quinta-feira, 10 de outubro de 2024

CARRAPICHO CELEBRA REELEIÇÃO EM TAMANDARÉ

Na última eleição em Tamandaré, Zona da Mata Sul de Pernambuco, o candidato Carrapicho, do Republicanos, foi o grande vencedor em um pleito marcado pela disputa acirrada. A vitória veio com 9.810 votos, o que representa 57,83% dos votos válidos, superando seu adversário Hildo Hacker, do PSD, que conquistou 7.154 votos, correspondentes a 42,17%. Os dados foram oficialmente divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmando uma vitória que, embora expressiva, também reflete a forte concorrência.

Carrapicho, aos 44 anos, se apresentou como um candidato de trajetória simples. Casado e com ensino fundamental incompleto, ele assume o cargo de prefeito de Tamandaré após uma campanha em que se destacou por seu apelo popular e promessas de melhorias para a cidade. O agora prefeito tem um patrimônio declarado de R$ 560.019,14 à Justiça Eleitoral, evidenciando um perfil modesto, em consonância com o que costuma atrair o eleitorado da região. Ao seu lado, assumirá o vice-prefeito Irmão Valdi Abençoado, do PSB. Aos 51 anos, Irmão Valdi também se tornou uma figura de destaque na chapa vitoriosa, com seu nome fortemente associado às questões sociais e ao trabalho comunitário.

Com uma participação expressiva da população, a eleição em Tamandaré teve um total de 17.467 votos computados. Entre esses, 148 foram em branco, representando 0,85% do total, enquanto 355 eleitores optaram por anular seus votos, o que corresponde a 2,03%. Um aspecto relevante foi o índice de abstenção, que alcançou 14,89%, com 3.056 eleitores deixando de comparecer às urnas. O cenário eleitoral do município refletiu, assim, não apenas a divisão entre os candidatos, mas também o impacto do desinteresse ou impossibilidade de participação de uma parcela dos eleitores.

Carrapicho, que já ocupava o cargo de prefeito e buscava a reeleição, celebrou a vitória com grande entusiasmo. Sua campanha se baseou em propostas voltadas para o desenvolvimento local, com ênfase nas áreas de infraestrutura, saúde e educação. A reeleição veio como uma confirmação do apoio da maioria da população ao trabalho realizado nos últimos anos, apesar dos desafios que o município ainda enfrenta. Já Hildo Hacker, que tentou desbancar o adversário, concentrou sua campanha em críticas à gestão anterior, mas não conseguiu convencer a maioria dos eleitores de que poderia oferecer uma alternativa mais eficaz para os problemas de Tamandaré.

Os resultados finais da eleição, ao mesmo tempo em que reafirmam a liderança de Carrapicho na cidade, também mostram que uma parte significativa da população estava em busca de mudanças, o que ficou evidente na votação expressiva obtida por Hildo Hacker. Assim, o desafio de Carrapicho nos próximos quatro anos será governar uma cidade onde as expectativas por melhorias continuam altas e a oposição se mantém presente. O novo mandato representa tanto uma continuidade quanto a necessidade de ajustar as velhas promessas à realidade do município, especialmente nas áreas mais carentes e de maior vulnerabilidade.

PROPOSTA QUE LIMITA AÇÕES DOS MINISTROS DO STF AVANÇA NO CONGRESSO

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deu aval nesta quarta-feira (9) a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita decisões monocráticas (individuais) no Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto, chancelado por 39 votos a 18, faz parte de um pacote de projetos no colegiado de afronta ao funcionamento do Supremo.

Nesta quarta, a agenda de votações da CCJ ainda conta com outros três projetos que limitam poderes da Corte (veja mais abaixo).

A análise da PEC na CCJ tratou somente da admissibilidade da matéria — sem discutir seu conteúdo.

Com o “sinal verde” do colegiado, a proposta seguirá, agora, para análise de uma comissão especial, que não tem prazo para ser criada e que poderá fazer eventuais mudanças em seu teor.

