sábado, 24 de agosto de 2024

ASSESSOR DA CASA CIVIL DIZ QUE "GOVERNO DO ESTADO E CARUARU SÃO UM TIME SÓ"

Na última quinta-feira, 22 de agosto, a inauguração do Comitê da Juventude de Rodrigo Pinheiro serviu como palco para um discurso que visava consolidar a harmonia entre as administrações municipal e estadual. O evento contou com a presença de Bruno França, assessor especial da Casa Civil do Governo de Pernambuco, que utilizou a ocasião para reforçar a mensagem de unidade entre as diferentes esferas do governo.

França, com um tom assertivo e decidido, abordou as especulações sobre a suposta divisão entre as administrações municipal e estadual. “Estão dizendo por aí que somos dois times, mas estão enganados. Nós somos um time só”, declarou ele, destacando a estreita colaboração entre Rodrigo Pinheiro e a governadora Raquel Lyra. Essa declaração visava desmentir rumores de desentendimentos ou distanciamentos entre os dois líderes políticos, enfatizando a coesão e a cooperação entre as partes.

O Comitê da Juventude, inaugurado em um ambiente de celebração e expectativa, é visto como um marco na busca por políticas públicas voltadas para a juventude, e a presença de Bruno França no evento simbolizou o comprometimento do governo estadual em apoiar e fortalecer a gestão municipal de Pinheiro. França aproveitou a oportunidade para evidenciar que a relação entre Pinheiro e Lyra é de aliança sólida, refletindo um esforço conjunto para a implementação de iniciativas que beneficiem a população local e promovam o desenvolvimento de Pernambuco como um todo.

A mensagem transmitida por França não só visava reafirmar a parceria entre as administrações, mas também responder às críticas e boatos que surgiram recentemente. Ao se posicionar de forma firme sobre a unidade entre os governos, o assessor especial buscou consolidar a imagem de um governo coeso e eficaz, trabalhando em sintonia para alcançar os objetivos propostos e enfrentar os desafios que surgem ao longo do caminho.

POSSÍVEL CANDIDATURA DE FÁBIO ARAGÃO A ALEPE, REPERCUTIU NA REGIÃO DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE

A recente declaração da governadora Raquel Lyra em Santa Cruz do Capibaribe continua reverberando com grande intensidade no cenário político local e estadual, especialmente no que diz respeito ao futuro político do atual prefeito Fábio Aragão. A fala da governadora gerou uma série de especulações e discussões entre os bastidores da política pernambucana, com destaque para a possibilidade de Aragão concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026.

Lyra, que tem se consolidado como uma figura de influência crescente em Pernambuco, indicou um apoio implícito à administração de Aragão, enfatizando o desempenho positivo de sua gestão e a importância estratégica que ele pode ter para seu governo. Essa avaliação não passou despercebida entre os observadores políticos e os membros do governo, que já começam a discutir a viabilidade de uma candidatura de Aragão a deputado estadual.

A análise das possibilidades aponta para o fato de que Aragão poderia servir como um "para-choque" para os adversários políticos da governadora na região. Sua potencial candidatura se alinha com a estratégia de Lyra de fortalecer sua base política e aumentar sua influência nas regiões onde enfrenta resistência. A aprovação popular de Aragão e os resultados positivos de sua gestão em Santa Cruz do Capibaribe são vistos como ativos importantes que podem ser usados para garantir apoio contínuo e reforçar a posição política de Lyra.

A especulação sobre a candidatura de Aragão não se limita apenas aos corredores do poder. Entre os eleitores e líderes locais, a possibilidade de vê-lo representando a região na Assembleia Legislativa é recebida com interesse e otimismo. Muitos acreditam que sua experiência administrativa e sua ligação com a comunidade local podem proporcionar uma representação eficaz e benéfica para a região.

Além disso, a movimentação em torno de Aragão destaca uma tendência maior dentro do PSDB e de outros partidos políticos em Pernambuco, onde candidatos com boa aceitação popular e experiência comprovada estão sendo considerados para cargos legislativos. A estratégia parece ser uma resposta ao cenário político cada vez mais competitivo, onde a necessidade de candidatos fortes e bem posicionados se torna crucial para garantir vitórias eleitorais e manter a coesão política.

Os próximos meses serão decisivos para definir o caminho político de Fábio Aragão e para observar como as especulações em torno de sua candidatura se materializarão. A relação entre a governadora Raquel Lyra e o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, bem como o apoio que Aragão pode receber de outros aliados políticos, serão fatores determinantes para o desenrolar dessa possível candidatura e para o impacto que ela terá nas eleições de 2026.

