quarta-feira, 16 de outubro de 2024

RIVAIS DE MARCOLA SÃO LEVADOS PARA MOSSORÓ EM RACHA DO PCC

Racha histórico no PCC: Rivais de Marcola são levados para Mossoró
Três importantes ex-integrantes da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram transferidos da Penitenciária Federal de Brasília para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte – que ficou nacionalmente conhecida após ser a primeira unidade do tipo a registrar uma fuga, no começo do ano.

A mudança ocorreu nessa terça-feira (15/10). Roberto Soriano, conhecido como Tiriça, Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, e Wanderson Nilton de Paula Lima, apelidado de Andinho, declararam guerra a Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola (foto em destaque), líder máximo da facção.

Não é a primeira vez que Tiriça passa por Mossoró. Em sua última passagem pela unidade, em 2015, ele chegou a denunciar maus-tratos por parte dos policiais penitenciários. Em abril de 2015, Tiriça foi filmado durante uma discussão com policiais penais. Na ocasião, ele denunciou que a prisão estava sem luz e água.

“Covardia”

Em gravação, anexada a uma investigação interna, agentes e presos tratavam de problemas estruturais do presídio, que ficou ao menos dois anos sem qualquer manutenção.

Além de Soriano, outro integrante do PCC também aparece nas imagens. Trata-se de Nilton Cezar Antunes Verón, atual aliado de Marcola, e acusado de planejar a morte de um juiz federal no Mato Grosso do Sul.

Verón aparece algemado e é escoltado por policiais até o pátio da Penitenciária Federal de Mossoró, onde estavam sentados outros integrantes do PCC – entre eles, Tiriça. Os agentes os repreendiam por incitarem a desordem, pois os presos estavam revoltados com punições aplicadas.

No vídeo, é possível ouvir o policial falar para Soriano: “Cruza as pernas, interno. A postura é perna cruzada. Está escutando, interno? Outro dia, estava chorando aí para sair do RDD [regime disciplinar diferenciado]”. Tiriça rebateu: “Eu não estava chorando. Estava era com a neurose da covardia de vocês, rapaz”.

Em outro momento, Francisco Antônio Cesário da Silva, conhecido como “Piauí”, reclama das condições do complexo de segurança máxima. “Não funcionava luz. Tudo [está] no escuro desde quarta-feira. Aí, ontem, foi […] eu. Agora, [estou] com a cela sem água”, disse.

Ao ver que a conversa era gravada, Soriano enfrentou os policiais. “Estavam gravando aí. Demorou para gravar. A gente está certo. [Se] botar um monte de fuzil na cara, você vai ver, seu safado do caralho”, completou Tiriça.

Racha histórico

Os três criminosos protagonizam um racha histórico dentro do PCC. O principal estopim para essa divisão foi uma conversa gravada entre Marcola e policiais penais federais, na qual ele descreveu Roberto Soriano como um “psicopata”.

Essa declaração foi utilizada pelos promotores durante o julgamento de Soriano, que foi condenado a 31 anos e seis meses de prisão em 2023, pelo assassinato da psicóloga Melissa de Almeida Araújo, uma ação que a facção tomou como uma resposta à rigidez do regime penitenciário federal.

Quem é quem

Roberto Soriano (Tiriça): considerado o número dois do PCC e líder da “Ala Terrorista” da facção, ele é responsável pela coordenação de ações violentas, incluindo o assassinato de autoridades. Soriano é visto como um criminoso de altíssima periculosidade e possui um considerável poder financeiro dentro do grupo.

Abel Pacheco de Andrade (Vida Loka): um dos principais aliados de Soriano, Pacheco é igualmente conhecido por suas conexões e influência no PCC. Sua relação com Soriano se fortaleceu após as declarações de Marcola, levando a uma aliança contra o líder da facção.

Wanderson Nilton de Paula Lima (Andinho): também alinhado a Soriano e Pacheco, Andinho compartilha da mesma visão de insatisfação em relação à liderança de Marcola e é considerado um dos articuladores no plano para sua expulsão.

