sexta-feira, 13 de dezembro de 2024
RECIFE REALIZA A TERCEIRA CONFERÊNCIA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE
PERNAMBUCO VAI CONTAR COM R$ 5,64 BILHÕES DO FNE EM 2025
Pernambuco vai contar com R$ 5,64 bilhões do FNE em 2025
A programação financeira foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Suden
Na divisão setorial, a infraestrutura ganha destaque com o maior aporte financeiro e fica com R$ 1,33 bilhãoes
O Conselho Deliberativo da Sudene realizou a sua 35ª Reunião nesta quarta-feira (11), para definir as diretrizes, prioridades e programação anual do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para o exercício 2025. Do total de R$ 47,29 bilhões estimados para as contratações do próximo ano, R$ 5,64 (11,9%) serão destinados a empreendimentos instalados em PernambucoEntre os setores do estado, a fatia maior de recursos financeiros ficou com a infraestrutura, que será contemplada com R$ 1,33 bilhão, vindo em seguida a pecuária (R$ 1,20 bilhão), comércio e serviços (R$ 1,18 bilhão), indústria (R$ 1,04 bilhão), agricultura (R$ 682,39 milhões), turismo (R$ 116,42 milhões), FNE Verde Sol Pessoa Física (R$ 30,28 milhões) e FNE P-Fies (R$ 51 mil).
“O FNE é o principal fundo para o desenvolvimento regional e tem obtido resultados muito positivos nos últimos anos, garantindo crédito para os principais setores da economia da Região”, destacou o superintendente da Sudene, Danilo Cabral. Ele informou que, de janeiro a outubro deste ano, o FNE já contratou R$ 3,5 bilhões no Rio Grande do Norte em mais de 132 mil contratos, segundo dados do Banco do Nordeste, agente operador do fundo. “Isso representa 74% do valor que foi programado para o ano no estado e nós vamos alcançar a meta estabelecida”, afirmou.
A divisão dos R$ 47,29 bilhões por estado contemplou, ainda, a Bahia (R$ 9,98 bilhões), Ceará (R$ 6,31 bilhões), Maranhão (R$ 5,01 bilhões), Piauí (R$ 4,61 bilhões), Rio Grande do Norte (R$ 3,33 bilhões), Paraíba (R$ 3,28 bilhões), Minas Gerais (2,87 bilhões), Alagoas (R$ 2,54 bilhões), Sergipe (R$ 2,48 bilhões) e Espírito Santo (R$ 1,19 bilhão). O total de recursos financeiros calculado para o próximo ano representa 18,6% a mais em relação à estimativa inicial para 2024.
Compõem a lista de prioridades os empreendimentos localizados em município polo de uma região geográfica intermediária; região do semiárido; microrregião classificada como baixa renda ou média renda; Bacias dos Rios Parnaíba e São Francisco; área de influência do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF); inseridos em Regiões Integradas de Desenvolvimento (RIDE); além de cidades selecionadas para os programas vinculados aos objetivos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e as regiões que vierem a ser definidas pelo Comitê-Executivo da Câmara de Políticas de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional ou pela Política de Desenvolvimento Industrial Nova Indústria Brasil (NIB).
Para toda a área de atuação da Sudene, estão planejados R$ 33,1 bilhões para as tipologias prioritárias do FNE. A previsão orçamentária para o semiárido é de R$ 24,1 bilhões, enquanto as Rides contam com uma projeção de R$ 1,14 bilhão. Para o Programa Cidades Intermediadoras foram reservados 5,5% do total contratado com o Fundo. Criado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), este programa tem o objetivo de promover a descentralização do crescimento econômico e social do país, buscando alcançar as metas PNDR.
Durante a reunião do Conselho Deliberativo, também foram atualizadas as diretrizes e prioridades do FNE para o próximo ano, que incluem a ampliação dos recursos para projetos de conservação e proteção do meio ambiente, recuperação de áreas degradadas ou alteradas, recuperação de vegetação nativa e desenvolvimento de atividades sustentáveis; o aperfeiçoamento das regras para o financiamento de obras de retrofit em centros históricos; e uma linha específica para apoio a cooperativas de produção, o FNE Coopera.