Na Lupa, Sábado, 24/08/2024, Blog do Edney

NA LUPA 🔎 
BLOG DO EDNEY 


Por Edney Souto


A ESTRATÉGIA POLÍTICA DE RAQUEL DE CONSTRUÇÃO DE ALIANÇAS E PONTES QUE RESULTAM EM UMA GESTÃO EFICAZ

Desde que assumiu o governo de Pernambuco em janeiro de 2023, a governadora Raquel Lyra (PSDB) tem se destacado por uma abordagem política diferenciada e estratégica. Ao invés de se limitar às linhas partidárias tradicionais, Lyra optou por uma postura de colaboração e negociação, visando à maximização dos benefícios para o estado. Essa estratégia tem se mostrado não apenas inovadora, mas também eficaz, atraindo recursos e consolidando parcerias importantes para a administração estadual.

A Estratégia de Alianças Interpartidárias

A administração de Raquel Lyra é marcada por um pragmatismo político que transcende as barreiras partidárias. Embora o PSDB, partido ao qual pertence, esteja na oposição ao governo federal liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a governadora tem adotado uma postura de cooperação com o governo federal. Essa abordagem é evidenciada pela sua presença constante em Brasília, onde busca incessantemente novos investimentos e recursos para Pernambuco.

Esse alinhamento não se dá por acaso. Lyra tem inteligentemente compreendido que a eficácia na gestão estadual pode depender significativamente da capacidade de cultivar boas relações com o governo federal, independentemente das diferenças partidárias. Suas viagens a Brasília são planejadas com o objetivo de fortalecer esses laços e garantir que Pernambuco não fique à margem das oportunidades de investimento e desenvolvimento proporcionadas pelo governo federal.

A Nomeação de Yanne Katt Teles: Um Passo Estratégico

Em 12 de agosto de 2024, a governadora Raquel Lyra anunciou a nomeação de Yanne Katt Teles para a Secretaria da Criança e Juventude de Pernambuco. Teles, que era assessora do ministro da Controladoria Geral da União, é uma figura vinculada ao deputado federal Clodoaldo Magalhães, presidente estadual do Partido Verde (PV). Essa nomeação é um reflexo direto da habilidade de Lyra em construir e consolidar alianças políticas.

O PV, ao lado do PT e do PCdoB, faz parte da federação Brasil da Esperança, que apoia o governo federal. A escolha de uma figura ligada a Clodoaldo Magalhães, um dos líderes regionais importantes do PV, demonstra a astúcia política da governadora. Ao integrar representantes de diferentes partidos e esferas políticas em sua administração, Lyra reforça seu compromisso com uma governança inclusiva e colaborativa, que visa a maximização dos recursos disponíveis para Pernambuco.

O Impacto da Nomeação e as Repercussões Políticas

A nomeação de Teles e sua subsequente integração na equipe de Lyra não apenas sinalizam um fortalecimento das relações com o PV, mas também têm implicações significativas para a administração estadual. A presença de Clodoaldo Magalhães ao lado da governadora em agendas na Região Metropolitana do Recife, após o anúncio, é um indicativo claro da sinergia crescente entre o governo estadual e o Partido Verde.

Essa aproximação é estratégica, dado que o PV, juntamente com o PT e o PCdoB, desempenha um papel fundamental na federação Brasil da Esperança. A governadora, ao promover uma aliança com o PV, está essencialmente consolidando uma base de apoio que pode facilitar a aprovação de projetos e a obtenção de recursos, além de garantir uma maior colaboração entre as esferas estadual e federal.

A Repercussão da Estratégia de Raquel Lyra no Contexto Estadual

A administração de Raquel Lyra tem mostrado uma capacidade notável para navegar pelas complexidades do cenário político. Sua abordagem interpartidária tem sido recebida de forma positiva, tanto pela base governamental quanto pelos aliados. O sucesso dessa estratégia pode ser medido pelos recursos e investimentos que têm fluído para Pernambuco, possibilitando o avanço de projetos essenciais para o desenvolvimento estadual.

Além disso, a habilidade de Lyra em manter um diálogo produtivo com diferentes partidos e lideranças políticas tem contribuído para um ambiente de maior estabilidade e cooperação. Isso é especialmente relevante em um cenário político onde as alianças e a capacidade de negociação são cruciais para a realização de políticas públicas eficazes e a promoção de iniciativas que beneficiem a população.