Salve

Investigações apontam que lideranças do PCC ligados ao Marcola emitiram um “salve geral” determinando que os integrantes da facção identificassem agentes penitenciários paulistas. Registros foram apreendidos com presos da Penitenciária de Parelheiros, na zona sul de São Paulo, no mês passado.


No documento manuscrito, obtido pelo Metrópoles, é dado o prazo de 30 dias para que os criminosos responsáveis pelos presos de pavilhões ou raios, chamados de “jets”, levantem os nomes e endereços de dois agentes penitenciários por unidade.

Nessa segunda-feira (14/10), policiais militares foram alvo de tiros, disparados por pistoleiros, em duas ocorrências diferentes no Guarujá, litoral paulista. Ninguém se feriu ou foi preso.


As atividades criminosas da cidade são dominadas pelo PCC, que estaria envolvido com a determinação do assassinato de policiais da ativa e da reserva no município, segundo investigação conjunta da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP). (Via: Na Mira)

ESTUDO MOSTRA QUE MARÇAL DIVIDIU A DIREITA NO PAÍS

A pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República divulgada no último domingo (13) pelo instituto Quaest, apesar da antecedência de 3 anos do pleito, traz sinalizações relevantes tanto para a esquerda quando para a direita na corrida pela sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto.

O levantamento testou um cenário hipotético em que os candidatos seriam Lula, o influenciador Pablo Marçal (PRTB) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não entrou na simulação.

De acordo com a Quaest, se a eleição fosse hoje e esses fossem os candidatos à Presidência da República, Lula lideraria a disputa com 32% das intenções de voto. Em seguida, vêm Marçal, com 18%, e Tarcísio, com 15%. Como a margem de erro estimada pela pesquisa é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, os dois nomes da direita estariam em situação de empate técnico.

Eleitores que dizem que não iriam votar nesta situação ou que votariam em branco ou nulo somaram 18% da amostra − mesmo percentual daqueles que se dizem indecisos. Foram ouvidas 2.000 pessoas de todas as regiões do País entre os dias 25 e 29 de setembro. O nível de confiança é de 95% − o que significa que, se o levantamento tivesse sido feito mais de uma vez e sob as mesmas condições, esta seria a probabilidade de o resultado se repetir dentro do limite da margem de erro.

A Quaest também mostrou que, em um intervalo de três meses, subiu de 53% para 58% o grupo de eleitores que defendem que Lula não dispute a reeleição em 2026. Do lado contrário, os que apoiam a recondução do petista recuaram 5 pontos percentuais de julho para cá e passaram a somar 40% da amostra.

A três anos do pleito, a pesquisa não deve ser interpretada como uma previsão do futuro, mas se trata de relevante exercício de cenário, que pode antecipar tendências para a próxima corrida ao Palácio do Planalto em um País ainda marcado pela polarização.

Em certa medida, o levantamento confirma recado das urnas nas últimas eleições: a repulsa ao Partido dos Trabalhadores (PT) segue forte entre eleitores. Por outro lado, também mostra a força do lulismo, com o atual presidente mantendo competitividade para uma disputa em que contará com o peso da máquina do governo.

No campo da direita, a Quaest mostra que Pablo Marçal já é um fenômeno nacional e que dividiu o eleitorado conservador. Segundo o levantamento, enquanto Lula mantém 71% dos eleitores que votaram nele em 2022, a base de Bolsonaro rachou. Sem o ex-presidente na disputa, seus votos se dividem entre o influenciador (33%) e Tarcísio (32%).

GOVERNO DE PERNAMBUCO PAGA BÔNUS DE DESEMPENHO A PROFESSORES

Em homenagem ao Dia do Professor, o Governo de Pernambuco iniciou o pagamento do Bônus de Desempenho Educacional (BDE) a 21 mil professores da Rede Estadual de Ensino nesta terça-feira, 15. Estão sendo investidos R$ 164 milhões na ação, com os valores pagos variando entre R$ 696,70 e R$ 21.881,72. Os docentes contemplados promoveram melhorias no processo de ensino e aprendizado das escolas estaduais.

