quarta-feira, 24 de março de 2021

Brasil ultrapassa os 300 mil mortos, e vira cemitério do mundo

*CORONAVÍRUS 🦠 BRASIL PASSA DE 300 MIL MORTES POR COVID-19 EM MEIO AO PIOR MOMENTO DA PANDEMIA NO PAÍS*

O Brasil confirmou, nesta quarta-feira (24), mais 2.009 mortes por covid-19. O total chegou a 300.685.

O número de mortes pouco acima de 2 mil registrado hoje pode ter relação com o troca-troca de regras para notificação das mortes na plataforma do Ministério da Saúde (MS). Segundo os secretários estaduais de saúde, o MS prometeu recuar.

O Ceará não atualizou os dados nesta quarta e alegou problemas técnicos.

Os casos confirmados da doença passam de 12,2 milhões, com quase 90 mil registrados nesta quarta.

Empresários tomam a vacina as escondidas

EMPRESÁRIOS TOMAM VACINA ÀS ESCONDIDAS

Grupo do setor de transporte importou o imunizante da Pfizer e, violando a lei, não fez a doação para o SUS e vacinou familiares a 600 reais pelas duas doses

THAIS BILENKY
Folha de São Paulo
Clesio Andrade sobre a vacina comprada por empresários: “Fui convidado, foi gratuito para mim” –
Clesio Andrade sobre a vacina comprada por empresários: “Fui convidado, foi gratuito para mim” – FOTO: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO

Um grupo de políticos e empresários, a maioria ligada ao setor de transporte de Minas Gerais, e seus familiares, tomou na terça-feira, dia 23, a primeira das duas doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19, em Belo Horizonte, que eles compraram por iniciativa própria, sem repassar ao SUS (Sistema Único de Saúde). A segunda dose está prevista para ser aplicada nas cerca de cinquenta pessoas daqui a trinta dias. As duas doses custaram a cada pessoa 600 reais.

O ex-senador Clésio Andrade, ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), foi um dos agraciados. “Estou com 69 anos, minha vacinação [pelo SUS] seria na semana que vem, eu nem precisava, mas tomei. Fui convidado, foi gratuito para mim”, disse ele à piauí.

O Congresso aprovou há cerca de vinte dias uma lei que autoriza a compra de vacinas pela iniciativa privada, mas a obriga a doar ao SUS todas as doses até que os grupos de risco – 77,2 milhões de pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde – tenham sido plenamente imunizados em todo o país. O Brasil vacinou menos de 15 milhões de pessoas até agora. Mesmo depois da imunização dos grupos prioritários, as vacinas compradas pela iniciativa privada devem ser divididas meio a meio com o SUS, numa operação fiscalizada pelo ministério. A pasta foi procurada, mas ainda não respondeu ao questionamento da reportagem.

O projeto é de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), cuja família é do ramo dos transportes em Minas Gerais. Procurado pela reportagem, ele respondeu: “Desconheço completamente esse assunto.” O projeto teve tramitação a jato no Congresso e, em uma semana, foi aprovado nas duas Casas. Dias depois, o presidente Jair Bolsonaro o sancionou.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a família de Pacheco administra duas companhias do ramo, a Viação Real e a Santa Rita, e tanto na Câmara, quando era deputado, quanto no Senado, atuou para defender o setor de transportes. O senador é autor da indicação do presidente da ANTT, agência reguladora do setor de transportes, mas o nome ainda não foi aprovado.

O deputado estadual de Minas Alencar da Silveira (PDT) também foi vacinado, segundo relatos de pessoas presentes. Silveira contou que já tinha tido Covid, mas foi se vacinar com autorização de seu médico. À piauí, ele disse que já tinha sido infectado pelo novo coronavírus e negou que tivesse participado da imunização paralela. “Não estou sabendo, não. Até gostaria, mas estou com coronavírus, nem posso”, afirmou.  

De acordo com relatos, o grupo foi vacinado por uma enfermeira que atrasou porque estava imunizando outro grupo na Belgo Mineira, mineradora hoje pertencente à ArcellorMittal Aços.

A Pfizer também foi procurada, mas ainda não se manifestou.

Ministério da Saúde recua em mudança no sistema de notificações de mortes, afirmam secretarias

*CORONAVÍRUS 💻 *

A modificação feita pelo Ministério da Saúde inicialmente faria com que os números de óbitos por covid-19 despencassem.

Leia a íntegra da nota do Conass e do Conasems:

"O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) esclarecem que solicitaram ao Ministério da Saúde a retirada temporária da obrigatoriedade do preenchimento dos campos CPF ou Cartão Nacional de Saúde (CNS), nacionalidade e imunização do paciente internado no sistema Sivep Gripe (Sistema de Informação de Vigilância de Gripe), onde são inseridos dados de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG e óbitos provocados por Covid-19.