Desafios Vindouros e Perspectivas 

À medida que Raquel Lyra continua sua gestão, a habilidade de construir e manter alianças políticas será fundamental para enfrentar os desafios futuros e garantir a continuidade do progresso em Pernambuco. A governadora terá que equilibrar a necessidade de recursos e apoio político com as demandas e expectativas dos diferentes grupos e partidos envolvidos.

O cenário político é dinâmico e, portanto, a capacidade de Lyra em adaptar suas estratégias e manter uma postura colaborativa será determinante para o sucesso de sua administração. A manutenção de boas relações com o governo federal, a consolidação de parcerias interpartidárias e a gestão eficaz dos recursos são aspectos que continuarão a definir a trajetória da governadora e o impacto de seu governo em Pernambuco.

Em síntese, a abordagem política de Raquel Lyra tem sido marcada por uma combinação de pragmatismo, habilidade diplomática e visão estratégica. A sua capacidade de construir alianças e negociar com diferentes esferas políticas é um testemunho de sua competência como gestora e de sua determinação em promover o desenvolvimento e o bem-estar de Pernambuco. É isso!

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

MICHELLE QUER DROGÔMETROS EM BLITZ EM TODO BRASIL

A deputada federal Missionária Michele Collins (PP) quer o uso de drogômetro nas blitzes de todo o Brasil para detectar uso de drogas em condutores. O projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados. A matéria acrescenta ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a realização de teste de substância psicoativa, além do álcool, ao condutor em fiscalização ou que se envolveu em sinistro de trânsito. 

“Muitos condutores usam drogas e vão dirigir, colocando em risco a vida das pessoas. Como o teste não detecta, essas substâncias acabam não sendo registradas. E os dados são alarmantes, o índice de mortalidade no trânsito brasileiro teve um aumento de 2,3% em uma década”, explicou a parlamentar. 

Segundo o texto, a proposição torna o CBT mais conciso quanto ao teste de alcoolemia ou toxicológico. Determinando que os órgãos de fiscalização utilizem não apenas o bafômetro, para identificar a presença e o teor de álcool no organismo de condutores, mas o drogômetro, proposto pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

Fundadora do Movimento Mães contra o Crack e da Federação Pernambucana de Comunidades Terapêuticas (FEPECT), Michele Collins tem atuação há 28 anos na política nacional de drogas. É assessora de articulação social e institucional da Federação de Comunidades Terapêuticas Evangélicas do Brasil (FETEB) e de Políticas Públicas da Confederação Nacional de Comunidades Terapêuticas (Cofenact). Além disso, é colaboradora do “Pauta Brasil de combate às drogas”.

NO RIO, PETISTAS ABANDONAM CANDIDATURA DE PAES, O RACHA É GRANDE E INEVITÁVEL

No cenário político do Rio de Janeiro, a aliança entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o prefeito Eduardo Paes, que busca a reeleição, começou a mostrar sinais de rachadura. A decisão de uma ala do PT carioca de se afastar da campanha de Paes para apoiar o candidato do PSOL, Tarcísio Motta, está mexendo com a dinâmica das eleições na capital fluminense. Esse movimento de dissidência, que ganha força sob a liderança do deputado federal Lindbergh Farias, representa um desafio significativo para a campanha de Paes, uma vez que evidencia o descontentamento de setores importantes do PT com as negociações conduzidas pela cúpula do partido.

A insatisfação desses petistas começou a crescer quando se constatou que, apesar dos esforços, a legenda não teria uma candidatura própria à prefeitura do Rio de Janeiro. A decisão de apoiar Eduardo Paes, fruto de um acordo costurado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não foi recebida com entusiasmo por todos. O desejo de ter um representante do PT na cabeça de chapa ou, ao menos, na posição de vice-prefeito, era uma demanda forte entre os militantes. Contudo, essa aspiração não foi atendida, e Eduardo Paes, ao recusar a proposta de ter um petista como seu vice, gerou uma onda de descontentamento.

O rompimento desses setores do PT com a candidatura de Eduardo Paes culminou no lançamento do movimento “Petistas com Tarcísio”, que vem ganhando adesão entre militantes que não se sentiram contemplados pela aliança com o atual prefeito. O apoio de Lindbergh Farias a Tarcísio Motta tem um peso simbólico e estratégico, já que Lindbergh, além de ser uma figura influente dentro do PT, mantém uma relação pessoal próxima com a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann. Essa proximidade confere ao movimento dissidente um caráter ainda mais relevante, ao demonstrar que as divergências internas no partido não se restringem apenas à base, mas envolvem também nomes de destaque no cenário nacional.