O pagamento do bônus foi anunciado pela governadora Raquel Lyra no dia 19 de setembro, em Salgueiro, durante reunião com novos gestores e adjuntos/assistentes de gestão das escolas dos municípios do Sertão. “E a notícia que estamos anunciando é que já tem data para pagar o Bônus de Desempenho Educacional, que será dia 15 de outubro”, disse na ocasião a governadora.

O BDE será pago aos profissionais que atuam nas escolas que possuem matrícula nas etapas de ensino examinadas pelo Ideb e Idepe – 5° Ano do Ensino Fundamental, 9° Ano do Ensino Fundamental e 3° Ano do Ensino Médio. Também vão receber, servidores que trabalharam pelo menos 6 meses em 2023 em unidade escolar elegível, Gerência Regional de Educação (GRE) ou sede da Secretaria de Educação. Os servidores podem consultar os valores a receber na plataforma do BDE, informando matrícula, CPF e data de nascimento.

JOGO DURO EM OLINDA

O segundo turno da disputa pela Prefeitura de Olinda revela um cenário de equilíbrio entre Vinicius Castello, do PT, e Mirella Almeida, do PSD, ambos concorrendo com um grau elevado de competitividade. Vinicius Castello, que carrega o peso do apoio presidencial, já mostrou sua proximidade com Lula, um símbolo de força no Nordeste, e conta ainda com o reforço de João Campos, prefeito do Recife, que já marcou presença ao seu lado em atos de campanha. Esse alinhamento político, com figuras tão representativas da esquerda, coloca a candidatura de Castello em um patamar estratégico para angariar votos de eleitores que acreditam na continuidade de projetos sociais promovidos pelo PT.

Por outro lado, Mirella Almeida, indicada por Lupércio, atual prefeito de Olinda, entra no segundo turno com a estrutura da máquina pública ao seu favor. A força de uma gestão que já conhece os mecanismos de poder local pode ser uma vantagem considerável. Além disso, o apoio da governadora Raquel Lyra, que tem demonstrado um crescente poder de articulação política no estado, oferece um respaldo que vai além das fronteiras de Olinda, fazendo de Mirella uma candidata com apoio em esferas mais amplas de poder. 

O eleitorado que foi conquistado por Izabel Urquiza no primeiro turno desponta como o ponto de virada. O resultado final poderá depender da capacidade de captação desses votos. A pergunta que paira sobre os olindenses é se esses eleitores estarão dispostos a votar em um candidato petista, favorecendo uma mudança de rumos para a cidade, ou se o conservadorismo e a rejeição ideológica ao PT falarão mais alto, garantindo uma possível vitória de Mirella Almeida.

Nos bastidores, a equipe política do Palácio do Campo das Princesas está otimista. Caso Mirella conquiste a prefeitura de Olinda, a governadora Raquel Lyra poderá sair dessa eleição municipal ainda mais fortalecida, consolidando sua presença política em diversas esferas de poder em Pernambuco. A vitória nas duas prefeituras que estão em jogo no segundo turno pode lançar Raquel com força para as eleições de 2026, projetando-a em um cenário estadual e possivelmente nacional, enquanto sua base de apoio se expande significativamente.

A disputa, portanto, não é apenas entre dois candidatos, mas entre projetos políticos, ideologias e forças que podem redesenhar o mapa de poder de Pernambuco, com desdobramentos que vão além das fronteiras de Olinda.

