quinta-feira, 25 de março de 2021
Mesmo com mais de 90% de ocupação em UTIs na rede pública e privada e com covid-19 acelerando, Paulo Câmara retira quarentena a partir de 1º de abril e libera atividades econômicas, com limites de horário
Paulo Câmara prorroga quarentena no Estado até 31 de março. Veja como ficam as restriçoes

O governador Paulo Câmara anuncia, em um pronunciamento nesta quinta-feira (25.03), que o Estado vai estender a quarentena mais rígida até o próximo dia 31 de março.
Na mesma fala, o governador comunicará ainda que já a partir do dia 1º será colocado em prática um novo plano de convivência com a pandemia da Covid-19, com regras válidas até o dia 25 de abril.
O governador Paulo Câmara detalhou como ficam setores com as novas medidas, em abril, depois da fase de quarentena de 14 dias.
As atividades econômicas poderão reabrir das 10h às 20h nos dias de semana, e das 10h às 17h aos sábados, domingos e feriados.
A volta às aulas estará liberada a partir do próximo dia 5 de abril, para a rede privada e para o ensino médio da rede estadual”.
O governador esclareceu também que as celebrações religiosas poderão voltar a acontecer, desde que obedecendo aos protocolos e horários pré-estabelecidos.
O governador disse que a flexibilização das restrições não significa que a pandemia foi superada em Pernambuco.
“Pelo contrário, temos um caminho longo pela frente até a superação total desse flagelo. Todos já sabemos quais são as atitudes que permitem conviver com a doença. Faça a sua parte, use máscara e oriente as pessoas que estejam relaxando nos cuidados básicos”, advertiu Paulo Câmara, acrescentando que considera o atual momento decisivo na luta contra a doença, que já dura mais de um ano.
Cresce insatisfação de empresários com o governo Bolsonaro: "Essa barca já foi"
O jornalista da CNN Brasil, William Waack, revelou que está crescendo um movimento de banqueiros e empresários, que apoiaram o governo Bolsonaro, e que agora estão se voltando contra ele.
"Essa barca já foi", diz um empresário de peso, engajado em política, sobre o apoio de colegas ao presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o jornalista, parte relevante da elite industrial, do setor financeiro, serviços e até varejo considera inútil esperar mudanças de conduta de Bolsonaro em relação ao combate à pandemia e à economia. O cenário de descaso motivou na pandemia, na última semana, a construçãpo de um manifesto político batizado de ‘carta dos economistas’.
Pacheco: Atuação do Itamaraty está aquém do desejado
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou, hoje, que a atuação do Ministério das Relações Exteriores, comandado por Ernesto Araújo, está "muito aquém do desejado".
Pacheco deu a declaração ao comentar, em entrevista coletiva, o episódio em que um assessor especial do presidente Jair Bolsonaro fez um gesto com a mão, visto pelo Museu do Holocausto como "símbolo de ódio" utilizado por "supremacistas brancos". O assessor nega e diz que estava somente ajeitando a lapela do paletó. A polícia legislativa apura o caso.
Na ocasião em que aconteceu o episódio, os senadores ouviam o ministro Ernesto Araújo sobre ações de enfrentamento da pandemia. "Senado não é lugar de brincadeira. Senado é lugar de trabalho. Ali, nós estávamos trabalhando, buscando soluções, informações de um ministério que está muito aquém do desejado para o Brasil", declarou Pacheco nesta quinta-feira.
O presidente do Senado avaliou, na mesma entrevista, que houve "muitos erros" no enfrentamento da pandemia, além do "não estabelecimento de uma relação diplomática, de produtividade, com diversos países que poderiam ser colaboradores nesse momento agudo de crise".
"Eu considero que nós tivemos muitos erros no enfrentamento da pandemia, um deles foi o não estabelecimento de uma relação diplomática, de produtividade, com diversos países que poderiam ser colaboradores nesse momento agudo de crise que temos no Brasil. Ainda está em tempo de mudar para salvar vidas", acrescentou.
O senador não disse se é favorável à saída de Araújo do Itamaraty, afirmou que a decisão caberá ao presidente Jair Bolsonaro. Durante a audiência na quarta-feira, o ministro disse aos parlamentares que dorme "com a consciência tranquila" e que "é preciso reconhecer as qualidades" do governo.
Após alertas do Congresso, Planalto busca nome para vaga de Ernesto Araújo
Segundo a apuração, Araújo não conta com apoio nem dentro do governo – apenas a ala ideológica, como o assessor Filipe Martins e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, gostariam de sua permanência no cargo.
Na quarta-feira (24), Araújo foi ao Senado, onde ouviu diversas críticas à conduta dele no enfrentamento à pandemia e pedidos para que deixe o cargo. O ministro respondeu aos congressistas que dorme “com a consciência tranquila”.
Não bastasse isso, Filipe Martins – o assessor da Presidência da República que é um dos últimos esteios do chanceler no Planalto – fez, durante a audiência de Araújo, gestos que foram considerados obscenos, e virou alvo de um pedido de investigação feito pelo presidente da Casa.
Para tentar reverter a sua situação, o ministro tentou explicar no que estava trabalhando durante a pandemia para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na manhã desta quinta-feira (25), em conversa na residência oficial da Câmara.
A conversa – relatada a parlamentares – não convenceu Lira, que, assim como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), está às voltas nos últimos dias com reuniões com embaixadores de outros países em busca de soluções para o atraso das vacinas.
Para parlamentares ouvidos, a situação de Ernesto está insustentável e atrapalha as negociações com outros países a respeito das vacinas e dos insumos.
Diante desse cenário, segundo apurado, o governo busca nomes para a vaga do chanceler – e o presidente já está ciente de que a troca de Ernesto é prioridade para os parlamentares e para a boa relação com o Congresso.