Os conselheiros aprovaram, ainda, as prioridades do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que contará com um orçamento de R$ 1 bilhão para 2025. Serão considerados prioritários para obtenção do financiamento empreendimentos que estejam localizados em município-polo de uma região intermediária, com exceção das capitais estaduais; esteja localizado no semiárido e inserido numa microrregião que seja classificada pela tipologia sub-regional da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) como baixa ou média renda, independente do dinamismo.
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"ATRAVÉS DA INFORMÁTICA, EU TENHO UM NOVO AMBIENTE DE TRABALHO E MINHA VIDA SE TRANSFORMOU", DIZ EX CATADORA
Através da informática, eu tenho um novo ambiente de trabalho e minha vida se transformou’, diz ex-catadora
Programa do Ministério das Comunicações ofereceu curso de informática; aprendizado permitiu abandonar o trabalho em lixão
Foi do lixão de Manacapuru (AM) que a jovem Érica Lima, de 26 anos, saiu para ver sua vida se transformar por meio de um curso de informática. Ela e sua família são trabalhadores que sempre ganharam a vida no lixão, mas viu a vida seguir novos rumos quando a tia, Maria José Lima, soube das aulas e incentivou a sobrinha a fazer inscrição.
“Foi a melhor escolha naquele momento. Mudou toda a minha trajetória. Eu passei a ganhar salário no emprego que consegui com minha formação, porque catador não ganha salário, ganha centavos para sobreviver. Minha mãe deixou de comer para me ajudar com os estudos”, lembrou Erica.
A jovem se formou no curso de informática do Computadores para a Inclusão, do Ministério das Comunicações, e agora trabalha na Câmara Municipal. Érica também passou a fazer faculdade de enfermagem e quer ter renda para outra formação dos sonhos: a engenharia da computação.
O impacto social da iniciativa é percebido na comunidade: formação humana, técnica e empreendedora, que busca fomentar a inclusão digital e a capacitação para o mercado de trabalho, com foco na complementação educacional e cultural, colocando o aluno como o protagonista do processo de aprendizagem.
“A história da Érica se soma a de muitas outras pessoas que não tinham a inclusão social e digital. Mas ela acreditou no programa, estudou, alcançou parte dos seus objetivos e hoje saiu de uma realidade para novas oportunidades de trabalho. Isso nos orgulha e nos motiva a seguir com o programa”, disse o ministro das Comunicações, Juscelino Filho.
O Ministério das Comunicações acompanhou um dia da rotina da Érica, conheceu o escritório que ela trabalha e aplica os seus aprendizados em informática. A pasta também visitou o antigo local de trabalho da agora ex-catadora.
“Meu sentimento é de gratidão por esse local. Pode ser uma lixeira para muitos, mas, para mim, foi algo que me proporcionou coisas boas, por mais que seja um local de dificuldade. Foi aqui que eu me vesti, comecei minha trajetória de vida e emprego, tive contato com a primeira tecnologia. Aqui eu aprendi a ser um ser humano. Foi aqui que eu percebi que posso sonhar”, recordou Érica.
No Amazonas, os cursos do Ministério das Comunicações são realizados em parceria com o Instituto Descarte Correto, que funciona como o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC). Cada estado tem seu CRC e o espaço, além das oficinas, permite o certificado para que muitos jovens tenham uma nova profissão.
“São vários cursos que o governo oferece. Que nosso presidente e ministros continuem fazendo isso e possam seguir olhando por nós, porque o trabalho deles não está sendo em vão. São muitos talentos no Brasil e eu quero ser motivação para jovens e exemplo de mudança de vida. Eu sou um pedacinho de tudo que acontece no Brasil”, finalizou.
Ascom MCom
Assessoria Especial de Comunicação Social