PROGRAMA ÁGUAS DE PERNAMBUCO BENEFICIARÁ SAO BENTO DO UNA

Programa Águas de Pernambuco beneficiará também São Bento do Una
A deputada estadual e majoritária em São Bento do Una, Debora Almeida participou hoje do lançamento do programa Águas de Pernambuco e o seu município saiu também com contemplado com a assinatura da licitação para atualização do projeto da Barragem de São Bento que irá atender todo o seu território e também a cidade de Capoeiras. O valor da obra está orçado em torno de R$ 161 milhões com recursos já garantidos pela governadora Raquel Lyra. “Esse é um grande anuncio que mostra o comprometimento da gestão com as pessoas e o desenvolvimento do Estado. A barragem era algo que todos nós cobrávamos e agora estamos vendo uma possibilidade dessa situação se resolver e os pernambucanos é quem saem ganhando”, ressalta a deputada, Debora Almeida.
O programa como um todo irá destinar R$ 6,1 bilhões para investimento em água e esgoto nos próximos anos. Esse é o maior aporte feito pelo Executivo para esta finalidade na história do Estado. Do valor total um montante de R$ 3,9 bilhões são para ações voltadas à água e R$ 2,2 bilhões para esgoto. Durante a solenidade de hoje, a governadora assinou além da autorização do processo licitatório para atualização do projeto da barragem de São Bento do Una, no Agreste; o contrato para execução da obra da Barragem Gatos, no município de Lagoa dos Gatos, na Mata Sul; a ordem de serviço para atualização do projeto da Barragem Barra de Guabiraba, no município de mesmo nome, no Agreste; a autorização da licitação para as obras das barragens de Engenho Pereira, no município de Moreno, Grande Recife, e Igarapeba, na Mata Sul; a autorização para abertura de licitação para a obra Adutora de Negreiros, que vai levar água da transposição do Rio São Francisco para o Sertão do Araripe, e por fim, a autorização da homologação da licitação para implantação do Sistema Adutor do Agreste, permitindo a entrega de água a Toritama e Santa Cruz do Capibaribe.

LABANCA VIRA QUASE UNANIMIDADE EM SÃO LOURENÇO DA MATA

Vinicius Labanca, eleito em 2020 como prefeito de São Lourenço da Mata, protagonizou uma ascensão notável na política pernambucana. Em uma disputa apertada, Labanca, representando o PSB, assumiu o Executivo Municipal com uma vantagem de menos de 5% sobre o segundo colocado, uma conquista que, na época, foi vista como uma vitória expressiva, mas ainda sem grandes proporções além dos limites do município. No entanto, essa eleição foi apenas o início de uma jornada que o colocaria entre os mais influentes políticos do estado de Pernambuco e o consolidaria como uma liderança incontestável na Região Metropolitana.

Ao longo de seu mandato, Labanca demonstrou uma capacidade singular de articulação política e de administração pública, fatores que rapidamente elevaram sua popularidade. O prefeito, que iniciou sua gestão com uma base eleitoral relativamente modesta, foi capaz de transformar esse apoio inicial em uma plataforma de confiança e credibilidade entre os eleitores. Sua capacidade de conduzir políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico e social do município, aliada à eficiência administrativa, fez com que São Lourenço da Mata passasse a ser vista como um modelo de gestão na região.

A reeleição de Labanca em 2024 foi um reflexo direto dessa trajetória ascendente. No intervalo de quatro anos, ele mais que dobrou sua votação, saltando de 23.867 votos em 2020 para impressionantes 56.964 votos em 2024, uma marca que o consagrou como um dos maiores fenômenos eleitorais da recente história política de Pernambuco. Com 88,39% dos votos válidos, ele não apenas garantiu sua continuidade no cargo de prefeito, mas também se destacou em nível nacional, sendo apontado como um dos prefeitos com maior índice de aprovação no Brasil.

Esse resultado expressivo nas urnas é o reflexo de uma gestão que conseguiu equilibrar bem as demandas populares com uma visão estratégica de longo prazo para o município. Labanca foi incansável na busca por investimentos e projetos que trouxessem melhorias concretas para São Lourenço da Mata, desde infraestrutura até políticas de inclusão social, o que reforçou sua imagem de gestor comprometido e eficiente. Além disso, sua capacidade de diálogo e construção de alianças políticas fez com que ele se tornasse uma peça central no tabuleiro político do estado, ganhando o respeito tanto de lideranças locais quanto estaduais.

