quarta-feira, 31 de julho de 2024

EM ARCOVERDE, WELLINGTON MACIEL JÁ ESTÁ PRATICAMENTE NO PALANQUE DE ZECA

Na entrevista concedida à Rádio Itapuama, Zeca Cavalcanti, o pré-candidato do Podemos à Prefeitura de Arcoverde, surpreendeu a muitos com uma declaração que revelou as nuances e complexidades da política local. Derrotado na eleição anterior por Wellington Maciel, Zeca não poupou críticas ao prefeito durante todo o mandato, acusando-o de uma gestão desaprovada pela população e responsabilizando-o por diversos problemas enfrentados pela cidade.

Entretanto, a entrevista trouxe à tona uma reviravolta inesperada. Quando questionado sobre a possibilidade de receber apoio de Wellington Maciel, Zeca declarou de forma categórica que não rejeitaria o apoio de ninguém, incluindo o do atual prefeito. "Não vou rejeitar o apoio de ninguém. Como eu vou dizer que não quero o voto do prefeito Wellington?", afirmou Zeca, demonstrando uma postura pragmática e estratégica. Essa declaração marca um contraste significativo com suas críticas anteriores e exemplifica a dinâmica frequentemente volátil da política.

A declaração de Zeca reflete a complexidade das alianças políticas, onde a busca pelo poder e pela viabilidade eleitoral pode levar a mudanças de posição e a formação de coligações inesperadas. A política, descrita por Roberto Magalhães como "diabólica", é um campo onde as lealdades são frequentemente reavaliadas e onde antigos adversários podem se tornar aliados em nome de um objetivo comum.

O cenário político em Arcoverde, portanto, torna-se ainda mais intrigante com essa possível aliança entre Zeca Cavalcanti e Wellington Maciel. A postura de Zeca ao aceitar um apoio que anteriormente seria impensável levanta questões sobre a natureza das alianças políticas e a flexibilidade das estratégias eleitorais. A política local, com suas peculiaridades e reviravoltas, continua a desafiar as expectativas dos eleitores e a moldar o futuro da cidade.

Enquanto isso, a população de Arcoverde observa atentamente os desdobramentos dessa declaração, ponderando sobre o impacto que uma possível aliança entre Zeca e Wellington poderia ter nas próximas eleições. A habilidade de Zeca em navegar por esse terreno complexo e em transformar antigos adversários em aliados pode ser um fator decisivo em sua campanha. A política, com suas nuances e incertezas, continua a surpreender e a desafiar todos os envolvidos.

"ESPERÁVAMOS UM PCDOB SOLIDÁRIO" DIZ HUMBERTO

“Esperávamos que o PCdoB fosse solidário”, afirma Humberto sobre vice de João Campos
Senador cobrou transparência do partido na discussão para a vice dentro da Federação PT-PV-PCdoB
O senador Humberto Costa criticou a falta de discussão na apresentação do nome de Victor Marques para a vice na chapa de João Campos (PSB)

O senador Humberto Costa (PT) declarou que o PCdoB deveria ter tido a mesma transparência do PT ao indicar o vice na chapa do prefeito João Campos (PSB) para a reeleição. Costa esperava que o partido presidido pela ministra Luciana Santos apoiasse o PT na reivindicação pela vaga de vice.

“O PT tinha manifestado publicamente a aspiração de poder ter a vice, e não era nenhuma proposta descabida, e o PCdoB deveria ter agido com a mesma transparência. Se fosse colocada em discussão a possibilidade de filiação do Victor Marques, não haveria nenhum questionamento, mas isso deveria ter sido objeto de um debate, porque o PT aspirava ter a vice e a filiação de Victor veio com a finalidade de ele ser o vice”, declarou o político em entrevista à Rádio Folha FM 96.7. 

“Nós esperávamos que o PCdoB fosse solidário com essa nossa pretensão”, completou.
 
Apesar disso, o parlamentar minimizou os impactos desse movimento na relação dos partidos dentro da federação e disse entender que a vontade de Campos foi o principal fator na indicação. 
 
“A maior parte das coisas que decidimos foram consensuais. Nesse caso tem uma coisa diferente que é a decisão do candidato. Ninguém pode querer impôr um vice a um candidato. Não foi por conta da federação, foi por conta da demanda do prefeito, do seu desejo e nós respeitamos, é claro”, afirmou Humberto.