Entre os nomes cotados por senadores e integrantes do Planalto, por enquanto, estão os do ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor (PRB-AL) e do também senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
Há um grupo na Câmara que defende que o nome seja o de um diplomata, técnico, por acreditar que a chamada ala ideológica não aceitará a derrota dupla: a saída de Ernesto e entrada de um político no cargo.
De toda forma, a saída de Ernesto é vista no Planalto como a senha para que as relação do Congresso com o presidente siga sem tumultos – ou seja, sem as chamadas medidas amargas e fatais, como comissões parlamentares de inquérito e impeachment. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Jovem de Bezerros deixa carta de despedida e é vista pela última vez na Ponte da Cascavel em Gravatá

Uma jovem residente em Bezerros, agreste pernambucano, deixou sua família angustiada após deixar uma carta de despedida, encontrada nesta última terça-feira (23). Desde que Liliane Pereira Gonçalves (foto) saiu de casa não retornou mais.
Antes de sair de casa, Liliane não levou celular e está incomunicável desde então. Ela teria sido vista pela última vez nas imediações da Ponte da Cascavel, viaduto que corta a Serra das Russas, zona rural de Gravatá, palco de muitos suicídios.
Quem souber do paradeiro de Lianne, como ela também era conhecida, pode entrar em contato com os seguintes números: 81.99288.2496 ou 81.98937.6225 ou ainda acionar a Polícia Militar pelo número 190.
Novo ministro da Saúde é recebido na USP aos gritos de ‘Bolsonaro genocida’; veja vídeo
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi recebido aos gritos de “Bolsonaro genocida! Mais vacina e menos cloroquina!” por estudantes na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Queiroga faz visita à instituição nesta quinta-feira (25). [veja vídeo abaixo]
Os alunos seguiram protestando dentro do prédio da faculdade. Da sala onde participa de reunião, o ministro, os médicos e os professoras seguiam ouvindo os protestos, que ainda citavam “fora Bolsonaro!”
De acordo com a jornlista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o Centro Acadêmico Oswaldo Cruz preparou um manifesto para ser lido na presença de Queiroga, no começo da tarde desta quinta (25). No texto, a entidade representativa de alunos cobra do ministro informações de como ele atuará na administração da crise da Covid-19 e defendendo a “adoção de medidas radicais de lockdown nas regiões mais acometidas” pelo novo coronavírus e a “aceleração significativa do programa de vacinação e medidas de combate às notícias falsas, desinformação e más práticas de prevenção e tratamento”.
Veja vídeo:
Pernambuco confirma cinco casos da variante P.1 do coronavírus, mostra estudo da Fiocruz
Resultados positivos para a variante foram identificados em quatro mulheres e um homem, com idades entre 21 e 70 anos
Cinco amostras biológicas de pernambucanos com Covid-19 tiveram resultados confirmados para a variante P.1, originária do Amazonas. O resultado do sequenciamento genético foi divulgado nesta quinta-feira (25) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O trabalho foi realizado pelo Instituto Aggeu Magalhães, vinculado à Fiocruz no Estado. Os resultados positivos para a variante foram identificados em quatro mulheres e um homem, com idades entre 21 e 70 anos.
De acordo com a Fiocruz, os pacientes são residentes do Recife (3), Jaboatão dos Guararapes (1) e Petrolina (1). Todos adoeceram entre janeiro e março deste ano.
Ao todo, foram submetidas 90 amostras a pedido da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). No entanto, apenas 45 tiveram condições de finalização do processo.
Das 90, 80 foram encaminhadas ao Aggeu Magalhães pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE). As amostras foram escolhidas de forma aleatória e contemplando todas as regiões do Estado. Outras dez foram de funcionários do próprio instituto.
Todo o trabalho foi feito no laboratório de nível de biossegurança 3 (NB3) e na central de sequenciamento dessa unidade da Fiocruz. O processo para preparo das amostras, extração do RNA e posterior sequenciamento e análise dos dados leva, em média, duas semanas.
“Nosso resultado corrobora que a variante P.1 é a que domina a pandemia em Pernambuco, conforme já havia sido apontado em comunicado técnico do Observatório Covid-19 da Fiocruz. Até o momento, analisamos poucas sequências dos meses de fevereiro e março, porém esse trabalho prossegue e aumentará o volume de informações disponíveis”, destaca o pesquisador da Fiocruz Pernambuco Gabriel Wallau.
Já o secretário estadual de Saúde, André Longo, diz que esse achado científica era esperado pela circulação da P.1 em diversos estados e a constante circulação de pessoas em Pernambuco.
“É importante ter essa confirmação, mas nosso trabalho contra a Covid-19 continua sendo através do uso correto da máscara, da higienização das mãos e do distanciamento e isolamento social, além da vacinação. Só com o seguimento correto de todas as medidas sanitárias conseguiremos superar essa grave crise de saúde pública e evitar ainda mais mortes de entes queridos”, afirmou.
Histórico
Além das amostras com resultados confirmados nesta quinta, o Aggeu Magalhães havia identificado dois casos da P.1 em pacientes de Manaus que vieram receber atendimento hospitalar em Pernambuco.
Na época, foram analisadas 44 amostras biológicas que tinham confirmação para a Covid-19. Desse total, quatro eram de pacientes do Amazonas e duas foram confirmadas com a nova variante.
Outras 36 – todas negativas para a P.1, mas com outras linhagens que circulavam previamente do Brasil – foram escolhidas de forma aleatória e contemplaram pernambucanos de todas as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), inclusive do arquipélago de Fernando de Noronha.
Em outras quatro, também de pernambucanos, não foi possível realizar o trabalho devido às condições das amostras


