deste grupo prioritário pode ser feito no aplicativo Conecta Recife e site Minha Vacina.

Para agendar a ida ao posto de vacinação para receber a dose, é preciso marcar dia, horário e local no site Minha Vacina ou no aplicativo Conecta Recife, disponível nas lojas de aplicativos para smartphones. 

No site ou no app, o cidadão precisa marcar primeiramente o seu grupo prioritário.

Em seguida, é necessário anexar comprovante de residência e documento de identificação. Ainda há um formulário para preenchimento de dados como nome completo, CPF, telefone, data de nascimento e endereço. No ato da vacina, é preciso apresentar o comprovante de residência e também o documento de identificação.

Confira os locais para vacinação:

Salas de vacinação:

Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos
Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro
Upinha Dr. Hélio Mendonça, no Córrego do Jenipapo
Unidade de Cuidados Integrais (UCIS) Guilherme Abath, no Hipódromo
Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro
Ginásio Geraldão, na Imbiribeira
Centro de Saúde Sebastião Ivo Rabelo, no Ibura.

Drive-thrus:

Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Tamarineira
Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro 
Fórum Ministro Artur Marinho - Justiça Federal de Pernambuco (Avenida Recife), no Jiquiá
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos
Juizados Especiais do Recife, na Imbiribeira
Parque da Macaxeira, na Macaxeira
Geraldão, na Imbiribeira; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária
Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Bairro do Recife.

Ao todo, são 16 pontos de vacinação, entre salas e drive-thrus, todos funcionando das 7h30 às 18h30, de domingo a domingo.

Covid-19: Mais de 2 mil empresas fecharam as portas em Pernambuco, durante pandemia


Com o futuro incerto, empresários e funcionários se sentem sem saída

  

Medidas restritivas contra a covid-19 fecha serviços não essenciais por todo o Brasil
Suzyanne Freitas

pandemia do novo coronavírus (covid-19) afetou bastante a economia de Pernambuco. Ao todo, mais de 2 mil empresas fecharam as portas, deixando milhares de desempregados no Estado. Com o futuro incerto, empresários e funcionários se sentem sem saída.

É o caso do desempregado Cristiano Mendes. Ele conta que ser garçom sempre foi motivo de muita alegria. Porém, o tempo da felicidade e realização ficou para trás. Com a pandemia, o movimento no restaurante onde trabalhava há 8 meses foi diminuindo até não ter mais condições de manter Cristiano na equipe. Ele foi demitido e diz que não sabe como vai ser o futuro.

"O que eu fazia de melhor, não posso fazer, tenho que ficar parado. É ruim demais. Um dia só estou agoniado e daqui para frente, o que vai ser?!", questionou Cristiano.

Além de Cristiano, quem também que está tendo de conviver com uma vida de incertezas é a comerciante Ivanize Ferrari. Ela herdou do pai um fiteiro que funcionava nos arredores no Mercado de São José. Há 20 anos, era do fiteiro que a comerciante tirava a renda para sobreviver. Por causa da pandemia, a prefeitura retirou o estabelecimento do lugar e não deu prazo para reativar o comércio dela. Sem contar com o apoio do governo e sem poder trabalhar, Ivanize não consegue mais se sustentar por conta própria.

"Estou vivendo de ajuda de familiares porque eu não estou tendo condições de trabalhar. Porque o que eu sei fazer é vender e eu não posso sair para vender", relatou Ivanize.

A crise causada pelo novo coronavírus também atingiu a motorista de transporte escolar, Daniela Almeida. Sem as aulas presenciais, o serviço teve de ser paralisado. "Afetou de um jeito que eu tive que vender um dos carros para, literalmente, comer. Conta, a gente paga uma hoje, aquela mesma conta só paga a dois meses e vai", comentou Daniela.

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Dados

O estrago causado pela pandemia transformou avenidas e ruas como a da Concórdia, no Centro do Recife, onde passam normalmente milhares de pessoas, em locais completamente vazios. Sem pessoas circulando pela cidade, o impacto nas vendas tem sido devastador para as empresas.

Dados da Federação do Comércio de Pernambuco indicam que pelo menos 2.270 estabelecimentos não resistiram a crise sanitária e tiveram de fechar as portas. Cada loja que fecha representa a interrupção da cadeia produtiva com menos postos de trabalho e o aumento da pobreza na população pernambucana.

Fechamento

Lojas, shoppings, bares e etc, tudo que não era essencial precisou fechar para diminuir a circulação de pessoas no Estado. O Restaurante da Venezuelana Mari Flores, no bairro do Espinheiro, Zona Norte, também não resistiu a mais um período de quarentena rígida. A empresária Mari Flores teve de encerrar as atividades e agora não sabe o que irá fazer para sustentar a família. 

Cenário

Com a curva da doença em alta e o sistema de saúde a beira do colapso, o cenário ainda é incerto para Cristiano, Daniela, Ivanize e outros milhares de pernambucanos afetados pela pandemia

Bolsonaro estuda criar ministério para abrigar Pazuello


Ideia seria estabelecer o Ministério Extraordinário da Amazônia e indicar o general como titular da pasta

Igor Gadelha e Pedro Teixeira, da CNN, em Brasília

Segundo apurou a CNN com fontes do Palácio do Planalto e do Ministério da Saúde, a ideia seria criar o Ministério Extraordinário da Amazônia e indicar Pazuello como o titular da pasta.

Além de manter Pazuello no governo, o cargo manteria o foro privilegiado do militar no Supremo Tribunal Federal, onde ele responde a inquérito sobre sua atuação na pandemia.

A ligação de Pazuello com a região seria umas das justificativas para a indicação. Em 2020, o general assumiu o comando da 12ª Região Militar da Amazônia, o qual teve de deixar para assumir o Ministério da Saúde.

Além de manter Pazuello no primeiro escalão do governo, a nova pasta esvaziaria o Conselho da Amazônia. O colegiado é comandado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que se distanciou de Bolsonaro.

Em fevereiro, o presidente admitiu que estudava a possibilidade de criar o Ministério Extraordinário da Amazônia. Segundo ele, a aprovação da autonomia do Banco Central abriria uma vaga na Esplanada.

Resistência

A criação do ministério, porém, enfrenta resistências de outros auxiliares de Bolsonaro. A avaliação é de que criar uma nova pasta neste momento passaria um sinal ruim ao eleitorado.

Além do novo ministério, o presidente avalia outros dois cargos para manter Pazuello no governo: o de assessor especial da Presidência ou o de secretário de Assuntos Estratégicos do Planalto