OPOSIÇÃO DE ALAGOINHA HOMOLOGA EX-PREFEITO MAURÍLIO NESTA SEXTA DIA 02


A política em Alagoinha, situada no Agreste pernambucano, vive um momento de intensa mobilização com a proximidade das eleições municipais. A expectativa cresce em torno da convenção partidária da chapa de oposição, que se apresentará como alternativa à atual administração na disputa pela Prefeitura. Marcada para esta sexta-feira (2), a convenção será um marco para a cidade, destacando-se pelo retorno à cena política do ex-prefeito Maurílio Almeida, figura importante na história local. 

Maurílio Almeida, cujo histórico como gestor lhe confere notoriedade, estará à frente da chapa como candidato a prefeito. Almeida, reconhecido por seu estilo de liderança assertivo e comprometido com o desenvolvimento regional, promete trazer à campanha um discurso de renovação e progresso. Ao seu lado, Edivan Paulino, escolhido para a candidatura a vice-prefeito, surge como um nome estratégico, simbolizando a união de forças em prol de um objetivo comum. Paulino, com sua experiência política e atuação comunitária, complementa a chapa, agregando valor e reforçando a confiança dos eleitores na proposta oposicionista.
O evento, marcado para as 18h20 na quadra da Escola Tenente Dorgival Galindo, é esperado com grande ansiedade pelos eleitores e simpatizantes. A escolha do local, além de ser um espaço tradicional para eventos cívicos, reflete a intenção da chapa de se conectar diretamente com a comunidade escolar e os jovens, enfatizando a importância da educação e do envolvimento juvenil na política municipal. A quadra da escola, conhecida por abrigar diversas atividades comunitárias, transforma-se em palco de um momento decisivo para a política local, reunindo apoiadores e curiosos em um ambiente que promete ser de muita energia e entusiasmo.

A presença de três partidos de peso — Republicanos, PSB e Podemos — no apoio às candidaturas de Almeida e Paulino é um indicativo da força da coalizão que se formou em torno da oposição. O Republicanos, com sua base consolidada e forte presença em diversas esferas do governo, traz consigo um apoio logístico e estratégico fundamental. O PSB, com sua trajetória histórica no cenário político pernambucano, confere à chapa uma legitimidade e um respaldo de significativa relevância. Já o Podemos, com sua proposta de renovação e inclusão de novas vozes no debate político, acrescenta uma dimensão de inovação e frescor à campanha.

À medida que a convenção se aproxima, a cidade de Alagoinha mergulha em um clima de expectativa e especulação. As conversas nas praças, nas feiras e nos pontos de encontro tradicionais giram em torno das propostas que serão apresentadas e das promessas de mudança que a chapa de oposição traz consigo. Os eleitores, atentos e críticos, analisam cada movimento e discurso, buscando identificar quais candidatos realmente apresentam soluções viáveis para os desafios que a cidade enfrenta.

Maurílio Almeida, em suas declarações pré-convenção, tem enfatizado a importância de uma gestão transparente e participativa. Seu discurso, centrado em valores de integridade e compromisso com o bem-estar da população, ressoa entre os eleitores que desejam ver uma administração mais próxima das necessidades reais da comunidade. Edivan Paulino, por sua vez, destaca a necessidade de investir em infraestrutura e serviços públicos de qualidade, reforçando o compromisso com a melhoria da qualidade de vida dos alagoinhenses.

A convenção partidária desta sexta-feira promete ser um evento memorável, não apenas pelo simbolismo político, mas também pela oportunidade de reunir a comunidade em torno de um debate essencial para o futuro de Alagoinha. As expectativas estão altas, e os olhares atentos de toda a região estarão voltados para a quadra da Escola Tenente Dorgival Galindo, onde o futuro político da cidade começará a ser delineado.

EX-JOGADOR CHIQUINHO SERÁ O VICE DE MIRELLA EM OLINDA

Nesta terça-feira (30), a pré-candidata à Prefeitura de Olinda pelo grupo do prefeito Professor Lupércio, Mirella Almeida (PSD), anunciou a escolha de Chiquinho (SD) como seu pré-candidato a vice. O anúncio ocorreu em um momento estratégico, pouco antes da homologação oficial da chapa majoritária, marcada para esta quinta-feira (1º), a partir das 17 horas, no Mercado Eufrásio Barbosa, no bairro do Varadouro.