Depois disso, ainda precisará ser votada no plenário da Câmara, onde dependerá da aprovação de, no mínimo, 308 deputados — em dois turnos de votação.
Chamada de PEC das decisões monocráticas, a proposta foi aprovada pelo Senado em novembro de 2023. Ficou paralisada na Câmara até agosto deste ano, quando o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), decidiu destravar o andamento da iniciativa em meio a decisões do STF que suspenderam a execução de emendas parlamentares.

O texto aprovado pelos membros da CCJ proíbe decisões monocráticas — tomadas por um único magistrado — que:

suspendam a eficácia de leis; ou
suspendam atos do presidente da República ou dos presidentes da Câmara, do Senado e do Congresso.
⚖️Pela proposta, as decisões individuais que suspendem leis continuarão permitidas em somente um caso: durante o recesso do Judiciário em casos de “grave urgência ou risco de dano irreparável”.

A PEC estabelece que, neste caso, caberá ao presidente do tribunal tomar a decisão monocrática. E que, no retorno dos trabalhos, a medida precisará ser referendada pelo plenário do tribunal em até 30 dias.

Além do STF, as mudanças promovidas pela PEC também serão estendidas a outras instâncias do Judiciário.
Em seu parecer, o relator na CCJ, deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), defendeu o avanço da proposta como uma “aplicação” do sistema de freios e contrapesos entre os Poderes.

“A proposição nada mais é do que a aplicação prática e inequívoca do princípio de freios e contrapesos visando a convivência harmônica entre os poderes […] Não pode apenas um magistrado concentrar em si o poder decisório que deve ser resguardado ao colegiado”, escreveu.

PT DE PAULISTA ANUNCIA APOIO A RAMOS

A disputa pela Prefeitura de Paulista, nas eleições municipais de 2024, ganha novos contornos ao avançar para o segundo turno. Com um cenário marcado por articulações e alianças, o candidato Ramos (PSDB), que obteve um dos maiores percentuais de votos no primeiro turno, recebeu, nesta quarta-feira (9), o apoio oficial do Partido dos Trabalhadores (PT). A declaração foi feita por meio de uma nota pública, divulgada pela Direção Executiva Municipal do partido, indicando uma nova configuração na corrida eleitoral da cidade.

O apoio do PT a Ramos reflete uma análise aprofundada da conjuntura política local. Segundo o comunicado, o partido promoveu um amplo debate interno para avaliar a situação do município e suas perspectivas. A nota destaca que o PT participou ativamente do pleito, tanto com a chapa proporcional, como com a vice-prefeitura, em uma aliança com o PDT, obtendo a eleição de um vereador. Esse resultado demonstra o crescimento e fortalecimento do partido na cidade, que hoje conta com mais de 220 mil eleitores. 

O texto aponta que a decisão de apoiar Ramos está vinculada a uma análise crítica do cenário político de Paulista, que nos últimos anos enfrentou denúncias de corrupção e uma percepção de estagnação no desenvolvimento urbano e econômico. Para os membros do PT, esse sentimento, capturado nas urnas durante o primeiro turno, sinaliza o desejo de mudança entre a população, sugerindo a necessidade de uma alternância de poder no município.

O comunicado também menciona o papel que o PT tem desempenhado na política local, com uma direção partidária ativa e combativa, comprometida com o futuro de Paulista. O partido vê na aliança com Ramos uma oportunidade de influenciar diretamente esse futuro, apostando em uma renovação política que vai além de um único ciclo eleitoral. A perspectiva de longo prazo é de que essa mudança trará resultados concretos para a cidade, tanto em termos de gestão pública quanto de crescimento socioeconômico.

Com essa decisão, Ramos, que já contava com uma expressiva base de apoio no primeiro turno, ganha o respaldo de uma legenda tradicional e influente como o PT. Essa aliança não só fortalece sua candidatura como também amplia seu leque de propostas e a representatividade de sua chapa, que agora conta com o apoio formal de um partido que tem enraizado suas bandeiras em questões sociais e trabalhistas.