Isso viabilizaria um período de transição para adequação do registro destas informações nos serviços de saúde.

A solicitação ocorreu pela ausência de comunicado aos estados e municípios em tempo oportuno. Houve o compromisso do ministério de que a solicitação será atendida ainda hoje."

Em intervalo de uma hora, irmãs morrem vítimas da Covid-19 em Petrolina, no Sertão


As irmãs Sizenice e Rita Gonçalves de Amorim, de 77 e 75 anos, sempre viveram juntas em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Alegres e amantes da cultura, uma foi a companheira da outra. A mais velha era pintora e restauradora de obras, além de ter sido diretora de um colégio. A mais nova trabalhou por muito tempo na prefeitura, chegando a exercer o cargo de secretária de cultura. Na terça-feira (23), as irmãs morreram vítima da Covid-19. Rita partiu primeiro, às 16h30. Sizenice, logo depois, às 17h45.

“As duas não casaram e tinham uma relação muito próxima, o tempo inteiro”, lembra a sobrinha das idosas, a jornalista Maria Alice Amorim.

A primeira a contrair a Covid-19 foi Sizenice. A família acredita que ela pegou o vírus após ficar internada por causa do mal de Parkinson. “Ela estava fragilizada por causa do problema de saúde. Aí, quando ela voltou para casa, ficou doente. A gente supõe que ela deve ter contraído no hospital”, diz a sobrinha.

Assim como a irmã mais velha, Rita também tinha histórico de comorbidade, sofria de diabetes e hipertensão. As duas passaram cerca de 15 dias internadas em um hospital particular da cidade. A sobrinha conta que, até durante a luta contra a Covid-19, as tias ficaram juntas.

“Elas ficaram o tempo todo juntas, camas vizinhas. É como se tivesse uma harmonia entre as duas, tanto que uma morreu e uma hora e quinze depois a outra morreu”.

Dor coletiva

Maria Alice conta que a morte das tias une a família a dor das outras milhares de famílias no Brasil que perderam alguém para a Covid-19. “É muito forte essa dor. É uma dor mais do que dupla, porque a gente já está nesse momento tão difícil, vendo tantas pessoas perdendo seus entes queridos”.

“É uma dor da família, mas, ao mesmo tempo, é uma dor coletiva por conta dessa situação tão grave no mundo inteiro e, sobretudo, no Brasil”.

Sizenice e Rita foram sepultadas na manhã desta quarta-feira (24), no Cemitério Campo das Flores, em Petrolina. A sobrinha lamenta outro fato triste da pandemia: não poder se despedir do familiar. “É um momento muito doloroso a gente não poder se despedir”

Quase 300 mil pessoas morreram vítimas da Covid-19 no Brasil. Em Petrolina, são 247 óbitos até agora. Com o vírus avançado cada vez mais, Maria Alice lamenta que ainda exista por parte de algumas pessoas uma descrença em relação à doença.

“Existe muita ignorância em termos de considerar os fatos, considerar a ciência. Além disso, e pior do que isso, a condução do governo não está compatível com a gravidade da situação. Se existe um conjunto de pessoas mergulhada na ignorância, esse conjunto de pessoas necessitava ser esclarecida por medidas do governo. É uma situação que a gente pode dizer que é revoltante. É uma vergonha para o mundo”. (Via: G1 Petrolina)

PE tem novo recorde diário de casos de Covid

*CORONAVÍRUS 🦠 Pernambuco tem recorde diário de novos casos e mais 45 mortes por covid-19*

A Secretaria de Saúde de Pernambuco registrou, nesta quarta-feira (24/03), 2.738 casos da covid-19 (recorde diário) e mais 45 mortes pela doença. 

O estado totaliza 336.236 casos confirmados e 11.807 mortes pela covid-19.

Quarentena total começa nesta quarta-feira (24) em 13 cidades do Sertão; veja restrições

Começa nesta quarta-feira (24) a quarentena total em 13 cidades do Sertão de Pernambuco. A medida vale até o próximo domingo (28) e impacta 225 mil moradores da região. Os detalhes das restrições, que são complementares àquelas do decreto estadual em vigor, foram acertados em reunião nessa segunda-feira (22).

A decisão pelo fechamento total das cidades ocorreu em uma primeira reunião na última sexta-feira (19). Na ocasião, os prefeitos da região acertaram a quarentena proposta por promotores de Justiça. O objetivo da quarentena é frear a cadeia de transmissão do vírus na região e evitar o colapso do sistema de Saúde.