A decisão de selecionar Chiquinho para a vice-candidatura reflete uma escolha estratégica interna da administração atual. Chiquinho, ex-jogador e figura conhecida na cidade, já desempenhou papéis significativos na gestão de Lupércio. Entre suas funções anteriores estão a de diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento, secretário de Esportes e assessor especial do gabinete do prefeito. Esses cargos permitiram a Chiquinho acumular uma vasta experiência e uma visão íntima das necessidades e desafios de Olinda, o que o posiciona como uma figura chave na continuidade dos projetos da administração atual.

Mirella Almeida destacou a importância da parceria com Chiquinho, sublinhando suas origens comuns na periferia e a coragem que ambos compartilham para transformar a cidade. Em suas palavras, a candidata enfatizou a intenção de continuar a melhoria de Olinda, abrangendo desde a revitalização da orla até o desenvolvimento de áreas periféricas. A proposta de Mirella e Chiquinho visa não apenas realizar novas obras e gerar mais empregos, mas também assegurar um futuro promissor para os cidadãos de Olinda, especialmente aqueles que mais necessitam.

Chiquinho também se manifestou, destacando seu compromisso com a cidade e a disposição para trabalhar arduamente. Ele e Mirella afirmaram que suas ações se concentrarão em criar mais conquistas para a população, reforçando o compromisso com o desenvolvimento contínuo de Olinda.

O evento de homologação da chapa ocorrerá em um dos pontos mais emblemáticos da cidade, o Mercado Eufrásio Barbosa, um local que simboliza a ligação entre a administração e a comunidade local. Esta escolha não só representa um passo significativo na candidatura de Mirella, como também sinaliza uma continuidade dos esforços da gestão Lupércio em melhorar e expandir as conquistas para os cidadãos de Olinda.

JOÃO PAULO PARTICIPA DE PLENÁRIA DE DANI PORTELA

O deputado estadual João Paulo Lima e Silva (PT) participou na noite desta terça-feira (30) da última plenária realizada pela candidata da Federação PSOL-Rede à Prefeitura do Recife, Dani Portela. Em pauta, gestão democrática e orçamento participativo, proposta implementada por João Paulo durante sua gestão como prefeito da capital pernambucana (2001 a 2009).

"Eu vivi com a cidade as experiências talvez mais significativas de participação popular, Dani é uma companheira, está no nosso campo de esquerda O partido dela está representando o maior combate ao bolsanismo e à extrema-direita. Ela me chamou para refletir aqui a experiência que eu tive como prefeito, de forma que estarei sempre aberto para as forças políticas democráticas", justificou o deputado.

O PT, embora não tenha conseguido a vice que pleiteava na chapa do prefeito João Campos (PSB), apoia a reeleição do gestor. "Apesar de muitos companheiros questionarem o processo e a forma, essa é uma decisão partidária. A minha vinda aqui não significa apoio eleitoral à candidatura de Dani, significa reforçar uma visão e um conceito da importância da participação popular", argumenta o deputado, que usou as redes sociais para ironizar o fato de a vaga de vice ter ficado com o PCdoB.
 
As plenárias, que tiveram início no dia 21 de maio, fazem parte da estratégia da candidata para ouvir a população e elaborar seu plano de governo. Houve 18 encontros em todas as seis regiões político-administrativas (RPAs). Pelo menos 1.500 pessoas participaram e cerca de 600 propostas foram apresentadas, nas 54 horas de escuta. A maioria envolve saúde, habitação, educação, transporte e trabalho.

"A democracia é algo que a gente deve construir no chão de cada território. Não podemos falar em democracia plena sem a participação das pessoas. A democracia nunca será completa quando as políticas públicas não chegam em cada periferia dessa cidade, em cada morro. A democracia não é completa quando o povo não se vê nesse lugar", reforçou Dani Portela.

A candidata agradeceu a presença do deputado, depois de referir-se a ele como "o melhor prefeito que o Recife já teve".E registrou ter como desafio construir uma cidade com a "cara do nosso povo". 