O movimento "Petistas com Tarcísio" está se estruturando como uma alternativa de esquerda à candidatura de Paes, buscando resgatar a identidade do PT junto aos eleitores cariocas que se identificam com pautas mais à esquerda do espectro político. Tarcísio Motta, conhecido por sua atuação combativa na Câmara Municipal do Rio e pelo seu vínculo com movimentos sociais, representa, para esses petistas, uma candidatura mais alinhada com os princípios históricos do partido. A adesão a Motta não é apenas uma questão de protesto contra Paes, mas também uma reafirmação dos valores que esses militantes consideram essenciais para o PT.

Enquanto a campanha de Eduardo Paes segue com o apoio oficial do PT, a dissidência liderada por Lindbergh Farias expõe as fraturas dentro do partido. Essa movimentação traz à tona as tensões que existem entre as estratégias eleitorais de cúpula e os desejos das bases partidárias. A decisão de apoiar Tarcísio Motta, ainda que contrária à orientação oficial do PT, evidencia o desejo de uma parcela significativa do partido em retomar uma postura mais crítica e independente, distanciando-se de alianças consideradas pragmáticas demais, que, para eles, acabam diluindo a identidade partidária.

O impacto dessa cisão nas eleições municipais do Rio de Janeiro ainda está por ser medido, mas é inegável que a candidatura de Eduardo Paes enfrentará desafios adicionais. A perda de apoio de uma ala do PT, especialmente uma que se organiza ativamente para apoiar um adversário, pode enfraquecer sua base eleitoral e complicar suas chances de reeleição. Enquanto isso, Tarcísio Motta ganha um reforço importante em sua campanha, que pode lhe proporcionar maior visibilidade e apoio entre eleitores progressistas.

DANI PORTELA ATACA JOÃO, DE OLHO NO VOTO FEMININO E NOS INSATISFEITOS DO PT

A deputada estadual Dani Portela, filiada ao PSOL e vista como a principal adversária à esquerda do prefeito João Campos, começou a intensificar seu discurso oposicionista na corrida pela Prefeitura do Recife. Em um movimento que surpreendeu alguns analistas políticos, Dani, que havia sido especulada como uma possível aliada do prefeito, agora se posiciona com firmeza contra a gestão socialista, buscando aumentar suas intenções de voto.

Antes do início oficial da campanha, havia dúvidas sobre o tom que Dani adotaria na disputa. Apoiada pelo PSB na Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde ocupa a liderança da oposição à governadora Raquel Lyra, a deputada chegou a ser vista como uma figura que poderia evitar o confronto direto com João Campos. Essas especulações ganharam força após um encontro público entre Dani e o prefeito, logo após o nascimento do filho dela, Jorge. Na ocasião, os dois posaram sorridentes para uma foto compartilhada nas redes sociais, o que reforçou a percepção de que Dani poderia adotar uma postura menos combativa.

No entanto, com o início da campanha, embora ainda restrita à internet e às atividades nas ruas, Dani Portela tem utilizado suas redes sociais, especialmente o Instagram, para lançar críticas à gestão de João Campos. Em uma de suas postagens, Dani anunciou que, se eleita, pretende retomar o Orçamento Participativo, uma iniciativa criada pelo ex-prefeito João Paulo, do PT, e que foi um marco das administrações petistas na capital pernambucana. A deputada fez questão de destacar que se identifica com o campo político da esquerda que governou Recife no passado.

Outro ponto de ataque de Dani tem sido a forma como o atual prefeito aborda as questões de gênero em seu programa de governo. Em um card postado recentemente, a deputada chamou a atenção para o fato de que a palavra “mulher” aparece 63 vezes em seu programa, enquanto no de João Campos é mencionada apenas duas vezes. Dani também ressaltou que o programa do prefeito não faz nenhuma menção à palavra “mãe” ou ao feminicídio, apesar de Recife ser uma das cidades com maior índice de assassinatos de mulheres por seus ex-companheiros.

A deputada também tem aproveitado encontros com mulheres para reforçar seu discurso de oposição, afirmando que apresentará um programa de governo de esquerda, com críticas fundamentadas à atual administração. A expectativa de Dani é conquistar o voto da esquerda independente e de petistas insatisfeitos com a recusa de João Campos em ceder a vice na chapa ao PT. Além disso, a deputada está de olho no voto feminino, especialmente após o prefeito escolher um homem como seu candidato a vice, em detrimento de uma mulher.