"As medidas têm seus impactos, mas quando entendemos o valor que é a saúde, sabemos que estamos tomando as decisões certas diantes desse avanço [da doença]", disse o prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, em entrevista coletiva, nesta terça-feira (23).

Os municípios fornecerão a estrutura necessária para a fiscalização. Alessandro Palmeira destacou ainda que a ocupação altíssima dos leitos de terapia intensiva na rede hospitalar contribuiu para a decisão.

"Esse decreto foi construído com muita calma, paciência e responsabilidade. Acreditamos que com ele estaremos salvando vidas e diminuindo o número de leitos ocupados. É uma decisão difícil. Se formos pensar politicamente não tomaríamos, mas precisamos ser gestor, ter coragem de fazer o que é melhor para o povo", acrescentou o prefeito de Afogados.

Quem descumprir as regras impostas pela quarentena estará sujeito a medidas de responsabilização no âmbito administrativo, cível e criminal. 

Entre os destaques das novas medidas, estão permitidos apenas o funcionamento dos estabelecimentos de Saúde, farmácias e postos de combustíveis.

Supermercados só poderão atender via delivery e com portas fechadas. O setor de construção civil, assim como o de atividades industriais, só poderá funcionar sem atendimento presencial ao público.

Atividades em mercados públicos e feiras livres também estão suspensas.

A quarentena vale para as seguintes cidades:
- Afogados da Ingazeira

- Brejinho
- Carnaíba
- Iguaracy
- Ingazeira
- Itapetim
- Quixaba
- Santa Terezinha
- São José do Egito
- Sertânia
- Solidão
- Tabira
- Tuparetama

Inicialmente, 18 cidades da região adotariam as restrições mais rígidas, mas cinco decidiram seguir apenas o decreto estadual em vigor nos demais municípios. A fiscalização das restrições ficará por conta da Polícia Militar, Polícia Civil, Vigilância em Saúde, Procon e Guarda Civil Municipal. 

Entrevista coletiva ocorreu na cidade de Afogados da Ingazeira (Foto: Divulgação/Amupe)

O promotor e coordenador da 3ª Circunscrição do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Lúcio Luiz Almeida, reforçou, na entrevista coletiva desta terça-feira, que há um compromisso com o cuidado das pessoas para atingir um maior nível de proteção e menos mortes.

"As medidas não chegam a ser suficientes para tirar o povo da rua. Talvez o impacto de retirada de gente na Região Metropolitana esteja sendo satisfatório, aqui no Sertão não está. O que vimos é o que o povo está na rua", disse o promotor.

Segundo Lúcio Luiz Almeida, as medidas foram baseadas no estudo divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na última semana. A cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, que decretou lockdown, também foi utilizada como referência.

"Vimos muitas pessoas nas rádios locais falando que [a quarentena] não está adiantando, o povo está indo para a rua. Pairou a frase 'ou fecha tudo ou não adianta'. Então nos debruçamos sobre o documento técnico da Fiocruz, que prevê essas medidas", completou. 

A medida tomada nas cidades sertanejas não é um lockdown, uma vez que não há restrição de circulação de pessoas nas ruas.

"Não é um grande feriado para fazer farra até domingo. Queremos mandar o recado que essa situação é grave, séria e também penaliza as empresas, mas é um sacrifício de todos para quebrar um pouco a cadeia de transmissão e diminuir a pressão sobre o sistema de saúde", completou o promotor.

"Estamos em uma guerra que precisamos unir forças porque se não todos perdem. Perdemos na economia, na arrecadação pública, perdemos empregos, mas perdemos também vidas. Este é o grande desafio. Tudo isso era para ter uma coordenação nacional, mas infelizmente o Governo Federal se omitiu e não tomou as medidas necessárias", disse o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota.

"Sabemos que o caminho de segurança para a economia retornar é um: a vacina. A restrição é antipática, penosa e danosa a todos. Perde o empresário, o trabalhador, o município e o estado", completou Patriota. "A vacina é a ferramenta principal para termos controle sobre a proliferação da Covid-19 e, consequentemente, a redução no número de ocupação de leitos. No Pajeú, por exemplo, o Hospam e o Emília Câmara já estão com 100% das UTIs ocupadas, já o Hospital Eduardo Campos com 97%", finalizou o gestor.

Também participaram da entrevista coletiva o prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, o promotor de Justiça Aurinílton Leão e o secretário de Saúde de São José do Egito, Paulo Jucá. 