João Paulo não acredita que sua aproximação com Dani Portela atraia a militância insatisfeita. Mas ressalta que não existe uma ditadura dentro do partido. "Nós fizemos um apelo muito grande em 2022 para que a militância votasse em Danilo Cabral (PSB) para o Governo do Estado. E tivemos dificuldades. Mas isso não significa dizer que temos hoje o mesmo quadro da eleição passada", avalia o deputado

ANTÔNIO JOÃO MOSTRA FORÇA EM LAJEDO E HOMOLOGA SEU NOME COM APOIO DE 5 PARTIDOS

Na convenção realizada no Millenium Sport Club, Antonio João Dourado (PSB) foi homologado como candidato a prefeito de Lajedo para as próximas eleições. Com uma trajetória marcada por três mandatos anteriores, ele retorna à disputa com a coligação União por Lajedo, composta pelo PSB, Avante e pela Federação PT/PCdoB/PV. A chapa ainda conta com o ex-prefeito Dr. Rômulo como candidato a vice.

A mobilização popular em torno de Antonio João é um elemento central de sua campanha. Em seu discurso, ele expressou gratidão pelo apoio recebido e destacou a ampla mobilização que a convenção representou. “Agradeço pelo trabalho, carinho e pela vontade de ver Lajedo renascer. Uma convenção maravilhosa, com mobilizações por toda a cidade, nos povoados e sítios e uma demonstração enorme da vontade de mudança. Foi uma festa expressiva da democracia em nosso município”, afirmou.

O evento contou com a presença de figuras políticas importantes, como o deputado federal Lucas Ramos (PSB). Em seu discurso, Ramos associou a candidatura de Antonio João a um símbolo de renovação e avanço, marcando um contraponto ao atual governo. Ele usou a expressão “L de Lula e de lapada” para enfatizar a força da campanha de Antonio João e seus aliados nas próximas eleições. “Nós não queremos mais eles [atual governo]. Nós queremos o avanço, o futuro, esse prefeito aqui apresentado, esse vice-prefeito e esse conjunto de vereadores e vereadoras que vão ajudar a construir propostas. Vamos construir juntos essa vitória”, declarou Ramos, reforçando a necessidade de mudança e a confiança na capacidade do grupo de trazer progresso para Lajedo.

A convenção foi descrita como um evento expressivo, refletindo a vontade popular por mudança e renovação no governo local. A mobilização nas comunidades rurais e urbanas de Lajedo demonstrou a abrangência do apoio a Antonio João e seu vice, Dr. Rômulo, sugerindo uma campanha robusta e bem articulada.

O retorno de Antonio João à política municipal de Lajedo, após já ter comandado a cidade por três mandatos, indica uma tentativa de retomar um projeto de governo que, segundo ele e seus apoiadores, ainda tem muito a oferecer para a população. O discurso de renovação e renascimento para Lajedo é central na sua campanha, que busca envolver a comunidade e garantir que as vozes de todos os setores da sociedade sejam ouvidas e representadas.

A presença de Lucas Ramos na convenção e seu discurso de apoio refletem o peso político da candidatura de Antonio João, alinhando-a com figuras influentes no cenário estadual e nacional. A promessa de um futuro melhor e a construção de propostas sólidas são elementos que Antonio João espera que ressoem com os eleitores, fortalecendo sua candidatura e potencialmente garantindo uma nova oportunidade de governar Lajedo.

A dinâmica da campanha de Antonio João Dourado, marcada por um discurso de renovação e um forte apelo popular, configura-se como uma das principais forças na disputa eleitoral em Lajedo. A convenção no Millenium Sport Club, portanto, não apenas oficializou a candidatura, mas também simbolizou o início de uma jornada política que promete ser intensa e decisiva para o futuro da cidade.

MUITA GENTE EM OLINDA NÃO DIGERIU UM BOLSONARISTA NA VICE DE CASTELLO

Vinicius Castello, candidato a prefeito de Olinda, esteve presente na convenção do seu partido, onde deu o pontapé inicial em sua campanha. A presença de Castello no evento marcou um momento crucial para sua trajetória eleitoral, especialmente considerando o delicado cenário político em que se encontra. Uma das principais questões que ele terá de enfrentar é a escolha de seu vice, Celso Muniz, do PCdoB. Muniz, que anteriormente foi aliado do então presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, está no centro de uma controvérsia que promete agitar os bastidores políticos da cidade.

A aliança com Muniz, figura associada a Bolsonaro, tem gerado um turbilhão de críticas e questionamentos. Este passado político de seu vice está sendo explorado por adversários e observado com ceticismo pelos eleitores. O fato de Muniz ter apoiado um governo de viés oposto ao que seu partido atualmente representa no espectro político coloca Castello em uma posição defensiva. Esse vínculo está sendo utilizado como uma arma estratégica pela principal adversária de Castello, Mirella Almeida, do PSD. Almeida, que também participou da convenção de seu partido, aproveitou o evento para lançar críticas contundentes contra a chapa de Castello, apontando a contradição ideológica como um ponto fraco.

