segunda-feira, 5 de abril de 2021
Pernambuco confirma 709 novos casos e mais 44 mortes por covid-19
Lei que proíbe eutanásia de animais com leishmaniose é inconstitucional, diz Justiça
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) declarou a inconstitucionalidade de duas leis municipais de Presidente Prudente, de iniciativa parlamentar, que proibiam a eutanásia de cães e gatos com leishmaniose pelos órgãos de controle de zoonoses, canis e abrigos públicos. As informações são do Conjur.
Apesar de o caso ser referente ao município do estado de São Paulo, a decisão pode servir como precedente, quando é proferida em determinada situação que serve de fundamento para situações semelhantes em outros estados.
"Não há dúvida acerca da nobreza e elevação do propósito que animou a edição das leis em questão, especialmente o de vedar a eutanásia como procedimento de caráter administrativo destinado a evitar a alta despesa decorrente do tratamento da moléstia mencionada", afirmou o relator, desembargador João Carlos Saletti.
De acordo com a reportagem, na ação, a prefeitura afirmou que a Câmara de Vereadores, ao aprovar as leis, alterou todo o programa municipal de tratamento e combate à leishmaniose, excluiu multas, impôs obrigações e revogou normas de extrema importância ao desenvolvimento das ações de combate à doença.
Para o Município, o animal infectado, caso permaneça nessas condições, "torna-se um reservatório com grande possibilidade de contaminar os vetores, colocando outros animais e a população em risco de contrair a doença, tornando-se uma questão de saúde pública". Por unanimidade, a ação foi julgada procedente.
Na decisão, o magistrado destacou que as normas atribuem ao Poder Executivo vários procedimentos e obrigações, invadindo a reserva da administração: "Tais procedimentos são, todos, exigentes da prática de atos de gestão, inerentes ao trato da saúde pública da população em geral, atividade típica da administração e privativa do Poder Executivo".
O desembargador também apontou ofensa ao princípio da separação dos poderes e disse que, embora pautadas em nobre defesa do meio ambiente e proteção aos animais, houve violação ao artigo 47, incisos II e XIV, da Constituição Estadual, a que se submetem os municípios.
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Morre de Covid-19 o radialista cearense Will Nogueira
Will Nogueira iniciou no rádio na década de 1970 e trabalhou durante 36 anos no Sistema Verdes Mares

Morreu de Covid-19, nesta segunda-feira, 5, o radialista Will Nogueira. Segundo informação de familiares, ele estava internado e precisou ser intubado pelo agravamento da doença. Por muitos anos, ele foi diretor FM 93 e fazia bastante sucesso em Fortaleza.
Formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Will Nogueira começou no rádio na década de 1970. Trabalhou durante 36 anos no Sistema Verdes Mares, dirigindo a FM 93.
Ele também construiu carreira na TV, atuando durante muitos anos como apresentador dos programas Terral, na TVC, e Sábado Alegre, na TV Diário. Atualmente, Will é consultor em programação de rádio e TV. Após a aposentadoria, ele trabalhava como consultor de rádio e TV.
Pelas redes sociais, já começa um movimento de mensagem de solidariedade e carinho para os familiares do radialista. Com a morte de Will Nogueira, sobe para 36 número de radialistas mortos pela Covid-19 no Ceará. O número é do Sindicato dos Radialistas e Publicitários do Estado do Ceará.
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quarta-feira, 31 de março de 2021
Bolsonaro engole seco alguns nomeados nas Forças Armadas
Solucao de consenso mistura nomes próximos e criticados do bolsonarismo nas Forças Armadas.Indicou um criticado pelo Planalto para chefiar o Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Para a Marinha, o almirante Almir Garnier, próximo da gestão anterior na Defesa mas visto como bolsonarista moderado. Na Força Aérea, o brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr., próximo do bolsonarismo.
O movimento, coordenado pelo novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, foi o de buscar apaziguar as tensões depois da traumática intervenção do governo no meio militar.
Bolsonaro demitiu sumariamente o general Fernando Azevedo da Defesa porque não via o apoio a ideias intervencionistas e até golpistas que gostaria entre os fardados da ativa —no governo, há ministro de sobra oriundo das Forças.
A decisão pela renúncia coletiva inédita dos três comandantes, atravessada com um “eu sou o chefe aqui” seguido de ordem de demissão por Braga Netto, deixará marcas por muito tempo nas complexas relações civil-militares no governo do capitão reformado que saiu enxotado do Exército para entrar na política em 1988.
Isso dito, até por iniciativa das cúpulas, os Alto-Comandos do Exército e da Força Aérea e o Almirantado, houve uma busca por consenso em torno dos nomes dos novos chefes militares. Aí entra a questão da antiguidade, muito prezada no setor.
Bolsonaro o criticou por dizer que o Exército se preparava para uma terceira onda da Covid-19 —tema sensível, dado que boa parte da tragédia da pandemia é debitada da gestão de outro general, Eduardo Pazuello, que deixou a Saúde. Paulo Sérgio é um nome próximo do comandante que sai, Edson Leal Pujol.
Com a ida nesta quarta (31) de Décio Schons (Departamento de Ciência e Tecnologia), o decano do Alto-Comando, e de César Augusto Nardi de Souza (Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa), Paulo Sérgio ficou como o terceiro mais longevo do colegiado.
O primeiro passa a ser José Luiz Freitas (Operações Terrestres), que vai à reserva em agosto, e Marco Antonio Amaro dos Santos (Estado-Maior), o número 2 da Força que tem resistências no Planalto por ter trabalhado na Casa Militar de Dilma Rousseff (PT).
A escolha entre os três mais experientes é usual. Eduardo Villas Bôas era o terceiro mais antigo quando virou comandante em 2014.
Com isso, ficou de fora Marco Antônio Freire Gomes (Comando Militar do Nordeste), que era o sexto na fila e o preferido pelo Planalto para ser o novo comandante.
A sugestão, atípica para a Força, incomodou os membros do Alto-Comando. De resto, o colegiado, com seus 15 generais da ativa e o comandante, está com fileiras cerradas nesta crise. A ideia de resistir a qualquer politização vinda do Planalto segue em pé por ora.
*Com informações da Folha