VEM AÍ A SEXTA BIENAL DO LIVRO EM GARANHUNS

A Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria de Educação, em parceria com Andelivros, realiza entre os dias 16 e 20 de outubro a 6ª Bienal Internacional do Livro de Garanhuns. Além dos estandes de diversas editoras, o evento trará para o Agreste Meridional palestras com escritores, apresentações das escolas municipais, espetáculos infantis e música. A Bienal do Livro será realizada na Praça Cultural Mestre Dominguinhos.

Com o tema “Protagonistas da educação: estudantes que inspiram”, esta edição faz uma homenagem a todos os estudantes da Rede Municipal de Ensino, que tem representantes que vem se destacando em vários setores.

Uma novidade para este ano é que além dos professores, profissionais administrativos que trabalham nas escolas e creches municipais que são contratados pela Secretaria Municipal de Educação receberão vouchers para compra de livros durante a Bienal do Livro. O investimento será de mais de 1 milhão e duzentos mil reais. Em breve, serão divulgadas informações sobre como será feita a retirada do vale.

“Nesta sexta edição a Prefeitura contempla, de forma inédita, todos os trabalhadores da educação com acesso à literatura de diversos gêneros, através dos vouchers. A leitura é componente importante em um processo de formação continuada e autoformação, que vem sendo pilar estruturante da Secretaria neste quadriênio”, afirmou a Secretária de Educação, Wilza Vitorino.

“Estamos levando para Garanhuns o maior evento literário que a cidade já viu. Serão disponibilizados exemplares de mais de 600 editoras, além de apresentações com Mundo de Kaboo, que é um verdadeiro fenômeno infantil na internet, e participação de renomados palestrantes, como o antropólogo, jornalista e escritor Ernesto Xavier”, disse Afonso carvalho, coordenador de eventos da Andelivros.

VITÓRIA DE RODRIGO PINHEIRO CAUSOU SURPRESA EM CARUARU

A apuração das urnas em Caruaru no último domingo trouxe uma reviravolta inesperada para a campanha de Zé Queiroz, do PDT, e seu vice, Tonynho Rodrigues, do MDB. A expectativa, alimentada por sondagens internas realizadas nas semanas que antecederam a votação, indicava um cenário de disputa acirrada entre Zé Queiroz e o atual prefeito, Rodrigo Pinheiro, que concorria à reeleição pelo PSDB. Os números das pesquisas internas apontavam um empate técnico, gerando uma atmosfera de otimismo entre os apoiadores de Queiroz e a equipe de campanha, que já vislumbrava a possibilidade de levar a eleição ao segundo turno.

As expectativas eram tão altas que a equipe de Zé Queiroz havia agendado uma coletiva de imprensa para as 19h, no comitê eleitoral, onde o candidato e seu vice anunciariam as estratégias para enfrentar Rodrigo Pinheiro no segundo turno. A coletiva, cuidadosamente planejada, seria o momento de reafirmar o fôlego da campanha e mobilizar a militância para a fase mais decisiva da eleição. No entanto, o que se seguiu foi uma série de eventos que desmontou qualquer previsão otimista.

Com a apuração indicando, de forma cada vez mais consolidada, a vitória de Rodrigo Pinheiro no primeiro turno, as reações nos bastidores da campanha pedetista foram de surpresa e desorientação. A confirmação oficial da vitória de Pinheiro veio como um golpe que anulou, de imediato, qualquer possibilidade de comemoração ou de reafirmação pública do projeto de Zé Queiroz. A coletiva de imprensa foi cancelada às pressas, e a equipe optou por não realizar declarações públicas naquela noite. Em vez disso, uma nota foi emitida, em um tom cauteloso, reconhecendo o resultado e evitando maiores confrontos.

A derrota no primeiro turno foi um choque particularmente pesado para Zé Queiroz, que traz consigo a longa trajetória de ex-prefeito, e também para Tony Gel, outro nome de peso na política local, que viu frustrada a tentativa de retomar o comando da prefeitura de Caruaru. Com o cenário definido de forma inesperada, a equipe de Queiroz agora se depara com a necessidade de reavaliar os próximos passos na política caruaruense. As projeções otimistas feitas a partir das pesquisas internas se revelaram distantes da realidade das urnas, criando um novo ponto de partida para a análise dos fatores que levaram à vitória de Rodrigo Pinheiro já no primeiro turno.