No discurso de abertura de sua campanha, Castello tentou desviar a atenção dos ataques e focar em suas propostas e planos para Olinda. Ele ressaltou a necessidade de uma gestão eficiente, voltada para o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos olindenses. No entanto, a sombra do apoio anterior de Muniz a Bolsonaro paira sobre suas declarações, desafiando sua capacidade de convencer o eleitorado da coerência de sua chapa.

A campanha de Castello, portanto, inicia-se em um cenário de embate e tensões. A presença de Celso Muniz como vice se apresenta como um desafio contínuo que exigirá de Castello habilidade política para neutralizar as críticas e redirecionar o foco para suas propostas. Mirella Almeida, por sua vez, não poupará esforços em manter viva a discussão sobre a aliança controversa, explorando cada oportunidade para questionar a consistência e a integridade política de seu oponente.

Esse panorama prenuncia uma campanha marcada por confrontos ideológicos e debates acalorados, onde a história política de cada candidato e seus aliados será minuciosamente escrutinada pelo eleitorado. Castello terá que navegar cuidadosamente entre a defesa de sua escolha e a promoção de suas ideias, enquanto Almeida intensifica a pressão, buscando consolidar sua posição como a alternativa mais coerente para Olinda.

BOLSONARO E COSTA NETO RECEBERAM IMAGENS E FOTOS DA CONVENÇÃO DE JABOATÃO

Na última convenção do PL em Jaboatão dos Guararapes, realizada no último sábado, a ausência de referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro chamou a atenção. A convenção, que homologou a candidatura do prefeito Mano Menezes à reeleição, foi marcada por um detalhe que não passou despercebido pelos apoiadores bolsonaristas: a falta de qualquer imagem ou menção a Bolsonaro. Esse fato não foi bem recebido por alguns membros do partido, especialmente considerando que Jaboatão é a cidade natal do presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, ex-prefeito do município.

A decisão de Mano Menezes em distanciar-se publicamente de Bolsonaro parece ser uma estratégia deliberada. Fontes próximas ao prefeito indicam que ele pretende conduzir sua campanha focando em sua gestão e nos resultados obtidos ao longo de seu mandato, evitando a polarização política que a associação com Bolsonaro poderia trazer. Em um momento em que o cenário político nacional está profundamente dividido, Mano parece querer evitar que sua campanha se torne um campo de batalha ideológico, preferindo concentrar-se em questões locais e nas necessidades imediatas da população de Jaboatão.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Jair Bolsonaro já foram informados dessa decisão. Embora não tenham se manifestado publicamente sobre o assunto, é evidente que a escolha de Mano pode ter repercussões dentro do partido. O PL, sob a liderança de Bolsonaro e Costa Neto, tem se caracterizado por um forte alinhamento com os valores e políticas do ex-presidente. A falta de alinhamento explícito de Mano Menezes com Bolsonaro pode ser vista como um movimento arriscado, mas também como uma tentativa de atrair eleitores que estão cansados das divisões políticas e buscam uma liderança mais pragmática e menos ideológica.

A reação dos bolsonaristas à ausência de referências ao ex-presidente na convenção de Jaboatão revela o quanto a figura de Bolsonaro ainda é central para muitos dentro do PL. No entanto, a estratégia de Mano Menezes indica uma leitura diferente do cenário político atual, possivelmente apostando em uma abordagem que priorize a governabilidade e a eficácia administrativa sobre a fidelidade a um líder político específico.

A decisão de Mano Menezes de não associar sua imagem a Bolsonaro pode também refletir uma análise cuidadosa do perfil do eleitorado de Jaboatão. Ao optar por uma campanha centrada em suas realizações e propostas, o prefeito busca talvez capitalizar o apoio de uma base mais ampla, incluindo eleitores que, embora conservadores, desejam ver políticas concretas e resultados tangíveis em vez de retórica polarizadora.

Assim, a convenção do PL em Jaboatão não apenas confirmou a candidatura de Mano Menezes à reeleição, mas também sinalizou uma possível nova direção para sua campanha, marcada por uma postura mais independente e focada na administração local. A reação a essa estratégia, tanto dentro do partido quanto entre os eleitores, será um indicativo importante do cenário político que se desenha para as próximas eleições municipais.