PERNAMBUCO INTENSIFICA AÇÕES CONTRA FEBRE OROPOUCHE COM CRIAÇÃO DE COMITÊ INTERSETORIAL

PE intensifica ações contra Febre Oropouche com criação de comitê intersetorial
O Governo de Pernambuco criou um comitê técnico para enfrentar a disseminação da Febre Oropouche, conforme publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira (22). A medida surge em resposta à confirmação de mais um óbito fetal associado ao vírus, transmitido pelo maruim, e à crescente preocupação com a transmissão vertical da doença. Este é o terceiro caso de óbito fetal relacionado ao Oropouche no Estado, sendo o mais recente registrado na cidade de Machados, no Agreste.

O Comitê Estadual Intersetorial de Enfrentamento ao Oropouche (CEIEO) terá a missão de coordenar e avaliar as ações de controle, prevenção e tratamento da doença em Pernambuco. Entre as atribuições do comitê estão a elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento ao Oropouche, a definição de diretrizes para a mobilização de enfrentamento e a promoção de pesquisas para o desenvolvimento de novas tecnologias para diagnóstico e prevenção, com foco especial em gestantes.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) reforçou as orientações para que gestantes no Estado reduzam a exposição às picadas do maruim, principal vetor da doença. A utilização de roupas protetoras, principalmente ao amanhecer e ao anoitecer, além do uso de repelentes adequados para gestantes, estão entre as principais recomendações.

Pernambuco já contabiliza 122 casos confirmados da Febre Oropouche, com ocorrências registradas em diversos municípios, incluindo Jaqueira, Pombos, Água Preta, e Cabo de Santo Agostinho. As autoridades seguem monitorando a situação epidemiológica, enquanto o comitê se reunirá quinzenalmente para ajustar as estratégias de combate à doença.

POPULAÇÃO DE PERNAMBUCO VAI DIMINUIR ANTES DA BRASILEIRA, DIZ IBGE

População pernambucana vai começar a diminuir em 2039, antes da brasileira, diz IBGE
A pandemia da covid-19 antecipou as projeções de diminuição da população brasileira. A previsão era de que o número de habitantes no País começasse a encolher a partir de 2026, mas a perspectiva é que a população vai parar de crescer em 2041. Os dados estão nas Projeções de População do IBGE com dados do Censo Demográfico 2022, divulgadas nesta quinta-feira (22).

O estudo do IBGE mostra que em alguns Estados esse processo de encolhimento da população começa antes, como é o caso de Pernambuco. Enquanto o País vai parar de crescer em 2041, quando chegará a 220.425.299 habitantes, no Estado o encolhimento começa em 2039. 

Estimativa do IBGE aponta que Pernambuco sairá dos atuais 9,5 milhões de habitantes para 9,7 milhões em 2038. A partir do ano seguinte, a população pernambucana vai começar a encolher até chegar em 8,6 milhões em 2070. Antes, em 2059, Pernambuco será ultrapassado pelo Ceará, que passará a ter a 2ª maior população do Nordeste, atrás apenas da Bahia.

Menos filhos

A análise do IBGE alerta que a população de Pernambuco não vai apenas doiminuir, mas também envelhecer, ao longo das próximas décadas. Uma das razões é a queda na taxa de fecundidade. Em 2000, a taxa era de 2,46 e caiu para 1,56 em 2023.

A mudança é uma tendência no Nordeste, que reduziu drasticamente a taxa de fecundidade em relação a outras regiões do País. Historicamente, as mulheres nordestinhas tinham mais filhos em relação à média brasileira, mas essa realidade foi mudando. 

Mais idosos aqui que no Brasil

Em 2023, a idade mediana (número que separa a metade mais jovem da população da metade mais velha) foi de 33,7. Em 2070, 50% dos pernambucanos terão mais de 51 anos.                                    

A mudança na faixa etária da população também pode ser observada a partir do índice de envelhecimento. Essa taxa divide o número de pessoas com mais de 60 anos pelo total de habitantes com até 14 anos.

O índice de envelhecimento de Pernambuco em 2023 foi de 68,9 e deve chegar a 325,7 em 2070, demonstrando uma proporção de idosos bem superior à de crianças e adolescentes. Como a projeção do Brasil para 2070 é de 316,2, os idosos pernambucanos devem ocupar uma parcela maior na proporção estadual do que no cenário nacional.