O que está proibido e suspenso:
- Todos os eventos coletivos presenciais com potencial de aglomeração, dentre os quais: shows, eventos sociais, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas.
- Atendimento presencial ao público dos serviços públicos municipais, estaduais e federais.
- Todas as atividades comerciais, de prestação de serviços, inclusive serviços bancários (agências bancárias, correspondentes bancários e casas lotéricas), para o atendimento presencial ao público.
- Atividades em mercados públicos e feiras livres

O que segue funcionando:
- Estabelecimentos de Saúde públicos e privados com agendamento, exceto para urgência e emergência
- Construção civil e atividades industriais, mediante protocolos setoriais e sem atendimento presencial ao público
- Farmácias;
- Segurança privada
- Prestação de serviço de transporte de valores e o individual de pessoas e animais por empresas, cooperativas ou por pessoas, inclusive através de aplicativos de transportes
- Entregas em domicílio, inclusive por supermercados, desde que o estabelecimento permaneça com as portas fechadas e sem serviço de coleta
- Postos de combustíveis
- Serviços jurídicos de urgência, inclusive escritórios de advocacia, mediante agendamento;
- Borracharias
- Lava-jatos e oficinas mecânicas só poderão funcionar por determinação do município para atendimento presencial em situações de urgência para manutenção da frota dos veículos de segurança pública e saúde
- Serviços de segurança
- Serviços de justiça de urgência
- Fornecimento e tratamento de água
- Fornecimento de energia elétrica
- Fornecimento de saneamento básico
- Coleta de lixo
- Telecomunicações e internet
- Assistência social
- Serviços funerários e cemitérios
- Segurança alimentar
- A comercialização de hortifrutigranjeiros e demais gêneros alimentícios está autorizada a funcionar mediante entregas em domicílio

Covid-19: empresas alertam para a falta de oxigênio por causa da alta demanda em Pernambuco


"A demanda de oxigênio está maior do que a produção nacional", diz um dos representantes de empresas de fornecimento.

NE10 INTERIOR
Manaus enfrenta uma crise pela falta de oxigênio nos hospitais
As empresas alertam para a falta de oxigênio para pacientes com Covid-19 (Michael DANTAS / AFP)

"De fato, o oxigênio está no 'sinal amarelo'. Hoje, a demanda de oxigênio está maior do que a produção nacional. Isso é em Pernambuco, Sâo Paulo, Rio. A gente relata um problema de escala nacional", disse o advogado Flávio Oliveira, da empresa Agreste Gazes, especialista na distribuição de oxigênio para diversas cidades de Pernambuco.

O advogado destacou que, em algumas cidades, o consumo médio semanal era de 10 cilindros por semana. Atualmente, este consumo é de 10 cilindros por dia com a superlotação dos leitos para a Covid-19. "Nós precisamos de apoio da população, porque todo fabricante tem um limite de fabricação, por mais que se queira produzir mais, existe um limite. Alguns estão trabalhando dia e noite para poder abastecer todos os hospitais. Entretanto, toda fabricação tem um limite de produção", explicou Flávio

Capitais registram panelaços durante fala de Bolsonaro

Várias cidades pelo Brasil registraram panelaços contra o presidente Jair Bolsonaro, na noite de hoje, durante o pronunciamento oficial exibido em cadeia nacional de emissoras de rádio e televisão. As manifestações já estavam programadas desde o anúncio de que Bolsonaro falaria ao país nesta noite e já aparecia entre os assuntos mais comentados do Twitter desde a tarde de hoje. No pior momento da pandemia, o panelaço acontece no dia em que o país bateu mais um recorde de mortes por Covid-19: foram 3.158 óbitos contabilizados em 24 horas, segundo as secretarias estaduais de saúde.

O pronunciamento estava marcado para o início do mês, mas foi cancelado em cima da hora mesmo após a convocação da cadeia de rádio e TV. Na ocasião, o agravamento da crise sanitária e com a ameaça de colapso no sistema de saúde em vários estados fizeram o governo recuar. Naquele dia, 2 de março, o Brasil somava 257.562 óbitos.

No Rio de Janeiro, as manifestações foram ouvidas em bairros como Botafogo, Flamengo, Jardim Botânico, Grajaú, Lapa, Tijuca e Centro. Além das panelas, manifestantes também gritaram palavras de ordem contra Bolsonaro.

Na capital paulista também foram registrados panelaços em vários bairros.  Houve bateção de panelas e gritos de "Fora Bolsoanro" em Pinheiros, Perdizes, Pompeia e Barra Funda, na Zona Oeste; Vila Marinana e Moema, na Zona Sul; Higienópolis e República, na região central;

Na capital do país, Brasília, o panelaço foi ouvido em áreas da Asa Sul e da Asa Norte, além de gritos como de ordem contra o presidente. No Nordeste, vídeos publicados nas redes mostraram as manifestações em Recife (PE), Belém (PA) e Salvador (BA).