Na Lupa, Quinta, 10/10/2024, Blog do Edney

NA LUPA 🔎 


Por Edney Souto. 



DUAS VAGAS NO SENADO FEDERAL EM 2026: CENÁRIO DE EXPECTATIVAS E DESAFIOS

O cenário político em Pernambuco para as eleições de 2026 já começa a se delinear com as primeiras previsões e especulações sobre as chapas que disputarão o governo e as vagas no Senado. Com a atual governança de João Campos, do PSB, e as movimentações de outros partidos, observa-se um campo fértil para alianças e disputas que poderão moldar o futuro político do estado. Neste contexto, analistas políticos têm apontado que a chapa do PSB, liderada por João Campos, deve buscar o Palácio do Campo das Princesas com uma estratégia bem definida, enquanto outros partidos formam suas coalizões em uma corrida acirrada por espaços no Senado.
JOÃO CAMPOS - João Campos, que assumiu Prefeitura do Recife em um contexto de desafios significativos, como a recuperação econômica pós-pandemia e a necessidade de avançar em políticas sociais, foi sem dúvida o melhor gestor da Capital dos últimos tempos. Ele se reelegeu de forma histórica e tem se mostrado como um nome forte e consolidado para ser governador. A expectativa é que ele mantenha o apoio popular que conquistou durante seu primeiro mandato, promovendo uma gestão voltada para a inclusão e o desenvolvimento urbano do Recife. Para 2026, a chapa do PSB deve contar com o apoio do União Brasil, com Miguel Coelho na vice e formando uma aliança estratégica que pode ampliar a base de apoio e fortalecer a candidatura de Campos. Essa união pode ser vista como uma tentativa de unir forças em tempos de polarização política, buscando um discurso que dialogue com as diversas demandas da população pernambucana.
NOMES CERTOS - Em paralelo, as disputas para o Senado prometem ser intensas. Os analistas indicam que as duas vagas disponíveis devem ser ocupadas pelos nomes de Humberto Costa, do PT, e Silvio Costa Filho, do Republicanos. Humberto, com uma longa trajetória política e experiência no Senado onde estará com 16 anos de Câmara Alta, é visto como uma figura emblemática que pode agregar não apenas votos, mas também a credibilidade necessária para representar Pernambuco em Brasília num histórico terceiro mandato de Senador. Por outro lado, Silvio Costa Filho, com uma atuação forte na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados e agora no Ministério dos Portos e Aeroportos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, tem destaque e uma base consolidada, também se posiciona como um candidato competitivo, capaz de dialogar com diferentes segmentos da sociedade.
RAQUEL LYRA - Por outro lado, a governadora Raquel Lyra, não esconde a sua intenção de concorrer ao governo, para renovar o mandato, deverá montar uma chapa que busque ampliar suas chances de vitória. De acordo com análises, Raquel Lyra poderá contar com aliados estratégicos para as vagas ao Senado. Um nome forte cogitado é o de Eduardo da Fonte, do PP, um político com grande inserção regional e experiência em cargos públicos. Além dele, Armando Monteiro, do Podemos, é outro nome que aparece nas especulações, trazendo consigo uma trajetória de destaque e uma imagem consolidada no cenário político pernambucano. Mas o PT está de olho aqui também, caso João Campos resolva lançar Miguel Coelho e Silvio Costa Filho ao Senado, Humberto Costa não terá dificuldade em compor com o PSDB. Ele vai pra onde ele tiver a certeza de composição majoritária, pois sabe que sua eleição se dará independente de lado, assim ele aposta. Um passarinho cantou aqui na coluna que ele prefere o palanque de João Campos e do PSB, mas se no tiver, o plano B será o apoio a Raquel Lyra. 
As articulações políticas em Pernambuco para 2026 refletem um estado em constante transformação, onde as alianças e as dissensões são peças-chave para o sucesso nas urnas. Os desafios são imensos, especialmente em um contexto de crise política e econômica que o Brasil poderá vir a enfrentar. A capacidade de cada candidato de apresentar propostas viáveis e de mobilizar suas bases será fundamental para conquistar o eleitorado. A política pernambucana, conhecida por sua pluralidade e intensidade, promete mais uma vez ser palco de disputas acirradas, onde o eleitor se tornará o verdadeiro protagonista.
À medida que as eleições forem entrando no cardápio do dia, o cenário ainda pode sofrer alterações significativas, com novas alianças sendo formadas ou desfeitas. A imprevisibilidade é uma das características mais marcantes da política brasileira, e Pernambuco não é exceção. O PT pode estar em qualquer lado. O que se observa, no entanto, é que as chapas começam a se estruturar, e as expectativas estão altas. Os próximos meses serão cruciais para que os candidatos consigam solidificar suas propostas e conquistar a confiança do eleitorado.
2026 VAI COMEÇAR - Com as atenções já voltadas para as eleições 2026, a necessidade de um debate político saudável e construtivo se torna ainda mais evidente. É nesse terreno caro leitos aqui Na Lupa, que os candidatos apresentem suas visões para o futuro de Pernambuco, desde já pois termina uma eleição começa outra. Sempre haverá questões como saúde, educação, economia e segurança, são pautas eternas na política. O eleitor deve ser informado e preparado para tomar decisões conscientes, e isso exige um compromisso das lideranças em promover um amplo debate. 
HUMBERTO CORINGA - as chapas para o governo e Senado em Pernambuco em 2026 trarão à tona uma série de desafios e oportunidades. Enquanto João Campos se prepara para defender seu legado ao lado de aliados do União Brasil, PCdoB, Republicanos, MDB, Avante, Solidariedade de Marília Arraes, Raquel Lyra se articula para apresentar uma oposição forte e competitiva. Se João Campos descartar o PT, Humberto Costa vai disputar o senado do lado de Raquel Lyra e nesse caso João Campos optará por um nome do MDB ao Senado Federal, repentinos Eduardo Campos quando colocou Jarbas Vasconcelos na sua chapa. As eleições prometem ser um momento decisivo não apenas para os candidatos, mas para todo o estado, que espera sempre ansiosamente por um futuro melhor. A sorte está lançada. 2026 já começou! É isso aí.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