Com uma aprovação popular em níveis históricos, Vinicius Labanca começa a ser visto não apenas como o prefeito de um município, mas como uma figura de peso no cenário político de Pernambuco. Seus feitos à frente da prefeitura o colocam como um dos nomes mais cotados para disputas maiores, e seu desempenho nas urnas em 2024 foi uma clara demonstração de sua força eleitoral e de sua habilidade em manter um vínculo direto com a população.

BOTAFOGO QUER DISPUTAR MANDATO DE ESTADUAL

O atual prefeito de Carpina, Manuel Botafogo (PMN), parece ter outros planos para o futuro político, contrariando a expectativa de muitos que acreditavam que ele estaria pronto para "pendurar as chuteiras". Fontes próximas ao prefeito indicam que Botafogo pretende disputar um mandato de deputado estadual nas próximas eleições.

Com uma carreira política marcada por forte liderança e engajamento em projetos voltados para o desenvolvimento de Carpina e da região, Botafogo se mostra decidido a expandir sua atuação. A ideia de buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) reflete sua intenção de influenciar de maneira mais ampla, levando adiante sua experiência adquirida à frente da prefeitura. 

Essa movimentação já está gerando comentários nos bastidores da política pernambucana. De um lado, há quem veja a possível candidatura como uma tentativa de solidificar seu legado, levando suas propostas a um público maior. De outro, há especulações sobre as alianças que ele poderá formar para viabilizar essa nova etapa. Botafogo, com sua trajetória de trabalho reconhecida por muitos, terá pela frente o desafio de construir uma base eleitoral além de Carpina, disputando espaço com políticos já estabelecidos no cenário estadual.

Ainda que a candidatura não tenha sido oficialmente anunciada, o clima de expectativa é crescente. A população de Carpina e observadores políticos de Pernambuco estarão atentos aos próximos passos de Botafogo, que, mesmo sem confirmação formal, já coloca em movimento articulações e estratégias para essa nova fase de sua trajetória pública.

PÁREO DURÍSSIMO EM PAULISTA

A eleição para a prefeitura de Paulista, uma das únicas cidades de Pernambuco a ter segundo turno em 2024, já está projetando o cenário político para 2026. De um lado, Júnior Matuto (PSB), ex-prefeito que busca retornar ao cargo, do outro, Ramos (PSDB), a nova aposta do partido, em um embate que promete antecipar a polarização entre João Campos e Raquel Lyra.

Paulista, que já vem sofrendo com a gestão do atual prefeito Yves Ribeiro, se tornou palco de uma disputa que ultrapassa as questões locais. Matuto, com sua bagagem de gestor, tentará se desvincular de críticas e desgastes acumulados, buscando na aliança com João Campos um reforço crucial para enfrentar o PSDB. O atual prefeito do Recife, que enxerga nessa eleição um ponto chave para consolidar sua força metropolitana, já mostrou interesse em se engajar diretamente na campanha de Matuto, numa tentativa de manter a influência de seu grupo político ativa na região.

Por outro lado, Ramos, candidato do PSDB, encontra-se em uma situação que requer sutileza. A sua principal estratégia será se apoiar na popularidade da governadora Raquel Lyra, cuja força crescente no estado pode ser um diferencial determinante. No entanto, um dos seus desafios será se distanciar das críticas à administração de Yves Ribeiro, buscando apresentar-se como uma renovação, sem que as críticas à gestão atual contaminem sua candidatura.

O cenário político em Paulista, portanto, é um microcosmo do que veremos em 2026, com dois projetos de governo em conflito. No campo de Matuto, a aposta está em minimizar os impactos negativos de suas gestões passadas, apoiado pelo capital político de João Campos. Já para Ramos, a governadora Raquel Lyra será a principal aliada, enquanto ele tentará se mostrar uma alternativa viável, desvinculada dos problemas recentes da cidade.

O resultado dessa disputa provavelmente será definido nos detalhes, numa eleição marcada pelo desgaste mútuo e pela busca de redução de rejeição. A expectativa é que tanto João Campos quanto Raquel Lyra assumam papéis protagonistas, com a campanha em Paulista servindo de termômetro para a sucessão estadual em 2026.