EDUARDA GOUVEIA CELEBRA VITÓRIA NAS RUAS DE CARPINA

No último domingo (6), Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, fez história ao eleger pela primeira vez uma mulher para o cargo de prefeita. Eduarda Gouveia, candidata pelo Podemos, conquistou a confiança dos eleitores e já deu início a uma série de visitas pelas ruas da cidade para agradecer o apoio popular. Seu gesto é visto como uma retribuição ao carinho que recebeu durante toda a campanha, reforçando a proximidade com o povo e seu compromisso em trabalhar por um futuro melhor para Carpina.

A eleição de Eduarda marca um momento simbólico e de grande relevância para o município, que, pela primeira vez, coloca uma mulher no comando de sua administração. Em seu discurso de agradecimento, a prefeita eleita não apenas celebrou a vitória, mas também destacou o que essa conquista representa para a cidade. Emocionada, ela ressaltou a importância de ser a primeira prefeita mulher de Carpina e reafirmou sua responsabilidade em honrar a confiança depositada pelos cidadãos. A prefeita eleita afirmou que vai se dedicar com sensibilidade e determinação para garantir que todos tenham a oportunidade de vivenciar dias melhores.

Durante suas visitas pelas ruas da cidade, Eduarda tem recebido o carinho da população, que, segundo ela, expressa alegria e esperança em um novo ciclo de gestão. Ela aproveitou os encontros para reafirmar o compromisso de governar com dedicação e transparência, deixando claro que não pretende deixar ninguém para trás. Seu discurso vem carregado de uma visão de inclusão social e progresso, evidenciando que a administração municipal será pautada pela proximidade com os moradores e pela busca por soluções que melhorem a qualidade de vida de todos. 

A prefeita eleita também deixou claro que seu trabalho não se restringirá ao período eleitoral. Com um estilo de liderança que prioriza o contato direto com a população, Eduarda prometeu que continuará visitando todos os bairros de Carpina, mantendo esse diálogo aberto com os eleitores e reforçando que sua gestão será para todos, sem exceções. Ao longo da campanha, uma das suas principais promessas foi justamente aproximar a prefeitura da realidade dos cidadãos, ouvindo suas necessidades e buscando soluções conjuntas. Agora, após ser eleita, Eduarda reafirma essa postura, destacando que o seu governo será construído com a participação de todos.

A mensagem de Eduarda Gouveia é clara: ela não apenas venceu uma eleição, mas também assumiu o compromisso de transformar Carpina em uma cidade mais justa e próspera.

VEREADORES REELEITOS SÃO 40% NO BRASIL, PERNAMBUCO TEVE TAXA MAIOR

Nas eleições municipais de 2024, os resultados trazem uma análise significativa sobre a composição das câmaras municipais em todo o Brasil. De acordo com os dados apurados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 40,79% dos candidatos vitoriosos nas eleições para vereadores já ocupavam uma cadeira em seus respectivos municípios. Dos 58.400 vereadores eleitos, 23.823 já possuíam mandatos e garantirão a continuidade de seu trabalho por mais quatro anos a partir de 2025.

Esse percentual expressivo de reeleições é reflexo de uma busca contínua dos eleitores por representantes que já possuem experiência legislativa, mantendo a confiança naqueles que já estavam à frente das decisões locais. A taxa de reeleição em todo o país foi de 58,39% entre os candidatos que buscavam prolongar sua atuação nas câmaras municipais. No entanto, 41,61% dos vereadores que tentaram a reeleição não conseguiram se manter no cargo, totalizando 16.976 candidatos que foram derrotados nas urnas.

Os dados ainda podem sofrer mudanças, já que algumas candidaturas estão sub-judice, aguardando decisões judiciais que poderão modificar os resultados finais. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi responsável por sistematizar as informações oficiais fornecidas pelo TSE, e esse acompanhamento minucioso traz à tona um panorama claro sobre o atual cenário político municipal.

Em Pernambuco, a taxa de reeleição foi bem superior à média nacional, com 63,93% dos vereadores conseguindo manter seus mandatos. Esse índice revela uma maior aceitação por parte dos eleitores pernambucanos em relação ao trabalho de seus representantes nas câmaras municipais. Outros estados também se destacaram, como o Rio Grande do Norte, que obteve a maior taxa de reeleição, com 70,05% dos vereadores renovando seus mandatos. No total, 1.249 vereadores potiguares que buscavam a reeleição garantiram mais quatro anos no cargo, evidenciando um cenário de forte aprovação pública.

Por outro lado, o Acre apresentou o menor percentual de reeleições. Apenas 45,18% dos vereadores que tentaram prolongar seus mandatos conseguiram se reeleger, o que representa, em números absolutos, 61 vereadores entre 135 candidatos. Esse dado coloca o estado em destaque como o menos receptivo à continuidade dos mandatos em relação ao restante do país.

Em estados como Alagoas, Paraíba e Piauí, as taxas de reeleição também foram notáveis, com 68,10%, 69,29% e 67,56%, respectivamente, revelando uma tendência de apoio expressivo à continuidade legislativa. Já estados como Espírito Santo, Rondônia e Roraima, com percentuais de 49,49%, 51,90% e 46,96%, apresentaram um cenário mais equilibrado entre renovação e manutenção de mandatos.

As eleições de 2024 refletem, assim, não apenas o desejo de mudança em muitas cidades brasileiras, mas também a confiança renovada em vereadores que, mesmo enfrentando desafios durante seus mandatos, conseguiram assegurar o apoio necessário para continuar representando suas comunidades nas câmaras municipais.